Em pearl jam:

Popnotas – A música perdida do disco perdido do Bowie. Pearl Jam e grande elenco querendo um mundo livre. Os 20 shows do LCD Soundsystem. O Liam do futuro está bem legal. E “Ted Lasso” no Popcast

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– O maravilhoso LCD Soundsystem anunciou seu retorno aos shows depois de três anos sem se apresentar. Com 20 concertos NO MESMO LUGAR. A super-residência da banda de James Murphy vai acontecer de 23 de novembro a 21 de dezembro, por 20 fucking datas, no Brooklyn Steel, em Nova York. VINTE datas. Os ingressos para todas começam a ser vendidos na sexta-feira da semana que vem, dia 8. Não faz muito tempo, em um podcast, James Murphy afirmou que só sairia em turnê de novo com o LCD Soundsystem se eles fossem lançar músicas novas. Hummmm.

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* Já na madrugada deste domingo, na Califórnia, o grupo Pearl Jam encerrou de vez o californiano Ohana Festival. A história de três shows da trupe de Eddie Vedder é legal. O evento, na praia de Dana Point, aconteceu no final de setembro, com Pearl Jam e Kings of Leon como headliners. Mas a procura de ingressos foi tamanha que os organizadores, com uma ajudinha da banda de Seattle, resolveram continuar o festival no último final de semana em duas datas, ambas com o Pearl Jam tocando. Deram o nome de Ohana Encore Festival, uma espécie de bis do evento original. A última música do último dos três shows do Pearl Jam no festival da Califórnia foi a cover do hino “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young. No palco, para ajudá-lo a manter seu rock de um mundo livre, Eddie Vedder chamou as meninas do Sleater-Kinney, Taylor Foo Fighters Hawkins, Brandi Carlile, Patty Smyth (não confundir) e o grande Chad Smith, baterista dos Chili Peppers, entre vários outros. O palco bombou.

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– Nosso amigo Liam Gallagher, irmão daquele cara lá e ex-cantor daquela outra banda conhecida, acabou a semana cheia de anúncios pomposos. Primeiro foi a revelação de que vai lançar, em 27 de maio de 2022, seu terceiro disco solo, chamado “C’mon You Know”, marca de suas postagens no Twitter. Não só, mas também, Liam soltou as infos de seu show de verão do ano que vem na Inglaterra, no histórico Knebworth Park (histórico principalmente para o Oasis, c’mon you know), em 4 de junho. Tipo festival: vai ter ainda Kasabian, Michael Kiwanuka, Fat White Family e a espertíssima (e barulhenta) banda pós-punk de meninas Goat Girl. Que programão. Abaixo, a lindaça capa do próximo disco do Liam e o pôster do show de Knebworth.

Captura de Tela 2021-10-02 às 10.11.51 AM

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– Uma enorme caixa de discos do saudoso astro David Bowie vai ser lançada em novembro trazendo no meio dela um disco “perdido” do cantor inglês. O material inédito, que foi gravado em 2000/2001, compõe o álbum “Toy”, que seria lançado como seu último disco pela gravadora Virgin, mas uma saída conturbada de Bowie do selo acabou arquivando o projeto, mostrado só agora. “Toy”, na real, nasceu bem antes disso. São músicas feitas no final dos anos 60, mas seguradas por ele por causa de seu estouro algo inesperado com o disco-conceito “Space Oddity”, de 1969. Muitos anos depois, em seu período nova-iorquino, Bowie resolveu retomar as canções de “Toy”, terminá-las, regravá-las. Para serem abortadas de novo, tadinhas. Mas agora vai rolar. “Toy” faz parte dessa caixa “David Bowie 5. Brilliant Adventure (1992 – 2001)”, que vem aí. O box set trará, além de “Toy”, dois discos com sessions de sua temporada em Manhattan (quando Bowie conheceu a Popload, mas isso é uma outra história) e edições remasterizadas dos discos “Black Tie White Noise”, “The Buddha of Suburbia” e “Outside”, de lá do prolífico começo dos anos 90, e um compilado de sessions que ele fez na época para a BBC. Disso tuuuuuuuuuudo, saiu no fim de semana uma música “nova” de Bowie, do “Toy”. é “You’ve Got a Habit of Leaving”, que você pode ouvir aqui embaixo, acompanhando a letra.

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* Entre muuuuuitas coisas, o Popcast desta semana vai falar de como a ótima série “Ted Lasso” faz um grande papel para a música. O programa, exclusivo da plataforma Apple TV+, não só tem trilha sonora própria boa como enfia um monte de música legal na sua trama de uma profundidade tão grande partindo de uma premissa tão leve: um time pequeno de futebol inglês dirigido por um treinador americano. O podcast da Popload, apresentado por Isadora Almeida e Lúcio Ribeiro, inclui ainda um plá sobre as principais músicas lançadas nos últimos dias e um olhar da CENA brasileira. Sim, Rick Astley foi falado. Está aqui embaixo.

((Ainda sobre “Ted Lasso” que está chegando ao final da segunda temporada, o episódio corrente da série, que foi ao ar sexta passada, teve um Radiohead na parte final de machucar. Sem mais…))

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Festival nos EUA. Pearl Jam mostra ao vivo seis novas músicas no Sea.Hear.Now

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* Em seu primeiro show em mais de três anos, a banda americana Pearl Jam estreou ao vivo seis canções de seu disco do ano passado, “Gigaton”, sábado passado no festival Sea.Hear.Now Festival, que aconteceu em New Jersey, na praia, e teve 25 bandas e três palcos durante o final de semana.

A parte marinha é importante no Sea.Hear.Now, como se pode notar pelo nome do evento. Exibições de surfistas profissionais e workshop sobre o esporte eram consideradas atrações no festival, tanto quanto bandas como Smashing Pumpkins, Billy Idol, Patti Smith, entre outros nomes. E o Pearl Jam, claro. O festival juntou 30 mil pessoas em cada um de seus dois dias de realização.

“We’re happy we could make it and I think we’re all gonna make it together”, mandou Eddie Vedder no começo do show de sua banda. A apresentação ainda teve covers de Bruce Springsteen (“My City of Ruins”), de Neil Young (“Rockin’ in the Free World”, que encerrou o concerto) e uma homenagem sonora a Charlie Watts, baterista dos Stones, morto há alguns dias (trecho de “Waiting on a Friend”) durante a performance de “Wishlist”.

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Pearl Jam faz livestream de show de três horas de duração, tocando todo o aniversariante “No Code”, disco que completou 25 anos

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* Não se afogue nos números. No final de agosto de 1996, a banda americana Pearl Jam lançou seu importante quarto álbum, o “No Code”, que para muitos fãs significou o descolamento da banda do som grunge e abraçando de vez o conceito de superbanda, só que “menos metal e mais garagem”, foi o falado à época.

O disco acabou de completar 25 anos. Em 2014, durante a “Lightning Bolt Tour”, na cidade de Moline, perto de Chicago, o Pearl Jam fez um show de três horas de duração, tocando o “No Code” de cabo a rabo em um momento da apresentação.

Agora, no final de semana, no aniversário do quarto de século do álbum, o Pearl Jam realizou um livestream deste concerto, em especial.

Lembrando que enquanto o “No Code” faz 25 anos, o disco de estreia, o extrafamoso “Ten”, completa seus 30.

Curta toda a vibe do Pearl Jam no gás, em 2014, tocando um “No Code” plus, como se fosse hoje.

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Hey, kids, rock’n’roll. Eddie Vedder faz cover linda “Drive”, do REM, e bota na trilha do filme do Sean Penn

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* Eddie Vedder, o capo do Pearl Jam, revelou hoje uma sensível cover sua da fantástica “Drive”, hit dos anos 90 do REM. O tributo, que saiu bastante fiel à pegada da original, faz parte da trilha sonora do novo filme do Sean Penn, “Flag Day”.

“Drive” é um dos muitos destaques do oitavo álbum do REM, “Automatic for the People”, de 1992.

“Flag Day”, estrelado pelo próprio diretor e sua filha, Dylan Penn, entrou em cartaz hoje nos cinemas americanos. O soundtrack do longa de Sean Penn já está na plataforma e tem, além de “Drive”, outras músicas compostas por Vedder em parceria com Glen Hansard, que escreveu as músicas do famoso filme “Once”, e ainda duas músicas da cantora e guitarrista Cat Power.

A filha de Vedder, Olivia, 17 anos, também assina algumas das canções da trilha.

Abaixo, então, Eddie Vedder fazendo REM para o Sean Penn. Que frase nobre.

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Popnotas – O FBI e o “assassinato” de Kurt Cobain. Miley Cyrus e o menino Kid Laroi no “Saturday Night Live”. Weezer tocando metal ao vivo. O hub de shows do Pearl Jam. E o Passenger para acalmar tudo

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– A cantora pop roqueira Miley Cyrus (foto na home) foi a grande atração musical do agitado “Saturday Night Live”, um dos mais importantes programas da TV americana há muitos anos, principalmente nos belos serviços prestados ao som que a gente gosta. O programa foi agitado porque o apresentador da semana foi o doido bilionário Alon Musk. Até sua mulher, a outra doidinha Grimes, apareceu num dos quadros de humor deste “SNL”. Miley Cyrus cantou não duas, mas três canções. Primeiro uma versão de pegada diferente para a “Plastic Hearts”, single de seu mais recente disco. de mesmo nome, lançado no final do ano passado. Depois ela fez uma homenagem às mães cantando “Light of a Clear Blue Morning”, de sua avó, a famosíssima Dolly Parton. Mas o barulho mesmo da presença de Cyrus no “Saturday Night Live” foi que ela levou o menino The Kid Laroi, australiano sensação de 17 anos, que a gente falou um monte sobre aqui. Ela cantou a versão dueto que fizeram do megahit dele, “Without You”, lançada há 10 dias. Foi a primeira vez do rapaz no “SNL”. Foi assim:

– Nirvana voltou tanto ao assunto ultimamente que parece que estamos naquele revolucionário começo dos anos 90. A última é que o FBI revelou os arquivos da “pasta Kurt Cobain”, que investigou se o suicídio do roqueiro, que fez aniversário de 27 anos no último dia 5 de abril, não se tratava na verdade de assassinato, uma teoria conspiratória bastante falada à época. O x-file de Cobain apresentado tem apenas dez páginas, nada muito profundo nas investigações de que foi um crime. Cita até que foram levados a investigar por causa da quantidade de fãs que duvidavam que o final de Cobain era “apenas” a de um cara atormentado que quis tirar a própria vida. O dossiê mencionava em suas páginas até que essa conspiração gerou inclusive um filme com cara de documentário, o “Kurt & Courtney”, do diretor inglês Nick Broomfield, em 1998. O filme, Broomfield, que escreveu, produziu e narrou o doc, suscitava que Courtney Love, a viúva roqueira, poderia estar envolvida nessa “real morte” de Cobain. “Kurt & Courtney” iria estrear no famoso festival de Sundance, mas Love impediu a exibição, ameaçando o evento de processo. Maaaais Nirvana: Mechas do cabelo de Cobain, cortado em 1989 e guardadas por uma amiga durante viagem da tour do primeiro álbum, ‘Bleach’, estão a leilão de memorabilias de rock, aqui. Os lances para comprar os cachos do líder do Nirvana, entre outras coisas, se encerram nesta semana, dia 15.

– Bem, vocês sabem que o Weezer lançou sexta-feira passada seu segundo disco no ano, este de HEAVY METAL, chamado “Van Weezer”, uma homenagem às influências metaleiras de seus integrantes no passado, é o que dizem. Hoje à noite eles mostram uma canção desse disco “pesado” no programa do Jimmy Fallon. Amanhã a gente replica a performance aqui. Na sexta mesmo, dia do lançamento do disco, eles tocaram músicas do “Van Weezer” ao vivo em um show especial para as emissoras alternativa e de rock do conglomerado de rádios americano IHeartMedia. Foi um show de dez músicas que reuniu as músicas “metais”, digamos, com alguns de seus hits. E gerou o vídeo de 50 minutos, abaixo. Contém entrevista com o Rivers Cuomo.

– O grupo Pearl Jam, já que o assunto aqui é Seattle, lançou neste domingo um hub na internet para conectar banda e fãs a um acervo de 186 shows, botando de cara mais de 5.400 faixas ao vivo à disposição da galera, seja áudio e vídeo, no Youtube, na Apple Music, Spotify, Deezer e outros canais de streaming. Chama “Pearl Jam Deep”. O objetivo, segundo a nota oficial, é “presentear os fãs que acompanham a banda há mais de 20 anos e, ao mesmo tempo, dar acesso a uma nova geração de admiradores do Pearl Jam na era do streaming. Está tudo aqui. Além da imersão em diversos shows da banda de Eddie Vedder, vai ser possível ter acesso a playlists com a curadoria dos próprios seguidores do Pearl Jam e ainda construir o seu “show dos sonhos” do Pearl Jam, montando o setlist.

– O músico inglês indie-folk Passenger, projeto do engajado Mike Rosenburg, lançou um vídeo de performance acústica para seu último single, a faixa “What You’re Waiting for”. A música está em seu já famoso álbum “Songs For The Drunk and Broken Hearted”, seu décimo-segundo disco, talvez o primeiro disco “grande” de 2021, lançado em 8 de janeiro. O álbum, que ficou bem nas paradas de vendagens durante o mês de lançamento, tem toda sua venda física revertida a ongs que ajudam a restaurar paisagens naturais prejudicadas por desmatamento. Cada cópia do disco adquirida na loja oficial do artista na internet gera uma árvore nova plantada. O vídeo acústico foi gravado para a Radio 2, da BBC. No mesmo cenário, o Passenger aproveitou para gravar também uma performance para “Sword from the Stone”, principal single do disco, a que abre o “Songs For The Drunk and Broken Hearted” e escrita em conjunto com o amigo Ed Sheeran. Essa “Sword from the Stone” foi enviada para passar sexta-feira no “The Late Show with Stephen Colbert”, na TV americana. Tudo aqui embaixo.

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