Em nine inch nails:

De surpresa, Nine Inch Nails lança álbum duplo: um disco para ser trilha quando tudo der certo. O outro…

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* O Nine Inch Nails, projeto liderado pelo gênio Trent Reznor, é cheio de surpresas. O último disco, “Bad Witch”, saiu em 2018, seguido de uma turnê extensa e bem recebida. Depois, silêncio total. Nada anunciado, nenhuma previsão de material novo. Hoje cedo, sem anúncio prévio ou ter dado alguma pista antes, lançaram um álbum novo. Instrumental. Duplo. Como só o NIN poderia fazer.

Os álbuns, chamados “Ghosts V: Together” e “Ghosts VI: Locusts”, são uma espécie de sequência para o também instrumental “Ghosts I-IV”, lançado em 2008, que abriu as portas para Trent Reznor virar compositor de cinema (e ganhar um Oscar).

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Agora, com a quinta e sexta parte do projeto disponíveis gratuitamente no YouTube e no site da banda, achamos melhor deixar aqui o próprio texto deles explicando o conceito:

“Amigos

É uma época realmente estranha…

Como as notícias parecem ficar mais sombrias a cada hora, nos encontramos oscilando loucamente entre sentir que há esperança, e sentir total desespero – muitas vezes mudando de minuto a minuto. Apesar de cada um de nós se definir como antissociais, que preferem estar sozinhos, essa situação nos fez apreciar o poder e a necessidade de conexão.

Música – seja ouvindo, criando ou pensando nela – sempre foi a coisa que nos ajudou a passar por qualquer coisa – boa ou ruim. Com isso em mente, decidimos varar as noites e terminar esses discos ‘Ghosts’ como uma forma de ficar razoavelmente sãos.

‘Ghosts V: Together’ é para quando parece que tudo vai dar certo, e ‘Ghosts VI: Locusts’… bem, você vai descobrir.

Criar isso nos fez sentir melhor, e é bom compartilhar música. Ela sempre foi uma forma de nos sentirmos um pouco menos sozinhos no mundo… Esperamos que faça isso para você, também. Lembre-se: todos estamos juntos nessa e vai passar.

Esperamos ver vocês novamente em breve.
Sejam espertos, fiquem seguros. E cuidem uns dos outros.

Com amor,
Trent Reznor e Atticus Ross”

Ouça os dois álbuns, como quiser, no Youtube, abaixo, ou fazendo download no site do NIN.

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Longe do Nine Inch Nails no momento, Trent Reznor solta segunda parte da trilha de Watchmen ao lado de seu parceiro Atticus Ross

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Quando não está envolvido com o seu seminal Nine Inch Nails, Trent Reznor costuma trabalhar em parceria com o músico e produtor inglês Atticus Ross. E, juntos, eles acabam de botar na praça mais um projeto.

Trent e Ross soltaram a segunda parte da trilha sonora de Watchmen, série da HBO, cerca de 3 semanas após lançarem a parte 1.

Esta nova leva possui 13 faixas. No total, o projeto é constituído de 39 canções divididos em três volumes. O terceiro estará nas plataformas online no dia 16 de dezembro.

Uma versão física dos três discos está disponível para venda online.

A parte 2 pode ser ouvida abaixo.

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Nine Inch Nails chega ao primeiro lugar da Billboard. Com uma música country/hip-hop que não é deles…

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Hoje, nos Estados Unidos, a música número 1 nas paradas da Billboard é “Old Town Road”, do rapper novato Lil Nas X. Se você tem Spotify, pode conferir por conta própria: está lá, primeiro lugar das mais tocadas nos EUA. A faixa mistura country, hip-hop, e uma sample do Nine Inch Nails, e ficou famosa por conta de um meme na rede social TikTok. Vamos com calma, que a história é um pouco complexa.

Lá em 2008, o Nine Inch Nails lançou o gigante disco instrumental “Ghosts I-IV”. Apesar de raramente figurar entre os favoritos dos fãs, foi este projeto que abriu as portas para Trent Reznor (fundador do NIN) e Atticus Ross (o outro membro oficial da banda) emplacarem como compositores de trilhas sonoras para Hollywood, logo ganhando um Oscar e tendo músicas do próprio “Ghosts I-IV” licenciadas para trilhas de filmes e séries. Avançando 10 anos, no finzinho de 2018, o rapper americano Lil Nas X (em total início de carreira) estava procurando uma base instrumental para compôr uma faixa. Encontrou numa loja online a sample que viria a ser a base para “Old Town Road”. Ess a sample utilizava, praticamente na íntegra, elementos da música “34 Ghosts IV”, do NIN adicionada de batidas trap – uma combinação que, por acidente, acaba parecendo ter elementos de country, mesmo que a original do NIN não fosse. Lil Nas X compôs as letras para a música, e a lançou independentemente.

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O rapper foi genial na maneira que promoveu e categorizou a faixa. Primeiro, criou e incentivou memes com a mesma. Isso viralizou na rede social TikTok, onde usuários se filmavam dançando o início da batida com roupas “comuns”, e, na entrada da batida, mudavam para uma roupagem “cowboy”. Se você tiver paciência para ver, é só procurar no YouTube por “YeeHaw Challenge”, ou ver o vídeo no fim deste post. Apesar de “Old Town Road” obviamente conter elementos de dois gêneros, Lil Nas X a lançou no iTunes e SoundCloud sob o gênero country, apenas. Lá, teria mais chance do que competindo com os gigantes do hip-hop atual. O resultado? Chegaria ao topo das paradas country em pouquíssimo tempo.

Chegaria, se não houvesse uma intervenção. A própria Billboard removeu a faixa das paradas country, afirmando que “não possuía elementos suficientes do gênero na atualidade”. O efeito, claro, foi o contrário do esperado, e catapultou “Old Town Road” para o topo das paradas Hot 100 da Billboard – além de trazer à tona toda uma discussão sobre o racismo que possa existir dentro e ao redor da indústria musical country. Não bastasse tudo isso, a música ainda recebeu um remix com Billy Ray Cyrus (sim, o pai da Miley Cyrus), e também disparou rapidamente em popularidade.

Então, dificilmente você encontrará um momento mais 2019 que este. Um rapper de 20 anos sampleou Nine Inch Nails numa faixa de country trap, e chegou ao topo das paradas. Fato que Trent Reznor nunca conseguiu, nem no auge de popularidade da banda. Não é um julgamento de valor sobre uma coisa nem outra, mas mostra o quão volátil pode ser a popularidade de músicas.

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Frio, negro e infinito: o vídeo novo do incrível Nine Inch Nails em rolê pela América

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O incrível Nine Inch Nails, bandas que tem fácil e há anos um dos melhores shows do mundo, está no meio de sua turnê “Cold and Black and Infinite” pelos Estados Unidos. E eles resolveram compartilhar um pouco deste rolê em um novo vídeo.

A potente “Ahead of Ourselves”, parte integrante de “Bad Witch”, ganhou trato visual em preto e branco do diretor Brook Linder, com tomadas cheia de luzes e imagens inquietantes e com cortes ágeis.

O resultado pode ser conferido abaixo.

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Nine Inch Nails ao vivo domingo em Nova York, show completo. Por que não?

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* Algum tempo atrás, fizemos um breve relatório da turnê atual do Nine Inch Nails, que está sendo fantástica, pelo que temos acompanhado. Intitulada “Cold and Black and Infinite Tour”, a série de shows tem contado com várias raridades e estreias de músicas ao vivo. E traz somente o Jesus & the Mary Chain como banda de abertura.

Nesta semana, o NIN fez 4 shows em New York – dois no histórico Radio City Music Hall, e dois no Kings Theatre, localizado no Brooklyn. Desses 4, surgiu vídeo completo do segundo show, no Radio City, realizado neste último domingo. Vídeo de galera, tais. Mas em resolução 4K.

Dentre as músicas tocadas, destacamos as ótimas (e relativamente raras) “La Mer”, “The Becoming”, “Happiness in Slavery”, e a cover do David Bowie “I Can’t Give Everything Away” – que recentemente Trent Reznor prometeu que não tocaria de novo, mas parecia apenas “certo” tocá-la mais uma vez em NY.

* O setlist completo (com o tempo das músicas) está aqui abaixo:

Somewhat Damaged – 0:00
The Day the World Went Away – 2:19
The Frail – 6:40
The Wretched – 8:31
The Beginning of the End – 14:06
Survivalism – 16:56
Piggy – 21:20
Burn – 26:09
La Mer – 31:03
Closer – 34:55
The Becoming – 40:00
((Trent talks about being in NY and about Bowie)) – 45:36
I Can’t Give Everything Away (David Bowie Cover) – 46:10
The Lovers – 50:08
The Great Destroyer – 54:40
Burning Bright (Field on Fire) – 59:30
Head Like a Hole – 1:05:16
Help Me I am in Hell – 1:11:49
Happiness in Slavery – 1:14:14
((Trent thanks the crowd | Band Introductions)) – 1:19:21
Even Deeper – 1:21:26
Hurt – 1:28:20

** Fotos, aqui e da home, são de Amanda Hatfield, para o site indie Brooklyn Vegan

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