Em Nirvana:

POPLOAD TV – Programa “GLIV ROCKS” traz 21 COVERS incríveis, de Beatles a Pet Shop Boys, de Nirvana a Muse. Tem até Gossip e Sepultura

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* O assunto agora na Popload TV, ali no canal do Youtube da Popload, é: covers fundamentais. O programa, dentro da ótima série enciclopédica Gliv Rocks, chega temático tratando de 21 versões de bandas legais para outras bandas legais, tudo pontuado por uma suculenta playlist.
Com apresentação do grande Alê Zampieri, o mr. Gliv himself, esse “21 Covers” vem com a regra de só tratar de músicas gravadas em estúdio. O critério envolve ainda não poder repetir bandas. E, por fim, sempre bom lembrar, é baseado em gosto pessoal da casa.
Assista ao programa para ver se você concorda. E depois escute a playlist do Spotify para ver quem fez quem e como tudo junto faz um sentido beeeeeeem decente para nossos ouvidos.
Spoiler: não tem Cake fazendo “I Will Survive”. Não coube.

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* A playlist com as 21 covers citadas no programa você confere aqui embaixo:

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Já ouviu a música nova do Nirvana? Conheça “Drowned in the Sun”, feita por Kurt Cobain hoje (se ele não tivesse morrido em 1994)

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* É tão intrigante quanto assustador, mas o negócio é que lançaram uma música nova do Nirvana. Que nem Kurt Cobain (morto em 1994), Dave Grohl e Krist Novoselic, o Nirvana em si, fizeram parte. E o mais bizarro: tem música nova da Amy Winehouse, do Jimi Hendrix e do Jim Morrison também. Todos mortos, faz tempo, aos 27 anos, a idade fatídica da música.

A canção, essa “nova do Nirvana”, com aspas bem salientes, se chama “Drowned in the Sun” e faz parte de um projeto que se chama “Lost Tapes of the 27 Club”, de uma galera de Toronto, no Canadá, que bota um programa de inteligência artificial (AI) carregado de informações do processo criativo, estilo, manias através de 30 músicas desses mártires da música. E esse computador cospe o que seria uma composição passível de esses artistas saudosos estarem lançando hoje, se estivessem vivos. Ou, pelo menos, se não tivessem morrido anos atrás. Porque é diferente.

AMSTERDAM, NETHERLANDS - NOVEMBER 25: Kurt Cobain from Nirvana performs live on stage at Paradiso in Amsterdam, Netherlands on November 25 1991 (photo by Frans Schellekens/Redferns)

O projeto em si não é novo, só vem sendo aprimorado. Já criaram música “nova” dos Beatles e até o bem vivo e esperto duo californiano de eletrônica pop Yacth lançou, em 2019, um álbum inteiro deles sendo criado por AI, chamado “Chain Tripping”, lançado pela DFA Records, ainda porcima. Ou seja, um delicioso disco deles sem ser, digamos, deles.

A ideia do “Lost Tapes of the 27 Club” dos canadenses, de um grupo chamado Over the Bridge, além de seguir testando as possibilidades humanas de futuro no campo musical (lembra o rapper bamba Tupac Shakur fazendo um show no Coachella 2012 uns 16 anos depois de ter sido assassinado?), é dar um material imaginativo se tanto Kurt, Amy, Jimi e Jim e muitos outros tivessem tido algum suporte para os problemas de “mental health” que carregavam.

O processo todo, esse programa de AI, tem um nome, Magenta. O Magenta, ligado ao Google, transforma toda a informação musical fornecida em um código digital que alimenta um sintetizador, que cria as canções. Para a voz, o Over the Bridge analisa vocais que copiam os astros geralmente em bandas covers, e os convidam para fazer parte. Essas vozes também são modificadas pelo programa, para se aproximar mais fielmente do guia de informações fornecido de cada artista.

Pode até soar cascata imaginar como seria uma música que Kurt Cobain faria para o Nirvana hoje em dia, porque ele, se vivo, passaria por transformações de vida inerentes ao ser humano e blablablá. Mas, em se tratando de hipóteses, segura aí, então, “Drowned in the Sun”, a “nova música do Nirvana”. E me diz o que você acha? Botaria na sua playlist de rock? Talvez a gente bote na Popload Radio, cheia de aspas, por que não?

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* Este post é nossa homenagem a Kurt Cobain, em seu aniversário de seu suicídio, morte que foi estabelecida ser dia 5 de abril de 1994. O corpo dele foi encontrado por um eletricista em sua casa no dia 8.

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POPLOAD TV – Programa Gliv Rocks mostra os discos que abalaram o ano mágico de 1991 na música

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* Há 30 anos, a música passaria por uma transformação profunda que tem consequências indeléveis até hoje no tipo de som que a gente escuta. Falar desse ano mágico de 1991, sob a ótica dos principais discos lançados naquela era, é o tema de mais uma parceria com o Gliv Rocks e a Popload TV, o canal do Youtube da Popload.

Não dá para tratar dos efeitos de 1991 na música sem passar umas quatro horas falando, mas Alê Zampieri, o apresentador e mr. Gliv, traçou um belo panorama através de 19 álbuns importantes de 91. E olha que ele já começa dizendo que ficaram “alguns bons discos de fora”. Eu diria que ficaram muitos, porque 1991 foi impressionante.

Não pense que 1991 se reúne “apenas” ao monumental e espetaculoso “Nevermind”, do Nirvana, que mudou tudo ao chacoalhar de surpresa a indústria. O Gliv Rocks elenca e explica o que os discos de REM, Guns N’Roses, EMF e Michael Jackson, para citar só esses, causaram na música neste ano bendito. A cada um a seu jeito e alcance, claro.

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((E, claro, o programa gerou uma playlist de 19 músicas representativas dos 19 discos de 91, no Spotify)).
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“Pela primeira vez, minha filha de 11 anos me fez perguntas sobre Kurt”, diz Dave Grohl em entrevista ontem. Ele afirmou que ainda se reúne com Krist Novoselic e Pat Smear para tocar Nirvana

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* Opa, opa. Ontem o Foo Fighters foi ao programa do famooooooso apresentador Howard Stern, que tem um programa de rádio importante na SiriusXM e tals, para falar de seu novo disco, o recém-lançado “Medicine at Midnight”. A banda toda ali, acompanhando Dave Grohl, em formação também para fazer uma session rápida.

Dentre os integrantes do Foo Fighters está Pat Smear (na foto acima com Grohl), guitarrista, cara que esteve na última formação do Nirvana. Depois de colaborar com a banda de Kurt Cobain por um tempo, ele foi contratado como músico oficial de turnê para dar um estofo rítmico ao barulho do trio de Seattle, nos dois últimos anos de vida do Nirvana.

Daí que num momento ali Howard Stern se direciona a Pat com a pergunta mais ou menos assim: “Pat. Você às vezes acorda com saudade de tocar Nirvana ou esse é um passado que não tem mais importância pra você?”. No que Pat respondeu: “Então, de vez em quando eu, o Kris [Novoselic] e o Dave [Grohl] nos encontramos como se estivéssemos no Nirvana”. O Howard Stern se espantou. Assim como a gente. Como assim?

“Se estamos juntos na mesma cidade, marcamos de nos encontrar e tocar”, explicou o guitarrista.

“Mas onde rola isso? Num estúdio de ensaio?”, mandou Stern.

“A última vez foi na casa em que gravamos o disco novo do Foo Fighters”, contou Pat Smear.

Dave Grohl entrou na história. “Sim. Na real até já gravamos umas coisas [como Nirvana]

“Dave, você ainda pega uns discos do Nirvana para escutar hoje em dia e pensa: queria viver isso novamente?”, perguntou o apresentador.

“Não”, falou Dave. “É doloroso para você”, indagou Stern. “Sim!”

Então Grohl lembrou uma história recentíssima curiosa com a filha dele, Harper, de 11 anos, para contar. Desta semana. No dia anterior à entrevista e session para o Howard Stern. Que ela quis andar de carro com ele por Los Angeles. Passear. Estava de saco cheio de ficar trancada em casa. E, no meio do rolê, Hollywood, 8 da noite, rádio ligado, começou a tocar “Come as You Are”, música do “Nevermind”, disco que vai completar 30 anos neste ano.

“Ela começou a cantar. Ela sabia toda a letra. Eu nunca toquei esse disco para ela. Nunca conversei com ela sobre Nirvana. E ela cantou palavra por palavra da música. E pela primeira vez ela perguntou algo pra mim sobre o Nirvana. Ela quis saber se o Kurt era tímido. Eu disse que ele era. Ela perguntou se ele era tímido com pessoas que ele não conhecia ou até com os que ele conhecia. Eu achei bem interessante. Era a primeira vez que ela começou a perguntar sobre Kurt. Eu fiquei maravilhado com aquilo”, contou Dave.

“Foi uma pergunta incrível dela”, pontuou Howard Stern. “A gente não entende por que uma pessoa pode ser tímida ao mesmo tempo em que se apresenta em frente a milhares de pessoas.”

“Foi exatamente isso, com essas palavras, o que minha filha disse.

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Popnotas: Miley Cyrus na Tiny Desk, Nirvana no bilhar, o triste mundo moderno em série da BBC

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– O papo famoso ressurgiu numa dessas muitas entrevistas que Dave Grohl dá por aí. O famosíssimo produtor Steve Albini ofereceu seus valiosos serviços para trabalhar no terceiro disco do Nirvana, o “In Utero” de forma gratuita, isso se a banda ganhasse dele num jogo de bilhar. A oferta era mais ousada. Albini já estava contratado pelo grupo de Kurt Cobain para botar suas mãos produtoras no sucessor do “Nevermind” por 100 mil dólares. Mas numa noite de farra com a banda veio com o desafio, que ainda era mais ousado: se ele ganhasse, o Nirvana pagaria o dobro para ele: US$ 200 mil. “Não é que eu era particularmente um grande jogador. Mas botava fé no meu taco”, disse Albini mais ou menos assim, numa tradução nossa apropriada para a ocasião. “Eu costumava fazer essa oferta para todas as bandas com quem eu trabalhava. Mas nenhuma nunca topou”, falou o produtor recentemente para a revista inglesa de metal “Kerrang!”. Pois é. O Nirvana não topou.

– O inglês Adam Curtis é um dos documentaristas mais importantes da atualidade. Seu filmes, lançados pela BBC, onde trabalha desde os anos 80, ajudam a desbravar e desmitificar temas espinhosos. Quem quiser entender como chegamos em um mundo tocado por máquinas, individualismo e uma falta de imaginação de alternativas tem que ver “HyperNormalisation” de 2016, “The Century of the Self”, de 2002, e “All Watched Over by Machines of Loving Grace”, de 2011. Curtis também já trabalhou em conjunto com nomes da música, como Damon Albarn do Blur e o Massive Atack.
“Can’t Get You Out Of My Head: An Emotional History of the Modern World” é sua nova série de filmes que estreia no dia 21 de fevereiro no BBC iPlayer. Dá uma sacada na sinopse divulgada pela emissora britânica: “Estamos vivendo dias estranhos. Em toda a Grã-Bretanha, Europa e América, as sociedades se dividiram e se polarizaram não apenas na política, mas em toda a cultura. Há raiva com a desigualdade e a corrupção cada vez maior – e uma desconfiança generalizada das elites. E nisso surgiu a pandemia que dramatizou brutalmente essas divisões. Mas, apesar do caos, há uma paralisia – uma sensação de que ninguém sabe como escapar disso. Esta nova série de filmes de Adam Curtis conta a história de como chegamos a este lugar. E por que tanto aqueles que estão no poder – e nós – achamos tão difícil seguir em frente”. Pesadíssimo. E necessário.

– Acaba de ir para o ar a apresentação da agora roqueira Miley Cyrus para o programa online Tiny Desk, de quem a Popload é forte seguidora pelos showzinhos especiais que eles proporcionam. Miley fez sua performance em seu quarto, uma vez que o “show no escritorinho” que marca a série ainda é feito no formato “home”. Ela chiquérrima cantando sentada na cama em um quarto tiny, colorido. A primeira música foi uma cover, da sensacional “Fade into You”, da grande banda californiana Mazzy Star, que machucava corações grunges no começo dos 90 por causa da voz e figura da vocalista Hope Sandoval. A segunda faixa da Tiny Desk da Miley foi a sua sugestiva “Golden G String”, do disco “Plastic Hearts”, do ano passado. Essa foi seguida pelo hit “Prisoner”, do mesmo disco, que encerrou a session.

– Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, coleciona uma série de trabalhos em trilhas sonoras de filmes. Seu parceiro mais frequente é Paul Thomas Anderson, que de quebra já cuidou de vídeos de sua banda e da carreira solo de Thom Yorke. “Sangue Negro”, “O Mestre” e “Vício Inerente” são alguns dos títulos de Anderson que contam com Greenwood na trilha original. A parceria rendeu até uma indicação ao Oscar com a trilha de “Trama Fantasma”, (“Phantom Thread”, 2018). Foi anunciado agora que o mais novo trabalho de Jonny na área de filmes será para “Spencer”, uma produção sobre a princesa Diana, que será interpretada pela Kristen Stewart. A previsão é que seja lançado ainda neste ano.

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