Em Paul McCartney:

POPNOTAS: As letras do Paul McCartney, o single da Julien Baker, o EP do Real Estate e… Daft Punk e os 500 mil fãs novos

>>

* O algo repentino fim do duo francês Daft Punk depois de 28 anos de músicas luminares está deixando marcas profundas de saudade no mundo musical, a começar por botar suas canções em altas execuções e vendas nas plataformas. No dia em que eles anunciaram o fim, o hit “Get Lucky”, do último disco deles, o “Ramdom Access Memories” (2013) teve um aumento de 180% na procura nas plataformas de streamings. “One More Time”, de 2000, talvez o maior sucesso “popular” da dupla, foi ouvida 368% mais que o normal. Já a loucura “Around the World”, 381%. “Harder Better Faster Stronger” (2001), 418%. Até Julian Casablancas ganhou um “up” na carona do Daft Punk. Sua colaboração com os robôs franceses em “Instant Crush” foi buscada para compra ou audição em mais de 392% do que o normal. Entre os discos do Daft Punk procurados, o segundo álbum, “Discovery”, foi o mais nesta semana do epílogo. Na segunda-feira, o disco foi “streamed” 1.5 milhão de vezes, um aumento de 429%. Sua venda digital subiu 8.000%. Um número interessante vem do Spotify: perto de 460 mil pessoas procuraram músicas do Daft Punk na plataforma pela primeira vez.

* Está chegando a hora. O novo álbum da Julien Baker, “Little Oblivions”, sai nesta sexta-feira, mais conhecida como amanhã. O álbum vai ter uma listening party promovida pela NPR Music, já ganhou artigo na revistaça “New Yorker” e revelou agora mais um single, “Heatwave”. Ansiedade quase aplacada de tantos singles dele que já temos, mas, ainda assim, estamos aqui na espera desse lançamento. Vem um discão, apostamos.

* Aliás, a Julien participa no dia 2 de março de uma mesa sobre saúde mental ao lado de Gerard Way, do My Chemical Romance, e da cantora DeathbyRomy. O papo rola nos canais da @soundmindlive.org às 22h. Quando a gente comenta que o indie-mental health é uma realidade…

* Amanhã também será lançado o novo EP da banda indie Real Estate. O grupo de New Jersey vem com seis músicas construídas de maneira curiosa. O material já existia antes da pandemia, pensado durante a produção do álbum “The Main Thing”, lançado em 2020, mas foi finalizado já com a banda trabalhando em esquema de isolamento social. “Half a Human”, um som que já rolava em shows deles e que está no EP, está disponível nas plataformas.

* Vem aí um livro de letras do Paul McCartney. Mas “THE LYRICS: 1956 to the Present” não será só uma coletânea das composições de Paul. A obra seleciona 154 canções de todos os estágios de sua carreira com textos inéditos do ex-beatle sobre “as circunstâncias em que foram escritas, as pessoas e os lugares que as inspiraram e o que ele pensa delas agora”. Junto com esses textos, um extenso material de arquivo raro – entre rascunhos, cartas e fotografias. No material de divulgação, Paul comenta: “A única coisa que sempre consegui fazer, seja em casa ou na estrada, é escrever novas músicas”. Em outras palavras, “The Lyrcs” deve ser o mais perto que teremos de uma autobiografia dele. Imperdível. O livro só saí em novembro, mas já está em pré-venda, uma edição brasileira ainda não foi anunciada.

paul

>>

Top 10 Gringo: Django Django na cabeça, Billy & Rosa quase lá, um tal de Kiwi Jr. e um tal de Paul McCartney. Confira as dez mais internacionais da semana

>>

* Estamos apenas no terceiro Top 10 Gringo, mas já deu para sacar qual é a nossa missão por aqui, não? Toda terça-feira chegamos com uma playlist caprichada que repassa o que tivemos de melhor no tocante (foi mal…) à música pelo mundo naquela semana – menos no Brasil, que “nos debruçamos a analisar” mais detalhadamente toda quarta-feira na já tradicional Top 50 da CENA.

Desta vez a semana esteve movimentada. Lançamentos de alguns nomes gigantes do pop, a reaparição de alguns indies queridos de outrora, algumas novidades que sentimos que passaram meio batidas por aí e umas estranhezas que caíram no nosso gosto e provavelmente vão cair no seu também.

Vamos?

django2

1 – Django Django – “Free from Gravity”
Aumenta a expectativa pelo novo álbum da banda indie dance “escocesa de Londres” Django Django. “Glowing in the Dark” chega aos streamings e vinil no dia 12 de fevereiro, logo mais. “Free from Gravity”, o single, é bacana e ainda tem um vídeo esperto que faz uma crítica à bagunça atual e geral do planeta Terra. Com uma pequena ajuda de gente de fora. Fora do planeta.

2 – Billie Eilish & Rosalía –  “Los Vas a Olvidar”
Na aguardada parceria, Billie Eilish e Rosalía optaram pela ousadia. Ignoraram fãs, mercado e suas expectativas. Chegaram com uma construção delicada, centrada nas vozes, que conduzem praticamente sozinhas a parte melódica da música, enquanto uma melancólica ambientação minimalista costura o restante. Aquelas obras de quem sabe o que está fazendo.

3 – Kiwi jr. – “Tyler”
A Sub Pop, a casa do grunge, não costuma errar muuuito a mão. E é o caso aqui com os canadenses do Kiwi Jr, uma banda indie-inteligente que parece capaz de produzir exatamente o que quer. Enquanto avaliamos melhor “Cooler Returns”, seu segundo álbum, já dá para garantir que “Tyler” é maravilhosa. Parece muito Pavement, mas não se engane. Os caras estão bem longe de só requentar o passado.

4 – Arlo Parks – “Caroline”
A expectativa para sexta-feira, quando teremos acesso ao disco inteiro de estreia da inglesa Arlo Parks, é tanta que resgatou o single de novembro para este ranking. Só para guardar já um bom posto para as novas que nem conhecemos ainda. “Collapsed in Sunbeams”, o álbum, já está estimulando altas resenhas de quem já o escutou. Por singles como este “Caroline”, a gente sempre soube…

5 – Weezer – “All My Favorite Songs”
“Ok Human” é o disco do Weezer que promete pianos e cordas. Pelo primeiro single, essas ideias sonoras mais requintadas não devem afetar o estilo da banda em suas composições. “All My Favorite Songs” rolaria fácil com guitarra, baixo e bateria. Mas vai bem também nessa construção mais, digamos…, sofisticada. Weezer sofisticado, pensa.

6 – Royal Blood – “Typhoons”
O duo Royal Blood reapareceu com novo single, o segundo do próximo disco, de mesmo nome. Depois da música-chiclete que foi o primeiro, “Trouble’s Coming”, lançado em setembro, a dupla reaparece dançante, porém sem abandonar a barulheira habitual. Aprovadíssimo.

7 – Bicep – “Apricots”
A origem do Bicep, formado por Andrew Ferguson e Matthew McBriar, é o blog de música levantado pela dupla chamado “Feel My Bicep”. De pesquisadores do subterrâneo da eletrônica, eles se tornaram autores. Seu segundo álbum, “Isles”, é bem interessante e rico. “Apricots”, que a gente destaca aqui, é viciante.

8 – Ross from Friends – “Burner”
Pela descoberta do Bicep nos levou de volta ao Ross From Friends, o codinome do produtor britânico Felix Clary Weatherall, de música nova. Aquele som eletrônico sofisticado, manja? “Burner” é bem arquitetada a ponto de lembrar um longo DJ set impecável.

9 – Paul McCartney – “Deep Down”
Falsa impressão nossa ou o “McCartney III” passou meio que batido por aí? Pode até não ser dos melhores trabalhos do ex-beatle setentíssimo em carreira solo, mas é mais um bom capítulo da sua linha de aventuras (quase) 100% solitárias – nos outros dois álbuns da linha “McCartney”, Linda deu uma mão, enquanto aqui ele tem uma leve contribuição de seus parceiros de turnê Rusty Anderson e Abe Laboriel Jr. “Deep Down” é deliciosa em seus timbres.

10 – Flohio – “Roundtown”
O hip hop UK vive uma fase e tanto. Dessa cena, Flohio é mais um nome que merecesse destaque. “Roundtown” é tanto um acerto enquanto som quanto uma bela amostra do potencial da rapper em sua versatilidade vocal.  

***

***

* A imagem que ilustra este post é do banda inglesa Django Django.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Cinco minutos que valem mil filmes. Veja uma prévia de “Get Back”, dos Beatles, com um clipe de… “Get Back”

>>

Captura de Tela 2020-12-21 às 9.18.59 AM

* Aguardadíssimo documentário dos Beatles que devia ter estreado em setembro deste ano ruim e por conta de toda a ruindade da Covid-19 foi adiado por um ano, “The Beatles: Get Back” agora só chega em agosto de 2021 trazendo um gigantesco material inédito da maior banda de todos os tempos em seu último anos juntos.

O diretor neozelandês Peter Jackson, responsável pela trilogia de “O Senhor dos Aneis”, está há mais de um ano chafurdado em quase 60 horas de filmagens e o dobro disso de áudios que verteram no famoso documentário “Let It Be”, de 1970, sobre o making of 12º e último álbum dos Beatles antes de seu fim.

Captura de Tela 2020-12-21 às 9.19.15 AM

A ideia inicial, antes até de lançar o “Get Back” em setembro de 2020, era ter apresentado o filme no ano anterior, fim de 2019, quando se completaram os 50 anos do “Rooftop Concert”, um dos shows mais falados da história, em que os Beatles se apresentaram de surpresa no topo do prédio da gravadora deles, a Apple, no burburinho do centro de Londres na hora do almoço. Foram 42 minutos de concerto, naquele 30 de janeiro, até a polícia chegar para acabar a festa e dispersar a multidão de pessoas que ganharam de repente a chance de ver o que seria o último show público dos Beatles na história. Nesta menos de uma hora, tinha se juntado gente parando o trânsito, nas janelas e no topo dos prédios vizinhos para ver John, Paul, George e Ringo.

A última música tocada antes de a polícia chegar? “Get Back”.

“Get Back”, o filme, tem o OK de Paul McCartney, Ringo Starr e das viúvas de John Lennon (Yoko Ono, que aparece bastante nas filmagens) e de George Harrison (Olivia).

Por conta dos atrasos no lançamento do documantário e de sua infeliz adiada até o segundo semestre de 2021, o cineasta Peter Jackson, lá de sua casa na Nova Zelândia, liberou um “sneak preview” de cinco minutos do filme. Em meio a cenas rápidas maravilhosas dos boys em estúdio, foi montado um clipezinho deles tocando “Get Back”, recheado de trechos do filme. Maravilhoso.

Veja.

>>

Se tá difícil pro Paul… Ex-beatle lança disco novo e vídeo tocando tudo, fazendo todas as vozes

>>

Captura de Tela 2020-12-18 às 11.14.29 AM

* Sir Paul McCartney, quase 80 anos e um currículo em que consta um job antigo para a banda chamada The Beatles, lançou um belo de um novo disco solo hoje, chamado “McCartney III”, disco de número 18 desde que deixou de ser um dos quatro rapazes de Liverpool para ser um rapaz de Liverpool.

O disco “III” é uma espécie de fim de trilogia juntando dois trabalhos antigos seus, o álbum “McCartney”, de 1970, e “McCartney II”, este de 1980. Tanto aqui quanto lá, o que marcou esses álbuns é que McCartney tocou todos os instrumentos.

O título deste post é zoeira, óbvio. Nada mais produtivo e seguro numa pandemia e lockdown e tals é você não precisar de ninguém para desenvolver seu trabalho, o que McCartney aproveita no espírito deste tempo louco para mostrar no vídeo do single “Find My Way”, que sai hoje para engrossar o lançamento do álbum novo.

“Find My Way”, para ficar neste exemplo do single, é muito boa, muito indie, tem traços de Beck, parece música da época do Wings e vi beatlemaníacos dizerem que tem um eco de “Got to Get You into My Life”, dos Beatles, nela.

Paul NcCartney há tempos anda indie. Para este “McCartney III”, por exemplo, entre as muitas versões e modelos de lançamento do disco tem uma série de 3000 cópias numeradas e exclusivas em vinil vermelho que vão ser distribuídas no mercado americano pela Third Man Records, de Jack White. A TMR ainda vai fazer 333 cópias em vinil amarelo com pontos pretos.

Enfim, veja Paul sintetizando nossa era em seu disco autosuficiênte, tocando tudo, em “Find My Way”. Repare que, na letra, tem uma parte que o ex-beatle fala assim: “You never used to be afraid of days like this and now you’re overwhelmed by your anxiety”. No ponto.

>>

Paul velho inteiro, Fontaines DC novo pedaço. Lollapalooza anuncia sua programação virtual de shows de hoje até domingo

>>

* Batizada como Lolla2020, a edição-solução para a internet do gigantesco festival americano baseado em Chicago acontece de hoje a domingo, na página do Youtube do Lollapalooza. E soltou hoje sua programação completa, do evento virtual que vai misturar shows antigos no Lolla e performances novas em lives distanciadas.

Dentre os shows históricos a serem lembrados no streaming do Lolla2020, alguns inteiros, outros apenas algumas músicas, estão os de Paul McCartney (apresentação de 2015), LCD Soundsystem (show de 2016), trecho do Pearl Jam no Brasil de 2018, Lorde um pedacinho da apresentação de 2014), Arcade Fire (show inteiro de 2010), Yeah Yeah Yeahs (20 min do concerto de 2005) e por aí vai.

Nomes como Alison Wonderland, HER, Kali Uchis, Vic Mensa, Kaskade, The Neighborhood e Yungblud estão entre os que vão fazer apresentações ao vivo mesmo. Fontaines DC também, mas mandando só umas três músicas.

O final de semana do Lolla2020 começa logo mais, 19h no horário de Brasília. Confira toda a programação abaixo e bote em cada horário duas horas a mais, para saber quando ver daqui do Brasil:

lollaseg

lolla sexta

lollasabado

lolladomingo

>>