Em pin ups:

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Zé Antônio, dos Pin Ups

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* Um dos soldados da música “lado B” brasileira desde sempre, o guitarrista Zé Antônio é o convidado de hoje às 17h da Popload Live, espaço aberto para conversa e música na conta da Popload no Stories, a @poploadmusic.

Zé Antônio comandou a barulheira produzida pela seminal Pin Ups quando o indie nacional ainda era mato. Vi alguns shows da banda tipo 1990 em quintal da casa de amigos, sem palco, som saindo como podia, e Zé Antônio ali fazendo as ligações do indie brasileiro com o britânico: o mais próximo que chegávamos naquele momento de bandas importantes e atualíssimas como My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. Zé conduz os Pin Ups até hoje.

Na segunda metade dos anos 90 até o começo dos 2000, incluindo revolução do novo rock e tals, Zé foi diretor de programas e atuou em jornalismo na MTV, junto inclusive ao programa “Lado B” e ao saudoso Kid Vinil, viajando com equipe a festivais importantes e tudo mais. Muito papo bom vai sair também daqui.

Vou aproveitar para tirar ao vivo uma dúvida que eu tenho. Com algumas conexões que falo mais tarde, se era dele a fita do “Bleach”, primeiro álbum do Nirvana, que eu escutava fazendo contravenções em Londres no comecinho de 1991. Mas isso fica para já, já, 5 da tarde, ali na @poploadmusic.

** A arte de hoje, abaixo, faz uso de duas fotos, tanto a minha quanto a do Zé, de autoria do ótimo retratista paulistano Ivan Shupikov, clicadas em momentos diferentes.

5 - CARD

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP e com Jair Naves. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e guitarrices com Zé Antônio, guitarrista dos Pin Ups.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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CENA – Um Sonic Youth em Santa Cecília. Vamos no festival do Lee Ranaldo?

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Santa Cecília já está no mapa de lugares legais de São Paulo não é de hoje. A região do “Baixo Higienópolis”, um teco da cidade espremido entre a Consolação e o Pacaembu, coladinha ao bombante Centro, foi declamado quase como poesia no Popload Festival, na hora do grandessíssimo show do grupo paulistano Cansei de Ser Sexy, semana passada.

Pois foco em Santa Cecília de novo neste final de semana, quando no sábado e no domingo acontece o festival TrêsPraUm, no lugar que é uma resistência cultural, a Associação Cultural Santa Cecília. E, pela primeira vez em suas oito edições, uma atração internacional será a cereja do bolo indie do evento: o ex-guitarrista e ocasional vocalista do lendário Sonic Youth, o quase-americano Lee Ranaldo.

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Lee veio de novo ao país para participar do lançamento de um filme em que fez a produção musical, “Ainda Temos a Imensidão da Noite”, e aproveita para fazer um show no festival TrêsPraUm neste domingo, 23.

Quem nunca viu o homem tem que ir ver até porque o significado do festival em que ele vai tocar vai além de sua mera presença. O festival que sempre rola na rua e de graça, neste ano vai ser fechado por “por falta de apoio e autorização para viabilizar a estrutura na rua”.

“A ideia sempre foi fazer um evento gratuito de acesso a todxs, ocupando uma área publica, fazendo algo que hoje só pode ser feito por órgãos públicos ou quando é de seus interesses”, diz a produção. Ou seja, mais um motivo para colar no evento.

Dá uma olhada na escalação do festival, cheio de novos e veteranos nomes da nossa CENA:

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* Amanhã, sábado
(entrada colaborativa)

Falsos Conejos
In Venus
Astma
Raquel Krügel
Sky Down
Pin Ups

discotecagem pós-shows:
Hirila e Mateus Mondini

* Domingo
(cobrança de ingresso (para viabilizar o show do Lee Ranaldo)

Marcos Felinto
Duplo
ACAVERNUS + Yantra
Otis Trio Septeto
Gabriel Thomaz Trio
Florcadáver
Lee Ranaldo

** Ingressos para o TrêsPraUm aqui.

*** Indo ou não ao festival vale dar uma olhada no trabalho da Associação Cultural Cecília, que promove o evento. Dar uma força para a turma que toca a resistência cultural da cidade nunca é demais. Uma das opções para ajudar o festival a rolar é a contribuição voluntária.

Para quem quiser fazer doações de qualquer valor, a Associação Cultural Cecília recebe depósito e transferêncis em conta bancária (ASSOCIAÇÃO CULTURAL CECÍLIA / CNPJ: 10.717.826/0001-20 / Bradesco / Ag: 3144 / Cc: 4747-3).

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CENA – Oi, sumida. Banda Pin Ups, 30 anos e contando, vem de volta para o futuro com novo single e novo álbum. Ouça a inédita “Spinning”

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* E no princípio, era o Pin Ups. Grupo proto-indie da cena brasileira, a banda que praticamente ajudou a pavimentar os caminhos da independência sonora paulistana no particular e nacional no geral, ressurge com single novo, apontando para um próximo álbum, já gravado e pronto para lançar.

“Pavimentar”, acima, é mesmo a palavra. O Pin Ups, formado em 1988, é da época em que as bandas indies nacionais tocavam em chão de bar e com caixas que rachavam no primeiro acorde de guitarra.

“Long Time no See”, o sétimo álbum, ganha lançamento digital em junho, mês que vem, pelo hercúleo selo carioca Midsummer Madness (já nem faz mais sentido localizar essa gravadora indie geograficamente), em parceria com a Fleeting Music. A previsão é que em agosto chegue uma provisão limitada do disco em vinil.

O Pin Ups tem hoje um caráter de superbanda, se formos analisar a pré-história da música independente brasileira. O quarteto tem seu fundador, Zé Antônio (acima na foto, à dir.), guitarrista que importou ao Brasil o “barulho melódico” das guitarras inglesas do fim dos 80, junto a uma cavalar porção punk da linha Stooges; a vocalista Alê Briganti (abaixo à dir.), “amiga de Kurt Cobain”, que acumula a função de baixista. Por trás do palco, tanto Alê quanto Zé Antônio lutaram bastante pelos bons sons na época dourada da MTV Brasil.

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O quarteto é completado pelo baterista Flávio Cavichioli (o cabeludo na foto, no alto), que por muito tempo segurou as baquetas do conhecidíssimo à época Forgotten Boys. E o internacional Adriano Cintra (abaixo na imagem, à esq.), ex-Cansei de Ser Sexy e Madrid, último a chegar ao bonde dos Pin Ups para a guitarra, apesar de ter no DNA a façanha de ser multiinstrumentista (mesmo), produtor e compositor prolífico. Mas que, diga-se, nessa história de construção da cena independente nacional desde o quintal brasileiro até o flerte globalizado com o indie inglês/americano, foi membro do grande power trio de garagem Thee Butchers’ Orchestra, do final dos anos 90, uma espécie de conterrânea/contemporânea do Pin Ups. Ou seja, está em casa.

Para nos preparar para o próximo álbum, então, o Pin Ups solta como single, com exclusividade na Popload, a música “Spinning”, um belo cartão de visitas para o sétimo disco.

“Spinning” tem até uma carta de apresentação, em sua divulgação, de Fernando Naporano, lendário jornalista musical da Ilustrada (Folha de S.Paulo) dos anos 80, há muito desligado da cena brasileira e que hoje vive como escritor em Portugal.

Abaixo, antes de você ouvir a nova dos Pin Ups, leia o que Naporano escreveu sobre essa volta da banda e sobre o disco novo, em si.

“Ao longo de toda a tapeçaria das estampas do rock, o mais difícil de se encontrar são aqueles artistas e grupos que conseguem criar – e principalmente manter – uma identidade própria de suas criações. Mesmo que haja qualidade, os resultados são derivativos e imediatos, as óbvias comparações e paralelos. Por essas e por outras, pelo certo ou errado, é gratificante constatar que em 30 anos de carreira, em seu novo álbum Long Time No See, o Pinups mantém a sua cintilante identidade e a consistência de uma sonoridade única, muito própria em seus próprios labirintos, instintos e devaneios. A novidade é apenas que, neste presente trabalho, lapidaram a produção, dando relevância a detalhes e entalhes idiossincráticos que passavam despercebidos em produções anteriores. Long Time No See You, and I do hope seeing you again; and being a Pin Up of your very own originality.”

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* Confira a capa do álbum “Long Time No See”, abaixo.

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* O lançamento oficial acontecerá dia 15 de junho em um show no palco do Sesc Pompeia onde a banda tocará todas as onze músicas do álbum, e também músicas dos discos anteriores.

* As fotos do Pin Ups, em P&B, aqui no post e na chamada da home da Popload, são do fera Ivan Shupikov, que entre outros cliques elogiadíssimo mantém em sua casa/estúdio, desde 2009, o projeto “Lá em Casa”, em que retrata (literalmente), tudo em um “vivo” P&B e uma técnica apurada, uma série sem-fim de famosos, “famosos”, gente-que-faz, ou seja, personagens conhecidos ou anônimos da cidade, do país, às vezes gringos.

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CENA – Ah, os anos 90. Wry lança CD de covers de bandas indies brasileiras da época

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* Nos extertores de 2016, o grupo indie sorocabano Wry saca um lançamento especialíssimo. O álbum “National Indie Hits” em homenagem a bandas alternativas brasileiras anos 90, ou “a época em que o indie brazuca começou”, como Pin Ups, Pelvs, Killing Chainsaw, MQN, Walverdes, brincando de deus, entre outras.

Num total de 13 covers e num lançamento bem “anos 90”, ou seja apenas em CD físico, o disco é produzido pelo próprio Wry e editado de forma independente, pelo selo da banda. Foi gravado quando os integrantes do Wry moravam em Londres, entre 2005 e 2009, nos “momentos de folga”.

“National Indie Hits”, com hits dos anos 90 de bandas brasileiras da época e gravado exatamente por uma banda formada nesta época, vem à luz no momento em que os Pin Ups, um dos pilares do indie nacional, arma uma volta à ativa e disco novo. E um selo famoso do período, o Midsummer Madness, relança muitas bandas dos anos 90 de modo digital, seis delas presentes nesse disco-tributo do Wry.

Para comprar este “National Indie Hits”, cuja embalagem você vê abaixo, é só mandar um email para o guitarrista da banda, Mario Bross, no mariowry@gmail.com. O álbum sai por R$ 15, mais correio.

via GIPHY

Abaixo, a Popload traz três faixas de “National Indie Hits”. O Wry homenageando a seu modo os importantes grupos anos 90 PELVs (Rio de Janeiro), MQN (Goiânia) e Killing Chainsaw (Piracicaba).

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* Agora, todo o tracklist de “National Indie Hits”

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01. LOW DREAM – PRECIOUS LOVE
02. PIN UPS – GUTS
03. SNOOZE – I FEEL YOU
04. SONIC DISRUPTOR – ANGEL’S WHEEL
05. brincando de deus – CHRISTMAS FALLS ON A SUNDAY
06. PELVs – LOVELES
07. KILLING CHAINSAW – EVISCERATION
08. SPACE RAVE – KILL SUMMERTIME
09. VELLOCET – INSIDE MY MIND
10. ASTROMATO – CANÇÃO DO ADOLESCENTE
11. MQN – BURN BABY BURN
12. WALVERDES – NOVOS ADULTOS
13. BIGGS – NOT THE SAME

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Pin Ups, da época que o indie era indie, relança todos os seus discos e faz show hoje em SP

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* Antes de a CENA do logo acima ser uma CENA, havia uma banda chamada Pin Ups. Grupo da “era clássica” do indie paulistano, finalzinho dos 80, começo dos 90, que frequentou o muito-underground underground de São Paulo da época (a repetição foi proposital), os Pin Ups fazem show hoje no ótimo palco (cóf.) do Z Carniceria, em Pinheiros, para mostrar sua encorpada nova formação e para comemorar o relançamento de toda a sua discografia digitalizada, em uma parceria com o veterano selo indie Midsummer Madness, outro nome importante de uma certa primeira onda do indie nacional.

Os álbuns dos Pin Ups a reaparecerem, em streaming e download, seja no bandcamp dos Pin Ups ou no site da Midsummer Madness, são, pela ordem: “Time Will Burn” (1990), “Gash – A Mellow Project by Pin Ups” (1992), “Scrabby?” (1993), “Jodie Foster” (1995) e “Lee Marvin” (1997), além do EP “Bruce Lee” (1999). Todos os discos estarão também nas plataformas de sempre: Spotify, iTunes, Deezer etc.

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Precursora de uma cena de distorções de guitarra, quando os ventos gringos bem pré-internet sopravam para cá os ventos de bandas como My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain desde o UK, ou o pequeno Nirvana e o grunge sujo dos EUA, os Pin Ups dividiam as atenções indies com bandas como Killing Chainsaw, Second Come, Mickey Junkies e Low Dream, todas dentro do projeto da Midsummer Madness, para manter a cena dessa época ainda viva, via digitalização.

* No Z Carniceria, nesta noite, não acontecerá apenas “um show”. Antes da apresentação dos Pin Ups, marcada por volta das 23h30, será exibido o documentário “Time Will Burn”, que tem no nome uma menção ao primeiro álbum da banda mas trata de toda a cena indie do início dos anos 90. O filme, documentário, tem direção de Marko Panayotis e Otávio Souza, e começa a passar às 22h.

Hoje um trio formado pelo guitarrista Zé Antônio Algodoal (fundador do grupo, o do meio na foto), a vocalista e baixista Alê Briganti (de um Pin Ups da terceira e mais duradoura fase) e o baterista Flávio Cavichioli (que já foi do Forgotten Boys), a banda vai levar ao palco hoje o incremento nas guitarras de Adriano Cintra, ex-Pin Ups e Madrid.

Em especial à Popload, a banda gravou uma faixa de seu ensaio, nesta semana, e nos mandou o vídeo. É da música “Crack”, que vai estar presente no show de hoje à noite. Confira.

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