Em Nirvana:

Vivemos para ver isso. Show do Nirvana sábado passado na Califórnia (!!!!). Veja como foi

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* O maior festival do ano foi realizado neste sábado que passou na Califórnia e reuniu em seu line-up Nirvana (acima), Led Zeppelin e Iggy Pop.

(vou começar de novo…)

* O maior festival do ano foi realizado neste sábado que passou na Califórnia e reuniu em seu line-up Foo Fighers, o dono da parada, Greta van Fleet (oi, Lollapalooza Brasil 2019), o veterano incrível Garbage, o médio-novo duo punk inglês Slaves, a minha banda nova predileta, a australiana Gang of Youths, e, sim, ELE, mister Iggy Pop. Entre vários outros.

Foi o Cal Jam 2018, festival de dois dias que começou na sexta, pequeno, encabeçado pelo extra-famoso Billy Idol. Aconteceu em San Bernardino e foi uma espécie de quarta edição do histórico Cal Jam Festival. O primeiro Cal Jam rolou em 1974 na californiana Ontario e reuniu 400 mil pessoas, abrigando o mais marcante concerto do grupo inglês Deep Purple, que virou documentário e livro de tão turbulenta. Contou com mais de uma hora de atraso para a banda subir no palco, teve quebradeira de guitarra, um amplificador voando para a plateia e outro explodindo e pegando fogo. Foi um dos primeiros concertos de rock deste nível a ser transmitido em TV aberta nos EUA, pela gigante ABC. Black Sabbath, Eagles, Earth & Wind e Emerson, Lake and Palmer também tocaram no festival. Uma segunda edição, “mais tranquila”, foi realizada em 1978, com Aerosmith, Santana, Foreigner, Heart e Ted Nugent, entre outros. No ano passado o Foo Fighters reinventou o festival, tomando para si, e escalando o Queens of the Stone Age junto, fora uma batelada de bandas menores boas tipo Kills e Cage the Elephant.

Mas o negócio foi esse Cal Jam 2018, no sábado, que teve uma espécie de REUNIÃO DO NIRVANA, talvez a banda mais importante da história da música (cóf). Sem o Kurt Cobain, obviamente.

Foi assim:

O Foo Fighters, em seu festival, fez em seu show um setlist em ordem cronológica inversa. Começou com músicas de seu último disco e seguiu a apresentação regredindo pela discografia da banda, até chegar em seu primeiro disco e fechar o set com “This Is a Call”, seu primeiro single, de 1995.

Para o bis, uma surpresa ainda mais regressiva. Dave Grohl foi para a bateria, chamou Krist Novoselic ao baixo, contou com Pat Smear na guitarra e fez uma reunião do Nirvana (a segunda deste ano), chamando “para o papel de Kurt Cobain” o vocalista John McCauley, do Deer Tick, banda de Rhode Island, com forte queda ao nirvanismo (foto lá em cima)

Foram seis músicas do Nirvana no total. McCauley cantou três, “Serve the Servants”, “Scentless Apprentice” e “In Bloom”. Depois a foi a vez da grande roqueira Joan Jett emular Cobain, cantando “Breed”, Smells Like Teen Spirit”e “All Apologies”. Nesta última, a única fora da ordem cronológica, Novoselic tocou sanfona e a musa Brode Dalle, do Distillers e senhora Josh Home, pegou o baixo.

(Joan Jett já tinha “cantado no Nirvana” em 2014, numa homenagem à banda de Cobain numa cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame.)

Então é isso, gente. Com você, um show do Nirvana no sábado passado, inteirinho em seus mágicos 25 minutos.

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“In Utero”, o álbum brasileiro do colossal Nirvana, completa 25 anos hoje

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* Bom, o Nirvana foi a maior banda de rock que já existiu, fato que ninguém discorda, né? Banda punk para quem gostava de punk. Banda metal para metaleiro. Banda (quase) pop para quem curtia um som mais… pop. Kurt só não viveu muito tempo para trazer experimentações eletrônicas ou convidar algum rapper para cantar alguma faixa, porque olha…

Dito isso, viemos aqui para celebrar o aniversário de 25 anos do álbum “In Utero”, o terceiro e derradeiro da banda, lançado lá em 21 de setembro de 1993, e também conhecido como O DISCO BRASILEIRO do grupo do mitológico Kurt Cobain.

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Brasileiro porque o Nirvana veio ao país no meio daquele rebuliço grunge-MTV-mundo musical de ponta-cabeça para tocar num final de semana em São Paulo, para 80 mil pessoas (há quem jure que tinha 120 mil), o maior público da história da banda, para no final de semana seguinte se apresentar no Rio de Janeiro, outro concerto famosão, transmitido pela Globo, cusparada na câmera, aquele auê. Tudo no festival Hollywood Rock, inacreditável em todos os sentidos, que aconteceu em janeiro de 1993.

No intervalo entre um show e outro, na semaninha livre, o Nirvana se trancou em um estúdio carioca, da BMG/Ariola, e fez sessões de gravações de boa parte do “In Utero”, o seu último registro. A idéia era a de que o grupo levasse de volta para os EUA umas demos e entrasse a sério num estúdio, o que aconteceria assim que botaram os pés na América, sendo trancados numa estação em uma cidadezinha pacata de Minnesota. A banda teria levado, do Rio, oito rolo com 20 horas de gravações.

O negócio é que o trio saiu deste período de estúdio americano com o “In Utero” prontinho em 12 dias. E algumas das canções usadas no disco são praticamente a pré-produção gravada no Brasil, com poucas mudanças e buriladas técnicas, o que fez os chefões da Geffen desconfiar de que teriam um álbum não tão milionário de vendas como o “Nevermind” (1991), por conta da genialidade abalada de Cobain, o saco cheio geral e o vício de heroína pesadíssimo, coqueteleira que o levaria a morte dali a menos de 1 ano.

Cerca de oito das músicas que entraram no “In Utero”, tipo “Heart-Shaped Box”, “Milk It”, “Scenteless Apprentice” e “Moist Vagina”, sõo praticamente as versões demo gravadas no Brasil.

Eleito na época como “disco do ano” por publicações como LA Times e Rolling Stone, “In Utero” ganhou uma absurda reedição de luxo em 2013, quando completou 20 anos. O álbum virou uma caixa com nada menos que 70 faixas bônus entre gravações remasterizadas, remixes, faixas demos e materiais inéditos. Junto com o material foi lançado também, na íntegra (em CD e DVD), um dos lendários shows do grupo – “Live & Loud” – realizado em Seattle em 13 de dezembro de 1993, no Píer 48.

Ainda sobre “In Utero” versão brasileira, no show do Rio a banda tocou pela primeira vez, ao vivo, duas das músicas que entrariam no disco. “Heart-Shaped Box” e “Scentless Apprentice”.

Para comemorar os 25 anos de “In Utero”, a Popload bota o álbum todo para tocar, abaixo. De bônus, uma versão do disco tocado todo ao vivo em 1993.

Cheers, Kurt!!!

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Dave Grohl tocando Nirvana? Curtimos. Ainda mais se for raridade e com uma banda de… jazz

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Todo mundo sabe que o vocalista do Foo Fighters parece com aquele baterista do Nirvana. E para confundir ainda mais as pessoas, Dave Grohl às vezes toca Nirvana, depois de mais de duas décadas do fim da banda.

A mais recente foi neste final de semana, quando Grohl se juntou ao coletivo de jazz Trombone Shorty & Orleans Avenue, de Nova Orleans, para tocar a clássica “In Bloom”, do mais clássico ainda “Nevermind”.

A dobradinha aconteceu em Los Angeles, dentro do festival Voodoo Threauxdown. Esta é apenas a segunda vez que Grohl toca “In Bloom” desde a morte de Cobain.

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O Nirvana vive. Em Seattle, veja bem, Dave Grohl recebe Krist Novoselic em encontro especial

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O fim de semana foi de bastante nostalgia na já nostálgica Seattle. De passagem pela cidade, o Foo Fighters resolveu relembrar aquela banda, tal de Nirvana, em uma apresentação especial.

Primeiro, porque a atração de abertura da banda de Dave Grohl foi o Giants In The Trees, o novo projeto musical de… Krist Novoselic, seu ex-companheiro de um trio que ainda tinha o Kurt Cobain.

Depois, porque, claro, os dois na mesma casa não poderiam deixar passar a oportunidade. Grohl chamou seu antigo amigo ao palco e, juntos, mandaram uma cover de “Molly’s Lips”, do the Vaselines.

O resultado pode ser conferido abaixo.

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Burn motherfucker burn. Série “Everything Sucks”, da Netflix, cavoca no som dos anos 90 e faz do Oasis um quase-personagem

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* É cavoca ou cavuca? É “a “Netflix ou “o” Netflix?

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* Os anos 90 foram uma época muito difícil e duraram uns 30 anos para acabar. Mas também foram um período maravilhoso e passaram voando.

Teve tudo. Teve Nirvana, Nirvana tocando no Brasil, a AIDS alastrada, a fita de videocassete, os Pixies, o britpop, o Oasis mandando no britpop, a MTV, o Palmeiras saindo da fila em cima do Corinthians, a MTV, “Twin Peaks” (1990 não é exatamente “anos 90” mas who cares), a popularização dos Simpsons, a Xuxa, a Copa de 1994 e tudo o que ela implicou, Beastie Boys e “Sabotage”, boysband, girlsband, a morte do Senna, South Park, a ovelha Dolly, o protocolo de Kyoto, o É o Tchan e o Bloodhound Gang.

Pois a Netflix foi lá mexer nessa cumbuca perigosa e botou os anos 90 de novo em evidência em todas as suas vísceras na série teen “Everything Sucks”, cujo nome é praticamente o mote da Geração Loser (“loser” de espírito e “loser” do clássico indie do Beck). Ou, vamos colocar assim, nestas priscas eras imediatamente pré-Internet, o começo da tomada de assalto da Geração Nerd. E, hoje em dia, a gente sabe onde isso foi dar.

E, num misto de “Malhação” com uma “Stranger Things” um pouco mais crescidinha, ambientada na terrível região violenta da “high school”, parecida na superficialidade, com a galera rodando em bikes e tal, mas cheia de furinhos conceituais, digamos, “Everything Sucks”, que estreou no dia 16 agora despejada em dez episódios de 30 minutos, vale pelo menos para relembrar a música dos anos 90.

Ah, e tudo se passa na cidade de Boring, no Oregon, que existe mesmo.

EVERYTHING SUCKS!

A música é parte integrante mesmo do seriado. Seja na menina usando camiseta da Tori Amos a caminho de se aceitar gay ou no CD novo do Oasis chegando pelo correio via “Clube do Disco”. Ou ainda no descarregamento de música de dez bandas marcantes da era por episódio (para o bem ou para o mal) , na linha The Mighty Mighty Bosstones, Offspring, Weezer, Ace of Base, Mary J. Blige, The Presidents of the United States of America e até, veja você, coisas indies-indies como Sebadoh, Elastica e The Brian Jonestown Massacre.

Daí que nos primeiros dois episódios “Everything Sucks” usa a banda dos Gallagher quase como um personagem. Em traminha de amor. Com videoclipe caseiro e tudo.

E “Don’t Look Back in Anger” e “Wonderwall” volta a ser trilha sonora da vida de pessoas, ainda que em série de TV.

Mas logo em seu começo “Everything Sucks” não se furta a usar talvez o principal hino dos anos 90, ou sua música-síntese, para fechar um episódio e subir os créditos: “Fire Water Burn”, também conhecida como “The Roof Is on Fire”.

Everybody here we go
Ohh ohh
C’mon party people
Ohh ohh
Throw your hands in the air
Ohh ohh
C’mon party people
Ohh ohh
Wave ‘em like you don’t care
Ohh ohh
C’mon party people
Ohh ohh
Everbody say ho
Ho ooooooooooooooooo

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