Em nine inch nails:

Halsey vai lançar o filme do disco novo. Ou o novo disco do filme. “If I Can’t Have Love, I Want Power” chega aos cinemas em agosto. Em IMAX ainda para melhorar

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* Com trailer fantasmagórico e sombrio, Halsey compartilhou hoje o trecho oficial de “If I Can’t Have Love, I Want Power”, filme de uma hora com as músicas de seu próximo álbum de mesmo nome. Escrito pela cantora americana, o média-metragem teve direção de Colin Tilley, conhecido pelos incríveis vídeos musicais de “Alright”, de Kendrick Lamar, e da polêmica “Anaconda”, de Nicky Minaj (aquele que tem o Drake meio… emocionado, digamos assim).

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“If I Can’t Have Love, I Want Power”, o filme, promete ser uma verdadeira experiência cinematográfica, já que estará disponível para exibição em IMAX. Cidades e cinemas selecionados devem ser anunciados em breve, e a venda de ingressos começará a partir de 3 de agosto. Mas sabe-se que a ação é global e vai incluir o Brasil.

O quarto álbum de estúdio da cantora de New Jersey teve uma produção de peso: Trent Reznor e Atticus Ross, aka Nine Inch Nails vamos dizer. Pensa! Lembrando que os caras já ganharam Oscar, Globo de Ouro, Grammy…

Abaixo você confere o trailer de “If I Can’t Have Love, I Want Power”, que será lançado junto com o disco no dia 27 de agosto.

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Top 10 Gringo – Little Simz no topo, de novo e de novo. O Squid cola nela. E o “casal” Bobby Gillespie e Jehnny Beth chega bonito no alto. Mais: Iceage, Tony Allen, Modest Mouse e a playlist mais legal da semana

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* Segundo primeiro lugar da rapper/cantora inglesa Little Simz neste ano. Até agora ela emplacou no nosso topo seus dois singles de seu novo álbum, que será lançado em setembro. Inevitável. Em uma semana que deixamos talvez alguns grandes nomes de fora, rolara muitas surpresas – banda jovens, bandas que nem são tão jovens mas são descobertas recentes, veterano que se reinventa e até um astro pop que talvez vocês torçam o nariz agora, mas se um dia ficar mais legal vamos levantar a plaquinha do “Nós avisamos”.

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1 – Little Simz – “Woman”
Vamos combinar agora. É bem provável que todas as músicas novas da Little Simz alcancem o primeiro lugar deste nosso cantinho de destaque das preferidas da semana. Em seu segundo single do vindouro disco “Sometimes I Might Be Introvert”, a britânica chega em “Woman”, que não só consegue ser melhor que o single anterior, “Introvert”, como é uma homenagem forte às mulheres de todos os cantos e de vários tempos. Não é por acaso que a gente chamou ela lá em 2019 para tocar em um Popload Festival. Quando é o próximo mesmo?

2 – Squid – “G.S.K”
Segue firme a renovação pós-punk britânica pós-Brexit. Este quinteto inglês é uma mistura absurda de The Fall e Talking Heads com a ousadia conceitual de um Pink Floyd, digamos. No som doidinho, recados sobre o estado das coisas. Nesta música em específico, por exemplo, a letra nem entrega tanto por que seu personagem está tão isolado ou perdido. Mas rola um momento “uau” quando vemos que é baseada em um livro do J. G. Ballard, chamado “Concrete Jungle”, onde um cara fica preso naquele espaço do meio entre duas estradas vivendo de restos de comidas deixados pelos motoristas, que não resgatam ele. Pegou a metáfora? Pois é.

3 – Bobby Gillespie e Jehnny Beth – “Chase It Down”
A parceria entre um Primal Scream e uma Savages parece boa demais para ser verdade. E não só é verdade como rendeu já uma música com ares de clássica. Quando o álbum completo sair, pela gravadora do senhor Jack White, teremos um disco conceitual sobre um casal em ruínas. Já dá para esperar um belo trabalho.

4 – Iceage – “Gold City”
A gente já falou de pós-punk na segunda posição e voltamos a ele mais uma vez. No caso, os dinamarqueses do Iceage, em uma pegada menos amalucada que o Squid, na segurança também de chegarem ao quinto álbum. Como de para notar, os caras espicharam seu som para tudo quanto é lado, abraçando uma variedade de sons enorme. “Gold City”, por exemplo, tem gaita, violões, caberia em um disco do REM talvez? Potencial de furar a bolha e se tornarem uma banda mais popular.

5 – Tony Allen ft. Sampa The Great – “Stumbling Down”
Em um disco com material que o mago do afrobeat deixou depois de nos deixar, para que vozes mais jovens completassem sua missão, “There Is No End” mostra quão ampla era a conversa de Tony. Aqui com o flow criativo da Sampa The Great ele parece um baterista nativo do hip hop. Gênio.

6 – Modest Mouse – “We Are Between”
É engraçado o funcionamento do Modest Mouse. Eles trabalham com uma calma que parece que de tempos em tempos toda geração tem a chance de descobrir ou redescobrir a banda. Sejam os fãs do rock alternativo que pegaram seu surgimento nos anos 90, quem aprendeu a gostar deles nos anos 00 com o hit “Float On” ou quem chegou agora e embarca nesta retomada da banda, que lançou só um disco na década passada toda, pensa. Pelo primeiro single de agora, eles não perderam a mão, não.

7 – Feng Suave – “Tomb for Rockets”
O duo holandês Feng Suave, de Amsterdam, pode ser jogado em uma categoria de psicodelia soul ou um soul psicodélico, dependendo para qual vertente sonora essa dupla de zero álbuns, alguns EPs decide pender. A pandemia ajudou a frear um pouco a ascensão deles, que entre sons legais são muito bem relacionados, de Tame Impala a Iggy Pop, que tocou música deles na 6Music, da BBC, rasgando elogios. Imagine o Iggy Pop tocando uma música sua numa das rádios mais legais do mundo.

8 – HEALTH & Nine Inch Nails – “Isn’t Everyone”
Health, um trio de noise de Los Angeles, se une aqui talvez com sua maior referência, o grande Nine Inch Nails, de Trent Reznor. “Isn’t Everyone” é o primeiro single de “Disco4: Part II”, uma continuidade do álbum que o Health lançou no ano passado todo formado por parceria com outros artistas. Pensa em algo pesado.

9 – Black Midi – “John L”
A gente não deu destaque por aqui quando este single saiu, mas estamos tão de cara com a session que o Black Midi fez na KEXP que vale destacar essa sonzeira. A gente discorda demais dessa tese que circula por aí de que banda está ficando mais careta e melodiosa. Dá até para enxergar um Parece mesmo cada vez mais doidos e experimentais.

10 – The Kid Laroi – “Without You”
Ao invés da critica fácil, vamos apostar que se este garoto australiano sair da sombra do Justin Bieber pode se tornar um hitmaker bem interessante. A voz de um Liam Gallagher adolescente nos anima. Seu primeiro hit já está por aqui, “Without You”, que já tem versão em dueto especial com Miley Cyrus, alcançou um nível de sucesso que pelo menos garante a fama de one-hit wonder caso naaaaaada dê certo. Mas parece que vai dar.

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* A imagem que ilustra este post é da inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Coldplay, a música nova e os ETs. Beth & Bobby e uma das músicas do ano. Rashid e o ferrão da abelha. E o Health, o Nine Inch Nails e o barulho duplicado

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– A gente comentou aqui ontem que o Coldplay ia lançar seu novo single em uma transmissão para a Estação Espacial Internacional. O vídeo da transmissão virou o material oficial de divulgação de “High Power”, um som da banda com produção do superprodutor sueco Max Martin, homem por trás de um bilhão de hits – pense em Britney, Backstreet Boys, Adele, a lista é enorme. Ele já tinha trabalhando em uma música do álbum anterior da banda, “Everyday Life” de 2019. Se “High Power”, a primeira música do grupo de Chris Martin indica o começo de um novo trabalho, ainda não está claro. A canção em si é aquela água que o Coldplay vem produzindo nos últimos anos, mas deve funcionar bem ao vivo, talvez. É alegre. O vídeo tem a pira de ETs em que a banda anda envolvida recentemente (manja a Alien Radio FM?). Combina bem com o lance de o single ter sido lançado no espaço.

– A união de Jehnny Beth (Savages) com Bobby Gillespie (Primal Scream) promete demais – daquelas duplas que ninguém imaginava e já faz todo o sentido. Os dois vão soltar um disco conceitual chamado “Utopian Ashes” pela Third Man Records, do Jack White. Orquestrado e grandioso, a história do disco é sobre um casal que está no fim do relacionamento. Uma brisa ficcional, mas que de acordo com os dois ressoa na história pessoal e em situações vívidas por todos. O álbum sai no dia 2 de julho e o primeiro single já está disponível: “Chase It Down”, que já tem cara de clássico. Se liga.

– O rapper Rashid de tempos em tempos soltava um som chamado “Diário de Bordo”, músicas longas e sem refrão onde se situava para os fãs. Quando soltou o quinto número da série – que rolou entre 2010 e 2015 -, achou que estava encerrada a missão. Mas a pandemia e o atual governo que toca o Brasil para o ralo o motivaram a arriscar uma sexta edição, que conta com a participação do músico paraibano Chico César. Um trechinho da música já dá ideia do recado: “Porque esse governo de morte foi o atalho pra bandeira ficar vermelha/ Do sangue do povo que espelha a raiva que hoje transbordo/ Escrevo com ferrão de abelha, em busca de dias melhores”.

Health, um trio de noise de Los Angeles, maravilhoso em sua doideira sonora e que já experimentou tempos mais inspiradores, acabou de soltar uma parceria com talvez uma de suas grandes referências, o grande Nine Inch Nails, de Trent Reznor. “Isn’t Everyone” é o primeiro single de “Disco4: Part II”, uma continuidade do álbum que o Health lançou ano passado todo formado por parceria com outros artistas.

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St. Vincent e Jehnny Beth cravam com covers o Nine Inch Nails na calçada da fama

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* Como acontece todo ano, o Rock and Roll Hall of Fame selecionou uma nova levada de artistas para colocar na sua lista de notáveis. Desta vez, entra gente tipo Depeche Mode, T. Rex, The Notorious B.I.G. e Nine Inch Nails.

Normalmente, para sua celebração, o Hall of Fame organiza toda uma cerimônia com discursos e shows. Neste ano, obviamente, um evento desse tipo é impossível. Então, no caso aqui do NIN, uma transmissão ao vivo nesta sexta-feira será realizada, onde serão entrevistados os sete membros da banda de Trent Reznor. E, para encrementar esse anúncio, apareceram hoje duas covers relativamente inusitadas do Nine Inch Nails, partindo de quem fez e para quem se destina.

Primeiro, a guitarrista cool St. Vincent regravou “Piggy”, do clássico disco “The Downward Spiral” (1994), com uma ajudinha básica na bateria —> Dave Ghrol. Em seguida, surgiu Jehnny Beth, a ex (?) Savages que saiu em carreira solo neste ano, mostrando o hit “Closer”, do mesmo disco que “Piggy”, e sem dúvida uma das músicas mais conhecidas do NIN.

Abaixo, você pode conferir as duas, que estão (pelo menos por enquanto) exclusivas à plataforma de streaming da Amazon.

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Sharon van Etten usa Nine Inch Nails para buscar ajuda na música contra as “horas escuras”

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* Você sabe, a gente rasga aqui uma ceda louca para a Sharon van Etten, cantora indie-folk americana de doces cinco álbuns, de absurdas letras confessionais, sensíveis, fortes. Inclusive até já trouxemos ela para cá em 2015, para tocar na rua Augusta, em São Paulo num Popload Gig do Dia dos Namorados. Pensa.

Daí ela vem agora e faz uma cover de Nine Inch Nails, para a incrível “Hurt”, hit do grupo do distinto Trent Reznor dos anos 90.

De lá para cá, a música “Hurt” em especial ganhou 32 versões covers, entre artistas desconhecidos e notáveis, como o senhor Johnny Cash, que levou a canção do NIN para ooooooutro lugar.

Tem um motívo bem nobre para Van Etten estar fazendo essa cover. Ela cantou em parceria com as entidades de ajuda Sounds of Saving e National Suicide Prevention Lifeline, para chamar a atenção para os alarmantes índices de suicídio por causa de depressão das duas últimas décadas nos EUA. E como a música pode ajudar nisso.

No começo do vídeo, Sharon van Etten divide um pouco seus próprios problemas com seus “tempos de escuridão” e a luta para aliviar a barra através da música. “Hurt”, na versão dela, chega no minuto 3:50.

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