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Save a prayer: Eagles of Death Metal homenageia memória de vítimas de ataque em Paris após dois anos

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Fotos: Getty

Fotos: Getty

O 13 de novembro vai ser para sempre uma data especial e marcante para a França. Foi nesta data, em 2015, que a cidade de Paris vivenciou um dos maiores atentados terroristas de sua história, quando 130 pessoas foram mortas em seis ataques simultâneos, o pior deles na casa de shows Bataclan, durante show do Eagles of Death Metal, que registrou 89 vítimas fatais.

Para celebrar a memória dos que se foram, sobreviventes ao ataque realizaram ontem um evento em homenagem às vítimas na sede da prefeitura do 11º distrito da cidade.

O cantor Jesse Hughes e o guitarrista Dave Catching compareceram à cerimônia e cantaram “I Love You All The Time” e “Save a Prayer”, cover do Duran Duran, que acabou se tornando símbolo de todo o terror, uma vez que a canção foi a última tocada pelo grupo antes do ataque se iniciar na casa de shows.

“Estou feliz por ver todos vocês. A única razão por ainda estarmos de pé é porque todos continuam amando o rock’n’roll”, disse Hughes, antes de entregar flores brancas para os presentes. Entre os homenageados está Nick Alexander, que fazia parte do staff da banda, e foi morto durante o ataques.

A apresentação intimista pode ser conferida abaixo.

Parquet Courts em Paris, o show completo e incompreendido

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No fim do mês passado, a Popload teve a oportunidade de acompanhar in loco duas apresentações do delicioso Parquet Courts, na França. Uma em Strasburgo, num clubinho para tipo 400 pessoas, outra no Pitchfork Festival, em Paris, este em espaço bem mais abrangente e público idem.

Apenas dando uma recapitulada em linhas já publicadas por aqui na ocasião, o Parquet Courts é tipo que, se fosse um grupo dos anos 60, por exemplo, certamente seria tido como “transgressor”, numa linha Velvet Underground de ser. Com cinco discos lançados, dois EPs, às vezes com um nome diferente e outros projetos, às vezes dois álbuns no mesmo ano, eles têm a premissa, parece, de botar barulho onde não cabe barulho. De acalmar tudo quando o que sua audiência mais quer é pular e gritar junto. Mas hoje não é tão fácil ser, exatamente, um “transgressor”.

Voltando à Paris. O show no festival da P4K foi divulgado pela meca indie da internet em sua íntegra. Aquele show compacto e ainda mais rápido, em se tratando de Parquet Courts. Pouco mais de 46 minutos de apresentação, um tempinho besta de uma partida de futebol com os acréscimos. Com a mesma intensidade dos grandes jogos, talvez, apesar dos parisienses não demonstrarem isso.

Setlist
Master of my Craft
Borrowed Time
Dust
Human Performance
Outside
Paraphrased
Steady on my Mind
Bodies Made Of
Black and White
Berlin Got Blurry
One Man, No City
Light Up Gold

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Com show de Sting, Bataclan será reaberto um ano após os atentados terroristas

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Não será Pete Doherty, mas sim Sting o responsável por reabrir a icônica casa de shows Bataclan, em Paris, um ano após o atentado terrorista que matou 89 pessoas e deixou outras centenas feridas durante show do Eagles of Death Metal, em 13 de novembro de 2015.

O show do líder do Police, atualmente excursionando solo, será dia 12 de novembro, quatro dias antes dos dois shows do músico do Libertines, previamente anunciados como os primeiros da reabertura da casa. E portanto um dia antes do aniversário da tragédia.

Em comunicado divulgado à imprensa, Sting disse que o show será em memória aos que morreram naquela noite e também uma celebração à vida e ao que o teatro representa. A renda obtida com as vendas de ingressos serão revertidas para ONGs que prestam assistência às vítimas do ataque e suas famílias.

O Eagles of Death Metal anunciou para fevereiro do ano que vem o lançamento do documentário “Nos Amis (Our Friends)”, que vai relatar cronologicamente a noite que ficou marcada na história de Paris. A produção vai ao ar no canal pago HBO.

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Popload em Paris. Pitchfork Music Festival, dia 1

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O Pitchfork Festival Paris abriu sua edição 2016 convidando ao escuro. Realizado num enorme galpão de vidro e metal que já foi matadouro, hoje um “armazém cultural”, o evento teve como principal nome ontem um Nick Murphy que já foi Chet Faker. Mas vamos por partes.

O lindo Grande Halle de la Villette, parte de um complexo de centro cultural, casa de show e museu no parque de la Villette, em Paris, foi na maior parte do dia, na área que compreende seus dois palcos e o grande salão que os separa, apenas iluminado por feixes azul e rosa. O clima de um festival que prima pela atmosfera começava aí.

Nick Murphy, o maior nome do primeiro dia dos três do Pitchfork Paris, até pouco tempo atrás conseguiu prestígio na música mundial ao sair da Austrália e mostrar nos principais festivais europeus e americanos e inclusive no Brasil como Chet Faker, o ruivo barbudo hipster com voz de soulman aplicada à mais fina música eletrônica.

O nome artístico caiu e o batismo real tomou conta dessa nova sonoridade, ou novo caminho, como Murphy anunciou, mês passado, como uma “evolução que nasce agora”, o próximo passo, como ele justificou a morte de seu apelido famoso.

Mas o velho Chet Faker esteve presente em música na noite do primeiro show a valer como Nick Murphy, assim como suas canções “evolutivas”, a começar por “Fear Less”, apresentada no anúncio de mudança de nome, cujo direcionamento à nova fase o leva próximo às esquisitices experimentais do Radiohead, para citar um exemplo.

Murphy, como bom headliner, quebrou o protocolo visual do Pitchfork Festival, ao iluminar por vezes seu palco com um amarelo vivo. O galpão ficou diferente. Nick Murphy parece que chegou para ficar. Pelo menos por alguns anos.

O primeiro dia do Pitchfork Festival Paris começou cedo, a destacar o grupo americano Parquet Courts e o canadense Suuns, cada qual com seu culto indie particular, ambos botando guitarras estridentes para bagunçar de punk arte o festival que prima por seu lado eletrônico.

Tudo calmo, chegou então o lado eletrônico. O músico e neurocientista inglês Sam Shepherd comandou uma viagem de sound & vision com a faceta ao vivo, de seu projeto de sons programados Floating Points. Figuras geométricas iluminadas por néon serviam de fundo atrás da banda formada por Shepherd, que orquestrava sons etéreos que descambavam numa desordem auditiva e acabava.

Na sequência, do outro lado do Grande Halle, o famoso DJ e produtor californiano Joshua Davis, conhecido desde os anos 90 como DJ Shadow, que segue com seu belo trabalho de aproximação da eletrônica com o hip hop. E mais ainda, agora, com o dubstep. Se a palavra de ordem do Pitchfork Festival francês é “viajar”, Shadow proporcionou com um telão enorme e três painéis menores atrás deles, um deslocamento sensitivo ora ao calmo espaço sideral, ora à inquietude urbana de luzes de uma grande cidade à noite. Dá para imaginar qual hora o novo dubstep toca conta de seu som, não?

Talvez a melhor apresentação do dia, o duo inglês Mount Kimbie, encorpado com uma garota no sintetizador e um baterista. Foi tudo certo aqui. Melhor transposição de um som computadorizado para um ao vivo mais “orgânico”. Mescla de estilos, do indie ao experimental eletrônico, sem perder o clima e a unidade como banda. Uso mais sóbrio e eficaz de luz. A hora passou rápida quando o Mount Kimbie tocou.

*** Fotos: Robert Gil / Photoconcerts
281016_p01Chet Faker, agora Nick Murphy

281016_p03Mount Kimbie

281016_p04DJ Shadow

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281016_p06Parquet Courts

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Um vídeo publicado por @seb_snow em

Um vídeo publicado por Nick (@njcanessa) em

**** A Popload viaja pela Europa à convite da Air France.

Com show de Peter Doherty, Bataclan de Paris será reaberto em novembro

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16/11/16. Exatamente um ano e três dias após a tragédia que abalou e assolou Paris, a casa de shows Bataclan, principal alvo dos terroristas nos ataques do fim do ano passado, vai reabrir.

Em anúncio postado na conta oficial do local no Facebook, foi informado que o músico inglês Peter Doherty, do Libertines, fará o primeiro show após a reabertura da casa. Não é possível esquecer, cerca de 90 pessoas morreram durante o show da banda norte-americana Eagles Of Death Metal nos ataques terroristas de 13 de novembro.

Mês passado, o vocalista Jesse Hughes induziu que desconfiava que alguns seguranças que prestavam serviço na casa naquele dia estavam envolvidos no plano de ataque do Estado Islâmico. Outra banda que tocará nos primeiros dias de reabertura do Bataclan é o Nada Surf.

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