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Patrick Carney, do Black Keys, forma nova banda, lança nova música, e bota até o J Mascis no disco de estreia do Sad Planets

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Depois de explodir mundialmente, o duo Black Keys está curtindo um afastamento estratégico dos holofotes. Mas isso não significa que seus integrantes estejam parados.

O baterista Patrick Carney formou um novo grupo com o músico John Petkovic (Sweet Apple, Death of Samantha). O nome do projeto é Sad Planets, e o disco de estreia é “Akron, Ohio”, que deve chegar ao mercado dia 19 de abril.

O primeiro single, “Not of This World”, já foi divulgado. Outra novidade envolvendo o projeto é que o distinto J Mascis faz uma participação especial no álbum. O último disco do Black Keys é “Turn Blue”, lançado há cinco anos.

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Treta indie, porém coxinha. Jack White, Patrick Carney e a não briga no bar

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Uma das nuances que mais marcam o rock’n’roll em sua história são as tretas. Stones x Beatles, Guns N’ Roses x Nirvana, Oasis x Blur. As tretas sempre mantiveram acesa a chama da música além da música e muita gente reclama da falta disso em tempos recentes.

Daí que ano passado, o grande Jack White encasquetou para cima do duo Black Keys. Disse que, basicamente, o duo de Ohio chupinhava suas músicas. “Ouço comerciais de TV que roubam minhas canções até o ponto em que eu acho que são minhas. Metade das vezes é o Black Keys. A outra metade, é uma música que soa igual porque eles não conseguiram autorização pra usar uma minha”, disparou na época. Dois dias depois, pediu desculpas e desejou sucesso para o Black Keys. No popular, arregou.

Cortando para 2015. Patrick Carney, baterista do Black Keys, foi para o Twitter #xatiadu contar que pela primeira vez conheceu Jack White. Foi num bar em Nova York neste fim de semana. Diz o Carney que White tentou de todas as formas iniciar uma briga contra ele, “um idiota valentão de 40 anos tentou lutar com um nerd de 35”, mas, no fim das contas, não rolou.

“Eu não brigo e não entro em brigas, mas ele estava louco”. Foi uma das afirmações de Patrick. As tuitadas do baterista do Black Keys, óbvio, movimentaram o mundo indie, dividindo as coisas em #TeamBlackKeys x #TeamJackWhite. Mas também tem uma ala que que não está nem com um, nem com o outro. Tipo a gente. Haha.

Loooooonge de queremos que uma treta descambe para a violência. Mas voltando ao início do texto e relacionando às tretas históricas, não dá para classificar essa como “indie coxinha”?

Comportem-se, meninos. (Ou ao menos tretem direito, hihi).

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Popload entrevista: Dan Auerbach, do Black Keys

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* Uma das principais atrações de um festival no Brasil no ano inteiro, pode escrever, a banda americana Black Keys se apresenta neste mês em São Paulo, como um dos imperdíveis destaques do megafestival Lollapalooza. Na verdade uma dupla formada pelo guitarrista Dan Auerbach e seu chapa baterista Patrick Carney, o Black Keys faz um dos shows mais famosos do planeta hoje no sábado, dia 30. A Popload conversou com o vocalista e guitarrista Auerbach na sexta-feira passada, para matéria que saiu publicada na Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”, no sábado. Agora, abaixo, reproduzimos na íntegra o que no jornal saiu editado.

Fala, Dan. Conta para nós que sucesso todo é esse agora? :)

Talvez a “banda nova” de rock mais importante do mundo hoje, pelo menos uma das mais tocadas nas rádios (rock), em propagandas s e seriados de TV e com os shows de grandes arenas ou festivais mais disputados, o duo americano Black Keys é atração top do Lollapalooza Brasil, megaevento musical que toma por três dias o Jockey Club de São Paulo, no final do mês.
Pela primeira vez no Brasil, o Black Keys (Dan Auerbach no vocal/guitarra e Patrick Carney na bateria), dois amigos tocadores de blues-rock saídos dos rincões de Akron, Ohio, meio-oeste americano, chega ao país com status de “headliner” e lidera a programação do sábado, dia 30, com outras 20 atrações abaixo dele no dia.

O “banda nova” atribuído à dupla no começo do texto, entre aspas, é provocativo. O Black Keys é contemporâneo de Strokes e White Stripes dos início dos anos 2000 e já lançou sete discos. Lá pelo quinto e sexto álbuns, falamos de 2008 e 2010 respectivamente, ganhou forte reconhecimento indie. Com o sétimo, “El Camino”, lançado em 2011, virou “A Banda”.
Em uma era em que, por exemplo, uma artista como a rapper Azealia Banks tem certa fama, já estampou capas e capas de revistas, tocou em festival no Brasil, mas não se sabe ainda quando exatamente ela vai lançar o PRIMEIRO disco, por que levou tanto tempo para o Black Keys “explodir”?
“Realmente somos um enigma. Acho que antigamente era mesmo normal uma banda ficar mais popular depois que as pessoas acostumassem com vários álbuns. Hoje todo mundo vira hit no primeiro disco, antes até. Eu não sei explicar o que aconteceu, mas eu gosto de saber que, hoje, nós somos uma banda muito muito muito anormal”, disse o vocalista e guitarrista do duo, Dan Auerbach, em entrevista por telefone desde Nashville, Tennessee.

Banda nova, velha ou de “meia idade”, nesses tempos relativos da internet, o Black Keys segue deixando a música confusa, porque demorou para bombar, mas foram muito rápido de “atração mediana de festival graças a bons discos indies” até “principal atração” de festivais como Coachella e Lollapalooza (a matriz, de Chicago), capa da “Rolling Stone” americana, dois shows no Madison Square Garden (Nova York) lotados, batismo de “salvadores do rock’n’roll” dado pelo jornal inglês “The Independent” e vários troféus de um prêmio tão mainstream como o Grammy. Mas que, como em caso de rádios rock brasileiras, ainda são tocados depois da vinheta “Novidade”.

“Eu vejo a música hoje em dia um estilo muito fácil para quem tem alguma sorte de aparecer nos locais certos. Para a gente, foi tudo muito difícil. Cruzamos e cruzamos os EUA inúmeras vezes tocando em lugares pequenos, viajando de van, se alimentando mal. Mas não me arrependo. A dureza de banda pequena fez a gente ser que é hoje.”

O show que São Paulo verá do Black Keys, se completo com os aparatos de bolas de espelho no palco que acompanham a produção em apresentações gringas, é bonito de se ver, porque a banda é bonita. Dois caras na composição baterista-guitarrista lado a lado em um palcão enchendo de indie rock calcado no blues típico americano transformando o ambiente banda-plateia em algo bem sedutor, porque a música deles é sedutora.
A dupla, segundo o líder do Black Keys, deve vir ao país acompanhada do grupo-suporte que entra em cena em algumas músicas da apresentação, as que Dan Auerbach acha que precisam ser encorpadas por uma “banda de verdade” .
“Sim, vai todo mundo. Vai ser o show cheio do Black Keys. Vamos levar o outro guitarrista, baixista, o tecladista”, adiantou.

Ainda sobre o Brasil, Auerbach revela que nunca veio ao Brasil porque nunca chegou uma oferta para eles aparecerem por aqui para tocar. “Somos uma banda há 12 anos e nunca nos convidaram para ir à América do Sul”, afirmou.
O próximo álbum do Black Keys, o sucessor do importante “El Camino”, deve sair no final deste ano. O guitarrista do Black Keys adiantou que já tem algumas músicas ensaiadas para o novo disco. “Acho que já alcançamos metade do próximo álbum. Temos que entregar as demos para nosso produtor em um mês. Talvez ele saia ainda neste ano.”

Sobre essa polêmica virtual recente que envolveu a banda, que de uma certa explicita essa história de o Black Keys agora ter oficialmente entrado no primeiro time da música popular, pelo menos num mundo muito além da indie music, Dan Auerbach ri.
Para resumir bem, seu companheiro, o baterista Patrick Carney, arrumou confusão depois do último Grammy com Justin Bieber, via Twitter, depois da última premiação do Grammy. A repercussão foi enorme, no Twitter e nos noticiários pop. Claro, envolveu os fãs do cantor mirim canadense, que tomou as dores dele contra o baterista.
“Oh, man, isso é muito coisa do Patrick. Ele é assim, gozador. Foi arrumar confusões com fãs do Justin Bieber. Como eu não ligo para o Bieber e para Twitter, ele que se vire”, se diverte Auerbach.
O Black Keys, dois jecas de Ohio que tocam blues, veeeeeeja você, chegou ao conhecimento das Beliebers.
A banda está famosa ou não?

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