Em Paul McCartney:

Mimo de Natal gravado por Paul McCartney para seus companheiros de Beatles, de 1965, vaza na internet

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A internet e suas surpresas. Vazou na rede mundial uma gravação raríssima envolvendo o eterno Paul McCartney. Datado de 1965, o registro chamado “Unforgettable” consiste em uma fita compilada por Paul e dada de presente de Natal para seus três parceiros daquela banda, Beatles. Ou seja: existiram apenas quatro cópias disso em vinil, uma para cada.

Com duração de 18 minutos, o arquivo possui canções e experimentações vocais de Paul, além de trechos de músicas de Beach Boys, Elvis Presley e Rolling Stones, com Paul sendo uma espécie de DJ de rádio.

Em 1995, Paul falou sobre esse registro em uma entrevista para o historiador Mark Lewisohn, destacada pela Rolling Stones. “Se chama ‘Unforgettable’ porque começa com a Nat King Cole cantando ‘Unforgettable’. É como se fosse um programa de revista, cheio de entrevistas estranhas, música experimental, loops e algumas canções que eu sei que outras pessoas não haviam ouvido. Era apenas uma compilação de coisas estranhas”, relatou o ex-beatle.

Paul também contou, na época, que costumava gravar essas coisas em um par de gravadores Brenell, geralmente quando tinha tardes de folga entre os shows dos Beatles, “que eram muitas”. Entre as barulheiras sonoras de efeitos exclusivos de Paul na gravação, algumas foram aplicadas em músicas da banda posteriormente, como na clássica “Tomorrow Never Knows”.

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Em “Beagá”, Paul faz o show de sempre: o que todo mundo precisa ver ao menos uma vez na vida

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** A Popload continua seguindo os passos do inigualável Paul McCartney no Brasil. Desta vez, foi a vez do poploader Alisson Guimarães acompanhar a segunda apresentação do ex-beatle em Belo Horizonte, em show que arrastou mais de 50 mil pessoas ao Mineirão na noite de ontem.

Fotos: Agência i7

Fotos: Agência i7

Certas coisas na música não mudam. Uma delas, é a de que o show de Paul McCartney corre sério risco de ser “a mesma coisa de sempre”. Mas é justamente por ser quase “a mesma coisa de sempre” que os shows do ex-beatle, um dos maiores e mais icônicos artistas de todos os tempos, sempre estão lotados, arrastam gente de todas as idades e gera uma comoção longe do comum.

Foi assim na noite desta terça-feira, em Belo Horizonte, quando cerca de 50 mil pessoas lotaram o Mineirão para o segundo show de Paul na cidade. O outro foi em 2013. E ficou inevitável não comparar a apresentação de ontem com a de quatro anos atrás.

Natural e compreensível, Paul não tem o mesmo gás que mostrou no Mineirão em 2013, quando abriu sua turnê mundial “Out There!” na ocasião. Mas isso não significa que o show tenha sido menos bom. Pelo contrário. Mesmo aos 75 anos, o eterno jovem de Liverpool segurou duas horas e quarenta minutos de apresentação e cantou quase 40 músicas, como faz há anos, ritmo raro no mundo da música.

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Em relação à apresentação que abriu seu novo rolê pelo país semana passada em Porto Alegre, foram quatro alterações: “Save Us”, “Lettin’ Go”, “Drive My Car” e “I’ve Just Seen a Face” substituíram “Junior’s Farm”, “Jet”, “Got To Get You Into My Life” e “We Can Work It Out”.

Mas falar de setlist e Paul McCartney não combina muito, uma vez que, independente da lista de músicas que o ex-beatle apresentar, sempre faltarão umas 15 outras muito boas.

O cenário de luzes e imagens na atual turnê está mais carregado e moderno. Além dos dois tradicionais telões laterais, que pegam Paul de corpo inteiro para todo mundo ver, a parte interna possui um poderoso jogo de luzes de última geração e três telões flexíveis, que mudam de posição de acordo com a música.

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Em um dos momentos mais legais e diferentes do show atual, toda a banda vai para a frente do palco, perto do público, e apresenta canções em versões mais intimistas em uma espécie de viagem no tempo, tipo “In Spite Of All The Danger”, do Quarrymen, da época em que os Beatles não eram Beatles.

As chinfras costumeiras também estavam lá: as saudações em português, as gírias locais (dessa vez não rolou “uai”, mas bastante “sô” e “Beagá”), bandeiras do Brasil e do Reino Unido, explosões em “Live and Let Die”, cartazes com “na na na na” em “Hey Jude”, caras, bocas e dancinhas de Paul o tempo todo.

O importante é que o pacote todo vale a pena e monta um espetáculo sempre redondinho e irretocável. Uma viagem no tempo que atravessa gerações. Um tipo de emoção que só quem é fã vai entender. Um show que todo mundo tem que assistir ao menos uma vez na vida.

Paul ainda tem mais uma apresentação da “One On One” no Brasil, nesta sexta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

SETLIST
A hard day’s night (Beatles)
Save us (Paul McCartney)
Can’t buy me Love (Beatles)
Lettin’ go (Wings)
Drive my car (Beatles)
Let me roll it (Wings)
I’ve got a feeling (Beatles)
My Valentine (Paul McCartney)
Nineteen hundred and eighty-five (Wings)
Maybe I’m amazed (Paul McCartney)
I’ve just seen a face (Beatles)
In spite of all the danger (Quarrymen)
You won’t see me (Beatles)
Love me do (Beatles)
And I love her (Beatles)
Blackbird (Beatles)
Here today (Paul McCartney)
Queenie eye (Paul McCartney)
New (Paul McCartney)
Lady Madonna (Beatles)
FourFiveSeconds (Paul McCartney, Rihanna, Kanye West)
Eleanor Rigby (Beatles)
I wanna be your man (Beatles)
Being for the benefit of Mr. Kite! (Beatles)
Something (Beatles)
A day in the life (Beatles)
Ob-la-di ob-la-da (Beatles)
Band on the run (Wings)
Back in the U.S.S.R (Beatles)
Let it be (Beatles)
Live and let die (Wings)
Hey Jude (Beatles)

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Yesterday (Beatles)
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise) (Beatles)
Helter Skelter (Beatles)
Birthday (Beatles)
Golden slumbers (Beatles)
Carry that weight (Beatles)
The end (Beatles)

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Com ingressos esgotados, Paul McCartney esbanja energia e dá aula de música boa em São Paulo

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*** Sir Paul McCartney está no Brasil mais uma vez para outra série de shows lindos, memoráveis e esgotados em quatro cidades. Porto Alegre e São Paulo já rolou, faltam ainda BH e Salvador no decorrer da semana. Na noite de ontem, mais de 45 mil pessoas fizeram uma grande festa para este jovem de 70 e poucos anos, que mais uma vez esbanjou energia e deu sua tradicional aula de boa música em um show com cerca de 3 horas de duração. Quem esteve no Allianz Parque, belo estádio do Palmeiras, foi o poploader Alexandre Gliv, que conta pra gente mais ou menos o que rolou em mais uma jornada inesquecível do ex-beatle no país.

Fotos: MRossi/T4F

Fotos: MRossi/T4F

Vez ou outra, acostumamos a nos expressar sobre algum artista, banda ou disco como brilhante e genial. Que um determinado show foi bombástico, o melhor do ano ou entre os melhores (se não o melhor) da vida. Distribuímos incontáveis e os melhores adjetivos para situações e experiências realmente especiais e, a não ser por uma ou outra vez que fomos tomados e influenciados pelo calor do momento (e depois analisando com mais calma, sentimos que não foi tudo aquilo), no geral gastamos mesmo todos os sinceros elogios.

E aí, pela quarta vez em São Paulo, volta esse cara… um tal de “Sir” Paul McCartney, que com seus 75 anos e suas quase 3 horas de show, ainda nos faz parar e repensar em tudo. Com um Allianz Parque lotado (45.500 ingressos vendidos) e trazendo a turnê “One On One”, a expressão “as definições de gênio foram atualizadas” nunca fez (e provavelmente nunca fará) tanto sentido.

Começar um espetáculo com “A Hard Day’s Night” é sacanagem e por si só já é motivo mais que suficiente para levar o show para a lista de icônico e inesquecível. Mas essa era só a primeira das 38 músicas da noite.

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Clichês inevitáveis a parte, também eventualmente dizemos ou vimos por aí que tal show foi “aula” disso ou daquilo. E ironicamente no dia dos professores, aqui mais uma vez entra “o” definitivo, não só em se tratando de aula de rock, mas da história da música pop em geral.

De simples canções pop perfeitas a músicas bem mais elaboradas, flertando com progressivo e o psicodélico. De baladas acústicas extremamente sensíveis a verdadeiras pedradas pesadas de rock. A variação quase que completa de estilos funciona como nunca e consegue fazer o público responder e embarcar em uma verdadeira montanha russa de emoções. Dançando e agitando em alguns momentos, e parando (no bom sentido) completamente para assistir hipnotizados e se emocionar diversas vezes.

E se na carreira solo ou com os Wings, Paul tem seus já consagrados big hits (como “Jet”, “Band On The Run” e “Live And Let Die”), além de vários tesouros espalhados pela discografia, é inegável a importância, orgulho e a força de ter sido um Beatle e como essas músicas mexem ainda muito (mas muito) mais com as pessoas.

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“Can´t Buy Me Love”, “Drive My Car”, “Love Me Do”, “Eleanor Rigby”, “Helter Skelter” e tantas outras (sem contar as manjadíssimas mas mais que obrigatórias “Let It Be”, “Hey Jude” e “Yesterday), pensa bem. E tudo executado com um nível de talento e precisão absurdas.

É extremamente prazeroso ver como Paul se comporta em cada momento e não deixa dúvida nenhuma que, se fizesse apenas por dinheiro, não teria porque se preocupar com variações nos setlists e muito menos ultrapassar uma hora e meia de show. Sim, algumas músicas obrigatórias e estão sempre lá, mas além das diferenças no repertório entre as turnês, há sim muito espaço para a improvisação e a espontaneidade de Paul brilhar. “Tá bombando”, “só os manos”, “só as minas”, “essa é mais rexente… gostei dessa palavra… rexente” (haha).

Mesmo que obviamente muito bem assessorado, Paul é verdadeiramente genial. E em absolutamente nada compromete a voz rouca, pois com sua “pouca” experiência, sabe usar e explorar a voz precisamente, assim como sua própria energia no palco. Contendo onde pode e se entregando de vez quando sabe que é para valer.

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Curioso pensar que no início da boa repercussão dos Beatles, a preocupação era onde investir e o que fazer depois, já que não era nada comum artistas com longas carreiras de sucesso, e nenhum dos quatro sequer imaginaram o quão longe iriam chegar e conquistar. E como o impensável persiste e prevalece, onde mesmo com o inevitável, turbulento e triste fim da banda, Paul não se apagou ou se limitou apenas em se retirar e entrar para história como um ícone. Ainda está por aqui sendo um gigante ao vivo, ídolo maior de muitos de nossos grandes ídolos, e provavelmente até hoje a maior lenda vida do rock.

E se você gosta de rock e boa música (e deve gostar porque senão porque mais acompanharia a gente por aqui) e eu pudesse te dar uma única recomendação definitiva seria: não perca a chance de ver pelo menos um show desse cara.

Por aqui, a “One On One” ainda passa por Belo Horizonte e em Salvador, mas sempre vou me recusar em dizer que acabou. Prefiro dizer: até breve Paul!!!

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Meio Beatles. Após sete anos, Ringo Starr e Paul McCartney se reúnem em nova parceria

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Dupla que fez parte da maior banda de todos os tempos, Ringo Starr e Paul McCartney se reuniram novamente para uma parceria musical após sete anos.

A dobradinha é para “We’re On the Road Again” e faz parte do novo disco solo do ex-baterista do grupo de Liverpool, “Give More Love”, que chega ao mercado dia 15 de setembro.

A faixa tem, ainda, participações especiais de Joe Walsh (Eagles), Steve Lukather (Toto) e Edgar Winter. Peter Frampton e Benmont Tench também estarão no álbum, que tem 10 faixas inéditas.

Give More Love – Tracklist
01. We’re on the Road Again
02. Laughable
03. Show Me the Way
04. Speed of Sound
05. Standing Still
06. King of the Kingdom
07. Electricity
08. So Wrong for So Long
09. Shake It Up
10. Give More Love

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Muito bala! Show de Paul McCartney em Salvador terá os ingressos mais em conta da turnê no Brasil

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Foram divulgados os detalhes da venda de ingressos para a estreia de Paul McCartney em solo baiano. O ex-beatle fechará sua turnê no Brasil dia 20 de outubro, na Arena Fonte Nova, e este era o único show que ainda não tinha seus preços divulgados. Agora tem.

A entrada mais barata (preço cheio) custará R$ 190, diferente dos demais shows em Porto Alegre, São Paulo e Belo Horizonte, nos quais os ingressos partem de R$ 350. Também em Salvador, a pista premium será R$ 100 mais barata em relação aos demais shows (R$ 750 contra R$ 850). O estádio é o que terá maior capacidade de público: 59.000 lugares.

O esquema de vendas, no entanto, é o mesmo para toda a turnê, com a pré-venda para clientes do cartão Elo acontecendo dias 5 e 6 de maio, com a oportunidade de se parcelar o valor em até 5x. A venda geral começa na segunda-feira, 8 de maio, às 0h01, pelo site da Tickets For Fun, com cliente Elo podendo parcelar em 3x e as demais bandeiras em 2x. Às 10h do mesmo dia, começam as vendas nos pontos físicos. Para os baianos, o PDV oficial, sem taxa de conveniência, é na própria Fonte Nova.

Paul vem ao Brasil com a turnê “One On One”, e terá parte do show dedicado à homenagens aos 50 anos do clássico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, pontual disco da carreira dos Beatles.

PAUL McCARTNEY NO BRASIL – 2017
Sexta-feira, 13 de outubro – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre
Domingo, 15 de outubro – Allianz Parque, São Paulo
Terça-feira, 17 de outubro – Estádio do Mineirão, Belo Horizonte
Sexta-feira, 20 de outubro – Itaipava Arena Fonte Nova, Salvador

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