Em parquet courts:

Andrew Savage, líder do Parquet Courts, continuará sendo cool sozinho em seu disco de estreia

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Integrante de um dos melhores grupos que apareceram no indie nos últimos anos, Andrew Savage, líder do incrível Parquet Courts, vai se aventurar em carreira solo e anunciou seu primeiro disco para o fim deste ano.

“Thawing Dawn” chegará ao mercado dia 13 de outubro, e o cantor terá seu nome assinado como A. Savage. O Parquet Courts, nesse meio tempo, continua normalmente com suas atividades, com ele incluído. O disco solo será nada mais que um projeto paralelo para Andrew encaixar alguns sons que tem guardado.

“Uma vez que percebi que eu tinha um pequeno trabalho que não cabia em nenhum outro lugar, comecei a examinar os pontos em comum: qual é o denominador de tudo isso e como eu posso expandi-lo?”, relatou, em um comunicado divulgado junto com o primeiro single, “Winter in the South”, que pode ser ouvido abaixo.

“Thawing Dawn” terá no total 10 faixas inéditas e conta com a colaboração de diversos músicos, entre eles companheiros de Parquet Courts.

Thawing Dawn – Tracklist
01 Buffalo Calf Road Woman
02 Eyeballs
03 Wild Wild Horses
04 Indian Style
05 What Do I Do
06 Phantom Limbo
07 Winter in the South
08 Ladies From Houston
09 Untitled
10 Thawing Dawn

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Mark Kozelek lança seu terceiro disco no ano, desta vez com uma ajudinha do Sean, baixista do Parquet Courts

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O prolífico Mark Kozelek já lançou dois discos cheios neste ano e agora prepara mais um para o fim deste mês em parceria com Sean Yeaton, baixista do lindo Parquet Courts.

“Yellow Kitchen” chegará ao mercado dia 30 de junho e terá seis faixas no total, contando ainda com participações especiais de Bonnie ‘Prince’ Billy, Steve Shelley (Sonic Youth), Holly Throsby e Jim White.

A primeira prévia do novo projeto é “The Reasons I Love You”, que pode ser ouvida no site do cantor, e é uma declaração de amor para sua namorada, Caroline.

Os dois álbuns já lançados por Kozelek em 2017 são “30 Seconds to the Decline of Planet Earth”, feito em parceria com Jesu, e “Common As Light And Love Are Red Valleys of Blood”, lançado enquanto Sun Kil Moon.

Yellow Kitchen – Tracklist
01. Time To Destination
02. No Christmas Like This
03. I’m Still In Love With You
04. Somebody’s Favorite Song
05. The Reasons I Love You
06. Daffodils

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Alô, Brasil! Bue Festival, de Buenos Aires, confirma Gorillaz, Arcade Fire, Major Lazer e outras maravilhas

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* Ainda estamos esperando a confirmação dos shows do grupo canadense Arcade Fire (foto) aqui no Brasil, em dezembro (SP é certeza), info adiantada pela Popload no começo da semana. E a banda-desenho inglesa Gorillaz, infelizmente, deve vir para cá só para o Lollapalooza de Interlagos, em 2018, outra notícia que demos.

Mas a confirmação agora há pouco do line-up do BUE FESTIVAL de Buenos Aires, que acontece nos dias 15 e 16 de dezembro no “Anhembi deles”, o Tecnópolis, deixa não só o evento argentino muuuuuuito convidativo para um rolê de fim de semana por lá, como pode desdobrar para cá uns outros showzinhos bacanas.

O grupo-bagunça Major Lazer, do Diplo, o lindo cantor inglês Baxter Dury, os absurdos Parquet Courts em palco mais apropriado, o rapper bamba californiano Vince Staples, entre outros, torna o BUE obrigatório, pela proximidade.

Confira o vídeo de apresentação das atrações do festival argentino. E vamos ficar de olho nessa galera que faz show no Brasil, para ver o que sobra aqui para nós além do Arcade Fire. Conhece alguém?

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Parquet Courts em São Paulo e o futuro da música independente

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* Uma das bandas indies mais queridas deste espaço, o quarteto nova-iorquino Parquet Courts foi o pivô de um longo artigo sobre o estado de coisas da música independente atual e seu futuro incerto, em páginas da nobre revista de alta-cultura “The New Yorker”, talvez a publicação mais cool para se ler neste mundo.

O recorte aqui é bem raso do artigo, porque a intenção é mais mostrar momentos do espetacular show fast-foward da banda no topo do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, em evento da marca de cervejas Heineken, para o qual não havia muita gente interessada. Pior, haha. A maioria da galera presente queria ver na noite, na verdade, a performance da banda sueca Peter Bjorn & John, headliner da noite, que surgiu bem no indie mundial nos anos 2000, mas hoje é tão importante e significativa quanto uma banda média do indie nacional.

Mas enfim. É assim que a coisa costuma funcionar e é mais ou menos nisso que resvala o artigo da “New Yorker”, em um certo sentido.

O quiprocó underground começou com uma postagem recente no Instagram de um membro do grupo Dirty Projectors, Dave Longstreth, com reverberação dos seguidores “alternativos” e concordâncias e discordâncias de gente como Robin Pecknold, cantor do Fleet Foxes, dizendo que o indie, para ele, podia ser ironicamente resumido em um sucesso do final do ano passado do trio Migos, de hip hop. A música em questão é “Bad and Boujee”, sendo que o último termo pode ser traduzido como “rico”, num sentido “playboy” da coisa. A discussão passa pelo hip hop atual ser mainstream mas ainda “experimental e relevante”, enquanto o indie rock chegou ao mainstream mas está “sem caráter, sem fertilidade”.

A questão na “polêmica” iluminada pelo artigo é mais complexa do que vou falar, mas vai na linha de alguns indies “intelectuais” constatarem que o indie está monótono, sem inventividade, sem energia. Mas daí a pensata da revista saca o Parquet Courts, seu último disco e até uma faixa particular dele para dizer “Que papo é esse, indies?”. E evoca a resenha do álbum “Human Performance”, que apontava o disco como um “testament to rock’s continued power and relevance”. E daí constrói parágrafos e parágrafos sobre a banda nova-iorquina formada em Austin, Texas.

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Este artigo da “New Yorker”, acima, é de quatro dias atrás. E há dois dias (e um dia atrás) o Parquet Courts calhou de se apresentar de uma forma “não convencional” numa cobertura de museu em São Paulo com visual lindo do parque Ibirapuera, em noite de uma lua cheia imensa, com o Obelisco iluminado ao fundo e carros passando para lá e para cá na avenida 23 de maio.

Uma hora de show, pegando o concerto da noite de ontem como parâmetro. Idas e vindas em um rock enérgico intercalando momentos calmos, como o Nirvana ensinou e o Pavement (voltando ao artigo da “New Yorker”) transformou em arte. Mas tudo olhando para a frente. Tudo errado, mas tudo certo. Era arte no museu. Em noite linda de São Paulo. Pena que tinha pouca gente interessada, porque o segundo melhor show do ano aconteceu ali, no sábado e domingo, em noites regadas à cerveja, noite quente e paisagem deslumbrante, exatamente como o som que saia do palco.

** O primeiro vídeo é de Rodolfo Yuzo e Rafael Andres, na melhor qualidade indie. A foto da home para chamar este post é do Yuzo, em seu Instagram. A imagem que abre o post é do Insta da @maritramontina.

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Urgente. Parquet Courts toca em São Paulo, na Heineken, dias 11 e 12 de março. E com o Peter Bjorn and John ainda por cima. Vou repetir: Parqu…

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* Toma esta, Brasil. Banda das mais favoritas desta Popload desde que gritava em música que estavam chapados e famintos, os nova-iorquinos do Parquet Courts (foto abaixo) têm compromisso de dois shows em São Paulo pós-Carnaval, mais precisamente nos dias 11 e 12 de março, no evento “The Art of Heineken”, no topo do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, o MAC-USP.

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*foto de Ben Rayner

Será um grand finale da exposição da marca de cerveja holandesa, que teve início nos primeiros dias de fevereiro com show das californianas do Warpaint. Desta vez, no encerramento do evento, o Parquet Courts se apresenta nas mesmas noites do grupo sueco Peter Bjorn and John, como a gente adiantou por aqui há uns dez dias. Repetindo, os shows são sábado e domingo, dias 11 e 12/3.

Grupo art-punk do Brooklyn com forte sotaque de Austin pela parte doideira de suas músicas, o Parquet Courts é supernovo mas já carrega cinco álbuns nas costas. O último deles, o brilhante “Human Performance”, foi lançado em abril do ano passado. O Peter Bjorn and John (abaixo), famosaços nos anos 2000 com o superhit do assobio “Young Folks”, traz ao Brasil o concerto de seu último álbum lançado, o “Breakin’ Point”, também de 2016.

Os ingressos já estão à venda no site do evento, em primeiro lote, ao preço de R$ 90, por noite. Depois vai a R$ 150, na segunda carga. A capacidade para os shows do Art of Heineken é de 450 pessoas, o que dá direito a uma vista incrível do Parque do Ibirapuera e de SP, no geral.

pbj

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