Em pitchfork festival paris:

Se o Popload Gig com o Rhye hoje em São Paulo vai ser classe? Dá uma olhada… E tenta ganhar um par de ingressos relâmpago

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A delicada banda americana-canadense-dinamarquesa RHYE é a penúltima (ufa!) atração do ano do conglomerado de shows, festival e chinfras noticiosas Popload, para quase acabar este 2015 glorioso. Em cima do palco, porque aqui na escrita, foto e vídeo a coisa não para.

Rhye não é um show “comum”, quem curte o duo sabe bem. Talvez seja a banda mais ambígua e misteriosa a que a música pop e seus tentáculos podem chegar. Esses atributos todos naturalmente botou o Rhye no sempre estiloso line-up do último Pitchfork Festival Paris, talvez o evento indie mais classudo do mundo depois do Popload Festival. Haha, tô zoando. Mesmo nível?

Enfim, o Rhye foi uma das atrações mais bonitas do Pitchfork de Paris e abaixo vai uma mostrazinha do que aconteceu na capital francesa e vai acontecer também hoje à noite no Baixo Augusta, dentro do Popload Gig no Beco.

** Informações gerais do show, sobre ingressos e tudo mais, você acha aqui.

*** Popload Gig é um evento patrocinado pela marca de cervejas Heineken. Se beber, não mande whatsapp polêmico.

**** Ah!. Quer concorrer até 16h30 a um par de ingressos? Vai lá no meu Instagram, no post do Rhye, e diga simplesmente que quer.

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Pitchfork Festival começa hoje em Paris, vendendo ostras nas tendas de alimentação

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* A gente ataca o indie também pela Europa, está pensando o quê. A partir de hoje, por três dias, começa o Pitchfork Festival Paris 2014, com uma das escalações mais indie-delícia do planeta e com a presença da Popload, que vai utilizar o corpinho, os olhos e a escrita da esperta poploader Talita Alves, que tem a bela mania de ir todo ano a esse evento americano com sotaque francês. Ou o contrário.

Para começar nossa cobertura, perguntei para a Talita por que tanto ela curte ir ao P4k Festival Paris, mesmo sabendo de todos os motivos que levam uma pessoa a ir num festival lindo com bandas lindas numa cidade linda com uma temperatura linda e comidas e bebidas lindas. E a Talita me deu cinco motivos rápidos.

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1. Música
“Que te faz carregar mala pesada de um país para outro, entrar em avião, bagunçar fuso horário, não saber que horas são nem qual idioma falar. Assim como foi nas outras versões, especialmente nessa o Pitchfork caprichou nas atrações. Desde a festa de abertura com Kindness até o último dia de festival, que já estava esgotado antes mesmo do seu início.
Vão ser três dias de novo: quinta, sexta e sábado. Line-up escolhido a dedo mais uma vez. James Blake e Mogwai no primeiro dia; Belle & Sebastian, St. Vincent, Chvrches e Future Islands no segundo; Caribou, Jamie xx, Four Tet e Jungle no último dia – só pra citar alguns nomes. A lista é longa e, já antecipando o drama, vai ser injusto deixar de ver um show para assistir outro.”

2. Paris é uma festa
“Coisa mais fácil do mundo jogar um festival, show ou qualquer atividade do tipo na capital francesa. Se me convidassem pra ir num bingo aqui, eu iria fácil. Em sua quarta edição, parece que o Pitchfork se sente em casa fora dos Estados Unidos, não precisa conseguir um espaço nem disputar com outros festivais.
O evento é pequeno, levando em conta o público e o tamanho do parque (Parc de la Villette), mas é um gigante ao mesmo tempo por conta das atrações. Ainda existe a sorte de a cidade como um todo borbulhar nessa época. Parece que tudo acontece ao mesmo tempo. Exposições, cinema, boates, after parties… e sempre com um kebab 24h no meio do caminho pra aguentar essa maratona de três dias de festival.”

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A style banda inglesa Jungle, atração dance do Pitchfork Festival de Paris


3. Comida & Bebida

“Pensa em todos os restaurantes incríveis, cafeterias, docerias e creperias de Nutella a cada esquina. Agora imagina um pouco disso tudo num festival. Além de cerveja, tem vinho branco. Não ficou contente em comer hamburger? Pode escolher quiche ou ostras, se preferir.

4. Silêncio

Paris é uma festa, mas também consegue ser silenciosa quando precisa. No Pitchfork do ano passado eu vi e ouvi várias das apresentações. Óbvio que num Disclosure os europeus ficaram soltinhos, mas nos shows do Majical Cloudz e do Panda Bear, por exemplo, dava pra ouvir o silêncio. E isso não acontece em todo lugar. Permitir ao cara que está no palco controlar a euforia de milhares é para poucos.

5. Em Paris, mas não é um festival francês

É curioso perceber como vem gente do mundo todo para o Pitchfork em Paris. Eu sei que isso acontece no de Chicago também, mas aqui sinto que isso fica muito mais claro. Lembro que no ano passado eu cheguei a encontrar pessoas de São Paulo, dos mesmos rolês. Tinha italiano, inglês, australiano, tudo junto e misturado. Fica aquela sensação boa de estar num lugar com pessoas que gostam das mesmas coisas que você. O mais divertido: às vezes, essa pessoa faz parte de uma das bandas do festival.

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A nada fácil Meredith Graves leva sua (banda) Perfect Pussy, destaque do Sxsw deste ano, ao Pitchfork francês

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