Em oasis:

Top 10 Gringo – O novato Geese chega ao topo. Adele encosta com baladaça. Outra nova, Just Mustard, completa a trinca

>>

* Muita banda nova, muito artista das antigas e até alguns “inativos” chegam no nosso top 10 dessa semana. Um bom resumo do que foi esse ano confuso até dizer chegar, com lançamento demais em todas as medidas – muitas estreias, muitos retornos e relançamentos suficientes para não dar tempo de escutar as novidades. É muita coisa toda sexta, mas a gente ainda tenta dar conta de dizer o que é que presta nesse caos. Vem dando certo, vai.

geesetopquadrada

1 – Geese – “Opportunity Is Knocking”
A gente já contou a história do Geese, mas vamos repetir resumidamente, vai: quinteto do Brooklyn de adolescentes amigos que tocavam no high school. Com data para encerrar as atividades escolares, é descoberta por um olheiro musical e são convencidos a seguir juntos, porque cada um iria para uma universidade diferente. Leia-se: a banda não só não acaba como ganha a chance de gravar um disco. “Pior”: eles dão supercerto! A chamada apelativa é para avisar que o primeiro disco deles, “Projector”, é fácil um dos cinco discos mais interessantes da gringa neste ano. No mínimo uma das melhores estreias, vai. Não é a primeira vez que a gente destaca eles por aqui. Que Strokes dos bons tempos é esta música.

2 – Adele – “Oh My God”
Segundo single de “30”, o taaaal novo álbum da Adele, a faixa se destaca por ser o momento dançante do disco e também pela letra em que a cantora se permite se jogar um pouco em novas aventuras após um tempo de recolhimento. É quase a “Voltei pra Mim”, da Adele, para usarmos como referência o hit da Marina Sena. Mas sem insinuação de plágio desta vez. Disco “grande” da Adele. Música idem.

3 – Just Mustard – “I Am You”
Tem um tempinho que estamos de olho nesta banda irlandesa que promete ser a próxima sensação do país de bastantes “sensações” recentemente. O primeiro disco dela, “Wednesday”, já apontava isso lá em 2018. Agora, o novo single, confirma que talvez esteja chegando a hora para valer. Lógico que é sensação em termos bem fechados, digamos, afinal estamos falando de um grupo que segue a tradição do barulho-arte, que não é lá das mais populares, mas amamos mesmo assim. Ah, eles abrem uma turnê do Fontaines DC do ano que vem e parece que um tal de Robert Smith declarou que curte eles.

4 – Robert Plant e Alison Krauss – “Going Where the Lonely Go”
A parceria entre Robert Plant, veteraníssimo vocalista do Led Zeppelin, e a cantora country Alison Krauss rendeu em 2007 o belo “Raising Sand”, com regravações de folks e countrys antigos. O sucesso da empreitada deixou a promessa de uma sequência em suspense por anos, até que finalmente saiu “Raise the Roof”, que segue a proposta do primeiro encontro da dupla. E funciona que é uma beleza mais uma vez. Tente não se emocionar com essa triste composição dos anos 80 de Merle Haggard.

5 – Elbow – “The Seldom Seen Kid”
Os ingleses do Elbow, além de lançarem um bom novo álbum, “Flying Dream 1”, 20 anos depois da estreia com “Asleep in the Back”, causaram uma confusão na cabeça dos fãs. A delicada “The Seldom Seen Kid” leva o mesmo nome do disco que a banda lançou em 2008 e que não tem nenhuma faixa com esse nome. Fica a curiosidade.

6 – Bloc Party – “Traps”
Peso e energia marcam o retorno do Bloc Party. Kele Okereke e sua turma não lançavam nada havia cinco anos. E mostram nesta volta a garra de quem quer mostrar para muita bandinha nova que já tinha uma turma lá atrás fazendo um pós-punk vigoroso. Mas sem pressa: o disco completo só vem ano que vem.

7 – Yard Act – “Payday”
Por falar em disco que só chega ano que vem, tem a aguardada estreia da Yard Act, banda de Leeds que lembra coisas como Fall e Modern Lovers, pensa na responsa. Provável primeiro melhor disco do ano que vem, já que o lançamento tá logo aí, em janeiro. Esse novo single da banda só aumenta a expectativa. Certeiro.

8 – David Bowie – “Can’t Help Thinking about Me”
Primeiro single que Bowie lançou com o nome de David Bowie e não mais como David Jones, a faixa de 1966 é parte do repertório de regravações que o astro cool planejou fazer em 2000/2001. “Toy”, nome deste álbum, foi gravado mas nunca lançado, por questões da gravadora na época. Agora com a caixa “Brilliant Adventures”, que reúne praticamente tudo que David Bowie fez entre 1992 e 2001, finalmente vamos ter acesso ao álbum perdido.

9 – Oasis – “My Big Mouth – Live at Knebworth”
Coisas da vida. “My Big Mouth” era uma música fresquinha do Oasis quando a banda arriscou tocá-la para as milhares de pessoas presentes em Knebworth. Ela já rolava ao vivo tinha alguns shows, mas era um teste de fogo – uma inédita num listão de hits. Com um mar de guitarras que a versão ao vivo não dava conta de ter, ela foi parar no álbum seguinte da banda, o polêmico “Be Here Now”. Porém, ainda que apareça no disco, a canção praticamente sumiu dos setlists da banda dali em diante.

10 – The Beatles – “Get Back” – Rooftop Performance
E segue grande a ansiedade pelo documentário do Peter Jackson a partir do material das sessões de “Let It Be” dos Beatles, que começa a aparecer oficialmente nesta quinta. Serão seis horas em contato com muita coisa inédita. “Get Back”, que sai na Disney Plus, trará pela primeira vez o último show dos Beatles no telhado da Apple Corps em versão completa.

*****

*****

* A imagem que ilustra este post é de Cameron Winter, vocalista da banda Geese.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Top 10 Gringo – Parquet Courts vai ao topão. Lil Nas X ama demais estar no pódio. Indigo de Souza chega junto

>>

* Um top 10 com um punhado de artistas favoritos da casa. Como dever ser um bom top 10, não? Entre nossos favoritos, novidades como Lil Nas X e Indigo de Souza e umas coisas mais antigas, ou “antigas”, como Parquet Courts, que carrega a promessa de um superdisco novo, e Oasis, sim, este sim antigo, por conta de um filmaço. E tem dois prêmios para nossa série predileta “Ted Lasso”, que faz um excelente serviço musical, além da trama toda ela bacana. Ok, nada de spoiler que tem gente com episódio atrasado…

parquettopquadrado

1 – Parquet Courts – “Black Widow Spider”
Das nossas bandas do coração na ativa neste mundo, o Parquet Courts segue sem errar. Mas talvez a gente seja fã demais para julgar com alguma isenção. Fato é que o quarteto nova-iorquino segue afiado no pós-punk americano, dono das melhores guitarras praticadas em duo do mundo hoje. Corre atrás, Arctic Monkeys!! “Black Widow Spider” parece art-rock dos anos 60/70. Veloz, protopunk e tão boa quando o single anterior, a dançante “Walking at a Downtown Pace”. Vem (um dos) disco(s) do ano por aí.

2 – Lil Nas X – “Thats What I Want”
Lil Nas X tem um problema: AMAR DEMAIS. Sim, esse é meio que o tema desta canção, onde ele só quer um boy para chamar de seu. Mas são tempos difíceis, somadas as dificuldades de encarar um duplo preconceito da sociedade por ser gay e negro. Nos relacionamentos, Nas é meio impulsivo, já chega chegando, se apaixona fácil e isso complica as coisas. Mas ele segue na busca pelo que quer. E essa tem uma pegada pop que deve ter deixado o Justin Bieber numa inveja lascada.

3 – Indigo de Souza – “Pretty Pictures”
A gente já indicou o som da Indigo por aqui, mas ela reapareceu na timeline e veio a sacada: que tal recomendar de novo? O som meio barulhento, meio suave, meio rock, meio eletrônico, meio caseiro, meio pop do álbum “Any Shape You Take” segue colecionando elogios por aí. É um baita disco que impressiona pela habilidade de Indigo de transitar por gêneros, estilos e sonoridades entre cada faixa, às vezes na mesma faixa.

4 – Tems – “Found” (feat. Brent Faiyaz)
É de uma voz belíssima a Tems, nome artístico da nigeriana Temilade Openiyi. Se você nunca escutou, talvez seja bom encostar no EP que ela acabou de lançar. “If Orange Was a Place” tem cara que vai estourar. Neste ano ela já apareceu no disco mais recente do Drake. Então é questão de tempo.

5 – Alt-J – “U&ME”
A nova dos ingleses do Alt-J é uma ode a simplesmente curtir um festival com os amigos. O barato da música é que ela vai ficando mais doidinha ao longo da “balada” que rola na letra, com o narrador cada vez mais desnorteado à medida que a noite se alonga. Alerta de gatilho: dá saudades de colar em festival.

6 – Noah Yorke – ““Trying Too Hard (Lullaby)”
Se não fosse um Yorke, talvez a gente nem ligasse para esta música. Ela é muito algo que um fã de Radiohead tentaria fazer. Mas vale destacar a movimentação do filho de Thom no campo da música. Até pelo elogio rasgado e orgulhoso que ele ganhou do “tio” Johnny Greenwood, que ajudou na divulgação da música com um tweet. Supercríticos e cabeçudos, eles também sabem ser carinhosos com suas crias.

7 – King Princess – “There She Goes Again”
Mais uma da série de covers do clássico álbum de estreia do Velvet Underground com a Nico que acaba de ser lançado. E as coisas seguem muito bem com a versão de King Princess. Respeitosa, ela muda pouco da música, dando mais aquele tapa sonoro de qualidade e modernidade que o lo-fi do Velvet nunca permitiu nas gravações originais – ainda que fosse boa parte do charme da banda, né? Por que será que nesses covers ninguém tentou reproduzir aquela vibe? Talvez porque não precise…

8 – Oasis – “Champagne Supernova”
Relançada por conta do documentário e filmaço “Oasis Knebworth 1996”, este clássico do “(What’s the Story) Morning Glory?” fica mais bela ao vivo com seus sete e tantos minutos. Como bem definiu Noel uma vez, meio que nem ele sabe que porra essa música quer dizer, mas se temos alguns milhares de pessoas que gostam de cantar é porque cada uma dá o sentido que quer e está tudo certo. E este é um dos registros que provam que ela funciona para as multidões.

9 – Marcus Mumford e Tom Howe – “Ted Lasso Theme”
10 – Rick Astley – “Never Gonna Give Up”

Duas menções honrosas para a série do momento. Um nono lugar para a tocante abertura da “Ted Lasso”, uma obra de Marcus Mumford (do Mumford & Sons) e Tom Howe. Vai dizer que não dá vontade de ouvir no repeat aquele lamento que rola enquanto um Ted senta na arquibancada vazia? E também vamos prestigiar a música de Rick Astley que apareceu em um episódio recente da segunda temporada de um modo bizarro, digamos, e sacramentou a volta do hype em torno do conhecido cantor pop britânico dos anos 80.

*****

*****

* A imagem que ilustra este post é da banda americana Parquet Courts.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Festival na Inglaterra. Liam Gallagher canta dez músicas do Oasis no Isle of Wight 2021. Veja o show. E veja também a cara dele depois da “queda do helicóptero”

>>

Captura de Tela 2021-09-20 às 12.21.05 AM

* Num setlist que tinha 17 músicas no total, o roqueiro figuraça Liam Gallagher cantou DEZ músicas de sua ex-banda, o Oasis, sexta-feira no festival Isle of Wight, em Newport, Inglaterra. Se contar que “Fuckin’ in the Bushes” tocou quase inteira enquanto Liam e companheiros eram esperados no palco, foram 11. O hit gigantesco “Wonderwall” foi o grand finale. Temos todo o show, ali embaixo.

O Isle of Wight, que reuniu 65 mil pessoas de sexta a domingo, teve ainda em seu line-up bandas como Duran Duran, James, Snow Patrol, Primal Scream e Kaiser Chiefs, além de artistas como Sam Fender e Imelda May.

***

* Horas depois da apresentação headliner no festival inglês, Liam postou uma foto em seu instagram com a cara toda machucada, dizendo que “caiu de um helicóptero”. Ninguém confirmou a história, mas o fato que a cara de Liam apareceu com o rosto cheio de curativos e cremes. Depois desse post, Liam subiu uma imagem de uma garrafa de cerveja com a legenda: “O que não te mata te torna feroz”.

Captura de Tela 2021-09-20 às 12.13.13 AM

>>

Maybe I just wanna fly. Noel Gallagher fala sobre e mostra o hit “Live Forever”, do documentário do Oasis

>>

* Nos dias 23 e 24 de setembro, você sabe, passa nos cinemas brasileiros “Oasis Knebworth 1996”, documentário que traz em ação a extinta e megafamosa banda de Manchester nos fabulosos shows de 25 anos atrás, que arrastou 280 mil fãs para duas apresentações num parque no vilarejo de Knebworth, no norte da Inglaterra. Os tais shows “bíblicos”, que gerou a maior demanda por ingressos da história da música, quando 2,5 milhões de pessoas, 4% da população britânica à época, se mexeram como dava sem internet para descolar entradas para ver a banda dos Gallagher. Tal e coisa.

“Oasis Knebworth 1996”, dirigido pelo cineasta e documentarista Jake Scott, já tem no Brasil algumas salas esgotadas do circuito Cinemark para a exibição de sexta-feira (24).

Agora há pouco, nesta quinta de manhã, a conta do Oasis no Youtube liberou um trecho de 4:30 minuto do doc, com Noel Gallagher contando sobre um dos hits absurdos do Oasis, o hino “Live Forever”, enquanto rolam imagens da banda tocando a música em um dos shows de Knebworth.

>>

“This is history!” Filme do Oasis passa nos cinemas do Brasil nos dias 23 e 24 de setembro, em horário único. Ingressos já estão a venda (e sendo bem comprados)

>>

Captura de Tela 2021-08-24 às 8.13.50 AM

* Talvez não seja prudente deixar para comprar os ingressos para a exibição de “Oasis Knebworth 1996”, documentário dos famosos “shows bíblicos” que os irmãos Gallagher fizeram há 25 anos e que arrastou 280 mil fãs para duas apresentações num parque no vilarejo de Knebworth, no norte da Inglaterra, e praticamente parou o país.

O filme está programado para passar no Brasil apenas nos dias 23 e 24 de setembro no circuito Cinemark de cinemas e as entradas já estão sendo bem compradas, digamos. No site oficial de “Oasis Knebworth 1996”, você seleciona sua cidade, escolhe a sala e já cai dentro dela, para escolher o assento e adquirir seu ticket.

O horário, para cada um dos dias de exibição, numa quinta e sexta-feira, é único. E alguns dos cinemas selecionados só colocarão o filme do Oasis nas telas na quinta 23. E as compras estão voando.

São Paulo vai mostrar “Oasis Knebworth 1996” em 11 salas. No Rio de Janeiro, são seis. BH exibe em uma sala só. Outras cidades como Brasília, Curitiba, Campinas e Ribeirão Preto, entre outras, também vão poder ver o doc da série de apresentações do Oasis, que fazem parte da turnê do espetacular e milionário álbum “(What’s the Story) Morning Glory?”, lançado no ano anterior.

Não que a gente já não tenha falado aqui umas cem vezes, a famosa sequência dupla de shows em Knebworth provocou a maior demanda por ingressos da história da música. Cerca de 2,5 milhões de pessoas tentaram comprar as entradas, o que na época equivaleu a QUATRO POR CENTRO DA POPULAÇÃO BRITÂNICA tentando ver a banda de Liam e Noel tocar “Wonderwall”. Numa era pré-internet, pensa. Equivale ainda a dizer que, se toda a procura por ingressos fosse atendida, daria para esgotar 20 datas em Knebworth, onde ocorreram as apresentações.

“Oasis Knebworth 1996” é dirigido pelo cineasta e documentarista Jake Scott, ganhador de Grammy até.

E, de novo, se você quiser ver o filme, não bobeia com as entradas, como foi há 25 anos, de certo modo.

>>