Em nikolai fraiture:

King Princess usa Strokes para turbinar o single novo, “House Burn Down”. De música “velha”

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* A princesa indie King Princess, que também é rei na outra ponta que é rainha o Josh Homme (ai), lançou sexta passada o single novo “House Burn Down”. Single novo, música velha. Porque essa bacana “House Burn Down”, que agora ganha lançamento oficial e devidamente bem produzida, ficou de fora do álbum de estreia dela, “Cheap Queen”, de 2019, mas já era tocada ao vivo e virou queridinha das meninas que a seguem pelos palcos.

A música é um pop rock bem a cara de King Princess, onde destaca o que ela tem de melhor: sua voz. Ficou encorpadaça (a canção) e nela a cantora e guitarrista está muito bem acompanhada. Nesta versão para valer de “House Burn Down”, os brothers Fabrizio Moretti e Nikolai Fraiture, ambos daquela banda lá The Strokes, participam, obviamente o primeiro na bateria, o segundo tocando baixo. Para completar o luxo novo da não-binaria Mikaela Mullaney Straus, a King Princess, que se diz 49% se achar mulher a ponto de às vezes até admirar seus peitos, o produtor bambam inglês Mark Ronson cuidou disso mesmo, da produção.

A letra, principalmente no começo, ainda mais cantada no jeitinho King Princess, causa gritinhos das fãs até entrar o peso legal da música:

Had me in the palm, had me in the palm of your hand
You used to throw me down to see how I land
And I’m the type of bitch running ‘till my next heartbreak
But you still pull me ‘round to see what I’ll take

Oh woah-oh, and I’m just waiting for this house to burn down
Oh woah-oh, and I’m just waiting for my luck to run out
Oh woah-oh, and if you tell me that you’re leaving
I’ma need a better reason than you hate the way I’m being, oh oh

“House Burn Down” está aí embaixo, na nova roupagem e numa versão ao vivo de três anos atrás. Que demais essa King Princess.

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Nikolai Fraiture e mais uma tentativa de alguém vingar fora do Strokes

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The Strokes, live in Japan, NME 08/2003

O baixista Nikolai Fraiture fecha o time Strokes que está apostando em projetos paralelos. Integrantes de uma das bandas mais importantes do rock nos últimos tempos, cada um tem se dedicado às suas carreiras “alternativas”, fato que tem colaborado também para o percurso acidentado dos Strokes nos últimos cinco, seis anos, de shows e gravações esporádicos.

Recapitulando: o batera Fabrizio Moretti armou o Litte Joy com o hermano Rodrigo Amarante. No começo até pareceu que ia dar certo, mas depois não vingou do jeito que parecia. Talvez para eles sim. Mas, para quem ouviu, nem tanto.

Albert Hammond Jr. tem dedicado seu tempo à sua própria banda, carregando seu próprio nome. Alguns discos e EPs na bagagem, mas nada que provocasse um pequeno frisson na galera. Ele costuma empolgar um pouco quando alguma música parece sobra do próprio Strokes.

Julian Casablancas, um dos caras mais cool do “rock novo”, embarcou no projeto the Voidz e é algo que até hoje talvez nem ele tenha entendido. Haha. Músicas estranhas, vocal bagunçado e um show que nunca funciona. Perdão, mas parece total perda de tempo.

Quem apareceu recentemente foi o guitarrista Nick Valensi com uma nova banda, a CRX, que promete seu primeiro disco para outubro, com produção do Josh Homme. Soa promissor, graças exatamente ao produtor, não ao fato de ser mais uma banda de alguém do Strokes. Eles já soltaram um single, “Ways To Fake It”, que ainda é recorte pequeno para darmos uma cornetada opinião mais, hmmm, embasada.

Agora, por fim, Nikolai apareceu com seu novo projeto, Summer Moon, em que ele tem a companhia do baterista Stephen Perkins (Jane’s Addiction), do guitarrista Noah Harmon (the Airborne Toxic Event) e da vocalista/tecladista Camila Grey (Uh Huh Her). O primeiro single da banda é “With You Tonight” e tem uma pegada mais electropop.

A boa notícia é que o Strokes deve vir ao Lollapalooza Brasil ano que vem, seis anos depois de sua última visita ao país. A notícia não tão boa é que todas as bandas agregadas (menos o Little Joy, claro) devem entrar no pacote e tocar também.

Fica a impressão que a cada música de alguém do Strokes fora do Strokes dá mais saudade do Strokes. Entendeu? Vamos ver se essa “With You Tonight” começa a virar o jogo.

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