Em o terno:

Top 50 da CENA – Edgar bombator, o “fator Terno Rei”, a volta do Lava Divers e outras estreias, incluindo o Vovô Bebê

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* Seguimos na missão de produzir o top 50 da CENA brasileira. Com a nossa cara, mais no feeling e menos cientificamente. Sem robozinho de streaming auxiliando.

Quem reparou na nossa primeira edição e depois na segunda notou muitas faixas de 2019 na listagem. Estamos em acelerado ritmo de troca: saem os sons de 2019 e entram os deste ano.

Por isso não estranhe se achar que uma música muito 10 (10/10?) de 2019 perdeu espaço para um som OK de 2020. Faz parte do jogo. O ano ainda não está exatamente quente em quantidade de lançamentos, mas já temos muito boas novidades.

O primeiro lugar desta semana é do rapper Edgar, que já apareceu por aqui acompanhado da Saskia e estreia solo logo em primeiro lugar. Porque Edgar, atração do Lollapalooza Brasil em abril, é f*da, achamos.

O TOP 50 da semana e sua respectiva playlist delicinha (no Deezer e Spotify) ficaram assim:

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1 – Edgar – “Carro de Boy” (Estreia)
Existe uma linha tênue na hora de fazer música de protesto que vira refrão grudento. Pode pegar mal, banalizar, ficar tosco. Não é o que acontece aqui. Edgar acerta no alvo na denúncia e na produção de um som que cabe na pista. Para dançar com profundidade. Com conceito. Esta canção chega com impactante vídeo e participação do Rico Dalasam.
2 – Kiko Dinucci – “Veneno” (3)
O álbum solo novo de Kiko Dinucci é uma peça e tanto. Violão no comando de tudo. E muita informação ainda há ser captada em futuras audições. A música com Rodrigo Ogi é, de cara, um dos achados dos disco e pode dar a prévia do novo álbum do rapper, que tem produção do próprio Kiko.
3 – Terno Rei – “São Paulo” (Estreia)
Ingressos esgotados em São Paulo em 20 minutos. Algo sério vem acontecendo com o Terno Rei. A febre em torno da banda só aumenta, shows lotados em outras cidades também. “Violeta”, o disco mais recente da banda, completou um ano, mas parece que está só no começo de uma jornada de conquistas. Esta “São Paulo” tem um sabor da new wave paulistana dos anos 80, revisitada. Coisa fina.
4 – Vovô Bebê – “Êxodo” (Estreia)
Alguém viu a manchete do G1: “Vovô Bebê põe Ana Frango Elétrico em ‘Briga de família'”? Lembrou o saudoso “Notícias Populares”, mas era só uma nota sobre este ótimo som novo da CENA carioca, que tem participação dela, sim, Ana Frango Elétrico. Fique de olho. Projeto de Pedro Carneiro que lembra o antigo grupo Rumo, uma das bandas mais paulistanas que existiram. Olha a ironia geográfica.
5 – Carne Doce – “Temporal” (1)
Esta só melhora quanto mais se ouve. Que musiquinha enoooorme soltou o grupo goiano Carne Doce para já anunciar que em 2020 vai ter disco novo, o quarto da banda do casal Macloys/Salma. A gente aqui quer morar nessas guitarrinhas que embalam a música nova, da metade para a frente.
6 – Nill – “Options” (Estreia)
Nill sempre manda bem e seu novo single já entra aqui no nosso Top 50, substituindo a faixa anterior dele que estava por aqui.
7 – Vivian Kuczynski – “Carne” (2)
O novo single da Vivian ganhou um belo vídeo. Por isso destacamos “Carne” por aqui, outra das boas músicas do álbum de estreia da curitibana de 16 anos, single que tem uma letra que está na parte de críticas sociais do disco, segundo ela, mesmo que um tanto cifrada. Nem tanto assim. É só prestar atenção na menina.
8 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (Estreia)
A música é de 2017, mas se encaixou muito bem no Brasil de 2020. A voz de Juçara Marçal na segunda metade da música, então, só faz a força da música redobrar. Olho nessa banda, no disco, nos shows que eles vão fazer por aí.
9 – Rashid – “Eu” (4)
Em seu novo álbum, Rashid deixa para a última faixa talvez um de seus melhores sons, a reveladora “Eu”. Uma daquelas reflexões pessoais de um artista que acaba refletindo no ouvinte.
10 – Lava Divers – “My Boy” (Estreia)
Banda clássica do indie mineiro, o Lava Divers lançou um vídeo de música de 2017 para dizer que neste 2020 vem novidade por aí. Ótimo indie rock para aquecer os ouvidos _ e esperar ansiosamente por inéditas do Divers.
11 – Rincon Sapiência – “Real Oficial” (5)
Uma das muitas boas músicas do mais recente álbum de Rincon Sapiência, um disco lançando no final de 2019 e que passou meio batido, injustamente, pelo menos por aqui. Corrigimos a rota agora.
12 – Céu de Vênus – “O Acaso Não Existe” (Estreia)
13 – Alice Caymmi e ÀTTØØXXÁ – A Noite Inteira (Estreia)
14 – Marcelo Perdido – “Santa Clara de Tróia” (Estreia)
15 – Apeles – “A Alegria dos Dias Dorme no Calor dos Teus Braços” (20)
16 – Liniker – “Não Adianta” (8)

Parte do projeto “Acorda Amor”, Liniker faz um bom cover de uma música do Trio Mocotó. O projeto ainda conta com as vozes de Maria Gadu, Xênia França, Letrux e Luedji Luna. O disco saí nesta terça-feira.
17 – Bixiga 70 e Luiza Lian – “Alumiô (Cai Na Terra)” (11)
O encontro entre Luiza Lian e Bixiga 70 nasceu com cara de clássico. Fica a deixa para um projeto mais extenso, um álbum, quem sabe? Estamos na espera.
18 – Saskia – “Tô Duvidando” (6)
Já escutou o disco da Saskia? A gaúcha é uma das revelações do ano passado para você também? E a participação do Edgar nesta faixa, então? Outro nível esses dois.
19 – Ana Frango Elétrico – “Chocolate” (9)
Ficamos aqui pensando no abstrato desta música. Entendemos nada e tudo certo. Ana Frango Elétrico merece toda a atenção que está recebendo. Se até o gringo do Anthony Fantano já sacou ela, você está esperando o quê?
20 – Hot e Oreia – “Estilo” (10)
Da ótima cena mineira de rap, Hot e Oreia conseguem dosar aqui humor e mensagem de uma maneira única. A sacada “Cês são CS, eu RPG” é para poucos. E o “pior” é que o som é bem bom. Olho neles.
21 – Mc Thá – “Rito de Passá” (13)
Quem não entender com a MC Thá a dimensão do funk em si e no diálogo com outros gêneros não entende mais. Uma contribuição imensa ela dá aqui em “Rito de Passá”.
22 – Yma – “Vampiro” (12)
Os shows da Yma que andamos vendo por aí ajudaram a recolocar o disco dela, que foi lançado lá no começo do ano passado, de novo em rotação por aqui. “Vampiro” é uma delícia de música.
23 – Linn Da Quebrada – “Oração” (22)
24 – AIYÉ – “Terreiro” (28)
25 – Papisa – “Fenda” (18)
26 – Pabllo Vittar – “Amor De Que” (45)

27 – Emicida – “Ismália” (14)
A gente já falou desta faixa por aqui. Se o novo álbum do Emicida for encarado como um filme, “Ismália” é a cena mais triste. Um resumo sobre a tragédia do racismo na estrutura social do país. Que peso de som. Que coisa séria.
28 – Boogarins – “Sombra ou Dúvida” (15)
Melhor banda brasileira em atividade, os Boogarins fizeram mais uma beleza de disco no ano passado. E esta música é uma das belezas dessa beleza.
29 – Black Alien – “Vai Baby” (16)
30 – Djonga – “Bença” (17)
31 – O Terno – “Pra Sempre Será” (19)
32 – Suco de Lúcuma – “Nada No Ar” (Estreia)
33 – Rachel Reis – “Ventilador” (44)
34 – Anderson Primo – Ocê, Oceano” (Estreia)
35 – Moons – “No More Tear About It” (21)
36 – Francisco, El Hombre – “Matilha :: coleira ou cólera” (23)
37 – Bruno Capinam – “Mais Amor” (47)

38 – Triz – “O Som Vem Assim” (Estreia)
39 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (Estreia)
40 – João Bragança – “Bala Doce” (Estreia)
41 – Decaer & Vulgar Débil – “Na Taverna, Eu e Você: Aparições” (Estreia)
42 – BaianaSystem – “Miçanga” (Estreia)
43 – Caio – “Entorna” (Estreia)
44 – Karol de Souza – “Tambor” (40)
45 – Aori – “Xx/Xx” (Estreia)
46 – Os Mutantes – “Mutant’s Lonely Night” (7)

Os Mutantes hoje são apenas Sérgio Dias e um novo pessoal, mas estão na ativa e lançaram um disco novo. Entre boas faixas setentistas, ecos de Beatles e Caetano (uma forma de descrever até outros trabalhos dos Mutantes, não?), destacamos uma das mais melancólicas do álbum. Sérgio Dias sabe os atalhos bonitos da guitarra.
47 – Saulo – “Bahia Mãe” (Estreia)
48 – Trabalho Espaciais Manuais – “Terras Brasais” (Estreia)
49 – Thom Verardi – “Tudo Que Acontece” (Estreia)
50 – Terra Mãe – “Retrato” (Estreia)

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* Entre parenteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.

** Na vinheta do Top 50, a cantora curitibana Vivian Kuczynski. O rapper Edgar ilustra a foto da chamada do post na home da Popload.

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CENA – O Terno convoca Devendra Banhart e Shintaro Sakamoto em “Volta e Meia”. Semana que vem sai o disco novo

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A CENA brasileira está indo longe demais. Ainda bem. Uma das grandes bandas do nosso indie, O Terno se prepara para lançar semana que vem, mais precisamente no dia 23 de abril, seu quatro disco de estúdio, “‘.

Nesta semana, o trio soltou o terceiro single incrível deste novo projeto. Depois de “Nada/Tudo” e “Pegando Leve”, veio agora “Volta e Meia”, som que mistura o português de Tim Bernardes com o espanhol do distinto Devendra Banhart e ainda o japonês declamado por Shintaro Sakamoto.

Esta é a primeira vez que O Terno envolve convidados em uma gravação autoral.

Com o disco novo a ser lançado, o trio tem pelo menos dois grandes shows agendados para os próximos meses, um na versão portuguesa do Primavera Sound, no Porto, em junho, e no Palco Sunset do Rock in Rio, em outubro.

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Melhores do Ano da Popload. Qual o SHOW NACIONAL de 2018? Vote

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* Estou para dizer que nunca tivemos, no Brasil, para a seara independente, um ano como 2018. Numa época bem difícil nossa como nação, com economia zoada e forte tendência ao desmantelamento de projetos legais, a CENA caminhou linda, mesmo que aos trancos e barrancos. As bandas crescem e aparecem, os festivais indies se consolidam e se conectam e se ajudam cada vez mais e o público, ah o público, tem ido atrás.

Seja em São Paulo, na Barra da Tijuca, em BH, Caxias do Sul, Floripa, Natal, Recife, Brasília, Uberaba, Uberlândia, Goiânia, Salvador, o coração indie pulsa que é uma beleza.

E o que é mais incrível, como tem sido de uns anos para cá, todo mundo acaba reunido em dezembro na SIM SP, misturado até com gringos, num centro cultural que tem uns 30 clubes como tentáculos.

Daí surgem coisas como eu ter visto uma carioca tocando num festival em Florianópolis e decidido botá-la num festival em São Paulo. Ou um festival do Recife vir acontecer em São Paulo, consagrando um rapper baiano, dentro de um ex-clube eletrônico gay que estava praticamente desativado para eventos indies. Ou um produtor goiano arquitetar a melhor programação da noite paulistana numa revampirizada casa da fervente Potato Valley. O indie brazuca tá foda.

No meio dessa movimentação toda, ora pois, tem os shows em si. Todo dia, toda hora, em todo lugar. Todo tipo de banda, todo tipo de pegada, todos os ritmos, toda formação possível e impossível. A cena brasileira independente enriqueceu.

Como resultado de tudo isso, a gente quer saber seu voto. Venha quem vier. Jaloo no Balaclava Fest, Edgar no Festival DoSol em Natal, Letrux no sol escaldante no Popload Festival, Boogarins no Coquetel Molotov em Recife, Baiana System sacudindo o Bananada em Goiânia, Maurício Pereira na Casa de Francisca no Centrão, O Terno na semana que vem no Cine Joia (faça sua projeção, ué), Carne Doce no Agulha em Porto Alegre, LETO no CRIA Festival dentro da Casa das Caldeiras enquanto fora tinha 20 mil pessoas na festa do título do Palmeiras, Liniker & O Terno no Popload Festival, Supervão na Casa da Luz, no chão da pista, durante a SIM SP, Luedji Luna no Coala, Black Pantera no Centro Cultural, Raça no Locomotiva em Piracicaba, Rakta no Locomotiva em Piracicaba, Elza Soares no Cine Joia, Holger no Meca Fabriketa, Luiza Lian no Teatro Oficina, Heavy Baile (RJ) na festa do Bananada (GO) na SIM SP dentro do Z.

Entende o rolê que tá?

Vota aí, então. VOTA AQUI, então.

Semana que vem sai a lista da Popload e a da galera, em post de resultados. No meio dessa diversidade louca, quem vai ganhar, será?

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** As fotos deste post: A primeira é da banda Holger em performance num dos Balaclava Fest no ano, em imagem de Fabrício Vianna. A segunda é do rapper baiano Baco Exu do Blues no Coquetel Molotov SP, foto de Youtube. A terceira é O Terno em ação no Locomotiva Festival, em Piracicaba. A quarta, de Luiza Lian (feita por Thais Mallon), no clube Z, no Largo da Batata, durante a SIM SP, em foto de Fabricio Vianna, que também é responsável pela da home da Popload, um “vu-pá” da Letrux no Popload Festival.

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Heineken forma uma Super Banda e cria uma Jukebox que toca músicas ao vivo para aquecer os intervalos dos shows no Popload Festival!

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É isso mesmo que você leu ali em cima. Achou que o lineup do Popload Festival tinha acabado, né? Vocês sabem que a gente adora uma surpresinha de última hora (quem lembra do show da AlunaGeorge no Heineken Hidden Stage, no ano passado?)!

Neste ano, a Heineken criou (apenas!) uma Jukebox para a música não parar nem nos intervalos dos shows! Mais: as músicas serão tocadas ao vivo. Mais: apresentadas por um pequeno-grande-lineup de estrelas da #CENA nacional, como Liniker, O Terno, Céu e Tropkillaz! Calma que ainda não acabou: o setlist quem escolhe é você, dentro de uma lista de grandes sucessos de bandas que já passaram pelo festival.

Respira.

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O Terno

Em sua sexta e maior edição, o Popload Festival acontece no dia 15 de novembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo, com grandes nomes nacionais e internacionais, como Blondie, MGMT, Lorde, Mallu Magalhães & Tim Bernardes, Letrux, entre outros.

A Heineken, patrocinadora do evento, contará com o palco Jukebox, que comandará os intervalos dos shows do festival. Para animar o público entre as três últimas atracões, a marca convidou Céu e Tropkillaz + Liniker e O Terno para tocarem as músicas escolhidas por meio do Wi-Fi do evento (disponibilizado pela Heineken no Memorial da América Latina) ou acessando em www.heineken.com/popload (tanto a página do link como a enquete estarão disponíveis somente no dia do evento!)!

Já no último intervalo, teremos a “SuperBanda”, que tocará as músicas mais votadas pelo público ao longo do dia!

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Tropkillaz

A configuração dos horários ficou assim: o palco Jukebox estreia com Liniker, da banda Liniker e os Caramelows, cantando ao lado do grupo paulistano O Terno! No próximo intervalo, a cantora Céu se une ao projeto de música eletrônica Tropkillaz. No último break, a “SuperBanda” formada por Martin Mendezz, Michele Cordeiro, Edimar Filho, Cris Botarelli, Emmily Barreto, Brvnks, Jaloo, Luiza Lian e Chuck Hipolitho encerra a noite de apresentações no Jukebox:

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POPLOAD FESTIVAL 2018

Data: 15 de novembro
Local: Memorial da América Latina
Abertura das portas: 12h
Início dos shows: 12h15
Classificação etária: a partir de 16 anos desacompanhados. Menores entre 14 e 16 anos somente acompanhados de um responsável legal.
Proibida a entrada de menores de 14 anos.
Acesso: Portão 1 (Pista) e Portão 2 (Pista Premium)
Ponto de venda: Cine Joia @ Praça Carlos Gomes, 82 (próximo ao Metrô Sé e Liberdade). Funcionamento de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 14h e das 15h às 18h.

COMPRE O SEU INGRESSO AQUI

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O Popload Festival é apresentado por Heineken! Aprecie com moderação.
#LiveYourMusic
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CENA – Circo indie toma Sorocaba neste final de semana. Festival Circadélica faz sua terceira edição. A segunda deste século (?!)

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* Respeitável público indie!
Neste semana, uma vez em São Paulo, bota a Popload Radio no Bluetooth do carro e dirija por uma horinha até Sorocaba, no interior, para os picadeiros do festival Circadélica, esforço cada vez maior, mais vistoso da turma da banda Wry, liderada pelo intrépido guitarrista e produtor Mario Bros.

Cerca de 28 bandas e artistas de vários tamanhos na cena independente brasileira compõem essa terceira edição do festival, que acontece neste sábado e domingo. Sendo que, na real, a primeira edição aconteceu em 2001, outros tempos, outro momento do indie nacional, outra hora da grande era “dourada” atual dos festivais brasileiros. Já falaremos de 2001. O festival foi ressuscitado Agora o assunto é 2018.

Emicida, Tropkillaz, O Terno, Jaloo, Tagore, A Banda Mais Bonita da Cidade, Bike, Flora Matos, My Magical Glowing Lens, Vanguart, Baleia, Fresno e Jaloo estão entre os destaques e dão a variadíssima cara do Circadélica deste ano.

Os shows vão das 13h às 23h nos dois dias, e as duas tendas de shows são rodeadas de lojinhas de roupas, tatuagens, food trucks, enquanto artistas circenses com ou sem pernas de pau passeiam entre o público, para assegurar o clima de “música e diversão” que é o mote do Circadélica.

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As info de ingressos, para um ou os dois dias, estão no site do festival. O line-up completo, com os horários da programação, estão aqui embaixo:

Sábado – 28/7

Palco TNT
13h – Fones
13h45 – Miêta
14h30 – Deb and the Mentals
15h30 – Bike
17h – Jonnata Doll e Os Garotos Selvagens
19h – My Magical Glowing Lens
21h – Tagore

Palco Principal
13h30 – Paramethrik
14h10 – Menores Atos
15h05 – Zander
16h15 – Selvagens à Procura de Lei
18h – Fresno
20h – Flora Matos
22h – Tropkillaz

Domingo – 29/7

Palco TNT
13h – Os Pontas
13h45 – Sky Down
14h30 – Kill Moves
15h30 – Hierofante Púrpura
17h – Gorduratrans
19h – E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante
21h – Baleia

Palco Principal
13h30 – Benziê
14h10 – Zimbra
15h05 – A Banda Mais Bonita da Cidade
16h15 – Jaloo
18h – Vanguart
20h – O Terno
22h – Emicida

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* CIRCADÉLICA 2001 – Vale contar esta mesma historinha que eu botei aqui na Popload na cobertura do Circadélica do ano passado. Ela é assim:

Para você ver como o indie andou de 2001 para cá, um pouco do Circadélica da época em que Strokes e White Stripes eram bandinhas alternativas desconhecidas, sendo que os nova-iorquinos nem o primeiro álbum havia lançado. O festival sorocabano, já considerado enorme à época, teve 21 bandas escaladas. Um dos melhores shows do festival, foi o Prole, de Americana. Uma rara gravação de meia hora do Circadélica 2001 é tesouro puro, com trechos dos shows do Pelvs (RJ), Grenade (PR), Walverdes (RS) e MQN (GO).

O Thee Butchers’ Orchestra, uma das principais bandas daquela época, apresentou músicas de seu disco novo no Circadélica 01. Outras bandas que fizeram parte do festival há 17 anos: Garage Fuzz, Astromato, Maybees, Holly Tree, Muzzarelas, Biggs, entre outras. Os Pin Ups estavam escalados para se apresentar no festival, mas não compareceram, porque a banda, que voltou a existir hoje, mais ou menos, havia decidido acabar à época.

“O Circadélica veio para mostrar que é possível montar festivais de rock de médio porte em um país no qual predominam o samba e o pagode”, foram palavras do organizador Mário Bross, vocalista e guitarrista do Wry, lá em 2001. Acrescentemos funk e sertanejo para a edição 2, do ano passado, e a 3, deste ano. O Circadélica 2001 marcou também a despedida do Wry do Brasil, indo tentar a sorte na Inglaterra, por onde ficou por alguns anos.

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* As fotos deste post são de divulgação da edição do festival no ano passado, a segunda, que é a primeira dos novos tempos. A que ilustra a chamada da home da Popload para o festival deste ano é do Tagore, feita por José de Holanda.

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