Em Nirvana:

Uma session recente de um tal Nirvana. De 1989. E um desabafo 2016

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* A história é velha e já falei ou rocei o assunto algumas centenas de vezes aqui, mas como neste momento eu quero postar um Nirvana e estou sem muito “gancho” para tal, vou dar uma enrolada aqui. Encare como um “Dossiê Popload”. Ou um desabafinho de empolgado, mesmo.

Tem gente que adora Spotify, playlists recomendados, pendrive emprestado, dicas na linha “se você gosta disso, deveria ouvir aquilo”, e tudo streaming e tudo curado e tudo recomendado. Adoro tudo isso também. Todo instrumento que faz uma pessoa escutar uma música já está valendo. Tudo tem seu tempo, seu jeito, seu por quê. Se a música e quem a oferece tem uma contextualização então, me ganha na hora.

No final de semana alguém tava me explicando um negócio de música sertaneja feminina. Me mostrando uma música, me falando por que da letra (ótima), por que daquele ritmo e por que tinha chegado a “vez delas”. Achei bem legal e curioso tudo. Na segunda-feira, o UOL publicou um especial enorme sobre sertanejo feminino. Zeitgeist do sertão. Me empolgo com coisas assim, mesmo se eu não esteja nem aí com essa linha, digamos. Mas só para dizer que até para um gênero tosco e ruim como esse, hahahaha, como a música chega em você e qual história ela conta tem uma função muito importante. Daí chegamos ao que eu quero dizer. Talvez.

Nada como uma boa estação de rádio bacana para fazer você ter uma idade 20 anos menor, 10 anos menor, 5 anos menor, ou se sentir querer ser 10 anos mais velho para sentir-se contemporâneo a ela, fazê-la pertencê-la plena a seu tempo. Fazer você querer pular da cadeira para dançar uma música que de repente passaram a tocar, fazer querer sorrir, querer fazer chorar.

Você desenvolve um carinho pelo DJ, ele vira seu professor, seu irmão, melhor amigo, seu confidente. Usa um “adjetivo” para falar de uma música ou banda que te desmonta, porque você estava pensando a mesma coisa, mas nunca achava que o DJ de uma rádio importante (para você) fosse falar e tal.

Eu passo muito bem, diariamente, em casa, no trabalho e no carro, com algumas rádios prediletas. Tenho várias. Acesso com app no celular, app no iPad ou simplesmente abro o site no computador. Às vezes, quando vou ver, os três “jeitos” estão ativos. Minhas caixinhas de bluetooth devem me achar maluco.

Tenho sensações dessas descritas acima, diárias, e agradeço aos céus direto o fato de que o meu trabalho seja com música. Porque, se não fosse assim, eu ainda seria um devorador de músicas blablablá do mesmo jeito.

Por exemplo, ontem.

Passei o dia ouvindo a BBC 6 Music, a rádio online do grupo gigantesco britânico de várias mídias BBC. Dois momentos do dia (já chego no Nirvana):

** Um dos DJs que eu gosto, já não lembro qual, começou a falar dos 40 anos de punk neste ano, dizer que gosta dos punks ingleses atuais tipo Slaves e Fat White Family (amo os dois) e tocou uma música nova de uma banda x. Sei lá que eram. Amei do primeiro ao último acorde. Na hora me deu uma vontade de chorar de tão legal, hahaha. Já não sabia se era uma banda velha que eles estavam mostrando para aproveitar o gancho “40 anos” ou se era um grupo de hoje, dessa safra maravilhosa nova. Fui pesquisar. A banda se chamava Eat Fast, quatro moleques novinhos de Newcastle, e a música era seu novo single, chamado “Public Display of Affection”. Aprendi mais: o Eat Fast foi incluído recentemente (novembro) num especial do jornalzaço inglês “The Guardian” entitulado apenas “The Most Exciting Independent Artists in the World”. E também que eles tocaram num evento especial do festival The Great Escape (também em novembro) chamado “The Soundtrack to Your Future”.

** Ainda ontem, por nada, do nada, o cara tocou no meio de tantas coisas legais, novidades muitas, uns indies antigos outros, um… Belle & Sebastian. Em session na BBC anos atrás. A canção: a deslumbrante “The Stars of Track and Field”, musiquinha de fases que começa tipo silenciosa. Quando você acha que pode se emocionar ainda, depois de tuuuuuudo, com um Belle & Sebastian aleatório em momento x no meio de um playlist de rádio? Eu, ontem! Isso é rádio. Acabou a música, a seleção de duas ou três, e o DJ disse o que tinha tocado e jogou assim, meio rápido, um “fascinating Belle & Sebastian” na descrição da sequência. E eu ali, fascinado. Como ele sabia? Ele sabia. E olha que eu adoro essa música, mas tem muitas outras mais do B&S que me arrebataria. Sei lá.

** Aí, finalmente, chegamos ao Nirvana. A própria BBC 6 Music, na semana passada, resolveu porque sim que o dia inteiro da programação (acho que sexta-feira) seria dedicado ao ano 1989!!!! Na verdade tudo tem um sentido. A 6 Music criou um especial chamado “My Generation” para tratar de anos importantes para a história da música jovem. E chegou-se a 1989, que assim de cabeça eu nem lembrava o quanto foi importante, quantas coisas relevantes aconteceram, o quanto o período foi “preparatório” para tudo que estava vindo. Daí teve o Nirvana.

O genial Steve Lamacq desenterrou inteira uma session que um noviiiiinho Nirvana, nem como Dave Grohl na bateria ainda, se apresentou em session para o saudoso John Peel, talvez o radialista mais importante de todos os tempos para esse tipo de música que eu e você curtimos.

O Nirvana havia acabado de lançar o seu primeiro álbum, o magnífico “Bleach”, em junho daquele ano. E em outubro já estava de rolê pela Inglaterra, onde foi cooptado pela Radio One para fazer uma das famosíssimas Peel Session. Ainda em status longe de virar o maior fenômeno da indústria mundial em coisa de menos de dois anos para a frente.

O Nirvana, que voltaria depois e em outro desse status para mais duas sessions para o John Peel, naquela de 1989 tocou “Love Buzz”, uma das músicas mais legais jamais feitas haha (NE: na minha humiiiiilde opinião, claro), o romance-metal lindo “About a Girl”, uma “Polly” versão mais crua da música que só entraria em álbum depois, num tal de “Nevermind”, e a esporrenta (não há palavra melhor) “Spanx Thru'”, famoso lado B de single que entrou em coletânea da Sub Pop de 1988.

Ouvindo essas sessions com o tratamento de uma rádio atualíssima como a BBC 6 Music, parece que foi hoje o dia em que o Nirvana tocou lá. Ou foi sexta-passada.

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A rádio é tão incrível que, como eles sabem usar a internet tão maravilhosamente bem, divulgaram no dia, no Instagram, uma foto do contratinho do novíssimo Nirvana para a Session do Peel (imagem acima), botaram uma fotos de 1989 dos DJs Steve Lamacq (na home da Popload) e da fofa Lauren Laverne, resgataram umas capas da “NME” daquele ano e ainda duas páginas de uma agenda 1989 do Lamacq, com shows do Buzzcocks e da Neneh Cherry anotadas. Gênios.

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Então, last but not least, a atualíssima Peel Session de 1989, de uma certa banda pequena americana chamada Nirvana. Me diz se não é de chorar.

E fim.

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Bebê da capa de “Nevermind” recria a foto 25 anos depois. De bermuda, claro

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No último sábado, 24 de setembro, um dos discos mais explosivos da história do rock completou seus festejados 25 anos. O álbum em questão é “Nevermind”, disco que estourou o Nirvana no mundo, fez a banda ficar maior que o grunge e provocou um caos na cultura pop ao chacoalhar um rock que andava careta há algum tempo, fora toda a revolução que causou na vida de que tinha tipo 20 anos de idade, um pouco menos ou um pouco mais.

Além do petardo sonoro que é, “Nevermind” ficou marcado por sua capa icônica, a de um bebê pelado mergulhado em uma piscina com uma nota de dólar. Tenho até um imã de geladeira do Bart Simpson reproduzindo a ação.

O bebê era Spencer Elden, àquela época com apenas 4 meses de idade, que protagonizou uma das fotos de bebês mais incríveis da história das fotos de bebês.

Daí que, para comemorar os 25 anos disso tudo, Elden recriou a capa do álbum em uma piscina do Rose Bowl Aquatics Center. Mas de bermuda, “porque as pessoas poderiam estranhar”.

A recriação é obra do fotógrafo John Chapple. Elden, o ex-bebê, tem uma tatuagem com a palavra “Nevermind”, mas nunca teve a oportunidade de conhecer os membros da banda. “A data significa algo para mim. É estranho pensar que eu fiz aquilo por cinco minutos, quando tinha apenas 4 meses de idade, e acabou se tornando uma imagem icônica”, contou ao “New York Post”, jornal que neste final de semana publicou as novas fotos. Well, whatever.

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Kurt Cobain continua morto, confirma o Nirvana

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* Haha.

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Os tabloides ingleses são mesmo incríveis. A mais nova teoria chocante do pop foi publicada pelo Daily Mail, que afirma: Kurt Cobain não morreu e está vivendo no Peru, tocando guitarra como destro, sob o nome de Ramiro Saavedra.

A conspiração maluca surgiu na internet, claro, e ganhou as páginas sensacionalistas do tabloide. E chegou ao Nirvana, que fez questão de entrar na onda. “É verdade, Kurt está vivo. Ele precisava de tempo para aprender a tocar guitarra com a mão direita. Encontrar guitarristas canhotos não é tão fácil assim. Nós estamos tão felizes de tê-lo de volta com a gente que o perdoamos por toda a tristeza que carregamos de forma tão profunda em nossos corações”.

Ramiro Saavedra, no caso, existe. Ele é apenas um sósia profissa do ex-líder do Nirvana, morto em 1994. O peruano inclusive chegou a ganhar um concurso na TV local. Saavedra no Popload Gig com os Nirvana vivos, imagina?

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25 anos de “Smells Like Teen Spirit”, o hino que definiu o Nirvana e toda uma era

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Fica até meio sem sentido explicar para millennials ou para a geração que passou a se envolver mais com música a partir da internet o que foi a revolução mundial, musical, inspiracional e geracional mesmo que “Smells Like Teen Spirit” causou aos jovens do planeta, quando surgiu há exatos 25 anos, em 10 de setembro de 1991. Então, vamos categorizá-la simplesmente como “uma das duas músicas mais avassaladoras do século passado”. Assim, numa definição bem mais humilde.

Hit icônico de uma das bandas mais icônicas da história do rock, “Smells Like Teen Spirit” foi escrita pelo trio Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl. Single do pontual “Nevermind”, a faixa foi produzida pelo grande Butch Vig, que vem ao Brasil no fim do ano enquanto baterista do Garbage.

A faixa pintou como um tsunami na cena em 1991. Começou a tocar diariamente nas rádios universitárias americanas. Depois, de hora em hora. Ganhou as grandes estações de rádios, a MTV, o VMA, o mundo. Acabou com duas indicações ao Grammy da época nas categorias melhor performance vocal em hard rock e melhor canção de rock.

Fez Seattle se estabelecer como casa do grunge, fez o grunge se estabelecer como cena, fez o Nirvana destronar Michael Jackson nas paradas e ficar maior que o próprio grunge.

“Smells Like Teen Spirit” talvez não seja nem a “melhor música” do Nirvana para muitos fãs, mas é daquelas obras de arte que vão resistir sempre, para sempre.

No singelo registro/tributo da Popload à canção, selecionamos dez performances – do Nirvana ou não – que retratam um pouco do que a faixa foi, é, e continuará sendo.

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Sirvana está de volta: Paul McCartney recebe Krist Novoselic no palco, em Seattle

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Na noite de ontem, Sir Paul McCartney fez concorrido show da sua novíssima “One On One Tour” na icônica Seattle. Entre os milhares de admiradores estava nada menos que Krist Novoselic, filho bastardo da terra, ex-baixista do Nirvana.

Krist foi convidado pelo ex-beatle ao palco e juntos mandaram “Helter Skelter” já na parte final do show. Vale lembrar que há quatro anos Macca assinou parceria com os ex-integrantes do Nirvana com a canção “Cut Me Some Slack”.

Um registro amador do encontro em Seattle, na noite de ontem, pode ser conferido a seguir.

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