Em pin ups:

CENA – Ah, os anos 90. Wry lança CD de covers de bandas indies brasileiras da época

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* Nos extertores de 2016, o grupo indie sorocabano Wry saca um lançamento especialíssimo. O álbum “National Indie Hits” em homenagem a bandas alternativas brasileiras anos 90, ou “a época em que o indie brazuca começou”, como Pin Ups, Pelvs, Killing Chainsaw, MQN, Walverdes, brincando de deus, entre outras.

Num total de 13 covers e num lançamento bem “anos 90”, ou seja apenas em CD físico, o disco é produzido pelo próprio Wry e editado de forma independente, pelo selo da banda. Foi gravado quando os integrantes do Wry moravam em Londres, entre 2005 e 2009, nos “momentos de folga”.

“National Indie Hits”, com hits dos anos 90 de bandas brasileiras da época e gravado exatamente por uma banda formada nesta época, vem à luz no momento em que os Pin Ups, um dos pilares do indie nacional, arma uma volta à ativa e disco novo. E um selo famoso do período, o Midsummer Madness, relança muitas bandas dos anos 90 de modo digital, seis delas presentes nesse disco-tributo do Wry.

Para comprar este “National Indie Hits”, cuja embalagem você vê abaixo, é só mandar um email para o guitarrista da banda, Mario Bross, no mariowry@gmail.com. O álbum sai por R$ 15, mais correio.

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Abaixo, a Popload traz três faixas de “National Indie Hits”. O Wry homenageando a seu modo os importantes grupos anos 90 PELVs (Rio de Janeiro), MQN (Goiânia) e Killing Chainsaw (Piracicaba).

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* Agora, todo o tracklist de “National Indie Hits”

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01. LOW DREAM – PRECIOUS LOVE
02. PIN UPS – GUTS
03. SNOOZE – I FEEL YOU
04. SONIC DISRUPTOR – ANGEL’S WHEEL
05. brincando de deus – CHRISTMAS FALLS ON A SUNDAY
06. PELVs – LOVELES
07. KILLING CHAINSAW – EVISCERATION
08. SPACE RAVE – KILL SUMMERTIME
09. VELLOCET – INSIDE MY MIND
10. ASTROMATO – CANÇÃO DO ADOLESCENTE
11. MQN – BURN BABY BURN
12. WALVERDES – NOVOS ADULTOS
13. BIGGS – NOT THE SAME

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Pin Ups, da época que o indie era indie, relança todos os seus discos e faz show hoje em SP

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* Antes de a CENA do logo acima ser uma CENA, havia uma banda chamada Pin Ups. Grupo da “era clássica” do indie paulistano, finalzinho dos 80, começo dos 90, que frequentou o muito-underground underground de São Paulo da época (a repetição foi proposital), os Pin Ups fazem show hoje no ótimo palco (cóf.) do Z Carniceria, em Pinheiros, para mostrar sua encorpada nova formação e para comemorar o relançamento de toda a sua discografia digitalizada, em uma parceria com o veterano selo indie Midsummer Madness, outro nome importante de uma certa primeira onda do indie nacional.

Os álbuns dos Pin Ups a reaparecerem, em streaming e download, seja no bandcamp dos Pin Ups ou no site da Midsummer Madness, são, pela ordem: “Time Will Burn” (1990), “Gash – A Mellow Project by Pin Ups” (1992), “Scrabby?” (1993), “Jodie Foster” (1995) e “Lee Marvin” (1997), além do EP “Bruce Lee” (1999). Todos os discos estarão também nas plataformas de sempre: Spotify, iTunes, Deezer etc.

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Precursora de uma cena de distorções de guitarra, quando os ventos gringos bem pré-internet sopravam para cá os ventos de bandas como My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain desde o UK, ou o pequeno Nirvana e o grunge sujo dos EUA, os Pin Ups dividiam as atenções indies com bandas como Killing Chainsaw, Second Come, Mickey Junkies e Low Dream, todas dentro do projeto da Midsummer Madness, para manter a cena dessa época ainda viva, via digitalização.

* No Z Carniceria, nesta noite, não acontecerá apenas “um show”. Antes da apresentação dos Pin Ups, marcada por volta das 23h30, será exibido o documentário “Time Will Burn”, que tem no nome uma menção ao primeiro álbum da banda mas trata de toda a cena indie do início dos anos 90. O filme, documentário, tem direção de Marko Panayotis e Otávio Souza, e começa a passar às 22h.

Hoje um trio formado pelo guitarrista Zé Antônio Algodoal (fundador do grupo, o do meio na foto), a vocalista e baixista Alê Briganti (de um Pin Ups da terceira e mais duradoura fase) e o baterista Flávio Cavichioli (que já foi do Forgotten Boys), a banda vai levar ao palco hoje o incremento nas guitarras de Adriano Cintra, ex-Pin Ups e Madrid.

Em especial à Popload, a banda gravou uma faixa de seu ensaio, nesta semana, e nos mandou o vídeo. É da música “Crack”, que vai estar presente no show de hoje à noite. Confira.

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Com show empolgante, Pin Ups anuncia seu fim. Muitos anos depois de ter acabado

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* Do Millencolin no Carioca Club até o Evil Conduct no Clash, São Paulo viveu um de seus finais de semanas mais intensos dos últimos tempos. No meio desses shows citados tem uns tais de Pearl Jam, Câmera, Aldo The Band, Cabana Café e Pin Ups. A gente vai gastar uns posts da Popload para falar da maioria dessas apresentações, a partir de agora. E o primeiro é o Pin Ups. E para falar do show chamei meu brother japonês Walter Matsuzoe, o cara que mais entende de Pin Ups e do que era ser indie no final dos 80, começo dos 90 em São Paulo. Depois de mim, claro. Haha.

Com a Choperia do Sesc Pompeia lotada, os Pin Ups comemoraram os 25 anos do lançamento do primeiro álbum com um incrível show de despedida. O clima era de festa como uma reunião de velhos amigos para passar a limpo o que aconteceu nestes últimos tantos anos e nos fizeram lembrar de um período onde a espontaneidade era o foco principal e ficava até difícil de saber quem estava se divertindo mais: o público ou a própria banda.

Assim como os ilustres convidados, que se juntaram ao trio Zé Antônio, Alê e Flávio, estavam todos lá: Rodrigo do Killing Chainsaw, Rodrigo Carneiro do Mickey Junkies, Mário Bross do WRY e Adriano Cintra, fazendo uma participação/homenagem para a banda que abriu caminho para todas as outras.

Em quase duas horas de show jogaram no liquidificador todas as influências, de Superchunk a My Bloody Valentine e mostraram depois de tantos anos que continuam sendo barulhentos e dotados de uma energia que justifica todo o culto por parte de tantas bandas novas.

Enquanto tantas bandas anunciam um retorno, o Pin Ups, mais uma vez na contracorrente, anuncia o fim. From here to eternity!

** A foto da home da Popload é de Otavio Souza.

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Supersábado de shows tem Pearl Jam, Aldo the Band, Cabana Café e… Pin Ups (?!)

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* O astral está baixo no universo dos shows indies, mas São Paulo bota a vida para continuar hoje com um respeitável line-up diverso e geral, de vários preços e tamanhos. Confesso que estou confuso sobre o que fazer. Mas antes assim do que nenhum, não? Excluindo dois programas bons de ontem e duas festas boas de hoje, o que temos em cima de palcos paulistanos neste sábado é o seguinte:

* Cabana Café no Mirante – 18h

Mistura de MPB anos 70 com indie americano anos 90, o Cabana Café já está na estrada há cinco anos e há vários EPs e um álbum, “Panari”, de 2013. Na real uma indie-bossa que fica desobediente na voz da doce Rita Oliva, o Cabana Café mostra hoje no Mirante as músicas de sua trajetória e algo da nova fase, como o single sugestivo “Próxima Rodada” e “Qualquer Lugar”, que estarão no disco novo, “Moio”, a sair em breve pela Balaclava. Som maneiro num lugar alto-astral em um fim de tarde ensolarado. E de graça. Por que não?

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* Pearl Jam no Morumbi – 20h30

Ok, já vimos mister Eddie Vedder e seu rock grandioso uma centena de vezes (quatro) e de diversas formas. E não ajuda muito o show ser lá no Morumbi. Mas ver uma instituição como o Pearl Jam tocando por três horas com uma bandaça dessas e contando a história do rock recente desde o grunge ao, hum, “messianismo indie” não é de desprezar jamais. Prepare-se para covers legais e discurso pela paz mundial. O pacote vem completo.

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* Aldo The Band na Casa do Mancha – 21h

Não basta ter feito o disco brasileiro do ano (em lingua inglesa) e uma inacreditável concepção sonora que o torna algo retrô e ultramoderno ao mesmo tempo, o explosivo Aldo toca domesticado na casinha indie mais importante de São Paulo. Show para poucos. Mesmo.

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* Pin Ups no Sesc Pompeia – 21h30

Este é especial. O último show de uma banda que nem existe mais faz tempo. Uma reunião cheia de participações especiais para exorcizar de vez o rótulo de “banda indie mais importante de São Paulo”, em um certo período. Heróis que ajudaram a moldar a música independente brasileira hoje. De um tempo em que ser indie em São Paulo era ser tarefa das mais impossíveis, pois não tinham palco para tocar, os clubes eram tortos, montar um setup de palco significava trazer tudo de casa etc. Bandas como Pin Ups, Mickey Junkies, Garage Fuzz (que inclusive tocaram ontem em SP), Killing Chainsaw, brincando de deus mereceriam estátuas na frente da Casa do Mancha, do novo Z Carneceria, do Rio Verde e da casa nova que vai abrir em breve na Pompeia. Exemplos meeeeeeeesmo de rock alternativo. O inacreditável guitarrista noisy Zé Antônio botou seu Pin Ups para funcionar na mesma época que Kurt Cobain rascunhava o Nirvana, para dar um exemplo doido só para situar, cada um com as dificuldades de sua cena. De novo a coisa de “a história vai ser contada” acontece hoje no Sesc Pompeia, narrada pela sujeira de garagem dos Pin Ups.

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* Nós vamos em qual, hein?

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