Em Paul McCartney:

A reunião possível dos Beatles, com Paul e Ringo tocando juntos em Los Angeles

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Neste final de semana, Paul McCartney e Ringo Starr promoveram mais uma pequena reunião dos Beatles. O novo encontro, que tem sido cada vez mais frequente, aconteceu na cidade de Los Angeles, em show da Freshen Up Tour, do Paul.

Ringo apareceu na parte final do show e tocou bateria em duas músicas: “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)” e “Helter Skelter”. Quem também apareceu para uma parceria não programada foi Joe Walsh, do Eagles, que tocou guitarra em “The End”.

Momentos depois, Paul disse que o mais legal da história é que eles não haviam planejado nada para aquela noite e acabou acontecendo.

Os registros podem ser conferidos abaixo.

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Para quando o Paul McCartney, 77 anos e 27 shows no Brasil, vier de novo ao país

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** O poploader Fernando Scoczynski Filho foi ao show de sir Paul McCartney em Curitiba no último fim de semana, o que encerrou mais uma turnê do ex-beatle no Brasil. E temos info que, incrível, uma outra já está alinhavada para um futuro próximo. O que não deve demorar, uma vez que Paul completa 77 anos em junho, embora tenha disposição e fôlego para quase três horas de show sem se abalar. Fernando apronta os prós e contras de um show dessa magnitude e vívida história, numa época de Greta Van Fleet emulando os anos 70 (sem juízo de valor e sem falar de Led Zeppelin, veja bem) e Fontaines DC, que exala punk inglês antigo em seus poros.

Paul McCartney CURITIBA show FOTOS @MarcosHermes-7

* Em 2010, quando Paul McCartney finalmente anunciou um retorno ao Brasil, após uma ausência de quase 17 anos, fiquei animado com a possibilidade de ver “um beatle”, mesmo sem ideia de como estava seu show à época. Em uma breve pesquisa, descobri que sua última passagem pelo Brasil terminara no meu estado: um show em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski, em 1993; logo, criei a expectativa de que Paul voltaria ao Paraná. Infelizmente, não foi daquela vez: shows apenas no Rio Grande do Sul e São Paulo. Quem sabe na próxima vez ele acharia o Paraná no mapa?

De 2010 a 2017, Paul veio ao Brasil seis vezes. No nosso mapa, além de SP e RS, também foram contemplados com shows: Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Distrito Federal, Bahia e Espírito Santo. Em 2019, finalmente, ocorreu o retorno do ex-Beatle ao Paraná, com um show no estádio Couto Pereira (seu 27º no Brasil), marcando o fim da turnê “Freshen Up” pela América do Sul.

Depois de tantas apresentações no país, vale repetir os mesmos elogios de sempre. Paul McCartney, com 76 anos, mantém uma atitude contagiante durante as 2 horas e 45 minutos de show, fazendo brincadeiras em português (e inglês) com o público. Sua voz continua aguentando surpreendentemente bem todas as músicas do setlist, e não demonstra os sinais de fraqueza vocal que alguns de seus contemporâneos têm. Sua banda, que o acompanha há quase duas décadas, é excelente e enxuta, dando espaço para improvisos, mas nenhuma margem para deslizes. Na seleção de músicas, praticamente todas as “obrigatórias” para garantir um público geral médio satisfeito. Para quem já conhecia o show (ou sua reputação), foi a experiência esperada. Tudo certo.

Infelizmente, é na expectativa que surge um pequeno problema: de um lado, fãs que querem um setlist de material 100% reconhecível, alternando entre músicas clássicas dos Beatles, Wings e da carreira solo de McCartney; do outro, os que estão cansados do “mesmo” setlist por tantas turnês em sequência, e querem novidade – mesmo que isso custe “Yesterday” ou “Jet”.

Pois desta vez, essa segunda parcela do público teve o que queria: dentre as 39 músicas tocadas ao total, quatro foram do último disco solo de Paul, “Egypt Station”. O material recente não é ruim, mas não chega nem perto de empolgar tanto quanto o clássico, às vezes vindo como um balde de água fria.

Por sorte, a oscilação na qualidade parou após a primeira metade do show. A partir de “Being for the Benefit of Mr. Kite!”, veio uma série praticamente irretocável de músicas, onde estavam “Band on the Run”, “Let It Be”, “Live and Let Die”, “Hey Jude”, e a sequência final do álbum “Abbey Road”, dentre outras. Durante essa última hora, ocorreu a maioria dos momentos que o público deve efetivamente se lembrar do show no futuro, fechando a noite como um sucesso, e permitindo perdoar as partes mais mornas.

Também vale mencionar o aspecto visual que, por vezes, tornava a experiência mais memorável, e em outras era questionável. O palco contava com um sistema elaborado de telões “transparentes”, permitindo que canhões de luz brilhassem através deles.

Havia um telão grande fixado ao fundo, e dois menores acima da banda, que foram rebaixados para uma sequência de músicas na primeira hora de show (incluindo “In Spite of All the Danger”, primeira música gravada pelos Beatles, enquanto ainda se chamavam The Quarrymen). Isso rendeu visuais fantásticos em momentos como “Helter Skelter” e “The End”, mas frequentemente deixava de realizar todo seu potencial, com vídeos relativamente fracos – em especial, a coleção de celebridades dançando em “Queenie Eye” chegou a ser constrangedora.

Além do óbvio ápice de pirotecnia que sempre é “Live and Let Die”, também foi um dos destaques da noite “Blackbird”, onde o chão do palco sobe, elevando Paul, à frente de outro telão que mostra a silhueta de um pássaro voando. É um efeito caro e complexo, mas executado de forma sutil, sem distrair da perfeição que é “Blackbird”. E aqui, um pequeno adendo: após essa música, Paul explicou (em português) que ela era sobre direitos humanos, o que resultou em aplauso imediato, e um coro de “Ele Não!” vindo do público mais próximo do palco. Paul brevemente seguiu o coro com seu violão. Em seguida, vaias do público. Isto é Curitiba.

Em suma, o show foi uma maneira ótima de encerrar a perna sul-americana da turnê “Freshen Up”. Ao fim de um show tão extenso, não fica um gosto de “quero-mais”, mas uma sensação de missão cumprida. Paul McCartney fez mais uma ótima performance, e o público viu diante de si um beatle real, um frontman que faz jus ao seu status de lenda viva.

As últimas palavras em português dele foram “até a próxima”. Se houver uma próxima, e parece que já há quase um acerto para nova vinda (a última?), certamente haverá gente para assisti-lo. E, mesmo que não ocorram shows futuros, por qualquer motivo que seja, os fãs brasileiros ficam gratos pela ampla oportunidade de ter visto as 23 apresentações que aconteceram de 2010 para cá.

Aos 15 estados brasileiros ainda não contemplados com Paul McCartney ao vivo, desejamos boa sorte.

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** As fotos do show do Paul em Curitiba, utilizada neste post, são de autoria do fera Marcos Hermes.

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Cursinho Popload! Aula de hoje: “Para gostar de Paul McCartney”

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Paul McCartney está no Brasil. Serão dois shows em São Paulo (26 e 27 de março) e um em Curitiba (dia 30 de março). Por isso, Paul é o assunto da nossa aula de hoje. Melhor dizendo: a carreira de Paul McCartney após os Beatles é o assunto de hoje. Em outras palavras, nossos estudos cobrem a fase que vai do “McCartney” (1970) até o “Egypt Station” (2018), incluindo os discos com os Wings.

Por mais que Paul há um bom tempo dedique mais da metade do repertório dos seus shows ao repertório dos Beatles, conhecer sua fase solo é importante tanto para curtir alguns momentos do seu show, especialmente para quem só manja de Beatles não ficar de bobeira, quanto para dar de cara com canções valiosas que ajudam a entender o tamanho da sua versatilidade artística.

McCartney já acumula quase 50 anos de trabalho solo, praticamente cinco vezes o tempo de existência dos Beatles, dependendo de quando você começa a contar o nascimento da banda. Por isso, quem for se aventurar em tantos discos de estúdio, singles e trilhas sonoras, não vai encontrar uma missão das mais simples. O material, além de extenso, é diversos em estilos e qualidade.

Mas a aula aqui tenta facilitar esse trabalho com três playlists de 1h30 que cobrem tudo que tem bom em diferentes etapas. A playlist iniciante conta com hits e clássicos que estarão nos shows, a intermediária chega basicamente com o melhor pop que o Paul fez e que acabou não tão conhecido e a avançada conta mais sobre o lado experimental dele. Então escolha a playlist que achar mais adequada para você e boa aula!

*** Uma colaboração do jornalista Vinicius Felix* para a Popload. Vale lembrar que ele está lá no Twitter (@ViniciusFeIix) para ouvir sugestões e reclamações, seja dos iniciantes que encontrarem dificuldades ou dos alunos mais experientes que com certeza vão sentir a ausência de alguma música em uma das três playlists.

INICIANTE

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Se Paul não fizer grandes alterações no roteiro de seus show, os brasileiros vão ver apresentações onde ele dedica um pouco mais da metade do repertório às canções dos Beatles. O resto ele divide entre canções solo e canções gravadas com o Wings. São suas canções solo mais reconhecidas com algum destaque para alguma música mais obscura vez ou outra.

Essa playlist conta com essas músicas e alguns outros sucessos de bilheteria do Paul. Legal reparar que embora seja uma playlist para iniciantes, você vai encontrar músicas com formatos tradicionais de canção e arranjos delicados até faixas menos convencionais, como “Band On The Run”, relativamente longa para padrões pop e cheia de partes diferentes. Paul McCartney é assim mesmo.

INTERMEDIÁRIO

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Esta playlist é relativamente parecida com anterior em questão de som. Como Paul McCartney sabe fazer canções tão diferentes serem populares, a playlist iniciante chega até ter faixas “mais difíceis” que algumas que estão aqui. Então, para não deixar alguns hits de fora da playlist iniciante, a missão aqui é dar destaque para faixas tão pop quanto da primeira seleção só que por algum motivo, elas não ficaram tão conhecidas assim.

A capacidade de Paul em fazer músicas na média é tão alta que essa playlist poderia ter vários desenhos, por isso aceito sugestões nos comentários. Mas, para indicar um som, tem que sugerir no lugar de qual outra música ele vai entrar! Combinado?

AVANÇADO

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A visão de que Paul era o beatle careta é um erro! Ele pode até ser o mais pragmático dos quatro, mas também é um dos que mais abraçou experimentações musicais. Em sua carreira toda, são diversas faixas instrumentais, faixas mais longas, faixas muito curtas e músicas que nos discos basicamente faziam a ponte entre outras duas canções.

Aqui, a gente também apresenta o lado mais eletrônico e lo-fi de sua obra. Até daria para emendar nessa playlist mais um monte de obras pop dele que não ficaram tão conhecidas, mas a proposta é outra, quase não temos canções propriamente ditas aqui. Nível hard.

*Vinicius Felix é jornalista, tem obsessão por playlists e é o responsável pelo podcast Telefonemas.

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Com uma pequena ajuda dos amigos Ringo Starr e Ronnie Wood, Paul McCartney junta Beatles e Stones em Londres

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Foto: MJ Kim

Foto: MJ Kim

A noite de domingo, 16 de dezembro, foi marcada por um encontro de parte da realeza do rock britânico na linda O2, em Londres. É lá que Paul McCartney, o jovem de 76 anos, fez seu último show neste ano.

O ex-beatle fez um show de três horas, com um setlist formado, como ele diz, “por músicas antigas, novas, e as que existem entre elas”. Divulgando seu novo disco “Egypt Station”, lançado em setembro passado, Paul recebeu dois velhos amigos no palco.

Primeiro, ele chamou o guitarrista Ronnie Wood, dos Rolling Stones. Em seguida, veio o outro beatle vivo, Ringo Starr, para tocar sua bateria levada prontamente para o palco, onde o trio emendou a clássica “Get Back”, para grande euforia dos fãs.

Nunca é demais lembrar que Paul volta ao Brasil no fim de março, quando fará dois shows no Allianz Parque, em São Paulo, e um no Couto Pereira, em Curitiba. Macca agora entra em período de férias e retoma sua agenda justamente na América do Sul, dia 20 de março, em Santiago.

O registro de “Get Back”, em Londres, abaixo.

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Quanto mais Paul, melhor. McCartney abre nova data em SP após esgotar ingressos do primeiro show

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Mr. Paul McCartney fará um show extra no Allianz Parque, o estádio mais lindo do Brasil (talvez do mundo) em março. O ex-beatle esgotou rapidamente os ingressos para a apresentação do dia 26 de março e abriu uma nova data para o dia 27.

As vendas começam no dia 12 de dezembro, depois da manhã, no primeiro minuto depois da meia-noite. Às 10h, abre as bilheterias físicas nos pontos de venda oficiais da Time For Fun.

Paul vem ao Brasil com a turnê “Freshen Up”, do disco “Egypt Station”, lançado em setembro deste ano. Além dos shows em SP, Macca também vai tocar em Curitiba, dia 30 de março, no Estádio do Coritiba.

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