Em nme awards:

Coldplay, na categoria de “deuses da música”, tocando a velha “Yellow”, música de quando a banda era…

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* Ainda o NME Awards with Austin, Texas, realizado em Londres. Agora foca no prêmio de “Godlike Geniuses” para o Coldplay.

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Eu costumava achar que a única música que realmente prestava de toda a carreira de sete discos e muito sucesso da banda do Chris Martin era exatamente o segundo single da vida, “Yellow”. Era obviamente um posicionamento com o que a banda virou depois, porque o primeiro álbum deles, “Parachutes”, de 2000, é inteiro bom. O Coldplay foi a banda que eu vi se transformar de indie para bem-sucedida comercialmente mais rapidamente na história, até mais rápido que Nirvana e Oasis. E foi por causa exatamente da frugal “Yellow”, uma das canções de “perfect pop” mais eficientes do rock inglês.

Daí que no final de semana, por causa do prêmio da NME, eles ao vivo deram uma revisitada rápida em sua trajetória e sacaram uma performance de Yellow, 16 anos depois de lançar a música. E não é que ela continua bonita?

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Foals tocando no prêmio da NME, realizado em Londres porém bancado por Austin, Texas e que elegeu o Coldplay como “banda de gênios”. O que está acontecendo?

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* No fim de semana aconteceu mais uma cerimônia de premiação do semanário britânico “New Music Express”, o NME Awards. Na verdade, o nome inteiro do prêmio, desde 2014, é NME Awards with Austin, Texas. Mas é realizado em Londres, Inglaterra. Entendeu? O patrocínio do evento da revista inglesa é da cidade de Austin, um dos lugares mais intensos para música nova e mais ou menos nova e clássica antigona de todo o planeta.

O Awards da NME existe desde 1953, pensa, enquanto a revista quase não existe mais, tadinha. Mentira, existe sim, só está saindo de sua plataforma tradicional para viver “os dias de hoje”. NME lives.

Daí que interessa menos os resultados da premiação (Coldplay é o grupo “gênio” do ano, Maccabees a banda britânica do ano e o incrivelzinho Rat Boy como “best new artist”) e mais as apresentações ao vivo da festa que aconteceu no mitológico Brixton Academy, onde uma vez passei um aniversário vendo o Wedding Present e em outra assisti os Pixies, comecinho dos 90, e uma epifania aconteceu na minha vida, entre outros shows memoráveis.

Mas daí que neste final de semana o Foals tocou no NME Awards with Austin, Texas. Em Londres. O Foals, aquela banda inglesa que tem um Cine Joia lotado esperando por eles aqui no Brasil. O nome da música diz muito sobre muita coisa: “What Went Down”, maravilhosa, perguntando o que está acontecendo com a toda a fúria da música independente.

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Sério: Metronomy com as Sugababes originais e Blondie fazendo Beastie Boys

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Então, Brasil. Ontem rolou mais uma premiação blablabla da indústria musical. Dessa vez foi o NME Awards, do importante semanário inglês New Musical Express. Como o que sempre tem de legal nessas premiações são as tretas, as performances musicais e (nessa era moderna os GIFs), a premiação até que teve alguns pontos bem destacáveis no quesito “show”.

O primeiro encontro foi o do ótimo Metronomy, em vias de lançar seu novo disco “Love Letters” em 10 de março, com o trio Mutya Keisha Siobhan, melhor conhecidas como as Sugababes originais, estouradas no mundo no fim dos anos 90, tendo colocado quase 30 singles nas paradas britânicas. A faixa que eles tocaram foi a que dá nome ao álbum novo do Metronomy.

O show de encerramento do NME Awards ficou por conta do veterano grupo Blondie, da ex-diva master Debbie Harry, uma das presenças marcantes do Glastonbury deste ano. A apresentação do Blondie incluiu uma versão incrível de praticamente 9 minutos da clássica “Heart Of Glass” e um digníssimo tributo aos Beastie Boys com “(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)” emendada com Rapture.

Pensando bem, essas premiações até que não são tão perda de tempo assim.

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NME Awards consagra Biffy Clyro, Foals e Palma Violets

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O Biffy Clyro, ENFIM, foi reconhecido com o prêmio de melhor banda

Rolou na noite de ontem, em Londres, o tradicional NME Awards, premiação do semanário britânico New Musical Express, bíblia musical que é referência da nova e da velha música há mais de cinco décadas. O legal do NME Awards é que, além dos usuais prêmios de “melhor isso”, “melhor aquilo”, tem também alguns polemiquinhos, tipo pior banda, herói e vilão do ano.

Pois bem. Começando por eles, o pop farofa teen One Direction foi o “melhor” neste quesito. Ganhou como “pior banda” e seu líder, Harry Styles, levou o prêmio de vilão do ano. O herói do ano foi um tal de Barack Obama. Para a premiação, o principal momento da música no ano foi a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Mike Skinner levou o prêmio de melhor livro com o seu “The Story Of The Streets”. “The Hobbit”, o melhor filme. Enquanto a fofa da Alana Haim, do Haim, ganhou como melhor twitter. Siga @babyhaim.

O veterano-ascendente Biffy Clyro ganhou o prêmio de melhor banda britânica; o Killers, melhor banda internacional. A Florence foi considerada a melhor artista solo. Um tal de Rolling Stones foi considerado melhor grupo ao vivo. A melhor banda nova, veja bem, é a Palma Violets, aquela. O Maccabees levou o prêmio de melhor álbum com o seu “Given To The Wild”, enquanto o Foals faturou o prêmio de melhor música com a incrível “Inhaler”, que foi apresentada por eles no palco.

O Chilli, do Palma Violets, tentando entender o que está acontecendo com sua banda

Além do Foals, também se apresentaram no evento o The Cribs, o ótimo Biffy Clyro e o “duo” Paul Weller e Miles Kane. Confira abaixo os vídeos e a lista completa dos vencedores. Do Johnny Marr, o Godlike Genius, a gente fala depois.

* Os vencedores

Best British Band
Biffy Clyro

Best International Band
The Killers

Best Solo Artist
Florence + The Machine

Best New Band
Palma Violets

Best Live Band
Rolling Stones

Best Album
The Maccabees – ‘Given To The Wild’

Best Track
Foals – ‘Inhaler’

Dancefloor Anthem
Calvin Harris feat. Florence – ‘Sweet Nothing’

Best Video
Arctic Monkeys – ‘R U Mine?’

Best TVShow
Fresh Meat

Best Festival
Reading & Leeds

Best Music Film
Crossfire Hurricane

Best Reissue
Blur – ’21’

Best Twitter
Alana Haim, Haim (@babyhaim)

Best Book
Mike Skinner, The Story Of The Streets

Music Moment Of The Year
Olympics opening ceremony

Hero Of The Year
Barack Obama

Villain Of The Year
Harry Styles

Best Small Festival
Festival No 6

Worst Band
One Direction

Best Fan Community
Muse

Best Film
The Hobbit: An Unexpected Journey

Hottest Man
Matt Bellamy

Hottest Woman
Amy Lee

Popload UK Tour. A turnê da “NME” ao vivo, com Two Door Cinema Club, Metronomy, Tribes e Azealia Banks

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* Popload (enquanto) em Glasgow.

* Começou na semana passada na capital escocesa a já tradicional anual turnê da “New Musical Express” de início gelado de ano, que culmina na grande premiação do semanário britânico bíblia da cultura indie desde o punk. A NME Awards Tour 2012 é uma série de shows de quatro bandas/noite que está neste momento rodando 12 cidades do Reino Unido, em 13 datas (repete Manchester). Todos os ingressos para todos os lugares estão há tempos esgotados. E a Popload esteve no O2 Academy, em Glasgow, para ver o “kick off”.

* A “NME Awards Tour” deste ano resgatou duas excelentes bandas retornando de um recesso de três meses: o headliner guitarreiro Two Door Cinema Club e o dance cool Metronomy, que esteve recente estrelando um dos Popload Gig. Completava a escalação a jovem rapper americana Azealia Banks e o grupo inglês que pensa que é grunge Tribes.

* Tirando a rapper e, vá lá, a quedinha eletrônica do Metronomy, a “NME” tentou resgatar junto ao público jovem o “poder do indie rock”, ofuscado nos últimos anos, inclusive nessas mesmas turnês da “NME”, pela praga dubstep-dancehall. Em que pese o total esgotamento de ingressos e, no caso deste de Glasgow, na alta temperatura da galera diante das atrações (você vai ver nos vídeos in-crí-veis abaixo), transformando o lugar numa certa “micareta indie”, a tarefa continua bastante difícil em tempos atuais. Nos intervalos de show, quando os falantes não estavam entretendo a galera com sons da hora tipo o onipresente Vaccines, o Arctic Monkeys etc., bastava um dubstep britânico dance-loucura ser disparado para dar impressão que no momento tinha um verdadeiro show acontecendo, mas das bandas que estavam servindo de trilha.

* Azealia Banks fez um show de rapper novo, dado o significado que isso pode ter. Numa noite de guitarras, a menina foi irregular. Mas, quando foi boa, foi boa. E, esperta, mandou uma versão hip hop de “Firestarter”, hino do grupo electropunk inglês Prodigy, para mostrar que não estava pequenininha diante de 6 mil britânicos. Na sequência veio o Tribes, de Camden Town, cheio de canções simpáticas influenciadas por ora Nirvana, ora Pavement. Não pode ser tão ruim jamais. O Metronomy foi maravilhoso, como sempre. Indie dance delícia até a última vértebra, iluminação bombando, a bola de luz no peito. Aquilo tudo. Aí o grupo irlandês TDCC, também egresso de férias, voltou à ativa e disse que não tocava havia três meses e estava voltando diante de um público naquela noite. E pareceram no auge da forma. Urgente, indie avalanche que em quase todas as músicas alternam partes líricas com guitarrinhas em alta velocidade. Tanto Metronomy quanto Two Door Cinema Club apresentaram uma ou duas músicas novas, bem boas, que na verdade não saem muito das características de ambas as bandas.

* Os vídeos abaixo (faltou do Tribes), feitos de iPhone, não ficaram ruim, não. Repare no uso das luzes, nos shows do Metronomy e do Two Door Cinema Club. E na galera.

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