Em noporn:

CENA – Já que o mundo está em pane, o NoPorn lança a trilha do caos. Ouça e veja “Circuit Break”

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* Substituição na instituição clubística de pista NoPorn. Saiu Luca, entrou Lucas. A mestre-de-cerimônia do duo continua a mesma, thankyouverymuch. A incrível Liana Padilha, que “fala música” sobre batidas eletrônicas, segue trazendo um frescor estiloso de narrativa que cabe num livro de poesia, numa falação de ouvido numa noite na pista de dança, num microfone, numa música do NoPorn.

O NoPorn, de Liana e agora Lucas Freire, banda que influenciou de Cansei de Ser Sexy a Letrux, enquanto Luca Lauri segue afastado para estudar, lança nesta sexta-feira o bombástico novo single, “Circuit Break”, outra das trilhas sonoras perfeitas para este mundo covidado, de enclausuramentos ou riscos. Deu pane no mundo.

Captura de Tela 2020-11-26 às 1.42.44 AM

“Seu mundo vai acabar”, fala-canta Liana, na faixa que tem um vídeo que promove um caos visual que representa bem a música e 2020 em si, que foi dirigido pelos artistas cariocas Duda Casoni e Anthonio Andreazza, do estúdio Duto. É um recorte e cole de imagens de notíciários antigos e novos, de incêndios do MAM nos anos 70 e do Museu Nacional, há dois anos. A atualidade fica por conta de imagens do Black Lives Matter americano e os protestos LGBTQIA+ poloneses. Porrada.

“Circuit Break”, a música, também vai às plataformas à meia-noite desta sexta em uma versão remix exatamente do DJ e produtor Luca Lauri, o elemento ausente da atual formação do NoPorn.

Comece pelo impacto do vídeo. Aguarde pelo duplo impacto do áudio. NoPorn é coisa muito séria.

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CENA – Boca na boca, pau na mão. Veja o vídeo novo do NoPorn

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* Se você ainda não morreu de tanto ouvir o disco da dupla brasileira NoPorn, lançado sexta-feira, electroindiesexyfashion, ou simplesmente poesia eletrônica para pistas, duas (outras) boas notícias.

Primeiro que Luca Lauri e Liana Padilha lançam hoje, e você vê por aqui agora, o vídeo da deliciosa “Boca”, faixa que abre o excelente “Boca”, o álbum do NoPorn. Dirigido por Lipp Sant’angelo, o vídeo traz os modelos Karen Tribess e Bernardo Branco no papel das bocas (e mãos (e além)). Chic.

Captura de Tela 2016-10-20 às 9.23.45 AM

Segundo que o NoPorn fará neste próximo sábado, no novíssimo clube Jerome, em São Paulo, um pocket show de lançamento do disco, que incluirá ainda DJ sets de Luca Lauri, Marina Dias e Márcio Vermelho. Chic 2.

É bom ver essa volta do duo NoPorn, com os olhos cheios de sexo. Os deles e os nossos.

Veja o vídeo de “Boca”, do NoPorn.

* A imagem de still da home da Popload é de Pri Vilariño.

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CENA – A volta do incrível Noporn, com disco novo. Quem estiver de pau duro, vem

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* Luca Lauri e Liana Padilha eram DJs de um dos mais icônicos e atmosféricos clubes paulistanos do começo dos anos 2000, o Xingu. O electroclash bombava desde a meca musical do momento, a cidade de Nova York (Strokes, LCD Soundsystem, Rapture, Radio 4, Yeah Yeah Yeahs, Liars, todos surgindo), e sua reverberação por aqui se dava num clubinho metido a espaço de arte ou em um espaço de arte metido a clubinho ali na região do baixo (bem baixo) Augusta.

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O Xingu continha o exagero fashion e era niilista ao mesmo tempo, sem deixar de ser, no final, transgressor, para os modernos, para a cena, para a cidade. E, numa de suas noites, em cima de um som saído das picapes comandadas por Luca, um excelente “curador de pista”, Liana pegou um microfone e começou a falar sobre as batidas, fazer uma espécie do que veio a ser conhecido como “projeto de poesia eletrônica”. Nascia o NoPorn.

Quando a onda do electroclash deu em outras ondas, o NoPorn, em 2006, lançou um primeiro disco, que bombou na cena clubber e deu aura de cultuado ao projeto. Eletrônico fino com letras que envolvia sexo, a noite paulistana, glamour fashion. E as tacinhas de champanhe como drink oficial dessas pistas. Produzido pelo conhecido Dudu Marote e até com Edgard Scandurra nas guitarras, em algumas faixas, o disco falou alto para as figuras desse circuito. A cena noturna começava a ter um outro referencial: o clube Vegas. E músicas como “Xingu” e principalmente “Baile das Peruas” foi trilha sonora de um momento ímpar.

Mas tudo passou.

Hoje, dez anos depois, a grande surpresa. Com um inqualificável som eletrônico muito melhor e mais elaborado de Luca Lauri e ainda tendo a voz deliciosa de Liana declamando frases e contando histórias de amor, sexo e noite de um jeito ainda mais envolvente, o NoPorn volta a mexer forte com o velho ideário clubber, mas agora também com o dance, o pop e, por que não, o indie, e lança “Boca”, o seu segundo álbum. Segundo Lauri, o disco foi gestado com um trabalho de quase um ano entre Rio (onde Liana mora) e São Paulo.

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“Boca” está cheio de participações especiais. A faixa-título, que abre o disco, tem Arthur Braganti, músico da banda indie Séculos Apaixonados, tocando teclado. A excelente “Fumaça” traz letras do fashionista e DJ Jackson Araujo e base e vocais do internacional duo brasileiro Tetine. A linda-de-morrer “Tanto” tem os teclados do músico Ian Cosky no teclado, de Curitiba. Na new wave “Leite”, quem contribui é Thiago Pethit, com letras do artista plástico e compositor Regis Fadel.

O ritmo do disco é excelente. Vai do passado ao futuro dos sons eletrônicos sem medo de experimentar, rebuscar. É Fischerspooner, mas também é Nicolas Jaar. Você lembra de Miss Kitchen, mas não deixa de sentir Black Madonna. A canção “Leite” cita PJ Harvey.

Não tem uma letra deste disco novo do NoPorn que não envolva, que não se queira saber como a história começa e como vai terminar. Algumas parecem um mantra.

Se você olhar pelo lado de que quem canta (fala) é a Liana, essa narração feminina de histórias da noite está fortemente ligada à CENA de hoje, do chamado (e às vezes banalizado) empoderamento da mulher, dialogando com outras damas fortes da cena nacional, como Ava Rocha ou a Salma Jô (Carne Doce). Se você olhar além, dialoga até com o Liniker!!

O título deste post está longe de querer quebrar essa liga, porque a frase pode ter vários significados. Assim, ó:

“Gang Bang” começa com “Cama cheia de glitter, cabeça oca, coração acelerado”. O que vai ser narrado ali é como um pós-balada levou a um sexo em grupo aparentemente sem ser combinado. Meio sem controle. Meio querendo, meio se perguntando se é isso mesmo. “Outros desejos. Um beijo, dois beijos, três beijos. Seis mãos em torno do meu corpo. Pernas, línguas diferentes. Sonhos levemente desmanchados. Espaços nunca antes ocupados, espaços novos. Gang bang. Quem estiver de pau duro, vem.”

Disco do ano?

Abaixo, ouça “Tanto”, uma das melhores dentre as várias boas do disco. Depois, um teaser do vídeo de “Boca”, que será lançado semana que vem. Na sequênia, o vídeo todo de “Maiô da Mulher Maravilha”. Por fim, altamente recomendável, ouça o álbum todo via Spotify.

Avalanche de shows do indie nacional em SP chacoalha a CENA a partir de hoje

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É apenas um recorte do que vai acontecer nos próximos dias, dentro do que já vem acontecendo nos últimos dias e deve acontecer nos dias do futuro próximo, mas vamos tomar o período de duas semanas a partir de hoje como exemplo.

Acompanhe “parte” do que está programado em palcos variados de São Paulo (e adjacências) e todos os nomes envolvidos.

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* Hoje, 9/9, no belo Auditório do Ibirapuera, o power trio paulistano O Terno (foto), banda muito boa no palco e que tem as melhores fotos do indie nacional, além de andar dividindo shows por aí até com veteranos como Jards Macalé, apresenta o concerto de lançamento de seu novo disco “Melhor do Que Parece”. A empresa Natura banca esse show assim como bancou a produção desse terceiro álbum deles. Amanhã, sábado, dia 10, o espetáculo se repete.

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** Domingo, 11, no Centro de São Paulo, tem a segunda edição da feira Sacola Alternativa, evento do selo-banda-produtores-trazatraçõesgringas-levaatraçõesnacionais-temcasadeshows Balaclava Records, entidade paulistana de agitadores indies. O evento tomará a Galeria Olido, na Av. São João, e é parte do Mês da Cultura Independente, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. Vão ter paineis para discutir a cena indie, o mercado, os caminhos. “Get together” de artistas e pequenas gravadoras do cenário independente brasileiro. Exposição e venda de lançamentos exclusivos de vinis, CDs, EPs, DVDs, fitas K7, merchandising dessa cena. E, óbvio, shows. Shows dentro de uma vitrine. Em que o público também entra nela. Certo?

Vitrine Olido
14h Sara Não Tem Nome (MG)
15h E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante (SP)
16h Marrakesh (PR)
17h Gorduratrans (RJ)
18h FingerFingerrr (SP)
19h Garotas Suecas (SP), foto acima

Dentro da programação tem ainda, na Sala Olido, outro espaço a ser ocupado pelo evento da Balaclava, show do quinteto Terno Rei. A apresentação marca o encerramento da feira. Na Sala Olido ocorre também os painéis (16h: Políticas de incentivo aos artistas e a Música Instrumental; 17h: Circulação de bandas no país e exterior; 18h: Tendências do mercado e a relação com as marcas) e a exibição do filme “GRU-PDX”, da cena de Portland, sob o olhar do duo paulistano Quarto Negro, que gravou na indiemente famosa cidade americana seu segundo álbum, lançado em abril. “GRU-PDX”, que passa às 14h, foi filmado durante seis meses de viagens para lá e para cá da dupla.

inky

* Está acontecendo em São Paulo o SP-Urban, evento anual de música, cinema e arte que nesta edição tem atrelado a seu nome a ação Samsung Conecta, plataforma de tecnologia da empresa coreana.
Hoje, 9/9, no principal telhado urbano da cidade, o Mirante 9 de Julho, estão programados dois ótimos shows com visuais do famoso artista Muti Randolph, que produzirá um sistema de áudio reativo para as apresentações indies.
– Às 18h30 o show será da banda surf carioca Beach Combers.
– Às 19h30 quem toca é o quarteto Inky (na foto acima, a vocalista Luiza Pereira), que mostra o recém-lançado disco novo, “Animania”, cuja produção foi bancada pela Red Bull.

Ainda ali na caída da av. Paulista, “atrás” do MASP e com vista cool da av. 9 de Julho a caminho do Centro, a junção música indie mais visuais artsy tem programado:
– amanhã, sábado, dia 10, às 19h50, Gabriel Thomaz Trio + Vj 1mpar.

No outro final de semana, sábado 17, ainda no SP-Urban, mas agora no palco externo do Auditório Ibirapuera, o evento vai ser robusto. A programação tem shows dos grupos Tigre Dente de Sabre, Superdose e os internacionais Boogarins, de Goiânia, que tocarão sob as performances visuais de, respectivamentes, VJZaria, Muti Randolph e United VJs.

De volta ao Mirante, no dia 18, às 18h30, o grupo goiano Carne Doce, que está lançando agora o segundo e belo disco “Princesa”, se apresenta no esquema sound & vision com o VJZaria. É o primeiro show em São Paulo do disco novo, que foi gravado aqui na cidade, sob a batuta dos produtores dos estúdios da Red Bull Station, que deu a master de presente ao grupo do Mac e da Salma Jô (foto da home da Popload).

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*** O Z Carniceria, palco estáile no agitado Largo da Batata, em Pinheiros, apenas falando deste final de semana tem a seguinte composição:
* hoje, sexta, show de pré-lançamento do primeiro disco autoral da banda instrumental LaMota, com exibição do novo vídeo do Maglore.
* amanhã, sábado, primeira edição da bombada festa Pardiero no Z Carniceria, que na estreia terá show da ótima banda-deboche Noporn (foto acima), redevivo projeto cool de Liana Padilha e Luca Lauri, que botará para rolar músicas de seu aguardado novo disco, “Boca”, a ser lançado em outubro.

supercordas

**** Na simpática e necessária Casa do Mancha, amanhã, sábado 10, tem show do grande Supercordas, banda carioca de psicodelia brasileira liderada pelo figuraça Pedro Bonifrate e que estreia baterista novo, o Caca Amaral. A Casa do Mancha é um dos espaços mais importantes e serve como uma espécie de laboratório aconchegante da CENA e realiza mais de 100 shows no ano, lutando “contra a subvalorização do artista nacional”.

bide

***** CAMPINAS: Neste final de semana, sábado 10 e domingo 11, rola no interior do estado aqui pertinho o festival Onde Pulsa a Nova Música, ajudado em sua realização pelo Governo do Estado e com entrada gratuita. O bacana Cícero e o exemplar do rock gaúcho Bidê ou Balde lideram a escalação que terá também Supercordas, Oito Mãos, O Bardo e o Banjo, Sala Especial e mais galera. A programação e os horários são estes:
Sábado – Na Estação Cultura a partir das 14h
14h – Ekena
15h15 – Ferdi
16h30 – O Bardo e o Banjo
18h – Oito Mãos
19h30 – Cícero

Dia 11/09 – Na Estação Cultura a partir das 14h
14h – Bels
15h15 – Supercordas
16h30 – Sala Espacial
18h00 – Muzzarelas
19h30 – Bidê ou Balde, foto acima.

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****** SOROCABA: Mais perto ainda de SP, em Sorocaba, neste final de semana acontece o Festival Febre. Começa hoje, acaba domingo. Esta é a 2ª edição do evento e serão mais de 50 atrações entre shows, palestras, painéis, workshops e exposições de arte. Grande parte das atividades é gratuita e acontecerá no Sesc. Sete bares e casas noturnas da cidade vão abrigar shows (pagando entrada). Tem ainda um palco público montado na praça Frei Baraúna.

Entre as atrações estão Wry (foto acima), Maglore, Tigre Dente de Sabre, Baleia, Apanhador Só, Camarones Orquestra Guitarrística e muito mais. Informações mais detalhadas no site oficial.

* Vamos junto?

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