Em picnik festival:

CENA – Picnik Festival agita o final de semana de Brasília. Popload vai inclusive para a abertura xamânica

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* Popload em Brasília.

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A Popload continua dando rolê em eventos indies nacionais belezuras e chega neste final de semana a Brasília, para o importantíssimo Picnik Festival, que desta vez acontece no famoso parque central onde está situada a Fonte da Torre de TV, um dos muitos cartões-postais desta Brasila.

Festival anual que é a festa itinerante trimestral mais famosa do Distrito Festival, o Picnik enquanto evento grande é um ótimo junta-tribos que bota para tocar em um final de semana, em praças ou parques, de graça, um monte de exemplares da nova e às vezes velha cena de Brasília, da nova CENA nacional e da nova cena internacional também.

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No Picnik é banda tocando e em volta uma pequena cidade criativa fazendo rodar a economia com desfiles de moda, venda de arte e decoração, roupas de brechó, plantinhas, discos, zines e pôsteres, painéis de discussão sobre a evolução humana, workshops de costura, teatro, espaço zen badabauê moderno, áreas de cura com terapias de florais, meditações e papos sobre cartas e números, um clube de chá, curso rápido de cultivo de horta doméstica, área para crianças com brinquedos, oficinas e roda de leitura até para bebês, um estacionamento de bicicletas gratuito e, para a galera parar de pé, uma decentíssima área de alimentação, que inclui um trecho vegano.

É essa galera da economia criativa participante que, segundo o festival, financia as atrações musicais do Picnik, que agora em 2017 completa cinco anos de existência e 20 edições realizadas entre festa e festival.

O festival começa neste sábado às 13h com uma Cerimônia de Abertura Shamânica (!?!) no local e segue até 22h nos dois dias do final de semana.

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Entre as atrações deste Picnik estão os paulistanos Bexiga 70 e O Terno (foto acima), a carioca Ava Rocha, Tagore e Raulis representam Pernambuco, Teach Me Tiger e Congo Congo os mineiros, Firefriend, Mustache e os Apaches e DeadRocks engrossa a paulistana headliner e o Glue Trip fala pelos paraibanos indies.

A bandeira do DF é defendida pelo Supervibe, o Transquarto e o “internas affairs” Seu Estrelo e o Fuá de Terreiro.

O Picnik, que será embalado ainda por discotecagens e visuais, ainda terá um festivalzinho dentro do festivalzão. Com gravação de vinil, para melhorar. Quatro bandas locais vão se apresentar num espaço chamado Discos Expressos e sairão com um vinil todo seu (não do show, veja bem). São elas Oxy (amanhã, 18h30), Bilis Negra (19h30); Virada Cuca (18h30 do domingo) Saci Weré (19h30).

Que belo Picnik vai ser nesse parque de Brasília!

** A Popload está em Brasília a convite da GOL e do Picnik Festival.

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CENA – Costura indie brasileira traz o homem-banda californiano The Blank Tapes para nove shows no país. O primeiro é hoje em SP

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A articulação independente brasileira arma mais um evento bacana e de bom porte. A gauchada de um dos selos independentes mais ativos do Brasil, o Honey Bomb Records, de Caxias do Sul, armou parceria com o importante festival brasiliense Picnik para trazer ao Brasil o multiinstrumentista Matt Adams, que atende pelo nome de seu projeto The Blank Tapes. O primeiro da turnê de nove shows acontece em São Paulo, hoje, sexta-feira, na Trackers, dentro da festa XXXbórnia, edição junina, armada pela galera do selo Freak! Sente só toda a costura.

A tour é nacional, por que não? Três cidades do interior paulista, três apresentações em SP, mais o show do Picnik Festival em Brasília e performances em Goiânia e Curitiba marcam essa terceira passagem do artista pelo país.

A relação de Adams com o Brasil iniciou em 2010, quando uma faixa do seu projeto acabou virando trilha sonora de um comercial do bombom Sonho De Valsa. A campanha de marketing bem-sucedida abriu algumas portas para uma tímida turnê do californiano pela América do Sul no mesmo ano, além de uma segunda vinda em 2011.

Passados mais de dez lançamentos do artista, entre EPs, singles e discos completos, ele iniciou uma nova aproximação com o Brasil, agora através do contato com o selo psicodélico, hippie e garageiro Honey Bomb Records. Sem pisar no país, seu disco de 2016, “Ojos Rojos”, chegou em vinil para ser distribuído pelos sulistas e iniciar um processo novo com o Blank Tapes por aqui, sem trilha sonora ou campanha de marketing, mas sim através de um som 100% alinhado à estética do coletivo.

“Ojos Rojos” teve boa repercussão entre os ouvidos que foram capturados pela vibe garagem psicodélica do californiano e preparou o terreno para a sua nova vinda às terras tupiniquins. Arquitetada pelo selo de Caxias e apoiada pelo Picnik de Brasília, a turnê contará com uma formação diferente da habitual, tendo Matt nas guitarras e vocais, Veronica Bianqui na guitarra e teclados, além dos brasileiros Marco Antônio Gallo (da banda Leza) no baixo e o produtor Francisco Maffei (dos grupos Catavento e Descartes) acompanhando o trio em todas as datas, como tour manager.

Segundo Jonas Bustince, um dos fundadores da HBR e também responsável pela vinda do gringo, a logística da turnê vai seguir os mesmos moldes de outras que o selo vem organizando desde o ano passado: alugando um carro e fazendo todos os trajetos pela terra. A história do coletivo com as longas horas de estrada já vem de muito tempo, desde o caso da primeira turnê nacional da banda Catavento com uma Kombi, até a gringa Winter intercalando suas datas entre ônibus, vans e carros carregados de equipamentos.

Musicalmente, o show do norte-americano é um prato cheio para quem gosta de bandas como Allah-Las, The Brian Jonestown Massacre e sonoridades mais folk psicodélicas sujas. Seus últimos lançamentos mergulham nos riffs de guitarra e em timbres bem garageiros, tudo isso com uma estética ensolarada vinda da sua origem praiana, algo que carrega desde o primeiro dos mais de 20 trabalhos lançados até aqui.

Quem quiser conhecer mais de perto o som do norte-americano e sua banda pode conferir o cartaz da turnê e a agenda completa com todos os links para os eventos aqui embaixo

hoje – São Paulo @ Trackers
amanhã – Limeira @ Coletivo King Chong
domingo – Sorocaba @ Complexo Mofo
20/06 São Paulo @ Breve
22/06 Curitiba @ Teatro Antônio Carlos Kraide
23/06 Piracicaba @ Casarão Music Studio
25/06 Brasília @ Picnik Festival
30/06 Goiânia @ Rock
02/07 São Paulo @ Submundo 177

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CENA – Viva Brasila! Novo festival CoMA engrossa o caldo indie da capital federal

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* Primeiramente, fora Temer!

Com o anúncio hoje do novíssimo CoMA (Convenção de Música e Arte), festival que promete levar do Distrito Federal em agosto cerca de 50 shows indies, muitos painéis de discussão sobre a música deste país e com uma estrutura para receber mais de 10 mil pessoas, Brasília vai viver seus dias de Austin, a partir da semana que vem e por algumas próximas.

A cidade, do ancião festival Porão do Rock, que já foi mais amigo da música independente e chegou a receber 100 mil pessoas em algumas de suas edições gratuitas de outrora, sedia no final de semana de 24 e 25 deste mês o Picnik Festival, com um line-up cheio de referências do indie nacional e apostas gerais na linha O Terno, Ava Rocha, Bixiga 70, o norte-americano The Blank Tapes, o pernambucano Tagore e outros artistas de Sul a Sudeste do país. Tudo isso totalmente gratuito e mesclado a mais uma série de workshops, palcos auxiliares com curadoria de selos, discotecagens, oficinas e atividades culturais espalhadas pelo espaço da Fonte da Torre de TV de Brasília.

O Picnik já está nacionalmente conhecido principalmente pela quantidade absurda de pessoas que se reúnem duas vezes por ano em diferentes espaços da cidade (mais de 25 mil por edição).

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Já o novo CoMA (Convenção de Música e Arte), que está por ser anunciado oficialmente a qualquer momento, promete engordar ainda mais a conta de novas bandas do indie nacional visitando a cidade logo nos primeiros dias de agosto, entre 4 e 6.

Nos espaços do Planetário, Clube de Choro e gramado da FUNARTE, o CoMA receberá os palcos para as atrações musicais, trazendo à cidade nomes como: Emicida, Francisco, el Hombre, Far from Alaska (foto na home da Popload), Jaloo e muitos outros artistas nacionais, além dos gringos da experimental O’Brother, de Atlanta, Georgia (foto abaixo). Já o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, será responsável pela parte destinada a negócios da música e turismo, abrigando um circuito paralelo aos shows.

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As vendas promocionais para o CoMA iniciam no dia 20 deste mês e já estão com a fila de espera disponível no link.

Somando a 25ª edição do Picnik que acontece durante o 57º aniversário da cidade, junto ao novo CoMA, Brasília deve receber quase uma centena de bandas nacionais e internacionais nos próximos meses. As atrações se dividem por diversos espaços da região e demonstram para o resto do Brasil, a articulação cada vez mais global do centro do país com as cenas que estão ao seu redor, ocupando diferentes espaços da região com os mais variados formatos e públicos.

Se você aumentar o alcance para o circuito Goiânia/Brasília e botar no rolê os festivais goianos Bananada e Vaca Amarela, entre outros eventos, o Centro Oeste nunca bombou tão, digamos, seriamente na CENA nacional.

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