Em oslo:

Popload na Noruega. O show do FIDLAR: “The real deal”

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* Popload em Oslo. O último post. But not least.

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Ontem, último dia, deixei para visitar a principal loja de disco da Noruega, a Big Deeper. Queria comprar o álbum do Radiohead, que eu não tinha, e fui levado a gastar uma bela grana no vinil de 180 gramas que os caras tinham lá.

Cheguei à Big Deeper por indicação de sites e dos locais que eu conversei, dizendo que é a loja mais próxima de Londres fora da Inglaterra. Ou um outro brincando que era o tipo de loja que alguém do Pitchfork vai montar, quando vierem ter uma base em Oslo. Quando vi que eles tinham uma barraca dentro do Øya Festival, percebi que era lá que eu queria ir.

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Não só achei essa edição especial do novo do Radiohead como encontrei também o “black vinil” do primeiro e único disco dos Modern Lovers, a seminal banda americana do Jonathan Richman, lá dos anos 70, um dos álbuns do meu Top 10 da vida.

Mas nem o Radiohead (“Very good”), nem o Modern Lovers (“Classic”), na minha pilhinha de compras, foi o que mais chamou a atenção do norueguês balconista cool da Big Deeper, que em cinco minutos de papo mostrou saber mais de música brasileira do que eu.

Foi o mais recente álbum do FIDLAR, molecada doida punk e skatista de Los Angeles, que foi atração do Øya no dia anterior. “Você viu os caras ao vivo? Fiquei impressionado”, disse o cara da Big Deeper. “Eles não têm nada de novo, e fazem até o gênero engraçadinho, para mim. Mas tocam muito, as músicas são boas uma atrás da outra e, no meio dessa galera nova de hoje, são o ‘real deal’.””

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Faço minhas as palavras do balconista da Big Deeper. Acrescentaria que me impressionou no som do FIDLAR, ao vivo, a aparente displicência da banda em tocar, mas conforme o show vai passado vc percebe que, na verdade, do primeiro grito da primeira música ao último da última eles estão é se divertindo como se estivesse tocando nos bares sujos de LA em que começaram.

Não foi uma nem duas as vezes em que o líder do grupo, o japa havaiano Zac Carper mostrou um encantamento surpreso ao ver que o público norueguês, no primeiro acorde, reconhecia a música a ser tocada no palco.

Veja abaixo dois sons do grupo californiano FIDLAR ao vivo no Øya Festival 2016. Os hinos “Why Generation”e “Drone”.

** A Popload viajou a Oslo, Noruega, a convite do Øya Festival.

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Øya Festival. New Order, Foals, Jamie XX e Savages na Noruega

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* Popload na Escandinávia.

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Depois de praticamente uma semana de Øya Festival, um dos grandes eventos de música da região gelada e loira da Europa, que acabou ontem, a gente vai desovar abaixo uns vídeos de atrações britânicas que estiveram na escalação do festival de Oslo, na Noruega.

Dos veteranos do New Order tocando megahit ao gênio novo Jamie XX tocando The XX (mais ou menos) em trecho de sua discotecagem, passando pelo sempre acachapante show do Foals (19 de outubro em São Paulo, no Cine Joia) e o incrível pós-punk atualíssimo do Savages.

** A foto do Jamie XX da home da Popload é de Fotograf Frøydis Falch Urbye

*** A Popload está em Oslo, Noruega, a convite do Øya Festival.

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Noruega. Øya Festival consagra Massive Attack e o… Skepta

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* Popload em Oslo. A cidade-modelo, capital-beta, a terra da maior qualidade de vida da Europa, a das esculturas bem lokas.

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* A gente fala que São Paulo às vezes tem as quatro estações no mesmo dia, mas ninguém leva isso tão a sério e a extremos como Oslo, do pouco que eu pude sentir aqui. E só com duas estações: a mais quente e a mais fria. O verãozão em Oslo, entre 12 e 15 graus, ontem reservou dia de um sol lindo. Exposto a ele, a temperatura ia a uns, sei lá, 22. Quando rolava a sombra, alguma nuvem o tampava, caia para uns 8.

* E quando o melhor show do primeiro dia do Øya Festival, o do parque em sim, quatro palcos e uma tenda eletrônica cheia de atrações europeias e americanas, foi o do rapper britânico Skepta? Olha o que o grime está aprontando na cena… Nem se fala nos Estados Unidos, se misturando com a cena hip hop local. Graças ao Zane Lowe, a Beats 1, à Apple Music. Mas isso é um assunto para depois.

* Claro, teve o magistral Massive Attack, num concerto triunfal, diversificado, bonito de ver. E com o resgate daquilo que mais deu fama ao trip hop roots do grupo inglês: a atmosfera criada ao vivo. Se você penetrá-la, é showzão. Mas o que eu digo sobre o Skepta é o que eu mais gosto em uma apresentação: a troca de energia com o público. Essa foi brutal. Aquele exército de loiras novinhas se matando ao som do Skepta. Foi impressionante.

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* E essa Christine & The Queens, acima, francesa bombator com deliciosas canções pop e um show no limiar do cafona, com muitas covers e dancinhas, mas que ela não só não deixa a coisa descambar como se transforma numa figura magnética no palco. Gostava dela antes. Gosto mais agora depois de vê-la ao vivo.

Abaixo, mais algumas fotos e vídeos ainda do primeiro dia do Øya Festival no parque, na quarta-feira. Fico devendo o mesmo sobre os shows de ontem:

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Anthony Gonzalez na fase capuz do comecinho do show às vezes ótimo, às vezes sonolento do M83 no Øya Festival

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O frenético artista grime britânico Skepta, em seu show no menor e mais vibrante palco do festival norueguês

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** A Popload está em Oslo, Noruega, a convite do Øya Festival.

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Popload na Noruega. Show nas alturas, Massive Attack e o Øya Festival no parque

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* Popload em Oslo, Noruega.

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Frio e chuva no verão norueguês. E o Øya Festival 2016 tem show até numa estação de ski, no alto. Nas alturas, vi uma dupla muito boa daqui, chamada Ary, que é o nome da cantora, na foto abaixo. Meio Grimes, mas com um peso e sonoridade impressionantes. A menina, Arys (com “esse”), faz várias vozes, do etéreo ao raivoso, nem sempre sob efeitos técnicos do parceiro.

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Ontem, na fase de clubes do festival, chamada Øya Night (shows em 23 casas da cidade, em que para quase todas da para ir a pé), presenciei uma banda de certo nome aqui, Dig Deeper, apresentação recomendadíssima pelo próprio festival, fazendo um show num delicioso e quente clube batizado de Mono, que fica num beco de Downtown, lugar onde passa todas as novidades da cena nórdica, disseram. O Dig Deeper já é muito grande para o local, então estava entupido. A banda vai na linha War on Drugs de trip psicodélica urbana, tipo assim. Gravei a última música deles. Deve ser o hit.

Hoje o festival começa no Toyenparken, um dos grandes parques de Oslo, no Øya Day. O festival ocupa mais ou menos 1/4 do Toyen, apenas. Na parte do morro, para transformar os palcos em arenas naturais. E fica do lado do museu Munch, que imortalizou o quadro “O Grito”. Aqui vende até roupinha de criança com a “incômoda” figura expressionista.

Christina & The Queens, The Last Shadow Puppets, os locais Aurora, M83 e Skepta são os destaques do dia. A Anohni furou. Não vem mais.

Tem também o grande grupo inglês Massive Attack, hoje aqui no Øya, um dia depois de lançarem o falado vídeo para a música “The Spoils” com a ótima Hope Sandoval (Mazzy Star) no vocal e apresentando a mais que ótima atriz Cate Blanchet. A estrela australiana sofre interferências em sua bela cara, por assim dizer. Veja abaixo. “The Spoils”, que foi lançado como single agora no final de julho, apareceu primeiro no app que a banda fez para o iTunes, chamado Fantom. Tem mais duas músicas novas lá: “Come Near Me”, que também foi lançado como vídeo ontem, tem como vocal convidado o Ghostpoet e traz a participação da atriz kosovar Arta Dobroshi, e “Dear Friend”, música talvez para o Tricky, que voltou a colaborar com a banda pela primeira vez desde que deixou o grupo, em 1994. O show de hoje do Massive Attack no Øya Festival, aqui na Noruega, contará com a participação do grupo escocês de hip hop Young Fathers.

** A Popload está em Oslo, Noruega, a convite do Øya Festival.

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Popload na Noruega. Øya Festival 2016, o mais “decente” festival do planeta, começa hoje

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* Live from Oslo.

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É tudo o que você quer de um festival. No centro da cidade (Oslo), sem perrengue para ir e vir, realizado em um belo parque (Tøyen Park) cercado de museus, cafeterias com assinatura, pizzarias e hotéis. E tem a fama de ser o festival “mais limpo” da Europa (imagino que dá para incluir os americanos e os brasileiros aqui), no sentido de ser verde e camarada com o meio ambiente.

O moderno transporte público norueguês que serve o Tøyen Park é o que menos emite CO2 no continente. Quase não há desperdício de comida (o que sobra é diariamente distribuído em abrigos de necessitados). Consequentemente quase não tem lixo e o que tem não escapa da reciclagem. Praticamente toda a energia usada para botar as bandas em funcionamente é sustentável. Até os banheiros são orgânicos, dos assentos ao papel higiênico. E 50% da comida vendida nos quiosques do Øya Festival são apresentadas em opções variadas sem uso de carne animal.

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E, claro, tem as atrações. O line-up deste ano chega a ser fabuloso no sentido de ser (quase) diferente da maioria dos festivais europeus que ficam reciclando as mesmas atrações. A curadoria do Øya é forte.

Tirando as pencas de bandas escandinavas à disposição, e austríacas e alemãs e francesas, a edição 2016 do principal festival norueguês elenca nomes como PJ Harvey, Jamie XX, New Order, Anohni, FIDLAR, Chvrches, Mastodon, Massive Attack, M83, Last Shadow Puppets, Grace Jones, Foals, Prins Thomas, Savages, .Paak, Daughter, Alunageorge, Christina & The Queens, Floating Points, Julia Holter, The Black Madonna, Skepta, Eagles of Death Metal, DJ Koze, Giant Sand, The Damned e muitos outros.

O Øya Festival começa hoje em clubes, tem a parte dia e a parte noite, depois amanhã vai para o parque. O festival segura bem, sem tretas, um público de 70 mil pessoas.

Nos próximos dias, a Popload vai trazer informações pop do Øya, de Oslo, da Noruega e da Europa em geral, aqui no site, instagram (@lucioribeiro), snapchat, facebook, twitter e o escambau.

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** A primeira foto é do Øya Festival do ano passado. A do meio é da edição de hoje do jornal norueguês “Aftenpoften”, que traz uma edição especial do festival. Acima, PJ Harvey em ação em junho no Primavera Sound, de Barcelona, em imagem de Christine Goodwin para o “NME”.

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