Em new york:

Disco essencial de Lou Reed, “New York” já é trintão e será relançado com quase 30 gravações inéditas

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A gravadora Rhino Records está comemorando o aniversário de 30 anos de “New York”, um dos álbuns essenciais da discografia de Lou Reed.

E o maior presente dessa festa toda é o relançamento do álbum com um conteúdo especialíssimo e caprichado, contendo gravações de estúdio nunca lançadas e registros raros de shows em áudio e vídeo. Outra novidade é que “New York” sairá pela primeira vez em uma versão de vinil 180 gramas.

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“New York: Deluxe Edition” estará nas lojas no dia 25 de setembro em CD triplo e vinil duplo, com a versão original do disco todo remasterizado. No total, serão 26 gravações inéditas. Tem ainda um DVD com imagens da “New York Tour”, realizada em 1990, com o disco todo sendo tocado na íntegra em Montreal.

Os detalhes do tracklist podem ser conferidos abaixo.

New York: Deluxe Edition – Tracklist

Disc One: Original Album (2020 Remaster)
01. Romeo Had Juliette
02. Halloween Parade
03. Dirty Blvd.
04. Endless Cycle
05. There Is No Time
06. Last Great American Whale
07. Beginning Of A Great Adventure
08. Busload Of Faith
09. Sick Of You
10. Hold On
11. Good Evening Mr. Waldheim
12. Xmas In February
13. Strawman
14. Dime Store Mystery

Disc Two: “New York” – Live
01. Romeo Had Juliette *
02. Halloween Parade *
03. Dirty Blvd. *
04. Endless Cycle *
05. There Is No Time *
06. Last Great American Whale *
07. Beginning Of A Great Adventure *
08. Busload Of Faith *
09. Sick Of You *
10. Hold On *
11. Good Evening Mr. Waldheim *
12. Xmas In February *
13. Strawman *
14. Dime Store Mystery *

Disc Three: Works In Progress/Singles/Encore
01. Romeo Had Juliette (7” Version)
02. Dirty Blvd. (Work Tape) *
03. Dirty Blvd. (Rough Mix) *
04. Endless Cycle (Work Tape) *
05. Last Great American Whale (Work Tape) *
06. Beginning Of A Great Adventure (Rough Mix) *
07. Busload Of Faith (Solo Version) *
08. Sick Of You (Work Tape) *
09. Sick Of You (Rough Mix) *
10. Hold On (Rough Mix) *
11. Strawman (Rough Mix) *
12. The Room (Non-LP Track)
13. Sweet Jane (Live Encore) *
14. Walk On The Wild Side (Live Encore) *

DVD
01. Romeo Had Juliette
02. Halloween Parade”=
03. Dirty Blvd.
04. Endless Cycle
05. There Is No Time
06. Last Great American Whale
07. Beginning Of A Great Adventure
08. Busload Of Faith
09. Sick Of You
10. Hold On
11. Good Evening Mr. Waldheim
12. Xmas In February
13. Strawman
14. Dime Store Mystery
Audio Only Bonus
15. A Conversation with Lou Reed

Vinyl Track Listing
Side A
01. Romeo Had Juliette
02. Halloween Parade
03. Dirty Blvd.
04. Endless Cycle

Side B
01. There Is No Time
02. Last Great American Whale
03. Beginning of a Great Adventure

Side C
01. Busload of Faith
02. Sick of You
03. Hold On
04. Good Evening Mr. Waldheim

Side D
01. Xmas In February
02. Strawman
03. Dime Store Mystery

* = faixas nunca lançadas anteriormente.

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Popload no CMJ, em Nova York. Conheça os australianos Tora e Crooked Colours

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* Um dos grandes pequenos festivais do planeta, o tradicional CMJ Music Marathon aconteceu semana passada tendo Nova York como seu quintal. Tal qual o South by Southwest, o CMJ não é realizado em um só lugar. Ele usa os clubes da cidade para espalhar bandas novas, velhas fazendo coisas novas, showcases diversos, formato perfeito para adoradores de música e o pessoal do business ver as novas caras no cenário musical mundial em casas fechadas.
No dia 13, a enviada especial da Popload ao CMJ, a Isadora Almeida, foi conferir de perto shows de bandas australianas e algumas norte-americanas no bar/casa de show Pianos, na agitadinha Ludlow St., no Soho. Você sabe, há uma cena riquíssima de bandas australianas pulsando desde sempre, mas a localização geográfica dificulta bem o intercâmbio. Às vezes um Tame Impala, uma Courtney Barnett e um Chet Faker escapa para estes lados mais ocidentais, mas o fato é que a cena australiana tem mais um sem-número de bandas boas, rádios boas, clubes bons. Então temos que ficar espertos com o que rola do “lado de lá”, mesmo estando do lado de cá. E a Isadora, espertíssima à cena nova não só da Austrália, conta o que viu no CMJ na pegada. E ainda por cima fez boas entrevistinhas com a galera nova de Down Under.

“As bandas que mais chamaram atenção nesse showcase que fui foram Crooked Colours e Tora. O Crooked Colours, trio eletrônico de Perth, a terra do Kevin Impala, tem show impecável e potencial para tocar na tenda dance do Coachella ou no Clubinho do Popload Festival =D. É show pra ver com os amigos #vibe.
A apresentação do Tora, que é de Byron Bay, foi no segundo andar do Pianos, som mais intimista que se perdeu um pouco em algumas conversas do pessoal que bebia no bar. Ainda assim, o quinteto fez bonito. Banda nova e dedicada em tentar prender a atenção do pessoal que estava ali para ouvir música. Boa música, no caso. Pelo menos a minha atenção eles prenderam. Conversei com o pessoal do Crooked Colours e Tora aqui para a Popload:”

*** Crooked Colours

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Popload – Onde/ Quando/ Por que vocês decidiram formar a banda?
Crooked –
Nós começamos tem uns 3 anos. Somos da mesma região na Austrália e nos conhecemos através de amigos que sabiam que fazíamos música. A cena por lá é meio pequena, então era questão de tempo começarmos a fazer música juntos e montar a banda.

O que vocês acham do CMJ como uma plataforma para apresentar novos nomes?
É ótimo! Muita coisa acontecendo num pequeno espaço é incrível. Perfeito pra fazer contato com pessoas bacanas do mundo todo.

Vocês têm a intenção de tocar no Brasil? Já ouviram falar sobre nossos festivais?
Nos adoraríamos tocar no Brasil! Várias bandas Australianas tocam com certa frequência e amam tocar por lá. Queremos muito fazer parte desse grupo e curtir no Brasil. As pessoas por lá parecem muito apaixonadas por música e isso tem muito a ver com a gente, por também sermos loucos por música. América do Sul está no topo da nossa lista, estamos ansiosos e esperamos tocar por lá o mais rápido possível.

Por que os Brasileiros deveriam ouvir o Crooked Colours?
É um som meio diferente, um pouco “cru”, direto.

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***Tora

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Popload – Onde/ Quando/ Por que vocês decidiram formar a banda?
Tora –
Byron Bay, costa leste da Austrália, em 2013. Todos nós estudamos juntos e tocamos faz bastante tempo, depois que o Tobias e Jo [integrantes da banda] começaram a produzir algumas coisas, todos nós nos reuníamos pra tocar o que saia dessas produções. Assim surgiu o Tora.

O que vocês acham sobre o CMJ como uma plataforma para apresentar novos nomes?
Certamente é um ótimo lugar para se estar com uma banda nova. Estou bem feliz de este ano, nem dois anos de que montamos a banda, poder fazer parte disso. É uma oportunidade muito legal de o público ver grupos que já conhece e principalmente que vão conhecer aqui. O CMJ oferece muitas opções, isso é demais.

Vocês têm a intenção de tocar no Brasil? Já ouviram falar sobre nossos festivais?
Claro! Acho que é só questão de tempo. A América do Sul tem tanto festival legal, e acho que o Brasil é o lugar que mais queremos tocar por lá. Tirando a África, a América do Sul é a única parte do mundo que ainda não tivemos a oportunidade de explorar como banda.

Por que os brasileiros deveriam ouvir a Tora?
Porque simplesmente eles vão adorar nosso som!

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Popload em Nova York

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* Don’t sleep till Brooklyn.

* Juro que eu não fugi do Brasil para escapar da festa corinthiana durante esta semaninha “cheia”. Não SÓ por isso, digamos.

* Popload se mandou para os EUA na missão de conferir de perto, sob as águas, a primeira edição do Coachella Cruise, o S.S. Coachella, uma versão do festival do deserto da california desta vez em cima de um navio que dará um rolê musical pelas Bahamas, partindo de Miami. Sobre o cruzeiro do Coachella, que acontece no próximo fim de semana e terá Pulp, Hot Chip, James Murphy, Simian Mobile Disco, Sleigh Bells, Grimes, Rapture, Father John Misty, Black Lips, Warpaint e mais uma galera “on board”, a gente fala mais depois.

É que, antes da zueira marítima, este blogueiro passará um frio louco em semana agitada de Nova York. Nunca vi tanto show junto em um lugar como esses dos próximos dias na mais famosa cidade do planeta. Nem em Londres dos “bons tempos”, acho. Tem pelo menos uns quatro shows imperdíveis por dia na região de Manhattan, Brooklyn e até New Jersey.

A grande turnê comemorativa dos Rolling Stones (Jagger moving like Jagger no Brooklyn, sábado, em foto do “NYTimes”. A legendária banda toca quinta em Newark com Black Keys e Lady Gaga de convidados); o absurdo show do Madison Square Garden em benefício às vítimas do furacão Sandy (Paul McCartney, Bruce Springsteen, os próprios Stones, The Who, Dave Grohl, Eddie Vedder, Jay-Z etc.); a volta do Yo La Tengo; Smashing Pumpkins; The Killers; Of Montreal com o Foxygen abrindo; Andrew Bird; Totally Enormous Distinct Dinosaurs; Paul Banks; James Blake; e, ufa, outro show beneficente provocado pelo Sandy, desta vez indie, que terá Grizzly Bear, Sleigh Bells, Cults e The Antlers.

Tudo isso nas próximas seis noites. New York I love you but you bring me crazy!

Vamos ver o que conseguimos fazer por aqui. Stay tuned!

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LCD, I love you. But you…

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* Dia 18 de julho agora é o “grande dia” quando o documentário “Shut Up and Play the Hits”, o histórico registro do show de despedida da sensacional banda LCD Soundsystem, vai ser mostrado em mais de 100 cinemas nos EUA/Canadá, quase um por cidade diferente. Em alguns lugares, tipo Nova York, Los Angeles, o doc terá tipo três exibições. Na página do filme na internet, você de qualquer lugar do mundo pode pedir uma sessão do filme na sua localidade. Mais de 6.000 pessoas pediram o filme em São Paulo, o que convenhamos encheria algumas salas, já.

De todo modo, enquanto o filme não passa lá e muito menos aqui, o projeto criador Creators Project, tá ligado?, anunciou o lançamento de quatro documentariozinhos sobre o documentariozão que narra o pré, o durante e o pós-show derradeiro da história de uma das bandas mais importantes dos últimos anos, orquestrada pelo gênio James Murphy blablablá. O show “funeral festivo” do ano passado no Madison Square Garden, poucas semanas depois do concerto da banda em um dos Popload Gig, thankyouverymuch!
Galera no projeto do Project explica por que a banda é tão especial, qual a intrínseca relação deles com a cidade de Nova York e outras histórias. O primeiro dos vídeos acaba de ser liberado. Qualquer coisa sobre o LCD Soundsystem está valendo, enquanto o filme não surge. Qualquer coisa do LCD Soundsystem está valendo. Ponto.

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Popload em NYC – Oh Land, ao vivo. Mais: a maldição dos elevadores de Manhattan

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* Popload em Nova York.

* Antes de falar da dinamarquesa Oh Land, deixa eu dividir uma coisa bizarra que rola aqui em Manhattan. Ontem, num acidente terrível, uma executiva de publicidade foi entrar num elevador qualquer de um prédio gigante qualquer, na Madison Avenue. Com um pé da mulher dentro e antes de fechar a porta, o elevador subiu, a esmagando entre dois andares. Duas pessoas, dentro do elevador, sem poder fazer nada, viram toda a cena horrível, mais apropriada para um “American Horror Story”.
Estou lendo no “New York Times”, não no “Post”.
Daí que fizeram um balanço e descobriram o seguinte: Nova York tem 60 mil elevadores. No ano passado, teve 53 acidente com eles, três fatais. Parece que, quando os números deste ano forem fechados, o dobro disso, do número de acidentes e do de mortos, vai ser revelado. Já estão espalhando o “terror dos elevadores” pela cidade. Logo, uma refilmagem de “O Elevador Assassino”, perto de você.
Pronto. Voltemos a nossa programação musical normal.

* OH LAND, LIVE – Você pode botar a loira dinamarquesa Nanna Fabricius, 26, em várias categorias. A de cantoras mulheres (redundância cabível) que infestam a música pop. A de cantoras-gatas, na linha Lana Del Rey. A de cantora do frutífero bairro Brooklyn, para onde ela se mudou depois que um acidente na espinha resolveu abreviar sua carreira de bailarina e a botou no rumo da música. Oh Land está bombando, sua voz é mesmo boa. O Bowery Ballroom estava esgotado domingo e segunda passada para vê-la. Seu disco, que saiu no começo do ano nos EUA, foi lançado novamente, agora na Inglaterra, há duas semanas. E, aqui, você vê um pouco de Nanna cantando “Voodoo”, de seu disco de estréia.

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