Em Passenger:

Popnotas – O FBI e o “assassinato” de Kurt Cobain. Miley Cyrus e o menino Kid Laroi no “Saturday Night Live”. Weezer tocando metal ao vivo. O hub de shows do Pearl Jam. E o Passenger para acalmar tudo

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– A cantora pop roqueira Miley Cyrus (foto na home) foi a grande atração musical do agitado “Saturday Night Live”, um dos mais importantes programas da TV americana há muitos anos, principalmente nos belos serviços prestados ao som que a gente gosta. O programa foi agitado porque o apresentador da semana foi o doido bilionário Alon Musk. Até sua mulher, a outra doidinha Grimes, apareceu num dos quadros de humor deste “SNL”. Miley Cyrus cantou não duas, mas três canções. Primeiro uma versão de pegada diferente para a “Plastic Hearts”, single de seu mais recente disco. de mesmo nome, lançado no final do ano passado. Depois ela fez uma homenagem às mães cantando “Light of a Clear Blue Morning”, de sua avó, a famosíssima Dolly Parton. Mas o barulho mesmo da presença de Cyrus no “Saturday Night Live” foi que ela levou o menino The Kid Laroi, australiano sensação de 17 anos, que a gente falou um monte sobre aqui. Ela cantou a versão dueto que fizeram do megahit dele, “Without You”, lançada há 10 dias. Foi a primeira vez do rapaz no “SNL”. Foi assim:

– Nirvana voltou tanto ao assunto ultimamente que parece que estamos naquele revolucionário começo dos anos 90. A última é que o FBI revelou os arquivos da “pasta Kurt Cobain”, que investigou se o suicídio do roqueiro, que fez aniversário de 27 anos no último dia 5 de abril, não se tratava na verdade de assassinato, uma teoria conspiratória bastante falada à época. O x-file de Cobain apresentado tem apenas dez páginas, nada muito profundo nas investigações de que foi um crime. Cita até que foram levados a investigar por causa da quantidade de fãs que duvidavam que o final de Cobain era “apenas” a de um cara atormentado que quis tirar a própria vida. O dossiê mencionava em suas páginas até que essa conspiração gerou inclusive um filme com cara de documentário, o “Kurt & Courtney”, do diretor inglês Nick Broomfield, em 1998. O filme, Broomfield, que escreveu, produziu e narrou o doc, suscitava que Courtney Love, a viúva roqueira, poderia estar envolvida nessa “real morte” de Cobain. “Kurt & Courtney” iria estrear no famoso festival de Sundance, mas Love impediu a exibição, ameaçando o evento de processo. Maaaais Nirvana: Mechas do cabelo de Cobain, cortado em 1989 e guardadas por uma amiga durante viagem da tour do primeiro álbum, ‘Bleach’, estão a leilão de memorabilias de rock, aqui. Os lances para comprar os cachos do líder do Nirvana, entre outras coisas, se encerram nesta semana, dia 15.

– Bem, vocês sabem que o Weezer lançou sexta-feira passada seu segundo disco no ano, este de HEAVY METAL, chamado “Van Weezer”, uma homenagem às influências metaleiras de seus integrantes no passado, é o que dizem. Hoje à noite eles mostram uma canção desse disco “pesado” no programa do Jimmy Fallon. Amanhã a gente replica a performance aqui. Na sexta mesmo, dia do lançamento do disco, eles tocaram músicas do “Van Weezer” ao vivo em um show especial para as emissoras alternativa e de rock do conglomerado de rádios americano IHeartMedia. Foi um show de dez músicas que reuniu as músicas “metais”, digamos, com alguns de seus hits. E gerou o vídeo de 50 minutos, abaixo. Contém entrevista com o Rivers Cuomo.

– O grupo Pearl Jam, já que o assunto aqui é Seattle, lançou neste domingo um hub na internet para conectar banda e fãs a um acervo de 186 shows, botando de cara mais de 5.400 faixas ao vivo à disposição da galera, seja áudio e vídeo, no Youtube, na Apple Music, Spotify, Deezer e outros canais de streaming. Chama “Pearl Jam Deep”. O objetivo, segundo a nota oficial, é “presentear os fãs que acompanham a banda há mais de 20 anos e, ao mesmo tempo, dar acesso a uma nova geração de admiradores do Pearl Jam na era do streaming. Está tudo aqui. Além da imersão em diversos shows da banda de Eddie Vedder, vai ser possível ter acesso a playlists com a curadoria dos próprios seguidores do Pearl Jam e ainda construir o seu “show dos sonhos” do Pearl Jam, montando o setlist.

– O músico inglês indie-folk Passenger, projeto do engajado Mike Rosenburg, lançou um vídeo de performance acústica para seu último single, a faixa “What You’re Waiting for”. A música está em seu já famoso álbum “Songs For The Drunk and Broken Hearted”, seu décimo-segundo disco, talvez o primeiro disco “grande” de 2021, lançado em 8 de janeiro. O álbum, que ficou bem nas paradas de vendagens durante o mês de lançamento, tem toda sua venda física revertida a ongs que ajudam a restaurar paisagens naturais prejudicadas por desmatamento. Cada cópia do disco adquirida na loja oficial do artista na internet gera uma árvore nova plantada. O vídeo acústico foi gravado para a Radio 2, da BBC. No mesmo cenário, o Passenger aproveitou para gravar também uma performance para “Sword from the Stone”, principal single do disco, a que abre o “Songs For The Drunk and Broken Hearted” e escrita em conjunto com o amigo Ed Sheeran. Essa “Sword from the Stone” foi enviada para passar sexta-feira no “The Late Show with Stephen Colbert”, na TV americana. Tudo aqui embaixo.

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Passenger vem com uma música linda para estragar nossa sexta-feira

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* O cantor inglês de indie-folk Passenger, que quando o mundo deixava sempre arrastava legião de fãs para vê-lo em shows brasileiros, lançou música nova com vídeo, hoje. Chama “Suzanne”, balada trovadora que vai ser um dos carros-chefe de seu próximo álbum, atenção para o nome, “Songs for the Drunk and Broken Hearted”. O lançamento desse seu décimo-segundo disco, está previsto para 8 de janeiro, 2021.

O vídeo que acompanha “Suzanne” tem uma historinha boêmia e triste, como grande parte das canções do projeto de Michael Rosemberg. Talvez não seja a música mais indicada para a sua sexta-feira, anyway.

Rosenberg explica: “Essa música conta a história de uma senhora idosa, bebendo sozinha em um bar e pensando em uma época em que era jovem e bonita e tinha toda a vida pela frente. Acho que é um assunto que sempre volto em minhas canções. A natureza fugaz da juventude e a passagem inevitável do tempo. Suzanne tinha tudo na frente dela e desperdiçou, agora está sentada com saudade de algo que nunca pode acontecer novamente”.

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“Songs for the Drunk and Broken Hearted”, o álbum de janeiro, cuja capa acima mostra um palhaço tristongo, vai sair nas versões físicas de vinil e C, serão feitas com material 100% reciclado, sendo plantada uma árvore para cada peça física vendida na loja virtual do músico. Porque esse é o jeitinho do Passenger.

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Folk-se. Passenger deve vir ao Brasil para abrir para o Ed Sheeran em fevereiro

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* Com datas estourando hoje na América do Sul inteira, mas ainda com certo enigma para confirmar shows brasileiros, o cantor inglês de indie-folk Passenger deve ser anunciado em breve como mais um artista internacional a visitar o Brasil neste ano. E em fevereiro ainda por cima.

O cantor e compositor de Brighton está cotado como atração de abertura do ídolo pop inglês e seu brother Ed Sheeran, que tem shows marcados em estádios de São Paulo e Porto Alegre. Sheeran toca (e canta) no suntuoooooooso Allianz Parque nos dias 13 e 14/2 e dia 17 na Arena do Grêmio.

Há a possibilidade de um quarto show do Passenger em São Paulo, solo.

O cantor vem à América do Sul com a turnê de seu décimo disco, “Runaway”, lançado em agosto do ano passado.

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Vai acabar o ano e continuam fazendo versões de “Get Lucky”. Até a Yoko Ono

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Provavelmente a faixa que mais tocou no mundo em 2013, “Get Lucky”, o retorno oficial explosivo do duo francês Daft Punk lá em abril-maio mais ou menos, provavelmente é a música que mais ganhou versões nos últimos tempos.

Do U2 ao Wilco, da Florence bêbada ao Obama, passando por policiais russos, o Colbert dançando e tudo mais. Agora apareceram mais duas. Uma genial, outra constrangedora (pela montagem). Vamos falar de coisa boa, primeiro.

Mike Rosenberg, melhor conhecido pelo seu “stage name” Passenger, cantor, compositor e guitarrista britânico que tinha uma banda com esse nome e hoje trabalha solo em uma linha folk indie, pegou seu violão e fez uma versão bem, digamos, sensível da trilha do verão passado. Uma ótica diferente em cima do agito funky cantado pelo Pharrell Williams.

* Em outra mão (melhor, na contramão), saiu uma versão BEM PESSOAL da Yoko Ono com o hit do Daft Punk. Claro que com a ajuda da turma da zoeira. Em uma de suas mil mostras de arte, no Museu de Nova York, ela “cantou” de forma sem sentido uma espécie de música, aos berros. Pegaram um trecho da música, se baseando nas batidas, e montaram a Yoko fazendo Daft Punk. Lennon não curtiria, acho.

Óbvio, o vídeo é zoeira. Mas e daí?