Em Pitchfork Music Festival:

Mais do mesmo: Courtney Barnett sendo incrível por aí

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A estrela indie australiana Courtney Barnett segue sua sina de shows incríveis e aumento considerável de fãs mundo afora. Recentemente, a australiana foi uma das atrações mais legais do Pitchfork Music Festival, em Chicago, evento que estamos destacando por aqui nos últimos dias à medida que vão surgindo novos vídeos profissionais dos shows.

Courtney aparece nos dois vídeos abaixo com as performances de “Elevator Operator” e “Pedestrian at Best”, ambas do discaço de estreia da moça, “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, um dos melhores do ano.

Depois de um extenso rolê de sucesso pela América do Norte, a cantora australiana volta para a Europa, onde vai participar de diversos festivais como o Oya (Noruega), Way Out West (Suécia), Pukkelpop (Bélgica) e Lowlands (Holanda). Em outubro, ela abre dois shows do Blur nos lendários Hollywood Bowl e Madison Square Garden, em Los Angeles e Nova York. Me leva, Courtney…

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Pitchfork Festival Paris: St. Vincent todinha. E Chvrches também

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* Ainda a edição francesa do genial Pitchfork Music Festival Paris, que aconteceu no final de semana passado na Cidade Luz. Acho que este é o penúltimo post sobre este festival. Dedicado a duas princesas.

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A pequena Lauren Mayberry, do Chvrches, tocou de morta-viva no P4k Festival, em Paris, sexta

A correspondente poploader Talita Alves conta de Paris suas impressões dos shows da incrível guitarrista e cantora americana St Vincent, predileta da casa, mais o da escocesa Chvrches, cada vez mais eletrônica, cada vez melhor:

“Ela já tinha tocado no Pitchfork em Chicago, fazia todo o sentido do mundo trazê-lá pra cá também, mas não é bem assim que funciona. Nem todas as atrações da versão americana tocam em Paris na sequência. Quer dizer, tirando a St. Vincent. Um dos melhores álbuns do ano, ali, ao vivo, na voz e nos gritos da Annie Clark. Surreal de bonito.”


“Sexta ainda teve Chvrches, que aqui em Paris parece ser tão grande quanto um, digamos, Disclosure. O palco dela ficou lotado para ver a Lauren se apresentar com os meninos, do mesmo jeito que aconteceu com os irmãos Lawrence no ano passado. A voz de Lauren Mayberry é impressionante, ocupou a Grand Halle por completo. Era Halloween por aqui e essa data é muito séria na Europa, então você já pode imaginar que várias das atrações resolveram entrar no clima de Dia das Bruxas. Lauren foi uma delas, tava linda com um make que me fez lembrar a Noiva Cadáver.”

** Veja os shows completos de St. Vincent e Chvrches no Pitchfork Festival, em Paris. Apaixonantes.


St. Vincent (full concert) – Live @ Pitchfork… by culturebox


Chvrches (full concert) – Live @ Pitchfork… by culturebox

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Show do ano (em Paris): Jungle no Pitchfork francês. Fora um Caribou lindo de bônus

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* Seguimos aqui revolvendo os materiais preciosos que saíram do excelente festival PitchforK Music Festival, edição francesa. O evento foi transmitido ao vivo pela internet no final de semana, já falamos.

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Um dos destaques de todo o evento, pelo que sentimos daqui e de lá, foi o show da banda inglesa de soul moderno, funk e falsetes gerais, o Jungle, incrível. O grupo, que foi fundado no ano passado pela suingada dupla Josh Lloyd-Watson e Tom McFarland, tem apenas um disco nas costas (lançado em julho), mas muito barulho em torno de seu nome.

Que show lindo. Mesmo visto pela internet, dava quase para penetrar no climão denso que a banda armou na Grande Halle de La Villette. Está inteiro aí embaixo, quase uma hora de duração. Depois reveja todos os vídeos que eles lançaram para este álbum de estreia. E, pronto, você tem uma banda dance nova predileta.

E o Caribou?

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Vi esse show umas três vezes e botei a quarta, enquanto escrevo. Que dance eletrônica absurda, quase indie, quase R&B, quase hip hop e nunca nada disso. A cabeça alta cultura musical de Dan Snaith é especial. Os lugares que ele alcança com as batidas e sons repetivos e seu vocal de múltiplos tons são de um conforto delicioso. Tipo quero ir para onde o som do Caribou me levar. Sempre. Mas principalmente com as músicas deste último disco dele, “Our Love”, lançado há um mês. A hora de “Can’t Do without You” e depois as luzes e as bexigas coloridas no final foram de arrepiar.

Tira o resto do dia para você e fica vendo os dois shows abaixo, um atrás do outro, no repeat. Você merece!


Jungle (full concert) – Live @ Pitchfork Music… by culturebox


Caribou (full concert) – Live @ Pitchfork Music… by culturebox

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Pitchfork Paris – O show todo do James Blake. E o do Foxygen de brinde

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* Aconteceu neste final de semana que passou o Pitchfork Music Festival Paris, evento tradicional do site indie americano realizado em solo francês, com a diferença que lá, além de um line-up maravilhoso, foi sediado no abasbacante Grande Halle de la Villette e vendia baguetinha de queijo gruyere quentinha e ostras na área de alimentação, as quais você podia comer acompanhadas de um belo vinho rosé “da casa”.

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A Popload esteve por lá, sob o olhar atento da Talita Alves, que conta um pouco do clima do festival.

O Pitchfork de Paris, lindo de morrer, foi todo transmitido pela internet. Se você não teve a oportunidade de vê-lo, a gente recupera aqui numa sequência de posts alguns de seus shows inteiros.

Vamos mesclar os vídeos com as observações de madame Talita. Tipo assim:

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* O show do James Blake

“Outono em Paris, Grande Halle de la Villette. Parece o início da sinopse de algum filme da Nouvelle Vague, mas é sobre o Pitchfork em sua versão mais charmosa.
No primeiro dia, a apresentação do James Blake me fez lembrar um comentário sobre ele que eu li uma vez, que dizia algo como: “Blake é tipo um menino educado a leite com pera que vê filmes do Al Pacino”. Uma comparação desse naipe é capaz de fazer a gente entender por que o compositor inglIes consegue conviver entre a delicadeza dos sentimentos e a mão pesada de suas produções, elementos que parecem tão opostos às vezes, mas que encontraram nas mãos de Blake um lugar pra morar”, relata a Talita.

“Durante o show, um senhor que estava numa cadeira de rodas veio ficar bem ao meu lado. Ele parecia um nigga, tinha cabelos brancos escondidos numa boina, mas usava camiseta de banda ao mesmo tempo. Me perguntou quem era o branquelo que estava no palco naquela hora. Falei que era o James Blake. Ele agradeceu e comentou que só tinha ido ao festival para ver “esse cara”, porque alguém disse para ele que era imperdível”, conta.


James Blake (full concert) – Live @ Pitchfork… by culturebox

* O show do Foxygen

A esquisita banda americana Foxygen, da Califórnia, grupo de altas mudanças comportamentais e de estilo em sua curta carreira, caiu na psicodelia brava e curte as brumas do lançamento de seu mais novo disco, “…And Star Power”, que saiu há algumas semanas. A banda passou por Paris em meio a uma curta turnê europeia e montou uma algazarra indie no parque francês.

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O vocalista Sam France, o figura da foto acima, uma espécie de “young Iggy Pop” torto, que faz auto-flagelo no palco entre outras coisas, é bem doidinho, né? Não tem dois anos vi um show do Foxygen em Nova York e France cantava de terninho e de um jeito meio tímido. Hoje sua figura em cena é a tresloucadada e explosiva, parecendo um moleque glam nos anos 70 que acabou de sair de um show do Bowie e pirou. Bom, ser comparado quase na mesma frase com Bowie e Iggy Pop é um pouco demais para ele, ok. Mas veja o show e entenda o que eu estou falando.


Foxygen (full concert) – Live @ Pitchfork Music… by culturebox

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Pitchfork Paris ao vivo. Neste sábado tem Foxygen, Four Tet, Jamie xx e muito mais

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A Popload está bem representada no Pitchfork Music Festival – versão Paris – pela Talita Alves. Falamos sobre isso ontem, quando ela elencou cinco motivos básicos que fazem deste um dos mais charmosos eventos de cultura pop no mundo.

Daí que o festival tem transmissão ao vivo e, assim, podemos invejar acompanhar melhor tudo o que acontece na iluminada Paris neste sábado, 1º de novembro, ao som de Foxygen, Four Tet, Jamie xx, Tune Yards, Caribou, Jungle e muito mais.

Abaixo, no player, existem canais diferentes pra cada show. Tem também algumas reprises de apresentações de quinta e sexta, tipo Mogwai, St Vincent, Belle & Sebastian, Future Islands e outros.

* Shows – 1/11, sábado – horário de Brasília
12:30 – Jessy Lanza
13:10 – Charlotte OC
13:50 – Tobias Jesso Jr
14:30 – Kwamie Liv
15:15 – MOVEMENT
16:00 – Foxygen
17:55 – Tune Yards
18:45 – José González
19:05 – Jungle
20:00 – Caribou
21:20 – Four Tet
22:20 – Jamie xx
00:00 – Kaytranada
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