Em phoebe bridgers:

POPLOAD NOW – Cinco novos lançamentos que você não pode perder, estrelando The Cribs, Phoebe Bridgers, Wry, King of the Stone Age e King Gizzard

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* Nas sextas-feiras, dia oficial de lançamento de álbuns, singles e vídeos, geralmente sai uma batelada de novidades por todos os lados do planeta. E a Popload sempre bota a mão nessa cumbuca sem fim de coisas novas, para “curar” para você alguns dos mais relevantes “produtos” fresquinhos dessa fornada de lançamentos. E, já que somos a “cura”, por assim dizer, escolhemos cinco dessas novidades imperdíveis para você ter assunto num call com as amiguinhas e amiguinhos.

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** DISCO NOVO DO CRIBS
Como a gente adoraaaaava a banda de irmãos The Cribs, inglesa. Não que eles tenham acabado, veja bem. Trio importante no novo rock nos anos 2000 com seu garage pop, os brothers Jarman já viveram até a loucura de ter em sua formação, por um período mas ainda assim de modo oficial, o guitarrista Johnny Marr, ex-Smiths.

O problema é que, dos seus sete álbuns lançados desde 2004, apenas os três primeiros eram, digamos, consistentes. Mas vamos dar essa chance para o Cribs porque eles merecem. E porque hoje saiu seu oitavo disco “Night Network”, gravado em Los Angeles e tals. Estamos ouvindo aqui, deglutindo aqui. Mas, só para dizer uma opinião de quem tem ouvido há mais tempo, certamente, a a “NME” aponta como o melhor disco do Cribs nos últimos dez anos. E deu todas as cinco estrelas possíveis como nota. Vamos ouvir?

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** PHOEBE BRIDGERS RELÊ A SI MESMO
A cantora americana Phoebe Bridgers, que já deu pinta por aqui nesta semana, está lançando (ou seria relançando?) hoje o “Copycat Killer EP”, que nada mais é do que um EP com 4 músicas do seu segundo incrível e sensibilíssimo álbum de 2020, “Punisher”, que saiu em junho.
Coisas da pandemia. Lança o disco, não tem show para mostrar ao vivo, no máximo poucas lives e vídeos e programas de TV, refaz o disco, lança para movimentar a carreira.
Este EP conta com a colaboração do multiinstrumentista Rob Moose, que já trabalhou com artistas como Bon Iver, Alabama Shakes e Perfume Genius entre outros, além de fazer os arranjos de “Punisher”.
E, claro, seja de que forma for, é sempre bom ouvir a Phoebe Bridgers.

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** VÍDEO NOVO TENSO DO WRY
Dá um nervosinho o vídeo novo lindão da banda sorocabana Wry, velha de guerra sempre com ideias novas. O grupo de Mario Bros, pedreiro do indie BR, lançou o disco mezzo português mezzo inglês faz pouco tempo e gastamos umas linhas falando dele por aqui, porque curtimos bem.

No embalo, agora lançam o vídeo para a bela “I Feel Invisible”, o assunto desta parte do post. Ele, o vídeo, envolve dança e uma arma que fica aparecendo aqui e ali, sempre dando a pinta que uma hora alguém vai usá-la.

Em ação, o dançarino convidado Lucas Fernandes interpreta o clima à beira de um ataque de nervos em performance junto a um móvel de uma sala, uma alegoria da arte em tempos de enclausuramento pandêmico e os efeitos psíquicos que isso pode trazer. A dança de Fernandes, com interações pontuais dramáticas da banda, é incrível e magnética. Quase não dá para tirar o olho. Um misto de da conta do Twitter “Funkeiros dançando ao som de rock” (eu gosto demais) com Christine & The Queens, levando em consideração que é uma sala de Sorocaba.

Grande conteúdo, como é mais moderno dizer. Sonoro e visual.

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** GIOVANNA MORAES, UMA KING OF THE STONE AGE
A gente já falou aqui, a cantora e multiinstrumentista Giovanna Moraes, rising star dessa simbióse indie-MPB anglo-brasileira, tendência cada vez mais atual de uma cena global que já teve só bandas cantando em inglês em cima de som só de características gringas. Não sei se você me entendeu, mas imagina algo na linha “pense global aja local” aplicado à CENA.

Para combater sua inquietude criativa e um turbilhão interno represado por não poder fazer shows com suas músicas, Giovanna pegou algumas canções de seu segundo álbum, lançado em junho, e as regravou num esquema session ao vivo, com bandaça a suportando, aumentando o som, roqueirizando na caruda. E funcionou. Virou um EP “Rockin’ Gringa”, que foi lançado na sexta-passada.

A cereja do bolo rocker de Giovanna é a ideia de, como última faixa, botar uma cover de mina para a banda de machos alfas Queens of the Stone Age. A homenagem lindamente transgressora é para o hit “No One Knows”. Agora, graças a Giovanna Moraes, “everybody knows”. Toma esta, Josh!

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** KING GIZZARD & THE LIZARD WIZARD
Se tem banda que curte lançar um álbum, essa com certeza é a australiano King Gizzard & The Lizzard Wizard. Geralmente eles soltam uns dois (mínimo) por ano, isso desde sua formação, em 2010. Tipo hoje, quando eles estão lançando dois NO MESMO DIA.

Por isso, para facilitar sua vida, hoje damos a letra dos lançamentos de “K.G.” e “Live in San Francisco ’16”, além do vídeo de “Intrasport”, single mais recente de “K.G.”, que já mostrou anteriormente músicas como a surreal “Automation”.

Sobre o ao vivo em São Francisco, o disco foi gravado num show realizado em 2016 no The Independent, casa de shows americana que desde o começo dos anos 2000 sedia desde bandas emergentes a headliners de peso como Sonic Youth e sei lá, Green Day.

O show você pode assistir por tempo limitado no link abaixo por apenas 5 doletas.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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POPLOAD NOW – Quatro covers incríveis para ouvir nesta segunda-feira democrática

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* Tirando o Rio de Janeiro, todo mundo aí votou certinho? Mais uma edição do Popload Now, desta vez com quatro versões lançadas desde a sexta passada, cheia de conexões sonoras que vão nos embalar até o segundo turno, no final do mês. Segundo turno para quem é de segundo turno, claro.

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** PORRIDGE RADIO FAZENDO LEONARD COHEN

A banda inglesa revelação deste ano (foto na home da Popload) soltou na sexta-feira uma performance na igreja de St. Giles, em Camberwell, Londres, com uma versão lindíssima de “Who By Fire”, do gênio Leonard Cohen.

Em seu Instagram, a sensível cantora Dana Margolin comentou: “Sempre foi uma das nossas favoritas, então ficamos muito felizes em gravá-la para nossa sessão na igreja de St. Giles, Camberwell. As letras são da liturgia judaica para o Ano Novo, e filmamos na mesma semana que o Rosh Hashaná deste ano”.

O resultado é beeeem bonito.

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** KYLIE MINOGUE, CHER E MAIS UM MONTE FAZENDO OASIS

Pela segunda vez neste ano, a BBC juntou um time de peso para fazer tipo um “We Are The World” em prol das crianças carentes. A música da vez é a maravilhosa “Stop Crying Your Heart Out”, dos polêmicos irmãos Gallagher. No começo da pandemia, a BBC promoveu o BBC Radio 1 Stay Home Live Lounge com o single “Times Like These”, do Foo Fighters, na voz de artistas como Dua Lipa, Bastille, Sam Fender e Royal Blood (só para citar alguns), para arrecadar fundos para as instituições Children in Need e Comic Relief e dar suporte a pessoas vulneráveis durante a crise da COVID-19.

Captura de Tela 2020-11-15 às 10.18.39 PM

Este novo All Stars cover, que inclui as vozes de Cher, Kylie Minogue e Lenny Kravitz, entre bastantes outros, fez estrear um vídeo que o programa beneficente levou ao ar na sexta à noite na TV, que você vê abaixo, junto com a \lista completa dos artistas envolvidos:

Anoushka Shankar · Ava Max · BBC Concert Orchestra · Bryan Adams · Cher · Clean Bandit · Ella Eyre · Grace Chatto · Gregory Porter · Izzy Bizu · Jack Savoretti · James Morrison · Jamie Cullum · Jay Sean · Jess Glynne · KSI · Kylie Minogue · Lauv · Lenny Kravitz · Mel C · Nile Rodgers · Paloma Faith · Rebecca Ferguson · Robbie Williams · Sheku Kanneh-Mason · Yola

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** PHOEBE BRIDGERS FAZENDO GOO GOO DOLLS

Entre os artistas que levantaram a bandeira política durante as polêmicas eleições americanas, a cantora loira californiana, que lançou um bom disco neste ano, o “Punisher”, postou em seu Twitter que, se Trump perdesse as eleições, ela faria um cover de “Iris”, grande hit da banda Goo Goo Dolls, música que você, assim como a gente, já deve ter arriscado cantar um dia num karaokê bêbado.

E, como promessa é dívida, depois de ter sido cobrada pelo próprio Goo Goo Dolls também no Twitter, Bridgers fez bonito e chamou a compositora Maggie Rogers para acompanhá-la.

Todo o dinheiro arrecadado com o single irá para a instituição Fair Fight, organização que luta pelos votos das minorias e é encabeçada pela ativista Stacey Abrams, “acusada” de ser a responsável pela virada dos votos a favor do democrata Biden no estado da Georgia. Bravo, Abrams!

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** DIIV FAZENDO PSYCHIC TV

A banda indie nova-iorquina DIIV lançou neste final de semana uma cover bem interessante de “The Orchids”, música de 1983 do cultuado grupo artsy britânico Psychic TV, cujo líder Genesis P-Orridge morreu no começo deste ano. A versão foi feita para uma ação do blog indie americano Stereogum.

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* Esta seção é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Phoebe Bridgers remonta faixas de um dos melhores discos do ano em um novo EP. Vem aí o “Punisher” versão “Copycat Killer”

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Uma das cantoras mais legais do indie/pop hoje, Phoebe Bridgers segue colhendo bons frutos de seu espetacular segundo disco de carreira, “Punisher”, lançado em junho deste ano.

Enquanto o mundo não volta ao normal, ela aproveitou o tempo em casa para retrabalhar algumas faixas do álbum e relançá-las em um novo EP, que recebeu o título “Copycat Killer”.

No total são quatro faixas – ‘Kyoto’, ‘Savior Complex’, ‘Chinese Satellite’ e ‘Punisher’ – que receberam novos arranjos de Rob Moose, que tem até Grammy no currículo. O lançamento está previsto para sexta da semana que vem, dia 20 de novembro, nas principais plataformas de streaming. Versões físicas em vinil serão comercializadas exclusivamente pela rede cool Rough Trade.

“Punisher”, o disco original, contou com uma lista extensa de colaboradores, sendo eles: Conor Oberst, Lucy Dacus, Julien Baker, Christian Lee Hutson, Nick Zinner do Yeah Yeah Yeahs, Blake Mills e Nathaniel Walcott, do Bright Eyes.

Deste novo EP, já está entre nós a nova versão do hit “Kyoto”.

‘Copycat Killer’ EP – Tracklist:
1. Kyoto
2. Savior Complex
3. Chinese Satellite
4. Punisher

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Miley Cyrus cantando Cranberries e The Cure para salvar os pequenos clubes. Claro que o Dave Grohl tava nessa também

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* Aconteceu neste final de semana em muitas cidades dos EUA o festival virtual Save Our Stages, evento montado em três dias com a finalidade de socorrer pequenos e importantes clubes de várias partes da América em situação de quase fechar as portas. O #saveourstages utlizou alguns nomes grandes de gente que nem cabe mais nestes clubinhos, mas reconhecem sua importância na sustentação da base de qualquer cena musical.

Entre a movimentação do Save Our Stages Festival tivemos, por exemplo, show de Miley Cyrus no famoso Whisky a Go-Go, casa que fica no coração da Sunset Boulevard, em Los Angeles, e tem capacidade para 500 pessoas. Em sua apresentação, um costume seu dos últimos tempos, Cyrus mandou ver covers legais na linha “Zombie”, do grupo irlandês Cranberries, e “Boys Don’t Cry”, do Cure, entre outras canções. Tem vídeo aí embaixo de tudo isso.

Outro nomão que abraçou a causa dos clubes foi o Foo Fighters, de Dave Grohl, que gravou participação no famoso Troubadour, de ali pertinho do Whisky a Go-Go em LA, e também de lotação máxima de 500 pessoas. Grohl comandou a banda para um show todo ele acústico, que teve seis músicas, entre elas os clássicos “My Hero”, “These Days” e “Times Like These”, estas com títulos próprios para o momento pandemia.

O Save Our Stages Festival está todo ele no Youtube, onde foi transmitido ao vivo desde sexta até ontem à noite. Entre os concertos de destaque, para citar só alguns, teve o da loira Phoebe Bridgers também no Troubadour californiano, teve The Roots se apresentando no Apollo Theater (1500 pessoas), de Nova York; Black Pumas em performance no The Parish (450 pessoas), em Austin; e Major Lazer, fazendo bagunça trap-eletrônica no Gramps (350 pessoas), de Miami.

A gente separou uns vídeos do nobre #saveourstages, para sua apreciação.

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Phoebe Bridgers e Arlo Parks juntas. E cantando Radiohead ainda por cima

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Captura de Tela 2020-09-07 às 9.55.58 AM

* Dona de um dos discos do ano, a cantora americana Phoebe Bridgers chamou a cantora inglesa Arlo Parks, uma das revelações do ano, para uma session especialíssima para um programa da Radio One, da BBC britânica. E desempenharam, juntas, uma das covers do ano.

Phoebe e Parks tocaram o hino melancólico “Fake Plastic Trees”, do Radiohead, numa igreja abandonada em Londres, com a californiana cantando em seu traje esquelético e a londrina ao piano, vestindo um moletom incrível do artista, pintor e grafiteiro Basquiat, que também foi produtor musical.

A session teve também “Kyoto”, do mais recente disco de Phoebe Bridgers, o lindo “Punisher”, ainda com Arlo Parks tocando piano. “Punisher” foi lançado em junho.

A incrível Parks é obcecada por Radiohead. Recentemente tocou “House of Cards” para uma session da revista francesa “Les Inrockuptibles” e gravou “Creep”, esta também para um programa de rádio da BBC, mas da 6Music. “Fake Plastic Trees” é do segundo álbum da banda de Thom Yorke e no Brasil ficou bastante conhecida por ser trilha sonora de um comercial de campanha sobre síndrome de down, nos anos 90.

Phoebe Bridgers disse que convidou Arlo Parks por ser fã da inglesa. Estava em Londres, entrou em contato com ela e gravaram na igreja que foi o primeiro lugar que Bridgers se apresentou na capital inglesa, para apenas 100 pessoas, antes da fama.

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