Em nova york:

Do palco para a curadoria, The National anuncia mais um festival em 2018. Vai ter até Cat Power e Cigaretts After Sex

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Fotos: Gary Mather

Fotos: Gary Mather

Banda incrível que a gente curte para valer, o National está se envolvendo cada vez mais com os festivais. Não com o simples fato de tocar em diversos deles pelo mundo, como foi recentemente nos Lollapalooza latinos. Mas sim organizar os seus próprios eventos.

No fim deste mês agora, dias 28 e 29 de abril, eles vão promover o Homecoming Festival em Cincinnati. Além deles próprios tocando na íntegra o discaço “The Boxer”, o evento terá nomes como The Breeders, Future Islands, Father John Misty e Feist.

Não satisfeitos, eles anunciaram um novo festival para setembro, dias 29 e 30, em Nova York. Chamado “The National presents: There’s No Leaving New York”, o agito terá mais uma vez o Future Islands, Cigaretts After Sex e ainda a Cat Power, além de outras atrações. Em NY, o festival acontecerá no Forest Hills Stadium, lugar onde eles tocaram ano passado e disseram ter sido um dos melhores shows deles até hoje.

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Popload no CMJ, em Nova York. Conheça os australianos Tora e Crooked Colours

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* Um dos grandes pequenos festivais do planeta, o tradicional CMJ Music Marathon aconteceu semana passada tendo Nova York como seu quintal. Tal qual o South by Southwest, o CMJ não é realizado em um só lugar. Ele usa os clubes da cidade para espalhar bandas novas, velhas fazendo coisas novas, showcases diversos, formato perfeito para adoradores de música e o pessoal do business ver as novas caras no cenário musical mundial em casas fechadas.
No dia 13, a enviada especial da Popload ao CMJ, a Isadora Almeida, foi conferir de perto shows de bandas australianas e algumas norte-americanas no bar/casa de show Pianos, na agitadinha Ludlow St., no Soho. Você sabe, há uma cena riquíssima de bandas australianas pulsando desde sempre, mas a localização geográfica dificulta bem o intercâmbio. Às vezes um Tame Impala, uma Courtney Barnett e um Chet Faker escapa para estes lados mais ocidentais, mas o fato é que a cena australiana tem mais um sem-número de bandas boas, rádios boas, clubes bons. Então temos que ficar espertos com o que rola do “lado de lá”, mesmo estando do lado de cá. E a Isadora, espertíssima à cena nova não só da Austrália, conta o que viu no CMJ na pegada. E ainda por cima fez boas entrevistinhas com a galera nova de Down Under.

“As bandas que mais chamaram atenção nesse showcase que fui foram Crooked Colours e Tora. O Crooked Colours, trio eletrônico de Perth, a terra do Kevin Impala, tem show impecável e potencial para tocar na tenda dance do Coachella ou no Clubinho do Popload Festival =D. É show pra ver com os amigos #vibe.
A apresentação do Tora, que é de Byron Bay, foi no segundo andar do Pianos, som mais intimista que se perdeu um pouco em algumas conversas do pessoal que bebia no bar. Ainda assim, o quinteto fez bonito. Banda nova e dedicada em tentar prender a atenção do pessoal que estava ali para ouvir música. Boa música, no caso. Pelo menos a minha atenção eles prenderam. Conversei com o pessoal do Crooked Colours e Tora aqui para a Popload:”

*** Crooked Colours

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Popload – Onde/ Quando/ Por que vocês decidiram formar a banda?
Crooked –
Nós começamos tem uns 3 anos. Somos da mesma região na Austrália e nos conhecemos através de amigos que sabiam que fazíamos música. A cena por lá é meio pequena, então era questão de tempo começarmos a fazer música juntos e montar a banda.

O que vocês acham do CMJ como uma plataforma para apresentar novos nomes?
É ótimo! Muita coisa acontecendo num pequeno espaço é incrível. Perfeito pra fazer contato com pessoas bacanas do mundo todo.

Vocês têm a intenção de tocar no Brasil? Já ouviram falar sobre nossos festivais?
Nos adoraríamos tocar no Brasil! Várias bandas Australianas tocam com certa frequência e amam tocar por lá. Queremos muito fazer parte desse grupo e curtir no Brasil. As pessoas por lá parecem muito apaixonadas por música e isso tem muito a ver com a gente, por também sermos loucos por música. América do Sul está no topo da nossa lista, estamos ansiosos e esperamos tocar por lá o mais rápido possível.

Por que os Brasileiros deveriam ouvir o Crooked Colours?
É um som meio diferente, um pouco “cru”, direto.

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***Tora

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Popload – Onde/ Quando/ Por que vocês decidiram formar a banda?
Tora –
Byron Bay, costa leste da Austrália, em 2013. Todos nós estudamos juntos e tocamos faz bastante tempo, depois que o Tobias e Jo [integrantes da banda] começaram a produzir algumas coisas, todos nós nos reuníamos pra tocar o que saia dessas produções. Assim surgiu o Tora.

O que vocês acham sobre o CMJ como uma plataforma para apresentar novos nomes?
Certamente é um ótimo lugar para se estar com uma banda nova. Estou bem feliz de este ano, nem dois anos de que montamos a banda, poder fazer parte disso. É uma oportunidade muito legal de o público ver grupos que já conhece e principalmente que vão conhecer aqui. O CMJ oferece muitas opções, isso é demais.

Vocês têm a intenção de tocar no Brasil? Já ouviram falar sobre nossos festivais?
Claro! Acho que é só questão de tempo. A América do Sul tem tanto festival legal, e acho que o Brasil é o lugar que mais queremos tocar por lá. Tirando a África, a América do Sul é a única parte do mundo que ainda não tivemos a oportunidade de explorar como banda.

Por que os brasileiros deveriam ouvir a Tora?
Porque simplesmente eles vão adorar nosso som!

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Em fotos: a balada chic com a Lykke Li em Nova York, com ingressos de até US$ 100 mil

Popload em Nova York.

A baladinha “simples” que perdi na noite de ontem aqui em Nova York rolou no famoso Museu de Arte Moderna da cidade, o MoMA. E teve a Lykke Li como atração musical ao lado do DJ Questlove.

Os ingressos custavam apenas de US$ 225 a US$ 100 mil, mas tudo bem.

O que rolou foi mais uma edição do pomposo Party in the Garden. E, recapitulando o que dissemos aqui ontem, o esquema era mais ou menos assim: por volta das 19h começou o coquetel, que tinha como “recepcionista” o ator Daniel Craig, também conhecido como atual James Bond. Depois, às 20h, rolou um jantar. Das 21h até a meia-noite, o show da cantora sueca e do Questlove.

Os ingressos variavam de US$ 225 (entrada “normal”), que não dava direito a participar do jantar nem dos coquetéis. Daí tinha o ingresso de US$ 525, uma espécie de lounge VIP. E os de US$ 100 mil, que fazia do comprador algo como PATROCINADOR da noite, com direito a uma mesa para dez convidados pessoais.

O esperto site BrooklynVegan soltou uma galeria de fotos feitas por Gretchen Robinette (não é a nossa Gretchen, imagino) para dar uma noção da balada chic. Algumas imagens estão reproduzidas abaixo.

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* A POPLOAD está em Nova York a convite da Ray-Ban, famosa marca de óculos italiana que lança sua nova coleção aqui na cidade amanhã, com shows de Blondie, apenas, e os fofos do Ms Mr

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Nova York: a fila errada, o show certo. Talvez…

Popload em Nova York. Ontem comprei ingresso para ver o Howler, entrei desavisado na fila do Wailers e acabei dentro do show do Chet Faker.

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A saga da terça-feira besta em Nova York foi isso mesmo, uma saga. Primeiro porque tratou de esfriar à noite quando eu estava só de camiseta, porque o dia foi quente. Depois porque acabei comprando vinil demais (mais do que eu pretendia) na Rough Trade do Brooklyn e tive que ficar carregando sacola para lá e para cá.

Aproveitei e comprei o ingresso para o Howler, que tocaria na loja mais tarde. Daí de um pulo um quarteirão de onde estava para tentar achar um ingresso para a esgotada apresentação do australiano Chet Faker. Era uma apresentação tipo extra, bônus, porque o show dele mesmo aqui em Nova York será no Music Hall of Williamsburg. Também, claro, está esgotado. Mas ontem ele tocaria num bar pequeno chamado Output, que eu não conhecia.

Tanto eu não conhecia como no caminho eu vi uma fila gigante de galera e pensei: deve ser para o Chet Faker. E dei um tempo ao lado, para ver se sobrava um ingresso. Eu estava no lugar errado. Ali, era a fila para o concerto da histórica banda jamaicana Wailers no Brooklyn Bowl. Percebi a confusão quando virei a esquina, haha. Mas foi olhar para o outro lado da rua e ver a “fila certa”. Galera entrando para o Chet Faker no bar.

Um Cristo apareceu para me vender um ingresso que sobrou por 20 doletas, antes que eu congelasse. Fair enough.

O Output é um bar pequeno que tem o booth de DJ de um lado nobre e um palco-gaiola espremido no canto oposto. O Chet Faker foi ali. Girando botões, dançando fora do ritmo de sua própria música e às vezes (em algumas canções) utilizando um baterista e um baixista para dar peso a seu som, o show algo improvisado de Chet Faker foi espetacular, visto grudado na grade da “gaiola”, na escada, no andar de cima, na frente do palco ou encostado no balcão do bar. O bonitão Chet, com seu visual Father John Misty, sente seu soul eletronizado como um mantra e é difícil não se contagiar. Que o diga o monte de mulheres que tomavam a linha de frente do público, que cantava tudo.

O Chet Faker “mais show” eu devo ver no sábado, no Music Hall. Daí falo mais.

O clube tinha uma política dura contra vídeos e fotos dentro da casa. Então, o que deu para captar do clima da apresentação do Chet Faker, está aí embaixo, em áudio.

Consegui ainda, depois, pegar boa parte do show do Howler na Rough Trade. Embora o segundo disco não seja nem sombra da energia indie-punk do primeiro disco dessa banda que parece britânica, mas são de Minneapolis. Os rapazes continuam afiados.

Como você vê, não paguei 100 mil dólares para ver a Lykke Li no museu nem fui na Lady Gaga no Madison Square Garden. Mas senti um pouco não ter ido ver o Royal Blood no Mercure Lounge, em Manhattan. Até o Jimmy Page foi!!!!

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* A POPLOAD está em Nova York a convite da Ray-Ban, poderosa marca de óculos italiana, que arrebanhou uns jornalistas do mundo todo para lançar, aqui em Nova York, sua nova coleção, dentro de um projeto chamado District 1937 e com ligação às artes plásticas. A garota-propaganda do lançamento é a “garota” Debbie Harry, 68 anos, da icônica banda Blondie, que nos áureos tempos do punk e new wave já fazia propaganda de graça para a Ray-Ban, imagino, dada às milhões de fotos dela como pin up de óculos escuros. O Blondie, banda da história local, tocará nesse evento da Ray-Ban, que também servirá para a banda comemorar seus 40 anos de estrada. Outro grupo que se apresentará nesse lançamento é o MR MS, duo indie pop também de Nova York que diferentemente do Blondie não tem nem 40 MESES de estrada.

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Popload em Nova York: Blondie, Chet Faker e um par de óculos escuros

Popload em Nova York. Starting spreading the news.

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Hoje tem Lady Gaga aqui no Madison Square Garden. Não, né? Ou sim?
Acho que, na verdade, vou ver a molecada do Howler, na loja de discos Rough Trade, se os planos não mudarem. Tem Howler e Hozier hoje em Manhattan, veja você. Esse Hozier é um artista novo irlandês de soul/blues que a “Time Out” nova-iorquina diz que as coisas estão acontecendo tão rápidas para ele que, quem não correr atrás dos ingressos para o show desta noite, viverá o risco de se arrepender no futuro por não ter estado lá, no começo. Eu, hein…

O distinto Owen Pallett é uma possibilidade para hoje. O talentoso Son Lux, amigo da Lorde e que opera numa inimaginável linha entre o pós-rock e o hip hop underground, também. Esse duo britânico de garagem Royal Blood, que foi falaaaaado no último South by Southwest e que os caras do Arctic Monkeys foram vistos usando a camiseta dele, talvez valesse a passada. A bela cantora Angel Olsen, do vocal de múltiplos alcances certamente valeria só para, no mínimo, ouvi-la cantando “Forgiven/Forgotten”.

Mas, vou dizer, as melhores atrações dessa tal terça-feira besta em Nova York nem estão listadas acima. Uma delas eu conto abaixo. A outra, no próximo post.

1. Chet Faker no Brooklyn: Darling da música eletrônica-indie-soul que tem canções tocadas várias vezes em festas cool no Bar Secreto paulistano, o produtor e performer australiano faz performance hoje em NYC de seu disco de estreia, “Build on Glass”, mais uns outros singles famosos tipo “No Diggity”. Ele se apresenta hoje no Output, no Brooklyn. Ingressos obviamente sold out.

Chet Faker toca de novo no Brooklyn, mas no Music Hall of Williamsburg, no próximo sábado. Neste aparentemente estou dentro, embora as entradas também já eram há muito tempo. Mas, como hoje vou estar perto do local, vai saber se de repente, na hora, sobra o ingresso de alguém na porta e…

* A POPLOAD está em Nova York a convite da Ray-Ban, poderosa marca de óculos italiana, que arrebanhou uns jornalistas do mundo todo para lançar, aqui em Nova York, sua nova coleção, dentro de um projeto chamado District 1937 e com ligação às artes plásticas. A garota-propaganda do lançamento é a “garota” Debbie Harry, 68 anos, da icônica banda Blondie, que nos áureos tempos do punk e new wave já fazia propaganda de graça para a Ray-Ban, imagino, dada às milhões de fotos dela como pin up de óculos escuros. O Blondie, banda da história local, tocará nesse evento da Ray-Ban, que também servirá para a banda comemorar seus 40 anos de estrada. Outro grupo que se apresentará nesse lançamento é o MR MS, duo indie pop também de Nova York que diferentemente do Blondie não tem nem 40 MESES de estrada.