Em oasis:

Remix caseiro: fã bota Liam e Noel Gallagher para cantarem juntos o hit “Don’t Look Back In Anger”

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Já falamos por aqui que Liam Gallagher causou no Glastonbury, no último sábado. O ex-Oasis resolveu fechar sua apresentação com um mimo que os fãs de sua antiga banda sempre sonharam, mas que nunca imaginaram que aconteceria um dia.

Liam cantou “Don’t Look Back In Anger” a capela com a galera. O som, que se tornou uma espécie de hino inglês contra o terrorismo recentemente, foi lançado no ano de 1995 e ficou famoso na voz de seu irmão Noel Gallagher.

Claro, não ia demorar para que um fã de Oasis juntasse a voz do Liam com a instrumental original para imaginar de forma mais concreta como a faixa ficaria na voz do cantor. De quebra, ainda promoveu uma rara dobradinha entre os dois irmãos casca, com Noel cantando o refrão.

A engenharia ficou mais ou menos assim…

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Slide in, baby, together we’ll fly. Liam Fooking Gallagher no Glastonbury

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* Corra antes que acabe.

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O show todo do “menino” Liam Gallagher, cantando um monte do Oasis, incluindo “Slide Away”, uma das músicas mais bonitas do universo, e fechando o show com “Don’t Look Back in Anger”, famosa canção que nunca havia cantado ao vivo e que agora virou hino contra o terrorismo, depois do ataque cruel no show da Ariana Grande, em Manchester.

Liam lança em outubro seu primeiro disco solo, “As You Were”, e tocou no Glasto algumas inéditas. Acredite: são boas!!!!!!

O legal foi quando ele acabou de cantar “Slide Away”, da sua ex-banda, e mandou um “Agora vamos voltar à realidade”.

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Toma essa, Noel! Liam Gallagher surpreende a galera e o Beckham no Glastonbury com… “Don’t Look Back In Anger”

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Fotos: Metro

Fotos: Metro

Principal aposta (de verdade) de reunião no Glastonbury desde 2010, mais ou menos, o Oasis esteve representado pelos brothers encasquetados Liam e Noel Gallagher na edição deste ano. Mas um bem longe do outro, claro.

Na sexta, Noel foi o responsável por apresentar o documentário “Supersonic”, lançado no fim do ano passado e exibido no Glastonbury agora. Ontem, foi a vez de Liam Gallagher bater ponto no evento, fazendo seu maior show em carreira solo até agora.

Liam vai lançar em outubro seu primeiro disco sozinho, “As You Were”, e aproveitou a ocasião para mostrar algumas músicas inéditas, tipo o single “Wall Of Glass”, que tem tocado bem nas rádios indies por aí. Mas o maior momento do show foi reservado para o final.

O Gallagher caçula tem finalizado a maioria de seus shows com “Live Forever” a capella, deixando a galera cantar a plenos pulmões um dos maiores clássicos do Oasis. No Glastonbury, o menino Liam foi além e encerrou sua apresentação com “Don’t Look Back In Anger”, som mais famoso do Oasis na voz de Noel, e que Liam nunca se atreveu a cantar ao vivo. “Só no chuveiro todos os dias”, disse ele em entrevista recente para a revista Q.

Mas foi no Glastonbury que Liam quebrou o tabu e segurou um grande público com o hit que acabou se tornando hino contra o terrorismo recente que vem afetando a Inglaterra, especialmente os ataques em Manchester. Fã e amigo, David Beckham acompanhou tudo de perto, ao lado do seu filho Brooklyn.

A improvável reedição de “Don’t Look Back In Anger” e um compacto do show do Liam podem ser conferidos abaixo.

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Popload Política – Como Jeremy Corbyn, líder do partido trabalhista britânico, virou a esperança da música inglesa e a principal atração do festival Glastonbury

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Jeremy Corbyn: A esperança do grime, do indie, do rock, dos hipsters e do baile todo…

Never Mind the Politics!

Em tempos de Brexit, Trump, Temer e outras mazelas políticas, foi interessante observar a reviravolta “popular” (beeem entre aspas) das últimas eleições legislativas britânicas, quando o Reino Unido escolheu seus representantes no Parlamento. Com o resultado da eleição pró-Brexit embaixo do braço e certa de que conseguiria mais poder e assentos na casa, a primeira-ministra Theresa May antecipou a eleição geral em três anos. Apenas. Ela só não contava com a sua queda de popularidade (e com dois ataques terroristas durante a campanha) e muito menos com o status inesperado de pop star do oponente Jeremy Corbyn.

E o que a gente tem a ver com isso?

Bem, primeiramente, é sempre bom saber o que rola pelo mundo. E, ao mesmo tempo, deu um certo alívio saber que em algum lugar as coisas começam a voltar aos eixos, ou quase. Assim como aconteceu em São Paulo, durante as eleições Haddad x Doria, e nos EUA, entre Hillary x Trump, houve no Reino Unido uma campanha em massa de artistas, músicos, bandas e universitários em todas as redes sociais possíveis a favor de um governo, digamos, “de esquerda”, ou, mais “liberal”. Mas a “bolha”, como vocês gostam de dizer, não reverberou nas urnas daqui nem das americanas e o resultado já sabemos bem. NÉ?!?!?!

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UK e seu Obama

No Reino Unido, depois de uma campanha quase que totalmente feita no boca-a-boca também pela veia artística local de bandas, atores e millennials em geral, a dúvida se essa militância online serviria para alguma coisa voltou à tona. E, por lá, ela surtiu efeito: a durona May venceu, mas seu partido perdeu a maioria parlamentar, enquanto a popularidade de Corbyn, líder do Partido Trabalhista britânico, só faz aumentar. Corbyn virou, do dia para a noite, um ídolo pop. Sem exagero. De capa da NME a hino com “Seven Nation Army”, passando pelo Glastonbury deste ano, que acontece nesta semana, só dá ele.

Com uma campanha low profile em redes sociais (mais ou menos oito mil reais contra os mais de quatro milhões gastos pelo Partido Conservador nas redes), seus vídeos relativamente baratos impactaram mais de dez milhões de usuários únicos no Facebook. Mas foi com a ajuda da parte artística inglesa que seu nome entrou na boca dos jovens entre 18 e 24 anos que, sem a obrigação de votar, nem pensavam em sair de casa para isso. Mas saíram e fizeram a sua parte, em participação inédita. Além do resultado surpreendente (as pesquisas indicavam maioria esmagadora conservadora), as eleições tiveram um recorde de mulheres eleitas para o parlamento (32%!). Nós acompanhamos de perto e reunimos alguns trechos interessantes da ascensão desse “novo” personagem que, como tudo na Inglaterra, envolve muita música. E Blur e Oasis, claro.

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Corbyn, ídolo da cena Grime | Crédito: Jordan Basset

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Thom Yorke, Adele, MIA, James Blake e mais uma quantidade absurda de bandas imploraram para os jovens levantarem a bunda do sofá e irem lá apoiar quem merecia. Até uma hashtag foi criada pela cena grime local: #Grime4Corbyn
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Lilly Allen chegou a prometer uma demo inédita se os eleitores mandassem algum tipo de prova de que ao menos se registraram para votar:
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Matt Healy, do 1975, prometeu NUDES:
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JME, um dos maiores representantes do grime inglês ao lado do irmão Skepta, propagou a tal hasthag e entrevistou Corbyn para a revista iD:
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Corbyn retribuiu o apoio, prometeu ajudar a #CENA e as casas de shows e ganhou ainda mais popularidade, além de arrastar Kate Nash e Ellie, do Wolf Alice, para a campanha:
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Mentirosa, Mentirosa! A música “Liar Liar GE2017”, feita pela banda de ska Captain SKA para desmascarar a Primeira Ministra, já tem quase três milhões de views no YouTube (e contando…). A faixa, cujo refrão pegajoso diz “She’s a liar liar!”, traz trechos de discursos de Theresa May e chegou ao quarto lugar das paradas britânicas na semana da eleição, além de ter sido a música mais vendida na loja do iTunes e da Amazon Music. A sensação-do-verão:
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Enquanto isso, um dia antes das eleições, Corbyn estrelava a capa da NME e da revista Kerrang!:
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Como tudo na Inglaterra, seja o assunto comida, política, meio-ambiente ou religião, uma das perguntas feitas pela NME na matéria de capa envolvia, claro, Oasis x Blur. Corbyn chegou a cogitar que se respondesse perderia eleitores, mas, mesmo assim, escolheu… OASIS. Pena que o Liam, sendo Liam, disse que certamente votaria no Partido Trabalhista, mas que não se envolve muito com política e não sabia muita coisa sobre o Corbyn (“nem sobre a outra lá”). Sério. No 03:09:
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Time for Heroes: para completar, Corbyn-star participou de um show do Libertines durante o Wirral Festival se “apresentando” para mais de 20 mil pessoas que lotavam o estádio de Prenton Park. E a recepção foi assim, você vai reconhecer esse ~hino~:
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Aconteceu. Claro que o grito de guerra entoado a cada aparição do político-hype só podia ser… “Seven Nation Army”, do White Stripes. Oooooh Jeremy Cooooorbyn. Não sei nem o que dizer, mas o (jornal inglês) The Guardian conseguiu resumir bem:
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Para encerrar, Corbyn será atração do festival Glastonbury deste ano, neste sábado, no palco prin-ci-pal, abrindo para o duo de rap (politizado) Run the Jewels. S I M. Ele já estava no lineup (hehe) do ano passado, mas cancelou a participação após o resultado da votação do Brexit. Neste ano, promovido ao palco principal, e com toda essa legião estrelada de fãs acima, Corbyn conseguiu ‘ticar’ todas as caixinhas do status: celebridade cool da música. Ele não precisa de mais nada (só de mais votos, na próxima). O fundador do Glasto, o dono-da-p•rra-toda Michael Eavis, no alto de seus 81 anos, levará Corbyn pessoalmente até o palco.

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Na corrente por Manchester, Liam Gallagher até se uniu com o Chris Martin para tocar “Live Forever”

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O show especial One Love Manchester, para “combater o terror”, reuniu diversos nomes da música pop, capitaneados por Ariana Grande, na tarde deste domingo.

Em meio a participações como as de Katy Perry, Marcos Mumford e Miley Cyrus, lá estavam dois desafetos antigos que realizaram uma parceria improvável no palco: Liam Gallagher e Chris Martin, do Coldplay.

Tudo bem que, na verdade, essa briguinha sempre partiu do ex-Oasis, que diversas vezes xingou o vocalista do Coldplay publicamente. Chris, por sua vez, sempre retrucou dizendo ser fã do próprio Liam e do Oasis. Coisas de Liam Gallagher, que já havia feito um show ontem mesmo no festival Rock Im Park, em Nuremberg (Alemanha), e voou rápido para Manchester para marcar presença.

O que importa é que, no palco, a dupla protagonizou um dos pontos altos do evento ao mandar a clássica “Live Forever”, um dos hinos da ex-banda dos Gallagher, lançado no disco de estreia do Oasis, “Definitely Maybe”, em 1994. Chris ainda cantou outra clássica, “Don’t Look Back In Anger”, esta gravada na voz do Noel, ao lado de uma Ariana bem admirada. Os vídeos falam por si.

* Nesta segunda, Liam não deixou de tirar uma casquinha de Noel, que não apareceu no show beneficente. Em seu Twitter, o Gallagher caçula pediu desculpas pela ausência do irmão, que está em férias com a família, e o chamou de, no mínimo, “infeliz”.

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