Em panorama festival:

O amor e a paranoia do Tame Impala, ao vivo em Nova York

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Fotos: Getty

Fotos: Getty

Foram cerca de dois anos na estrada promovendo o disco “Currents” e, agora, o Tame Impala deve sumir um pouco. Os, por agora, últimos shows da banda australiana aconteceram neste final de semana em Nova York.

Na quinta-feira, eles fizeram uma apresentação no Capitol Theater, em Port Chester, que serviu como aquecimento para o show mais importante da semana, no Panorama Festival.

A grande novidade do setlist ficou por conta da inclusão de “Love/Paranoia”, desse álbum mais recente. A faixa nunca tinha sido tocada ao vivo até quinta-feira. Como não pintou nenhum registro do show menor, a gente fica com a versão feita no festival.

“Love/Paranoia” e o show completo, no caso. Ambos podem ser conferidos abaixo, até o YouTube deixar.

TAME IMPALA – SETLIST
1:07 Nangs
3:12 Let It Happen
11:31 Sundown Syndrome
16:46 The Moment
21:35 Mind Mischief
24:07 Elephant
27:48 Why Won’t You Make Up Your Mind?
33:02 The Less I Know The Better
33:58 The Less I Know The Better (Restarted)
38:01 Eventually
45:38 Yes I’m Changing
50:31 Alter Ego
56:15 Love/Paranoia
1:00:07 Apocalypse Dreams
1:11:21 Feels Like We Only Go Backwards
1:15:19 New Person, Same Old Mistakes

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“Novo Coachella”, de Nova York, teve de SIA a Diplo, mais uma le tigre e um beastie boy

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* Nesta era doida de festivais sem fim, principalmente no verão dos países “lá em cima”, que engloba Europa e EUA, aconteceu neste final de semana a primeira edição do Panorama Festival, evento de música e arte talhado pela produtora multimilionária Golden Voice para ser o “Coachella da Costa Leste”. Pois bem.

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O festival, armado na Randall’s Island, uma ilha de rio entre Manhattan e o Queens, que no passado entre outras coisas era utilizada para isolar os doentes de varíola, teve como headliners a banda canadense Arcade Fire e seu show de sempre, para o bem e para o mal, o Kendrick Lamar e o caseiro LCD Soundsystem, que diferentemente do que viu diante de si no festival escocês T in the Park, teve um enorme público para prestigiá-lo. New York I love you and you bring me up, James Murphy deve ter pensado.

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Outras atrações bombator do Panorama, pelo que li/acompanhei, foram a incrível SIA, a farra do Major Lazer do Diplo, o show novo do Blood Orange e o Despacio, a tenda soundsystem bem louca do James Murphy e dos 2ManyDJs, com sete torres de som ao redor da pista, um globo giga ao centro e o foco não no DJ, mas sim na galera. Vocês lembram-se disso no Coachella, né?

Teve Broken Social Scene, The National, Kurt Vile e Sufjan Stevens para os indies das antigas. E Daughter, Anderson.Paak, Julian Ruin (a banda da heroína Kathleen Hanna, ex-Le Tigre e pilar do movimento GLS da música na maior cidade do mundo) e o Front Bottoms para os avant-indies. E vários outros.

Fizemos uma compilação rápida de uns momentos bons deste primeiro Panorama, as it follows.

* Beastie boy original, músico do lendário grupo de hip hop do pedaço, encheu de som de sua ex-banda em DJ set disputadíssimo, no Panorama. Tipo assim:

* Arcade Fire marchando entre o público no final do show, batucando e metalizando David Bowie com a Preservation Hall Jazz Band. Reinterpretaram “Rebel Rebel”, “Suffragette City” e “Heroes” de modo zoneado. Aqui, a parte de “Heroes”.

* A balada do Despacio em 11 minutos.

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