Em Nirvana:

Do Weezer ao Júnior Groovador, Nirvana une tribos e rouba a cena no primeiro final de semana do Rock in Rio

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Entre as diversas generalidades que ocuparam o Rock in Rio neste primeiro final de semana, chamou a atenção um depoimento de Dave Grohl no sábado, ao relembrar o Nirvana.

Na parte final do show do Foo Fighters, Dave ofereceu a antiga canção “Big Me”, presente no disco de estreia do FF, ao Weezer. Tudo porque, horas antes, Rivers Cuomo e Cia. tocaram “Lithium”, do Nirvana, que Grohl disse ter assistido do backstage e… chorado.

Ex-baterista do grupo, Dave relembrou a primeira vez que veio ao Brasil, justamente com o Nirvana, para o Hollywood Rock. “Foi a primeira vez que tocamos para mais de 100 mil pessoas”, disse, fazendo referência ao show de São Paulo, que arrastou 110 mil pessoas ao Morumbi para ver a maior banda do mundo naquele momento, certamente em um de seus shows mais caóticos na carreira.

“Eu estava no backstage e ouvi o Weezer tocando Lithium. E eu tenho que ser honesto: eu chorei um pouquinho. Foi tão bom! Eu tenho saudade de tocar essa música”, confessou Grohl.

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Em outra passagem, essa de alegria, o Fantástico flagrou Dave dando um abraço efusivo em Júnior Groovador, baixista potiguar que viralizou na web ao botar uma pitada de forró em “Smells Like Teen Spirit”, que rendeu uma versão ao vivo, no palco do Rock in Rio, com o Tenacious D, banda do ator Jack Black. Dave disse que Groovador “é o cara” e que correu para ver a apresentação.

O Nirvana vive.

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Live and Loud! Famoso show do Nirvana em Seattle é lançado em vinil e digitalmente após mais de 25 anos

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Foto: Jeff Kravitz

Foto: Jeff Kravitz

Um dos mais famosos e explosivos shows do Nirvana, o “Live and Loud” ganhou pela primeira vez lançamento digital e em vinil, mais de 25 anos após sua realização.

O show foi registrado no Pier 48 em Seattle e sempre foi um dos materiais preferidos dos fãs da banda norte-americana, na época feito dentro da turnê em suporte ao disco “In Utero”, contando com Pat Smear ao lado do trio formado por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl.

Além dos lançamentos com o áudio limpinho, foi divulgado no canal oficial da banda no YouTube a íntegra da apresentação em vídeo. Na época, o show foi transmitido pela MTV, com cortes. No total são 17 canções, que podem ser conferidas abaixo.

Live and Loud Tracklist:
01. Radio Friendly Unit Shifter
02. Drain You
03. Breed
04. Serve The Servants
05. Rape Me
06. Sliver
07. Pennyroyal Tea
08. Scentless Apprentice
09. All Apologies
10. Heart-Shaped Box
11. Blew
12. The Man Who Sold The World
13. School
14. Come As You Are
15. Lithium
16. About a Girl
17. Endless, Nameless

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O Nirvana vive! Famoso show da banda em Seattle, no ano de 1993, será lançado em vinil e nas plataformas digitais

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Um dos shows mais famosos do Nirvana vai ganhar lançamento oficial no mês que vem. A explosiva apresentação em questão é “Live and Loud”, registrada no Pier 48, em Seattle.

O show foi um dos primeiros da banda após o bombado acústico gravado para a MTV em Nova York no ano de 1993. Este show em Seattle também foi gravado pela emissora e lançado em vídeo em 2013, nas comemorações de 20 anos do disco “In Utero”.

Agora, “Live and Loud” ganhará lançamento em vinil duplo e estará também disponível nas plataformas de streaming a partir do dia 30 de agosto.

TRACKLIST – VINIL

A1. Radio Friendly Unit Shifter
A2. Drain You
A3. Breed
A4. Serve the Servants
A5. Rape Me

B1. Sliver
B2. Pennyroyal Tea
B3. Scentless Apprentice
B4. All Apologies
B5. Heart-Shaped Box

C1. Blew
C2. The Man Who Sold the World (David Bowie)
C3. School
C4. Come as You Are
C5. Lithium

D1. About a Girl
D2. Endless, Nameless

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Após mais de uma década, jornal revela que 500 mil arquivos, incluindo até músicas inéditas do Nirvana, foram perdidos em incêndio na Universal

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Era junho de 2008 quando um incêndio de grandes proporções atingiu instalações da Universal Music, em Hollywood. À época, foi informado que o desastre havia destruído cinco estruturas dentro de um set que reproduzia a cidade de Nova York, utilizado em vários programas de TV e filmes, além de um set do “De Volta Para o Futuro”, uma área temática de “King Kong”, e uma viela de “Golpe de Mestre”. Pois bem…

Onze anos depois, o jornal The New York Times denuncia que o estrago foi bem maior e atingiu a parte musical do estúdio, além de apontar que a Universal teria tentando abafar o caso.

De acordo com a publicação, cerca de 500 mil fitas masters (originais) de diversos artistas do catálogo da gravadora sucumbiram entre as chamas, no que é considerado pelo NYT como “o maior desastre da indústria musical”.

O jornal revela que bandas e artistas como Tom Petty, iggy Pop, Eric Clapton, Aerosmith, Soundgarden, Nine Inch Nails, Beck, Elton John, Cat Stevens, Sonic Youth, R.E.M., Tupac, Eminem, Eagles e grande elenco tiveram materiais perdidos. Há a suspeita, inclusive, de gravações inéditas de bandas como Nirvana, B.B. King, Elton John e Guns N’ Roses.

Em comunicado ao jornal, a Universal desconversou e disse que não poderia comentar o assunto publicamente, e se limitou a dizer que fez novos investimentos para prevenir novos danos.

Imagem de parte do incêndio, em 2008. Foto: Andrew Gombert/Reuters

Imagem de parte do incêndio, em 2008. Foto: Andrew Gombert/Reuters

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Após 25 anos de sua morte, Kurt Cobain está mais vivo do que nunca. Confira novos registros e declarações sobre a carreira do ex-líder do Nirvana

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Lá se vão 25 anos desde que Kurt Cobain, o maior ídolo do rock de sua geração, resolveu dar fim às constantes lutas contra seus próprios demônios e nos deixou precocemente, aos 27 anos de idade, estando à frente de uma das maiores bandas do mundo naquele época.

Desde então, o mundo insiste em não esquecer Kurt Cobain, para o bem ou para o mal.

Já contei aqui mil vezes a história de como eu, tendo o Nirvana como meu Beatles particular, fiquei sabendo do à época possível morte do ex-líder da colossal banda (da região ) de Seattle.

Eu trabalhava à época no jornal “Notícias Populares”, que era do grupo da Folha de S.Paulo, e numa reunião de alta cúpula um diretor do jornal sobre por um amigo americano o “boato”. Missão dada, comecei a ligar para jornais de Seattle e recebi um número de telefone da polícia local, que investigava o caso.

Óbvio, fiz a chamada e, dada a alta quantidade de pessoas que ligavam na mesma hora e com o mesmo propósito, a políca resolveu colocar um recado gravado, que dizia mais ou menos o seguinte: “Um corpo de um homem foi encontrado hoje na casa do rock star Kurt Cobain, com uma ferida na cabeça. Especialistas ainda não confirmam a identidade da vítima”.

Tenho essa gravação em fita cassete até hoje. Era dia 8 de abril. E era Kurt Cobain mesmo. Os médicos calcularam que o músico se matou três dias antes, no dia 5 de abril, 25 anos hoje.

Nesta marca de 25 anos, a principal notícia relacionada ao ex-líder do Nirvana talvez seja o lançamento do livro “Serving the Servant: Remembering Kurt Cobain”, escrito pelo seu ex-empresário Danny Goldberg, que afirma estar só agora pronto para refletir publicamente sobre a representatividade de Cobain na cultura pop.

“Ele foi um cantor incrivelmente comovente, sua voz transmitia uma vulnerabilidade e uma intimidade rara”, aponta Danny, que acredita que a imagem que ficou de Kurt na imprensa foi um tanto distorcida. “Se concentrou de maneira desproporcional em sua morte, não tanto em sua vida e arte”.

No livro, Goldberg relata os momentos de glória e de tensão do Nirvana e conta que ainda não chegou a uma conclusão certa sobre o que levou o artista a cometer um suicídio.

“Não tenho ideia do que provocou as últimas semanas de desespero dele. Talvez tenha sido uma intensa cristalização das depressões que o atormentavam por muito tempo”, destaca no livro.

Em entrevista ao Washington Post, Danny, que também foi empresário do Led Zeppelin, conta que Kurt via em Dave Grohl um potencial cantor. E que a relação de ambos gerava até um pouco de ciúmes.

“Kurt disse para mim: ‘acho que você não faz ideia de quão bom Dave é como cantor, mas eu o ouço cantando todas as noites’. É como se ele fizesse isso só para eu saber, porque havia um lado fraternal e doce da parte dele, mas também um pouco de inveja. Quer dizer, ele era competitivo”, relatou.

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Registros inéditos da passagem pelo Brasil em 1993

Também nesta sexta-feira, veio à tona em uma reportagem do jornal O Globo alguns registros de bastidores da única, conturbada e inesquecível passagem do Nirvana pelo Brasil no ano de 1993, o anterior à morte de Kurt.

O texto assinado por Johanns Eller traz imagens inéditas de Kurt, e relembra a saga do repórter Antonio Carlos Miguel e da fotógrafa Márcia Foletto para estarem perto de Kurt em um hotel em São Conrado, para uma entrevista. Depois de uma ajudinha de um segurança brasileiro, eles conseguiram intermediar uma entrevista com Kurt em seu quarto. Foram recebido pelo rockstar de pijamas e meias longas. E alguns desses registros da fotógrafa Márcia Foletto podem ser vistos abaixo. A reportagem completa está aqui.

Kurt em hotel no Rio, 1993. Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Kurt em hotel no Rio, 1993. Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Kurt em hotel no Rio, 1993. Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Kurt em hotel no Rio, 1993. Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

*** O Suicídio e as Redes

* A morte prematura de Kurt Cobain, que contribuiu para criar o mito em torno de sua figura, estimula ainda hoje debates sobre a saúde mental. Foi baseando-se em trechos de seus diários, além de expressões de outras pessoas, que definiu o que foi chamado de “gramática da depressão”, um determinado grupo de palavras usado nas redes sociais que indicam a incidência da doença, mesmo em estágios iniciais. O termo deriva de Estudos da University of Reading, na Inglaterra, e da Florida State University, publicados pelos respectivos departamento de psicologia.

Só no ano passado, 1 milhão de pessoas tirou a própria vida ao redor do mundo. O estudo foi a fundo para entender como são os pedidos de ajuda, voluntários ou involuntários, recorrentes nas redes sociais para pessoas potencialmente em algum estágio depressivo. E serviu de inspiração para a criação do Algoritmo da Vida.

O projeto, assinado pela “Rolling Stone Brasil”, se trata de um software capaz de identificar no Twitter uma variedade de palavras e frases que podem indicar sintomas de depressão nas postagens públicas dos usuários. O algoritmo encontra a recorrência desses termos e indica o perfil para uma checagem de uma equipe treinada para considerar, inclusive, contexto, ironias e recorrência de termos. Depois que a ferramenta e a equipe confirmam o potencial do usuário em desenvolver a doença, um perfil secreto criado especificamente para a ação com o auxílio de psiquiatras entra em contato com o indivíduo por meio de mensagem privada, na mesma rede social, e, se for o caso o encaminha para o Centro de Valorização da Vida (ligue 188). Desde o início do funcionamento da ferramenta, estima-se que 40% das pessoas que receberam a nossa mensagem clicaram no link para receber auxílio.

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