Em patti smith:

London calling. As houses de Londres. O Soft Cell. O All Points East retornando “diferente” e com mais três dias de shows (Nick Cave esgotadão é no domingo)

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* Popload em Londres. Alguém me defende dessa “Everyone Acts Crazy Nowadays”, do Unknown Mortal Orchestra, please? Tava no Tesco ontem comprando musly e a música estava tocando. Anteontem fui procurar um tapete e na loja tasca ouvir o novo hit do UMO rolando. Acho a música gostosinha, óbvio. Mas juro que eu não entendo por que essa banda, essa música, este momento. Mas, vou dizer, nem ia comprar o tapete. No fim acabei levando. Seria por causa de “Everyone Acts Crazy Nowadays”? Sou desses?

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“Equipe Popload” conferindo a instalação “Babel”, do artista brasileiro Cildo Meireles, na Tate Modern, em Londres. Muitos dos rádios estão ligados em estações inglesas variadas, em volume mínimo audível, provocando a “cacofonia do ‘low'”, muita informação e nenhuma ao mesmo tempo. Diz muito dos tempos atuais, mesmo sendo uma obra de 2001

HOUSE – O conceito de “clube” para sócios, as houses, explodiu em Londres nos últimos anos e não chega a ser novidaaaaaade. São Paulo teve uma tentativa isolada, uns anos atrás e mais ligada à arte, a TOFIQ, ali na Groenlândia, no Jardim Europa, que não durou muito. Agora tem essa nova Tokyo, no Centro, mais ligada à música.
House, pelo menos as inglesas, são aqueles prédios de quatro, cinco andares em que só entram sócios de carteirinha. Que podem trazer “convidados”. Depende de quão sócio frequente e “importante”de algum jeito você é, mais convidados “comuns” você pode levar. Em alguns casos, em algum evento que você está promovendo na “house”, tipo um aniversário, pode até passar uma lista para mais amigos entrarem.
Uma house, como a de Shoreditch ou de Portobello, tem um ou dois restaurantes delícia cheio de mesas e sofás, drinks responsa, comida bem aprazível, luz pouca, sonzinho bom em altura boa saindo das caixas. Em outros ambientes tem pista de dança, sala para leitura, sala para trabalhar, um bar só para drinks e cerveja, uma ou duas pistas de dança para festinhas abertas ou fechadas, alguma arte ou alegoria artística espalhada por corredores, uma mesa enorme em alguma sala para quem quer contratar um chef para cozinhar (daí pode usar a cozinha) para uns 10 amigos.
Algumas das principais cidades do mundo têm sua house e elas podem ter ligação uma com as outras. Você pode ser um australiano de Sydney com carteirinha de membro de lá e, em viagem, entrar na de Nova York ou Tóquio, que têm alguma afiliação, parentesco urbano com a house australiana.
Uma das coisas que eu acho mais legais é que geralmente é uma porta no meio de um quarteirão qualquer, sem evento no Facebook, sem estar no guia de nada, sem letreiros em neon na frente. É geralmente uma porta qualquer ao lado de um kebab e de uma loja qualquer de telefonia em que você toca a campainha e alguem vem te resgatar para quatro ou cinco andares de diversão (na maioria dos casos), seja ela gastronômica, social, musical ou até para ter um sossego e trabalhar.
Enfim.
Tudo isso para dizer que hoje em dia as houses tão aparentemente mais bombando que os clubes em Londres. Claro, uma impressão turística de quem vem de fora e deu umas saídas à noite nos últimos dias. O tal “olhar estrangeiro”.
Fui a três tipos de house em uma semana aqui, não por opção, apenas “naturalmente levado”, sempre como convidado. Uma diferente da outra, uma mais chic que a outra, uma mais para “mais velhos”, outra “para galera”.
Soube que o Alex Arctic Turner frequenta a de Shoreditch (na real, até já vi ele lá uma vez, uns dois anos atrás), inclusive para fazer seu aniversário, dar uma palhinha acústica para sua turma etc. Os DJs dos mais atuantes da eletrônica vira e mexe estão sendo contratados para uma festinha em alguma sala de house reservada.
Dá uma impressão de exclusivismo e de segregação. E talvez seja um pouco. Mas, se for enxergada apenas como uma “opção”, é uma modalidade que pode salvar a noite. Principalmente numa cidade de noite esquisita como São Paulo.

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* SOFT CELL – Um dos mais fundamentais e divertidos e dramáticos duos dos anos 80 na música pop, na mistura do electropop fino, indie-drama, causa gay em sintetizador, sofrências pontuais e tudo mais, está de volta para um show único e final para sempre forever no dia 30 de setembro. A apresentação do gênio Marc Almold e do synth-amigo David Ball, está com os ingressos em sua parte final de vendas, uma loucurinha pop das boas porque o concerto é na gigantesca The O2, arena onde cabem 20 mil pessoas. David Bowie amava os caras.
A dupla lançou uns quatro álbuns nos anos 80, comecinho, mas o fundamental é o primeiro, o “Non-Stop Erotic Cabaret”, que tem um monte de hino, dos quais se destaca a imortal “Tainted Love”.
Para coincidir com a apresentação última das últimas acabou porra o Soft Cell vai lançar, também em setembro, uma caixa de dez discos, com originais, demos, ao vivo, raridades e coisas e tal.
Em abriu, no Record Store Day, lançou um compacto com um novo remix para a maravilhosa “Say Hello Wave Goodbye”. Para esse show de final de setembro será que eu…

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* CATFISH HOJE, THE NATIONAL AMANHÃ, NICK CAVE NO DOMINGO – É igual, mas é diferente. E lá vamos nós de novo gastar horas no Victoria Park, no East London.
O novo megafestival inglês All Points East, que na semana passada em sua primeira edição teve de LCD Soundsystem a The XX e Bjork com umas 90 bandas no meio, também chamado de “Coachella London” porque é feito por americanos, volta para mais três dias de shows de todos os tipos, credos, tamanhos.
E nome diferente, para confundir não confundindo: APE Presents.
Repare na pegada: o All Points East apresenta hoje, sexta, a nova geração inglesa, estrelando Catfish and the Bottlemen, Blossoms, Frank Carter & The Rattlesnakes, The Hunna, Neighbourhood e outra penca. Amanhã, sábado, dia indie de respeito com The National, War on Drugs, Future Islands, Cat Power, Broken Social Scene, Warpaint e outros.
O domingo é clássico maravilha. Nick Cave & The Bad Seeds + Patti Smith & Her Band, Courtney Barnett, St Vincent, Baxter Dury, Black Lips, o imortal Psychedelic Furs e por aí vai.
O dia do Nick Cave, dos seis shows do All Points East, é o único esgotado de todos.
A Popload vai cobrir o APE Presents e trazer aqui e nas redes som e visão do festival.

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Patti Smith mostra documentário do disco “Horses” e ainda recebe Bruce Springsteen e Michael Stipe para uma canja

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Foto: Brad Barket/Invision/AP

Foto: Brad Barket/Invision/AP

A eterna Patti Smith lançou em premiere, na noite de ontem no Tribeca Festival, o seu documentário “Horses: Patti Smith and Her Band”, que conta com direção de Steven Sebring e produção de Jimmy Iovine, executivo da Apple. Como o nome entrega, o filme celebra os 40 anos do seminal álbum “Horses”.

Montado especialmente a partir de cenas de backstage de um show realizado no Wiltern Theater, em Los Angeles, o documentário mostra todos os passos do álbum que sintetizou a carreira de Patti Smith enquanto ícone do movimento punk na década de 1970.

Na premiere de ontem, não bastasse a “simples” exibição do filme, ao fim, Patti Smith subiu ao palco para cantar clássicos como “Because The Night” e “People Have The Power”, acompanhada por nada menos que seu parceiro Bruce Springsteen. Para completar, Michael Stipe, seu amigo de longa data, também apareceu.

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Com Beck e Patti Smith, The Heartbreakers fazem primeira aparição após morte de Tom Petty

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230418_beck1Fotos: Erik Kabik

Pela primeira vez desde a morte de Tom Petty (outubro de 2017), os membros remanescentes do The Heartbreakers se reuniram em um palco para o Light Up The Blues, um evento beneficente em Los Angeles.

O trio formado por Mike Campbell, Benmont Tench e Steve Ferrone marcaram presença em um evento que arrecadou fundos para pessoas com autismo e, no palco, receberam convidados que deram voz aos seus clássicos.

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Entre os convidados apareceram o gênio Beck, que cantou em “Guess I’m Doing Fine” e “Where It’s At”, além da seminal Patti Smith, que participou em “I Won’t Back Down” e entoou sua clássica “Because the Night”. O evento teve curadoria do veterano músico Stephen Stills e ainda contou com as presenças de nomes como seu antigo parceiro Neil Young, Sheryl Crow e Burt Bacharach.

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Uma noite em Paris: Patti Smith faz participação luxuosa em show do U2

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Em reta final com sua turnê pela Europa, o U2 recebeu uma convidada especialíssima em um de seus shows no icônico Stade De France, em Paris, nesta semana.

No show de terça-feira, a inigualável Patti Smith, amiga de longa data da banda, subiu ao palco para participar da execução de “Mothers of the Disappeared”, um dos sons clássicos do grupo irlandês.

O momento, claro, foi registrado pelos fãs e um dos pontos altos do show especial dos 30 anos de “The Joshua Tree”, e que passa pelo Brasil em quatro datas no mês de outubro, nos dias 19, 21, 22 e 25, no estádio do Morumbi.

O rolê europeu do U2 termina na próxima semana, com mais duas apresentações em Amsterdã e outra em Bruxelas.

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Não é a primeira vez, mas emociona sempre. Patti Smith e Michael Stipe cantam juntos em NY

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Velhos companheiros de palco e amigos de longa data, Patti Smith e Michael Stipe, o barbudão ex-R.E.M., dividiram o palco mais uma vez para uma performance incrível da clássica “People Have The Power”.

A nova dobradinha aconteceu durante apresentação de Patti na 20ª edição do evento Democracy Now!, em Nova York. Além da parceria que fechou o set, Smith dedicou ainda a canção “Peaceable Kingdom” para as dezenas de vítimas fatais do acidente ocorrido em uma casa de shows de Oakland na semana passada.

A performance de Patti Smith pode ser conferida abaixo.

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