Em parquet courts:

Parquet Courts também na TV, mostrando uma quase-faixa (!) do disco novo. E uma maravilha antiga como bônus

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* Outro que apareceu em programa de TV americano, desta vez num vespertino, o que torna o troço mais “bonito”, foi a “excitante banda de indie rock” Parquet Courts. As aspas aí são da apresentadora Ellen DeGeneres, que recebeu os meninos do Brooklyn para uma performance ao vivo do novo single, “Watching Strangers Smile”, MAIS OU MENOS uma faixa do discazadalhaço “Sympathy for Life”, lançado no finalzinho de 2021, a tempo de entrar em listas de melhores do ano de veículos decentes. Explicamos:

“Watching Strangers Smile” era para ser faixa de “Sympathy for Life” mas estava inacabada na hora de o disco começar a ser fabricado e foi só entrar em edição do vinil japonês, como bônus. Nos EUA e Inglaterra, meteram a música como lado B do hit “Black Widow Spider”, para justificar o lançamento tardio, mas a edição japonesa bota a música, pelo menos no streaming geral, no lugar em que ela merecia estar.

A canção é bem importante, significativa, para o Parquet Courts. “Ela foi gravada durante as sessões de ‘Sympathy for Life’, mas ficou inacabada. Eu gravei os vocais por conta própria para não enlouquecer naquele primeiro verão de confinamento. Peço desculpas aos meus vizinhos pela longa tarde que passei gritando esses vocais no meu quarto”, explica o vocalista e guitarrista A.Savage.

Outra das bandas que “we love”, nos moldes do grupo do post anterior a este, o Parquet Courts ainda conseguiu cometer a maravilhosidade de tocar na Ellen, como um conteúdo extra apenas para a conta digital do programa, a música “Stoned and Starving”, talvez seu grande primeiro hit, de seu segundo hit lá de 2012.

Desculpe-nos os superlativos algo exagerados porém não imerecidos, mas a maravilhosa “Stoned & Starving”, assim de repente, num começo do ano agitado como o deste 2022, é de lavar nossa alma indie.

Repare na condução da música depois do minuto 5. Rola até um rap roqueiro do Savage cantor. Depois e antes, a barulheira de respeito que a gente adora.

Vixe!

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Os Melhores Discos de 2021 da Popload – internacional

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* Que ano desesperador de discos gringos bons, este 2021. Seja de bandas ou artistas novos, seja de bandas ou artistas se firmando, seja de bandas ou artistas já de certa carreira.

Primeiro foi difícil escolher dez para entrar no Top 10. Depois o drama foi botar numa ordem de predileção.

A escolha dos poploaders abaixo revela isso. Com exceção de uns quatro, cinco discos, quase tudo na lista dos oito votantes da Popload é diferente, diverso. Como foi diverso este ano que está acabando.

No caldo geral, na mistura, dá para sacar desta lista nossa que os três principais discos do ano, nesta ordem, são:

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1. Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz

2. “Happier than Ever”, Billie Eilish

3. “New Long Leg”, Dry Cleaning

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Uma artista em seu quarto disco, inglesa, mais para o hip hop. Um fenômeno americano novinho em seu segundo trabalho. Uma banda inglesa em seu álbum de estreia. O tom foi dado só aí.

Veja aí o que você acha de tudo e deixe sua opinião nos canais da Popload, principalmente lá no @poploadmusic, no Instagram, no post sobre esta lista.

Abaixo, (a lista d)os melhores do ano da Popload, por quem faz a Popload.

little-simz

** Lúcio Ribeiro

1. “New Long Leg”, Dry Cleaning
2. “Things Take Time, Take Time”, Courtney Barnett
3. “Happier than Ever”, Billie Eilish
4. “Sympathy for Life”, Parquet Courts
5. “Crawler”, Idles
6. “Montero”, Lil Nas X
7. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
8. “Comfort to Me”, Amyl & The Sniffers
9. “Spare Ribs”, Sleaford Mods
10. “Mirror II”, Goon Sax

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** Isadora Almeida

1. “Promises”, Floating Points
2. “New Long Leg”, Dry Cleaning
3. “Jubilee”, Japanese Breakfast
4. “Seek Shelter”, Iceage
5. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
6. “Drunk Tank Pink”, Shame
7. “Collapsed in Sunbeams”, Arlo Parks
8. “Mood Valiant, Hiatus Kaiyote
9. “Absolutely”, Dijon
10. “Man Made”, Greentea Peng

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** Vinicius Felix

1. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
2. “Sympathy for Life”, Parquet Courts
3. “Heaux Tales”, Jazmine Sullivan
4. “Collapsed in Sunbeams”, Arlo Parks
5. “Sound Ancestors”, Madlib
6. “Happier than Ever”, Billie Eilish
7. “Ultrapop”, The Armed
8. “Valentine”, Snail Mail
9. “Bright Green Field”, Squid
10. “Call Me If You Get Lost”, Tyler, The Creator

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** Daniela Swidrak

1. “Loving in Stereo”, Jungle
2. “New Long Leg”, Dry Cleaning
3. “Blue Weekend”, Wolf Alice
4. “Collapsed in Sunbeams”, Arlo Parks
5. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
6. “For the First Time”, Black Country, New Road
7. “Daddy’s Home”, St Vincent
8. “Montero”, Lil Nas X
9. “On All Fours”, Goat Girl
10. “Spare Ribs”, Sleaford Mods

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** Dora Guerra

1. “Happier than Ever”, Billie Eilish
2. “El Madrileño” – C. Tangana
3. “Sound Ancestors”, Madlib
4. “Call Me If You Get Lost”, Tyler, The Creator
5. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
6. “Jubilee”, Japanese Breakfast
7. “30”, Adele
8. “Sensational” – Erika de Casier
9. “To Hell with It” – PinkPantheress
10. “Collapsed in Sunbeams”, Arlo Parks

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** Fernando Scoczynski Filho

1. “Hushed and Grim”, Mastodon
2. “L.W.”, King Gizzard & the Lizard Wizard
3. “Cavalcade”, Black Midi
4. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
5. “For the First Time”, Black Country, New Road
6. “If I Cant Have Love, I Want Power”, Halsey
7. “Daddy’s Home”, St Vincent
8. “The Witness”, SUUNS
9. “Sinner Get Ready”, Lingua Ignota
10. “The Turning Wheel”, Spelling

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** Alê Gliv Zampieri

1. “OK Human”, Weezer
2. “Comfort to Me”, Amyl & The Sniffers
3. “Hushed and Grim”, Mastodon
4. “Van Weezer”, Weezer
5. “The Lunar Injection Kool Aid Eclipse Conspiracy”, Rob Zombie
6. “Medicine at Midnight”, Foo Fighters
7. “Typhoons”, Royal Blood
8. “Aggression Continuum”, Fear Factory
9. “As Blue as Indigo”, Tigercub
10. “Future Past”, Duran Duran

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** Tallita Alves

1. “Blue Weekend”, Wolf Alice
2. “Screen Violence”, Chvrches
3. “Happier than Ever”, Billie Eilish
4. “Sling”, Clairo
5. “Beginnings”, Prudence
6. “Daddy’s Home”, St Vincent
7. “Sometimes I Might Be Introvert”, Little Simz
8. “30”, Adele
9. “Promises”, Floating Points
10. “Priotise Pleasure”, Self Steem

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Parquet Courts não é o Parquet Courts tocando no vídeo do Parquet Courts

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* Foi um jeito meio ortodoxo de acabar sua série de vídeos oficiais lançada para ilustrar faixa a faixa de seu mais recente disco, o simpaticaço “Sympathy for Life”, seu sétimo álbum, que saiu no final de outubro.

Para a última música, a lentosa faixa “Pulcinella”, o vídeo traz outra banda interpretando a canção, na verdade uma dupla, com uma instrumentação, um drive, diferente. Em vez da banda de guitarras, um pianista e um saxofonista interpretando “Pulcinella”.

E, quer saber, ficou linda demais. Ainda porque tem toda uma teatralidade nas imagens, meio uma Broadway triste, que combina com o estilo psicodélic0-urbano que o Parquet Courts quis dar a este álbum, desnecessário dizer um dos melhores de 2021 no nosso crivo particular e humilde.

Seguem a versão oficial diferente de Pulcinella, não com o Parquet Courts. E a do disco, agora com eles mesmos.

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Top 10 Gringo – Idles emplaca outra música matadora no ranking. Parquet Courts já virou sócio do Top. E o Rick Ross surge para engrossar esse pódio

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* A gente cogitou que os gringos iam começar a pegar leve nos lançamentos. Erramos. A semana veio com novidades como se nem tivessem saído já quase todas as listas de melhores do ano, que costumam encerrar a temporada. Falta a nossa lista, é verdade. Já já sai.

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1 – IDLES – “When the Lights Come on”
A letra desta música tem algo de indecifrável, ainda que saibamos que é a viagem de alguém na balada quando tudo começa a ficar claro. Mas a pegada e energia contaminam quem não entende uma palavra de inglês. Poderia ser um comentário nosso, mas é preciso ser justo, alguém acertou lá nos comentários do YouTube do vídeo da música, “uma das mais sombrias da banda, lembra Joy Division”.

2 – Parquet Courts – “Marathon of Anger”
Uma das coisas que mais escrevemos sobre música brasileira em 2021 foi que ela sonhou e pensou mundos melhores. Essa é um pouco a vibe desta canção da banda nova-iorquina Parquet Courts. Estamos em uma maratona de ódio, mas o que fazer com isso? A banda enxerga a solução quando vê a cidade se mover não para trabalhar, mas para protestar durante o Black Lives Matter. É em torno da recuperação da noção de comunidade que o Parque Courts enxerga uma superação do estado atual das coisas.

3 – Rick Ross – “Outlaws (feat. Jazmine Sullivan and 21 Savage)
Dona de um dos discos do ano, Jazmine Sullivan coleciona participações especiais. Neste ano ela chegou bem no disco do Leon Bridges. E agora repete a dose nesta colab com Rick Ross, que traz um arranjo caprichado no coro vocal. É de arrepiar e de fazer inveja as melhores produções do Kayne West. Sério.

4 – Tame Impala – “No Choice”
Quantas bandas pelo mundo não amariam ser o Tame Impala? E todas elas colocariam “No Choice” como principal single do novo álbum. Mas Kevin Parker e cia jogaram ela no lado B, algo que nos lembra dos melhores momentos dos irmãos Gallagher empurrando pedras preciosas nos lado B dos singles do Oasis. Para quem pode.

5 – Neil Young – “Welcome Back”
A guitarra do eterno Neil Young tem uma personalidade reconhecível à distância. Um timbre que permanece disco após disco. E quando ele chega para solar na longa viagem de oito minutos aqui são poucos que podem competir. Tudo é bonito e até as pequenas escorregadas, se é que dá para falar nesse termo, se tornam música.

6 – Beach House – “Over and Over”
E o duo americano de dream pop classe Beach House segue revelando aos poucos seu novo álbum duplo, “Once Twice Melody”. E o nível segue lá em cima. No melhor momento, a dupla entrega esta música de mais de sete minutos que passam voando de tão bonitos, carregando uma letra um tanto quanto misteriosa porém belíssima. Voltamos aos comentários do YouTube, onde você pode encontrar um monte de fãs emocionados – desde o que se emocionou escutando a música comendo um lanche até o que declarou que esta é a música com sete minutos mais curta da história.

7 – Gabriels – “Blame”
A voz do momento: Jacob Lusk. Ele é o cara que conduz a beleza produzida pelo grupo californiano Gabriels, que ainda conta com os produtores Ari Balouzian e Ryan Hope. Eles têm uma boa estrada, mas só agora começaram a ganhar um devido reconhecimento – muito por conta do apoio generoso de nomes como Elton John, Celeste, Paul Weller, o radialista Gilles Peterson e o já saudoso Virgil Abloh, gênio da moda que partiu recentemente.

8 – Miso Extra – “1013”
Vai lá e conta para todo mundo que você começou a escutar Miso Extra antes de todo esse mundo – quase desconhecida ainda, a rapper leva sua origem meio inglesa e meio japonesa para sua música, um hip hop com versos em, isso mesmo, inglês e japonês. Lembra em uns momentos algumas coisas do Gorillaz, talvez. Mas carrega uma identidade própria bem marcante, até.

9 – Hippo Campus – “Boys”
Anota aí. Banda que vai ficar gigante real em 2022: esses caras de Minnesota. O quinteto já tem uma longa estrada, dois álbuns lançados e muitos elogios colhidos por aí, mas tudo indica que seu terceiro álbum, a ser lançado ano que vem, é daqueles que mudar o patamar de um grupo. Saca? Dos clubes para arenas, das arenas para estádios. Se bobear, é deles.

10 – Green Day – “She”
Agora que está na íntegra, é bom curtir alguns dos melhores momentos do Green Day na BBC. Pode agradar especialmente os fãs mais antigos, já que a coletânea cobre até a fase anterior ao bombado “American Idiot”.

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* A imagem que ilustra este post é do grupo inglês Idles.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Parquet Courts segue liberando seus vídeos oficiais diários. Veja o da incrível “Plant Life” (entre outros)

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* A banda nova-iorquina Parquet Courts, uma das grandes prediletas desta casa, segue soltando diariamente seus vídeos artsy do ótimo “Sympathy for Life”, um dos discos lindos de 2021.

O álbum novo em imagens, também chamado de “Sympathy For Life, Visualized”, de pegada psicodélica urbanaça, começou semana passada e tem entrado faixa a faixa toda tarde na conta do quarteto do Brooklyn no Youtube. Para ser mais exato, às 14h do horário brasileiro.

Vamos botar alguns dos “visualizers” que já rolaram aqui embaixo, porque VOCÊ MERECE.

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