Em Nick Cave:

Popnotas 2 – As novidades do Nick Cave. O mistério do My Bloody Valentine. Waxahatchee fazendo Bruce Springsteen. E um Fontaines DC à francesa

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Nick Cave e sua mania de deixar boas notícias quase que secretas em suas respostas aos fãs no Red Hand Files. Desta vez, em uma resposta sobre planos quanto ao novo disco, “Carnage”, Nick aproveitou para explicar que a união dele e Warren Elis foi quase que um reencontro só por curtição. Por acaso, nasceu um disco. E ali, como quem não quer nada, contou que o diretor Andrew Dominik, o mesmo de “One More Time with Feeling”, foi até Londres para registrar Nick e Warren tocando tanto “Carnage” quanto “Ghosteen” ao vivo. E só. Nem mais uma dica do que virá.

– Por falar em falta de informação, não temos ideia ainda do que significa o mistério que o My Blood Valentine está fazendo em suas redes sociais. Eles estão prometendo algo para o dia 31 de março, ou seja, quarta-feira. A possibilidade mais quente levantada no Reddit é que role um lançamento mundial do catálogo da banda em serviços de streaming. Mas vai saber.

– Katie Crutchfield com seu Waxahatchee acaba de relançar “Saint Cloud”, álbum que acabou de completar um ano, com três covers que dialogam bem com o disco: “Fruits of My Labor”, da Lucinda Williams, “Light of a Clear Blue Morning”, da Dolly Parton, e “Streets of Philadelphia”, do Bruce Springsteen, que você pode ouvir, abaixo. Um presente fino, vai. Pensa se todo álbum bom celebrasse aniversário desse jeito.

– Epa, esta é para ficarmos ligadíssimos. Daqui dois dias entra no ar o novo programa musical com bate-papo da cantora inglesa Jehnny Beth, o “Echoes”. Na verdade quem é inglesa é a banda dela, a incrível Savages, porque Beth é tão francesa quanto seu programa, que passa no canal parisiense ARTE, onde a cantora é também apresentadora. E, neste novo episódio do “Echoes”, a convidada vai ser a banda irlandesa Fontaines DC (foto na home), para não só mas também falar de seu último disco, o inesgotável “A Hero’s Death”. O vídeo vai ser colocado aqui embaixo, para ficarmos acompanhando a contagem regressiva. Você me lembra, eu lembro você

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Top 10 Gringo: Semana da mulher tem a St. Vincent em primeirão e a girl in red na cola. Bonito. Kings of Leon pede bom espaço e o Drake chega mansinho

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* Semaninha boa lá fora, no agito dos lançamentos musicais, com reflexo direto no nosso top 10 internacional. Tem a St. Vincent com promessa de discão, tem a promessa girl in red cada vez mais perto de se tornar fenômeno, um retorno e tanto (e inesperado) do Kings of Leon, entre outros auês sonoros. Um mundo pop mais agitado nos cantos onde a pandemia deixa a cada dia mais de ser uma realidade, privilégio deles, incompetência nossa. E la nave va.

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1 – St. Vincent – “Pay Your Way in Pain”
St. Vincent voltou. E voltou com tudo. Gemidos acompanhados de um piano antigo, um riff sintetizado junto de uma bateria analógica. Universos misturados em uma letra sobre o preço que pagamos em dor e vergonha da nossa existência atual. Ou como explicou melhor à revista inglesa NME a própria Annie Clark: “É também sobre como não há nada que eu tenha feito na minha vida que não envolva algum tipo de luta”.
2 – girl in red – “Serotonin”
Billie Eilish europeia ainda por explodir – ou uma nova Lorde talvez -, a norueguesa Girl in Red (ou girl in red, tudo em minúsculos, um jeito significativo da nova geração de se expressar…) promete com seu álbum de estreia “if i could make it go quiet” (as minúsculas…). “Serotonin”, seu novo single, começa superindie nas guitarras e entra num quase hip hop pop (hip pop) e recebe a volta das guitarras às vezes. E tem “A LETRA” para o movimento indie-mental health que assola a música hoje, no Brasil e fora dele: “I’m burnin’ up on serotonin/ Chemical unbalance got me twisting things/ Stay blessed with medicine”. O que mais ou menos seria “Minha serotonina está bombando. O desequilíbrio químico me atrapalha toda. Fico plena com remédios”. Pesado. E leve depois dos remédios tomados.
3 – Kings of Leon – “Stormy Weather”
A gente está na turma que gostou do novo álbum do Kings of Leon. “When You See Yourself”, oitavo disco, recupera o fôlego perdido em alguns lançamentos qualquer-nota da banda nos últimos anos – onde andaram cada vez mais distantes do bom primeiro álbum e dos três seguintes que eram respeitáveis. Aqui as coisas funcionam bem. Temos boas guitarras, protagonistas, e uma bateria que vai da simplicidade de saber se fazer presente quando precisa. E um punhado de canções inspiradas, como o caso de “Stormy Weather”, que pede uma estrada, um rolê lá pelas quatro da manhã a procura de alguma coisa perdida que ninguém sabe ao certo o que é. Só quer ver se acha.
4 – No Rome, Charlie XCX e The 1975 – “Spinning”
Deu muita liga essa união entre o relativamente desconhecido No Rome e os gigantescos em popularidade (cada um na sua) Charlie XCX e The 1975. Daquelas canções que vão tocar infinitamente em qualquer rádio do mundo – das mais alternativas até as mais pops. Pegajosa demais. A Charlie comentou algo de supergrupo. A gente imagina que, se esse trio quiser lançar mais coisas juntos, não vamos reclamar.
5 – Drake – “What’s Next”
Talvez “What’s Next” não seja mais um hit nos portes que acostumamos a ver do Drake, mas é um bom som – até por ser um Drake mais rimador, um lado que de vez em quando ele deixa de lado demais e que ele sabe como poucos. E o refrão aceleradíssimo é um acerto e tanto: “I’m makin’ a change today”. Bora pro disco, Drakão.
6 – Amy Winehouse – “Valerie” (Live in London)
O disco ao vivo da Amy Winehouse que pintou nos streamings não é exatamente uma novidade – ele já rolava em DVD há um bom tempo e até em vinil. Mas ter uma acesso fácil a esse registro espetacular e no auge da Amy é algo que não dá para desprezar jamais. Um pouco antes do estouro mundial de “Back to Black”, ela está cantando tudo o que sabe, com o melhor repertório possível, banda afiada. Vale escutar todas, fomos de “Valerie” porque, além de ser maravilhosa (e na real ser uma cover do estupendo The Zutons), vale sacar a versão mais suingada que ela fazia ao vivo em relação à que está no álbum solo do Mark Ronson, o produtor-magia.
7 – Nick Cave – “Carnage”
Nick Cave em um trabalho escrito e gravado durante a pandemia, com o parceiro de tantas Warren Ellis, que começa com os versos: “There are some people trying to find out who/There are some people trying to find out why/There are some people who aren’t trying to find anything/But that kingdom in the sky”. Cave trabalha em outro patamar, como a gente gosta de dizer aqui no Brasil. E mais uma semana dele aqui no Top 10 porque, no nosso ritmo de trabalho frenético, é preciso de muito mais do que o tempo do mundo pop para sacar um Nick Cave.
8 – Julien Baker – “Faith Healer”
A expectativa boa que tínhamos quanto ao álbum de banda da Julien Baker se cumpriu. Que discão da cantora e multiinstrumentista. Nossa favorita segue, no entanto, uma que já conhecíamos enquanto single. “Faith Healer” é um tratado sobre vícios que vai além do problema do vício em drogas e avança sobre a questão do escapismo, que alguns encontram na política, na religião. Formas de lidar com a dor que talvez evitem a cura da própria quando confiamos em pessoas não muito bem intencionadas. Um musicão que prima na dinâmica, uma habilidade que já existia na obra de guitarra e voz de Julien, mas que está amplificada agora que ela é acompanhada por uma banda que pode dar mais corpo a suas ideias.
9 – Wolf Alice – “The Last Man on Earth”
Que bom é termos de volta o Wolf Alice. A banda inglesa da Ellie Rowsell chegou ainda quieta, quase, com este single, para anunciar que vem aí o terceiro álbum. “Blue Weekend” vai ser lançado no dia 11 de junho e já estamos reservando alguns lugares por aqui para suas canções, neste humilde ranking. “The Last Man on Earth”, a música, tem sequência dramática até entrar numa sinfonia à lá Beatles no final. E vale sacar o vídeo da música, simples na ideia e execução, mas ainda assim maravilhoso.
10 – Tigercub – “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)”
Banda inglesa de Brighton que sempre parece que vai “acontecer” mas não deslancha, a Tigercub tem a chance de decolar agora com seu segundo álbum. Para puxar “As Blue as Indigo”, o disco, a ótima “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)” até começa meio Alt-J brincando com os silêncios, mas depois descamba num Muse heavy metal bem bom.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora e guitarrista St. Vincent.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo: Nick Cave pega o primeiro lugar. Óbvio. Julien Baker, Wolf Alice e Tigercub são destaques também. Tem até Notorious B.I.G. e Billie Eilish no ranking

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* Em semana de lançamentos parrudos, temos pelo menos dois álbuns que vão estar em qualquer lista de melhores do ano de respeito. E alguns outros álbuns que vão estar certamente em listas mais alternativas. Teve ainda alguns singles bem interessantes saindo.
Também aproveitamos que semana passada a gente abriu espaço para homenagear o Daft Punk e fazemos aqui, desta vez, uma saudação ao grande (dscp!) B.I.G., por conta de seu documentário, lançado nesta terça na Netflix.
Com o tempo vamos entendendo a missão do Top 10. Começou só com as novidades, agora se torna algo mais voltado às músicas que importaram na semana. De um jeito ou de outro: nossa playlist segue excelente.

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1 – Nick Cave – “Carnage”
Vamos admitir. A gente ainda não consegue desenvolver em palavras os efeitos de um disco novo do Nick Cave. Não tem uma semana o lançamento, e a construção dele pede um outro ritmo de entrega à escuta. Pense. Um trabalho escrito e gravado durante a pandemia, com o parceiro de tantas Warren Ellis, que começa com os versos: “There are some people trying to find out who/There are some people trying to find out why/There are some people who aren’t trying to find anything/But that kingdom in the sky”. Nick Cave trabalha em outro patamar, como a gente gosta de dizer aqui no Brasil. Botar ele em qual lugar deste ranking que não o primeiro?
2 – Julien Baker – “Faith Healer”
A expectativa boa que tínhamos quanto ao álbum de banda da Julien Baker se cumpriu. Que discão da cantora e multiinstrumentista . Nossa favorita segue, no entanto, uma que já conhecíamos enquanto single. “Fath Healer” é um tratado sobre vícios que vai além da questão do vício em drogas e avança sobre a questão do escapismo, que alguns encontram na política, na religião. Formas de lidar com a dor que talvez evitem a cura da própria dor quando confiamos em pessoas não muito bem intencionadas. Um musicão que prima na dinâmica, uma habilidade que já existia na obra de guitarra e voz de Julien, mas que está amplificada agora que ela é acompanhada por uma banda que pode dar mais corpo a suas ideias.
3 – Wolf Alice – “The Last Man on Earth”
Que bom é termos de volta o Wolf Alice. A banda inglesa da Ellie Rowsell chegou ainda quieta, quase, com este single para anunciar que vem aí o terceiro álbum. “Blue Weekend” vai ser lançado no dia 11 de junho e já estamos reservando alguns lugares para suas canções, aqui neste humilde ranking. “The Last Man on Earth”, a música, tem sequência dramática até entrar numa sinfonia à lá Beatles no final. E vale sacar o vídeo da música, simples na ideia e execução, mas ainda assim maravilhoso.
4 – Tigercub – “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)”
Banda inglesa de Brighton que sempre parece que vai “acontecer” mas não deslancha, a Tigercub tem a chance de decolar agora com seu segundo álbum. Para puxar “As Blue as Indigo”, o disco, a ótima “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)” até começa meio Alt-J brincando com os silêncios, mas depois descamba num Muse heavy metal bem bom.
5 – King Gizzard & The Lizzard Wizard -“If Not Now, Then When?”
Quem já leu sobre os australianos do King Gizzard & The Lizzard Wizard por aqui já viu a gente comentando o quanto eles gostam de lançar álbuns. 2021 já tem um disco deles para chamar de seu (e pode esperar outro). “L.W.” é como uma continuação de “K.G.”, lançado ano passado – ambos fazem parte de uma trilogia chamada “Explorations into Microtonal Tuning” que começou no disco “Flying Microtonal Banana”, de 2017. Confuso? Quer entender melhor o que é microtonalidade? Recomendamos que você de um google em “microtonalidade e Tom Zé”. É sério. Esta “If Not Now, Then When?”, que abre o álbum, parece um ensaio antes de a gravação começar. Mas na verdade o disco já tinha começado sim.
6 – Cloud Nothings – “Oslo”
Há dez anos dando uma surra de guitarras sem concessões, o quarteto de Ohio que já atingiu status de cult balanceia entre ser fiel a seu som vibrante ao mesmo tempo que não oferece nada de novo. Gosta? Beleza. Não curte? Saia da frente. Porque eles vão passar. Com Steve Albini e tudo na produção de seu oitavo disco.
7 – Maximo Park – “Why Must a Building Burn?”
Maximo Park mostrou que não perdeu (totalmente) o fôlego dos seus bons tempos lááá de 2006 e soltou um disco caprichado, “Nature Always Win” é bem bom. Na canção que destacamos, espaço para uma homenagem dupla. Primeiro às vítimas do incêndio na torre Grenfell, em Londres, em 2017, uma tragédia que custou a vida de 72 pessoas. A segunda é a um colega da banda que foi assassinado no ataque terrorista à casa de shows francesa Bataclan, dois anos antes.
8 – Real Estate – “Half a Human”
Tem uma coisa especial em “Half a Human” que vai além da canção em si. Quando a música dá sinais de que está acabando, sendo ali “apenas” uma doce canção do Real Estate, a banda entra em um transe que vai esticando o instrumental dela até um fade out meio fake que logo é resolvido em mais música em um longo crescendo. O que nos devolve ao tema inicial da música. Aula de narrativa indie.
9 – Notorious B.I.G. – “Mo Money Mo Problems”
Que documentário é “Biggie: I Got a Story to Tell”, um regaste ao que interessa do artista, sem tanta atenção às polêmicas de sempre, no filme bem mais humano. Uma coletânea lançada junto ao doc, que resgata seu principais hits, lembrou a gente da maravilha que é “Mo Money Mo Problems”. Talvez um dos grandes exemplos do poder de um sample. Ou você ainda consegue canta “I’m Coming Out”, da Diana Ross, sem pensar em Notorious B.I.G.?
10 – Billie Eilish – “ilomilo”
Ainda sobre documentários, tem que ver o filme sobre a Billie Eilish. A versão ao vivo de “ilomilo” é um convite e tanto. Mas a gente escreveu um texto também para te convencer sobre o filme. Que peso para cima desta menina, que contraataca a pressão absurda do estrelato com músicas viscerais boas. Falamos aqui das vísceras dela mesmo.

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* A imagem que ilustra este post é de Nick Cave e seu parça eterno, Warren Ellis.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Nick Cave solta álbum com o amigo Warren Ellis e vê beleza na catástrofe (de novo)

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* O músico australiano Nick Cave, e seu fiel e incrível escudeiro Warren Ellis, acaba de lançar o álbum “Carnage”, sob o nome dos dois, pela primeira vez, considerando a tonelada de músicas que fizeram juntos em trilhas de filmes, TV, no Grinderman, e entre outras coisas porque Ellis faz parte dos Bad Seeds, banda que acompanha Cave quase como uma entidade sonora indissociável de seu nome.

Mas dissociaram e temos então esse Cave & Ellis despejando nas nossas fuças uma obra feita na solidão pandêmica, no trancafiamento obrigatório que gera discos como este.

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“Um álbum brutal, mas muito bonito, aninhado em uma catástrofe comum”, define Nick Cave, ao tentar explicar em uma linha as infinitas camadas que “Carnage” tem.

“Fazer Carnage foi um processo de intensa criatividade. As oito músicas estavam lá de uma forma ou de outra nos primeiros dois dias e meio”, alivia o peso Warren Ellis.

O álbum está já nas plataformas. Sai em vinil e CD no dia 28 de maio. Abaixo, trazemos as três canções que de cara adoramos do disco novo. Denso. Tenso.

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* O tracklist de “Carnage”
1. Hand of God
2. Old Time
3. Carnage
4. White Elephant
5. Albuquerque
6. Lavender Fields
7. Shattered Ground
8. Balcony Man

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Popnotas: O disco brutal do Nick Cave, um r.i.p. para Mary Supremes, o álbum de covers do Vaccines e… mais Foo Fighters

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Mary Wilson, co-fundadora e única integrante do famoso The Supremes que esteve em todas as formações do grupo, morreu aos 76 anos em Las Vegas, durante o sono. A causa não foi divulgada pelo seu assessor, Jay Schwartz. Fundado em 1959 ainda com o nome de The Primettes, as Supremes são um dos grupos vocais mais importantes da história, rivalizaram em popularidade com os Beatles nos anos 60, nos Estados Unidos, e fizeram parte da mítica Motown, a gravadora fundada por Berry Gordy Jr. por onde caminharam nomes como Jackson 5, Stevie Wonder e Marvin Gaye. Após o fim do grupo, Mary se tornou uma escritora popular com a sua autobiografia “Dreamgirl: My Life as a Supreme”, que se desdobrou ainda em um segundo livro. No domingo passado, Mary Wilson ela anunciou no Youtube que ia ter um disco novo solo lançado em março, que seria seu aniversário. Vamos ver se isso será mantido, com a triste notícia de sua morte.

– Ah, Nick Cave, sempre tão misterioso e direito ao ponto. Lembra que a gente contou por aqui que ele anunciou seu novo álbum, “Carnage”, como quem não quer nada em seu site onde responde a perguntas dos fãs? Alguém resolveu perguntar um pouco mais sobre o disco do músico australiano (foto na home), já que Nick da primeira vez se limitou a dizer que era um trabalho feito com seu parceiro de sempre, o grande músico Warren Elis. Pois bem, a resposta veio, meio curta é verdade, mas já é algo: “Mais informações? OK. Que tal essa? CARNAGE é um disco brutal, mas muito bonito, inserido em uma catástrofe comunitária”. Está bom para você?

– A banda britânica The Vaccines se prepara para lançar um EP de covers no próximo mês. Intitulado “Cozy Karaoke” (ótimo nome, inclusive sdd karaokê), já tivemos uma prévia, com a versão da já clássica do QOTSA, “No One Knows”. Também soubemos que teremos versão para “Fire”, da banda americana Waxahatchee, esta ainda não disponível nas redes. Mas nesta semana saiu uma cover de “High Horse”, de Kacey Musgraves, que você pode conferir aqui.

– Ainda aguenta o Foo Fighters? Temos duas mais da banda do chapa Dave Grohl, segura aí. Primeiro que o grupo deve explodir em no número 1 nas paradas britânicas com seu décimo álbum, “Medicine at Midnight”, lançado sexta passada. Seráo o quinto disco do FF a chegar ao topo do chart britânico. A coisa está tão grande que “Medicine at Midnight” vendeu mais, até agora, nestes primeiros dias, que os nove outros discos do Top 10, somados. A parada de discos de UK desta semana será divulgada na quinta.

Ontem à noite o Foo Fighters foi a atração musical do programa do Jimmy Fallon. Eles mandaram gravada uma performance ao vivo de “Waiting on a War”. Diferente das 200 outras que eles gravaram dessa mesma música. Diferente das 600 que eles gravaram para o disco 10 em si. Foi tipo assim:

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