Em OutKast:

O indie e o pop se chocam no show do Car Seat Headrest: Will Toledo cantou e dançou OutKast

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Foto: Heather Kaplan

Foto: Heather Kaplan

No início deste ano, o delicioso Car Seat Headrest, do pequeno gênio Will Toledo, relançou o disco “Twin Fantasy”, e desde então o grupo caiu na estrada para divulgar o novo-velho projeto.

A turnê atualmente acontece pelos Estados Unidos e, no último final de semana, a banda se apresentou na icônica Seattle. Os shows têm reservado algumas surpresas e a terra do grunge viu o Car Seat Headrest tocar… Outkast.

Foi logo no fim da apresentação, durante outra cover, do Dexys Midnight Runners, que Toledo emendou o superhit “Hey Ya”. O resultado da cover improvável pode ser conferido abaixo.

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Inspirado no OutKast, Cage the Elephant mostra o single novo em session acústica

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Um dos derradeiros álbuns de 2015 será lançado pela banda norte-americana Cage the Elephant. “Tell Me I’m Pretty” chega ao mercado na semana que vem, dia 18 de dezembro, e o grupo do distinto Matt Shultz já está dando seus pulos por aí para divulgar a obra.

Quarto disco de estúdio deles, o registro é o sucessor do bom “Melophobia” (2013) e tem produção assinada por Dan Auerbach, líder do Black Keys, cada vez mais fazendo coisas longe do Black Keys.

O primeiro single do álbum é “Mess Around”, que já vem fazendo certo barulho nas rádios alternativas pelo mundo há algumas semanas. O som, diz o Matt, foi inspirado no OutKast, e teve sua ideia central originada após o show de reunião do grupo de Andre3000 no Coachella, ano passado.

A faixa, que é cheia de energia e bebe da fonte de outras bandas como Byrds e Creedence Clearwater Revival, foi tocada pelo grupo em uma session acústica para a rádio SiriusXM. A versão ficou linda.

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Foi mal, senhora Jackson. Outkast no Austin City Limits

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* Popload no Texas. Eu e o André.

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* Instituição do hip hop americano, o duo Outkast, constituído por André 3000 e Big Boi, foram uma das grandes atrações do Austin City Limits no final de semana. O show, do grupo que reviveu neste ano para tocar o que se chama de “última tour para todo o sempre”, chegou a ser emocionante, muito desta emoção partindo do público para o palco. Outkast tem muita história no rap dos EUA, para além de “Hey Ya”.

Eu só gostaria de saber por que o André, do André 3000, leva acento, tipo em português. Enfim.

Abaixo tem eles em performance da maravilhosa “Ms. Jackson”, do álbum “Stankonia”, de 2001, o disco anterior ao de fama mundial, “Speakerboxxx/The Love Below”, de 2003.

Tem ainda uma colagem de diferentes momentos do show, incluindo a chatura que foi a introdução de “Hey Ya” (a música depois foi demais!) entre outras coisas. E o terceiro vídeo traz eles entrando no palco e abrindo a apresentação com “B.O.B.”.

Agora Boi e 3000 tocam em três festivais que restam dos EUA e talvez acabe. Talvez não.

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* A Popload está em Austin a convite do Texas Tourism.

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Popload no Texas. Austin City Limits, o festival que termina hoje, deixa Austin sem limites

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* Popload em Austin, Texas!

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Austin é a cidade mais absurda e bacana dos EUA. Ok, não conheço Portland (ainda), uma vergonha no meu currículo. Mas aqui, se não é a capital da música no mundo, como eles mesmo dizem, eu não sei onde é? Fora que me contaram na van, no papo de boa-vindas do aeroporto para o hotel, que é a cidade mais cara para se morar hoje nos EUA. Pensa. Mais que Manhattan.

E é a cidade que tem o South by Southwest. Em que o Tarantino tem um cinema dele. Que tem uma parede em Downtown com o desenho do Sapo Cósmico do Daniel Johnston. E que está sendo chamada nos últimos anos de “Silicon Hills”, uma alusão ao território californiano do Vale do Silício, o Silicon Valley, já que Apple, Google, IBM, Microsoft, HP, Dell estão abrindo grandes escritórios e fábricas por aqui.

Que tem uma ponte roxa, a Purple Bridge, em um dos cantos da cidade, em que na primavera (parece) cerca de 2 milhões de pássaros diversos visitam por duas semanas no ano, por algum motivo.

Que tem uma ponte, essa famosa, na Congress Avenue, onde moram um milhão de morcegos. Que meia hora depois do pôr-do-sol vem gente de todo lugar, por terra ou pelo rio, para ver a revoada dos bichos, que acordam juntos e saem para caçar.

E a janela do meu quarto, no hotel onde estou hospedado, tem vista para essa ponte “especial”.

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Quando você chega a Austin, o recado é dado logo na chegada ao aeroporto, onde de sexta até domingo acontece o megafestival Austin City Limits. Em camisetas nas lojas de souvenirs ou até em faixas de “boas-vindas” a forasteiros no setor de bagagem podem ser lidos os seguintes lemas locais: “Não Bagunce com o Texas” e “Mantenha Austin Esquisita”, slogans de campanhas de marketing de outros significados (lixo na rua, incentivo a novos negócios) que ganharam força ao serem adotados em um sentido cultural. Tipo “caiu no gosto da galera”. E a galera de Austin é a galera da música.

A despeito dos avisos, o rapper Eminem, o ícone grunge Pearl Jam, os ressurgidos Outkast mais Beck, Lana Del Rey, Lorde e dezenas de outras atrações prometem bagunçar o fim de semana, a partir de hoje, daqui a pouco, dessa pequena grande cidade do Texas com a segunda etapa de um dos últimos festivais abertos dos EUA no ano, porque o inverno, mesmo essa região famosa por ser quente, está chegando.

Ao mesmo tempo, esse festival de grandes nomes, interessantes atrações de médio porte e selecionadíssimo grupo de novos artistas ajuda a manter Austin “normal”, dentro de sua esquisitice texana.

O Austin City Limits Music Festival, evento que repete sua programação por dois finais de semana seguidos com pouquíssimas variações em sua escalação (Lorde, por exemplo, não tocou na semana passada), acontece no Zilker Park, para uma média de 75 mil pessoas/dia.

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Austin City Limits (ACL) é a marca patenteada de uma instituição musical de uma das cidades mais musicais dos EUA. Começou como um pequeno programa de TV para incentivar artistas locais, ganhou projeção nacional, abriu portas para bandas de todo o mundo, virou há pouco tempo uma imponente casa de shows fechada com capacidade para quase 3 mil pessoas e, desde 2002, é um dos festivais abertos que mais crescem na América.

O evento, que ainda destacará Skrillex, Spoon, Avett Brothers, Interpol, The Replacements, St. Vincent, Jenny Lewis, Catfish and the Bottlemen e Calvin Harris, serve também para manter a fama de Austin como a “Live Music Capital of the World”.

Austin tem sete festivais durante o ano, entre eles o gigantesco South by Southwest, uma das maiores vitrines da nova música mundial com mais de mil atrações que se espalham por boa parte de suas 250 casas de shows catalogadas.

O Sxsw, que acontece em março, ainda é famoso pelo festival de cinema e pela porção Interativa, apontando tendências de música, marketing e internet e atraindo cada vez mais um número enorme de jornalistas e publicitários atrás de exercícios para enxergar o futuro. Ou entender o presente.

Voltando ao Austin City Limits Music Festival, deste final de semana, de hoje, amanhã e depois, o evento abre espaço ainda a uma feira de arte para incentivar os artistas locais e alimenta todo mundo não com hambúrgueres gosmentos típicos de grandes festivais, mas sim com comida de produtores locais ou das famosas churrascarias da cidade, obviamente com grande opção de alimento gluten free e vegetariano. Tudo para manter Austin uma cidade esquisitamente normal.

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** A Popload está no Texas a convite do Texas Tourism.

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Lollapalooza acaba hoje em Chicago, transmitindo shows de Flume, Kings of Leon e Skrillex

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****ATUALIZADO*****

* Se você acha que o Lollapalooza paulistano é o festival mais difícil de ir de um palco a outro, os extremos, precisa conhecer o Lollapalooza original, de Chicago, este que tem sua edição de 2014 acontecendo a partir de amanhã até domingo, no Grant Park, gigante espaço no coração da cidade de Chicago perto do Lago Michigan e de um dos visuais de prédios mais cool do mundo. Não é fácil atravessar o parque se esquivando de 100 mil pessoas em uma temperatura de 40 graus, costumeiramente. Isso quando não chove e tem tempestade para tumultuar um pouco mais.

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O Lollapalooza americano abre hoje com a mistureba de headliners que tem Eminem, Outkast, Kings of Leon, Arctic Monkeys, Skrillex e Calvin Harris como nomes mais reluzentes, mas um recheio indie, eletrônico e hip hop de elenco que quando se olha o cartaz é difícil imaginar QUEM NÃO está tocando em Chicago.

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Mas vai ter o Lolla no sofá, ou Lolla no trabalho, ou o Lolla no celular para quem não estiver em Chicago desta sexta a domingo, também. E o festival divulgou sua graaaaande programação de shows a serem transmitidos ao vivo nos três dias, por três canais. Programe-se:

SEXTA
16h – Into It. Over It. (3)
16h15 – Wrestlers (1)
16h15 – Courtney Barnett (2)
17h – Bombay Bicycle Club (1)
17h – J. Roddy Waltson & The Business (2)
17h – Brillz (3)
18h – Jagwar Ma (2)
18h – Perry/Etty vs. Joachim Garraud (3)
19h – Interpol (1)
19h – Portugal. the Man (2)
19h – Blood Orange (3)
20h – CHVRCHES (1)
20h – Above & Beyond (2)
20h – Rudimental (2)
21h – Lorde (1)
21h – Broken Bells (3)
21h15 – The Glitch Mob (2)
22h – Lykke Li (3)
22h30 – Arctic Monkeys (1)
22h30 – Zedd (2)
23h – Phantogram (3)

SÁBADO
16:15 – Wildcat! Wildcat! (1)
17h – Meg Myers (2)
17h – Kate Nash (1)
17h15 – Duke Dumont (3)
17h45 – The Temper Trap (2)
18h – Vance Joy (1)
18h45 – Grouplove (2)
19h – Fitz & The Tantrums (1)
19h15 – Smallpools (3)
19h45 – Manchester Orchestra (2)
20h – Gramatik (3)
21h – Foster the People (1)
21h – Martin Garrix (3)
22h – Jenny Lewis (2)
22h – The Head and the Heart (3)
22h15 – OutKast (1)
22h45 – Krewella (3)
23h – Cut Copy (2)

HOJE
16h05 – Shy Girls (1)
16h05 – Bear Hands (2)
16h15 – Lindsey Lowend (3)
16h35 – Gemini Club (1)
16h45 – White Denim (2)
17h – GTA (3)
17h15 – Bleachers (1)
17h30 – Trombone Shorty & Orleans Avenue (2)
18h – Cage the Elephant (1)
18h – RAC (3)
18h30 – London Grammar (2)
19h – Chromeo (1)
19h – Glen Hansard (3)
19h30 – The 1975 (2)
20h – The Avett Brothers (1)
20h – The Airborne Toxic Event (3)
20h15 – Flosstradamus (2)
21h15 – Childish Gambino (1)
21h15 – Young the Giant (2)
21h45 – Flume (3)
22h30 – Kings of Leon (1)
22h30 – Skrillex (2)
22h45 – Chance the Rapper (3)

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