Em nicolas jaar:

Darkside sendo incrível e sombrio na Radio One

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O duo de electroindie Darkside, projeto que reúne o bombado Nicolas Jaar e seu parça Dave Harrington, fez uma parada no sempre bacanudo Residency da BBC Radio One.

Eles foram ao programa para divulgar “Psychic”, novo álbum deles. Não faz muito tempo, a dupla recriou todo o disco “Random Access Memories”, do também duo Daft Punk.

Na Radio One, mandaram a envolvente e sombria “Freak, Go Home”.

* A session completa pode ser ouvida abaixo.

Sai o disco novo do Daft Punk. Feito pelo Nicolas Jaar

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Bem isso. “Random Access Memories”, o bombado disco novo do Daft Punk, tem sido homenageado com milhares de remixes e versões absurdas que vão do folk ao heavy metal. O próprio duo francês informou que tem planos de gravar uma versão oficial do disco remixado.

Mas, antes dos robôs, o bamba Nicolas Jaar resolveu remixar o álbum do Daft Punk na íntegra. O projeto, com o título de “Daftside”, foi feito por Jaar ao lado de Dave Harrington. Juntos, eles formam o duo Darkside.

Eles cortaram boa parte dos vocais das faixas e recriaram o disco com uma atmosfera mais lounge. Ficou classe.

Calendário loucura: Popload sugere shows para ver nos agitados próximos dias. E dá uns ingressos também, óbvio

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Supermaio. De amanhã até o sábado da semana que vem, São Paulo vai receber uma quantidade considerável de shows bem interessantes. Começa neste sábado, no Grand Metropole, com o show do ótimo The Vaccines, um dos grupos preferidos da Popload. Justin Young vem mostrar qual é a deste “Come of Age” ao vivo.

No domingo, 19, será a vez do Mondo Generator, projeto solo do polêêêmico Nick Oliveri, ex-baixista do Kyuss e ex-membro fundador do Queens of the Stone Age. O cara tem história para contar. E roupa para tirar.

Dia 21, terça, o Cine Joia recebe com grande honra a doçura indie Cat Power (acima), atravessando uma fase louquinha de novo. Chan Marshall vem ao país mostrar o show novo baseado no ótimo disco “Sun”, lançado ano passado. Ops, show esgotadão. E recorde de gente que deixou de comprar confiando numa “lista amiga”. Estamos proibidos de atender essas 15 mil pessoas. Pena. A esta altura, é uma sugestão de show para NÃO ver.

Dia 22, a quarta que não vai ter futebol na cidade graças à maldição da Libertadores, a parada vai ser torta. No Sesc Belenzinho, com ingressos esgotados, tem show imperdível do Explosions In The Sky (que também se apresenta no dia seguinte, no mesmo local). No Cine Joia tem outra balada imperdível: o dândi Brendan Benson, amigão do Jack White, toca na casa. E ainda tem os veteranos Pet Shop Boys no Credicard Hall. Alguém lembra o show do PSB no Tim Festival há muitos anos atrás?

Para fechar a super semana baladeira da capital paulista, no sábado-25 o bamba Nicolas Jarr se apresenta em um dos maiores clubes de eletrônica do mundo. O adorado Jamie Lidell estará se apresentando na mesma balada. What a night!

* SORTEIO DE INGRESSOS
A Popload, lógico, não vai deixar seu prezado leitorado rocker virtual (e eletrônico virtual) na mão. A gente coloca para sorteio alguns pares de ingressos para a semana corrida de shows bons. Para concorrer, basta comentar neste post.

Informando que, agora, a Popload aceita comentários com perfis de Twitter e Facebook, além dos que possuem ID no UOL. Tudo mais fácil daqui para frente.

Vamos lá:
* 1 PAR DE INGRESSOS para o VACCINES, 18, Grand Metropole
* 1 PAR DE INGRESSOS para o BRENDAN BENSON, 22, Cine Joia (os comentários do outro post continuam valendo)
* 1 PAR DE INGRESSOS para o EXPLOSIONS IN THE SKY, 23, Sesc Belenzinho

Obs.: o sorteio para o Vaccines é relâmpago. O vencedor vai ser avisado até 18h de hoje.

Cabeçudos espaciais podem conferir acima alguma explosões no céu do Texas. Banda toca na Zona Leste em duas datas abarrotadas

* SHOWS NACIONAIS
A Virada Cultural também está recheada de shows “nossos” que é bom fazer um esforço para acompanhar. A Popload humildemente sugere um roteirinho.

– Elma: dia 18, sábado, 18h40, Palco Casper Líbero SP.

– ruído/mm: dia 18, sábado, 20h40, Palco Casper Líbero Brasil.

– Hurtmold: dia 19, domingo, 0h01, Palco 25 de Março.

– Vespas Mandarinas: dia 19, domingo, 0h01, Palco Casper Líbero SP.

– A Banda de Joseph Tourton: dia 19, domingo, 7h20, Palco Casper Líbero Brasil.

– Mickey Junkies: dia 19, domingo, 2h40, Palco Casper Líbero SP.

– Harry: dia 19, domingo, 6h40, Palco Casper Líbero SP.

– Astronauta Pinguim: dia 19, domingo, 8h, Palco Casper Líbero SP.

– Madame Saatan: dia 19, domingo, 12h, Palco São João.

O ruído/mm, incrível pós-rock da indie Curitiba, toca amanhã 20h40 na Virada

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Sónar SP traz ao Brasil o badalado Nicolas Jaar

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* Talvez o nome mais Sónar do Sónar, o festival brasileiro (ligado ao evento major de vanguarda musical criado em Barcelona) vai anunciar em breve, no meio de sua escalação para 2013, a presença do festejado DJ chileno-americano Nicolas Jaar, mas na versão banda. Jarr, destaque no Sónar espanhol do ano passado e de bom número de outros festivais, entrará numa lista de atrações que já tem como confirmados oficialmente Explosions in the Sky, Matmos, Pet Shop Boys, The Roots, entre outros. O Sónar São Paulo acontece em 24 e 25 de maio no Anhembi, mas na parte boa.

Jarr tem um elogiado trabalho como DJ e produtor, tendo tocado algumas vezes no Brasil. Mas, desde o ano passado, ele tem se apresentado em um trabalho experimental que ao vivo conta com um guitarrista e um saxofonista. Às vezes, um baterista faz parte desse seu show. Jaar até canta.

O chileno (nascido em Nova York) tem também um projeto de blues eletrônico chamado Darkside, que pode pintar no Sónar brasileiro.

Nicolas Jaar, com banda, é tipo isso:

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Popload em Los Angeles. O incrível Fuck Yeah Festival e a paixão por dois homens

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* “Foda-se o Coachella. Quem precisa ir até o meio do deserto quando dá para tocar num lugar desse aqui e dentro de Los Angeles”, disse o figuraça Father John Misty, nome fantasia de Joshua Tillman, antes de seu show no Fuck Yeah Festival (FYF), ontem, aqui na principal cidade da Califórnia.

Misty estava obviamente zoando, até porque o sol que ardia na cara dele (e no cocuruto da galera) quando ia fazer sua apresentação era digno do deserto onde acontece o megafestival citado. “Alguém sabe que horas é o show do Radiohead? É hoje que o Foo Fighters toca?”, continuou trolando o roqueiro, falando abóboras pré-show enquanto um trem do metrô passava ao lado do palco onde ele estava.

Mas tinha umas verdades embutidas no que Tillman tava falando. Num parque zoado nos “fundos” de Los Angeles, colado na região de Downtown onde quase ninguém vai, foi erguido o FYF, o festival organizado por um moleque que tem sido destaque há alguns dias na Popload. Você sabe a história.

Com as bandas principais sendo nomes como M83, Refused e The Faint, dá para ver o “caráter indie do indie” do FYF. O que não impediu de 30 mil pessoas/dia ocuparem o Historic Park, região disputada em dias normais por chineses e mexicanos. O que não impediu a Goldenvoice, a organizadora do gigantesco Coachella, de se juntar à organização do FYF. Como diz Father John Misty, quem precisa ir no meio do deserto quando tem sol forte e música indie das boas no meio de Los Angeles?

** OS SHOWS – Do punk no sol escaldante ao eletrônico viajante no frescor da noite, aconteceram muitos shows e DJ sets bons no FYF. O menino Paul Banks, do Interpol, vai surpreender muita gente com sua “nova banda” e um punhado de canções “rock” ainda darks, mas sem a execução dark de seu grupo famoso. Deu para entender? Banks quaaaaaaaase iria tocar em setembro no Brasil. Mas os planos dele foram mudados.
Voltando ao FYF, o Twin Shadow, no pouco que deu para eu ver ontem (umas cinco músicas), foi incrível.
Paguei uma dívida com o maravilhoso produtor eletrônico Nicolas Jarr. No Sónar, em Barcelona, deixei de ver a estreia do seu badalado live “diferente”, com um guitarrista e um saxofonista, para colar na apresentação da boneca Lana Del Rey. No FYF, o Jarr foi legal e tal. Mas senti que fiz a escolha certa ao optar pela Lana na Espanha.
O Tainlines, que tocou recentemente no Creators Project em São Paulo, outro que eu perdi por “força maior” na minha cidade, “doença na família” e coisa e tal, também paguei a mesma dívida. Agora sim. Esse foi maravilhoso. Temos um novo Cut Copy.
M83 fez, para o maior público do festival todo, no sábado, o que dele se espera: electropop para sonhar. Climão. Amei o show do Wild Nothing. Adoro me surpreender com bandas pequenas. Perdi o Beirut dessa vez. O Simian Mobile Disco e sua festança electro iluminada, vi uma parte e tava incrível. Glass Candy e Chromatics são apresentações indie-disco fofuras. Gostaria de tê-los na Popload Gig em breve (alô, produção!).

>>> Teve ainda os dois melhores shows do festival (na minha humilde opinião, claro). Não sou gay nem nada nessa linha, mas no FYF caí de amores por dois caras, em especial.

– Fucked Up – Não foi a primeira vez que vi a banda punk hardcore doida canadense ao vivo. Já tinha me alegrado muito com a tosquice juvenil deles em um desses Sxsw. Mas, na ocasião do festival do Texas, acho que de 2010, prestando mais atenção na forma que no conteúdo, não tinha percebido como as músicas do grupo são boas. Principalmente ao vivo. E eles não tinham ainda esse “David Comes to Life”, disco lançado no meio do ano passado, que eu adoro. A banda ao vivo se porta da seguinte maneira: o gordão careca vocalista, o gênio Damian Abraham, canta fora do palco, ali pendurado na cerca junto à galera. Nunca no palco, veja bem. Para vê-lo, você tem que chegar bem à frente. Ou olhar o telão, quando tem. No palco, na retaguarda de Abraham, fica uma galera incrível, bem boa e nova, formada por uma molecada integrante com nomes do tipo Concentration Camp, 10,000 Marbles etc. E uma baixista e backing vocal (às vezes) chamada Mustard Gas. Entre outros. Reparei em todos tocando. Todos bem bons. Mas Abraham brilha. A molecada, óbvio, pira com o som indie hardcore do Fucked Up e quer ir para perto do vocalista gordão, sem camisa, suado e peludo. Fazem o crowdsurf básico para chegar a Abraham, que os recebe com um abraço feliz e sincero. De tal modo que a galera não quer desgrudar do vocalista. E muitas vezes ele entrega o microfone para o público cantar junto com ele. Ali não tem “instinto hardcore” envolvido. Os abraços entre Abraham e seu público é de uma fofura sem tamanho. Isso porque, ali no palco, o coro sonoro está comendo no hardcore rápido e feroz. Demais.

– Father John Misty – Um dos melhores shows que eu vi num ano até bem movimentado de shows vistos. Como sempre a gente acha que o último é sempre o melhor, porque o entusiasmo atual ofusca um pouco os da memória, voto em Father John Misty. Aqui a pegada é rock-canção, tipo country, tipo folk. Bendita hora em que Joshua Tillman largou a bateria do Fleet Foxes para virar guitarrista e cantor sob essa nova alcunha. Como o Dave Grohl com o Nirvana, haha. Deixou de ser indie-hippie cabeludo e barbudo (faltava a bermuda) e virou “elegante”, na linha Chris IsaaK. Cool. O trabalho solo de Tillman não é novo, mas agora, com nova assinatura, parece que “firmou”. Father John Misty é figuraça no palco, dança meio que quebrando a espinha, como se estivesse sozinho no quarto e não diante de uma plateia. É contador de histórias nas músicas e em shows, daqueles que você não quer parar de ouvir nunca. Sua voz é incrível. As músicas, do excelente álbum “Fear Fun”, a estreia do FJM, lançado em junho, ficam ainda mais espetaculares ao vivo. Mais pesadas, mais altas no volume, com mais alma. Emocionantes. Mesmo no sol matador, com metrô passando ao fundo de cinco em cinco minutos. Talvez ainda mais por causa dessa situação toda. Repara no Misty, no vídeo. Sua banda hippie-nerd é absurda.

* A Popload está em Los Angeles a convite da Chilli Beans, patrocinadora do FYF (Fuck Yeah Festival), o maior festival pequeno do planeta.

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