Em pj harvey:

Jools Holland resgata ao vídeo hinos de Strokes, Portishead, PJ Harvey, Zutons e At the Drive-in

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* Colocados assim, juntinhos, fica uma maravilha. A BBC esporadicamente vem subindo em seu Youtube os arquivos de apresentações antigas, mas sempre lindas de se rever, de bandas e artistas que passaram no auge no programa serial “Later… with Jools Holland”. São os “Later Archive”.

De uma semana para cá eles subiram, veja bem: Strokes tocando “Last Nite” em 2006, o absurdo Portishead mandando “Glory Box” em 1994, o inacreditável At the Drive-in executando “One Armed Scissor” em 2000, o (este sim) incrível The Zutons fazendo “Valerie” em 2006 (que a Amy Winehouse tornou um hit) e PJ Harvey cantando a estonteante Dowm by the Water em 1995.

Resolvemos reunir tudo isso aqui, para você ser feliz nesta quarta à tarde. De nada, tá?

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PJ Harvey chega aos cinemas. “Um Cão Chamado Dinheiro” entrou em cartaz no Brasil

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* Entrou em cartaz hoje em Brasília, Rio e São Paulo (Espaço Itau Cinemas da Augusta e do Frei Caneca) o longa que é uma parceria da cantora inglesa diva indie PJ Harvey e do renomado fotógrafo irlandês Seamus Murphy, que assina a direção.

O filme é o registro da viagem que Harvey fez com Seaman para lugares como Afeganistão, Washington DC e Kosovo, onde a cantora buscou inspirações fora de sua zona de conforto para escrever poemas e preparar seu nono álbum, o “The Hope Six Demolition Project”, lançado em 2016.

“PJ Harvey: Um Cão Chamado Dinheiro” tem uma hora e meia de duração do resultado que foi a experiência artística que consistiu em Harvey coletar palavras e Murphy coletar imagens das viagens. Depois, durante cinco semanas, com um público convidado a assistir tudo atrás de uma parede de vidro no Somerset House, um estúdio construído especialmente para esse projeto, PJ Harvey foi criando o disco. Tanto as viagens quanto esse processo criativo registrado por Seamus Murphy constituem o filme de PJ Harvey que está em cartaz no Brasil. Vamos?

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A jovem Bully toca cover da veterana PJ Harvey para aliviar a alma. Mais uma do “indie-mental health”

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* Integrante forte do indie-mental health que pauta assustadoramente grande parte da música jovem atual, a cantora e guitarrista americana Alicia Bognanno, que saiu em carreira solo com seu projeto chamado Bully, fez uma cover para a música “Dry”, da distinta artista inglesa veterana PJ Harvey.

Faz todo sentido. PJ Harvey é uma heroína do importante rock independente feminino dos anos 90, o contraponto precioso que rolou ao “grunge de macho”da turma do Nirvana e de Seattle no geral, uma sonoridade de guitarras ásperas e vocais estridentes que uma parte considerável do rock alternativa de mulheres nos EUA nunca deixou de fazer.

O que é o caso de Alicia, que nasceu em 1992 e traz em session beneficente linda essa PJ Harvey de “Dry”, que está no segundo disco da britânica, “Rid of Me”, de 1993. Ou seja, Bully tinha 1 aninho quando esse disco em particular saiu.

A performance de Bully para “Dry”, da PJ Harvey, foi especial para a Sounds of Saving, uma organização fundada em 2016 para ajudar pessoas com alguma desordem mental a buscarem alívio na música. Seja os próprios artistas, seja os fãs. Alicia Bognanno, que sempre ajuda na causa, tem transtorno bipolar.

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Antes do cover de PJ Harvey, Alicia, a Bully, bateu um papo sobre o delicado tema com um dos ativistas da SoS, que tem buscado com várias ações a ajudar a brecar o enorme número de suicídio de jovens nos EUA.

“Muitos artistas, como eu, lidam com a saúde mental. Acho que 85% dos artistas, ou perto disso, sofrem desse problema. Eu tenho o número de telefone colado na minha geladeira que é uma linha direta para um serviço de ajuda de prevenção ao suicídio. Porque você nunca sabe quando alguém pode precisar disso”, disse Alicia.

Bully lançou seu novo disco com certo barulho, via Sub Pop, em agosto de 2020. O bom “Sugaregg” é considerado seu terceiro álbum e demorou três anos para sair, porque, dizem, a cantora e guitarrista primeiro estava enfrentando seus demônios.

Abaixo, sua caridosa versão de PJ Harvey para a Sounds of Saving.

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POPNOTAS, 6 de janeiro – PJ Harvey, Trent Reznor fala de Bowie, Miley Cyrus fazendo Metallica e o Fresno

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* Vamos às notícias mais relevantes do dia.

PJ Harvey vai relançar o clássico “Stories from the City, Stories from the Sea”, de 2000. Do material extra que vem por aí, já saiu nos streamings a versão demo de “This Mess We’re In”. A versão mais sequinha de uma das mais conhecidas canções da PJ é tão bela quanto a original – só não começa com a voz do Thom Yorke. O relançamento, que vem com um disco de demos acompanhando o original, está marcado para o fim de fevereiro.

– O site americano “Consequence of Sound” anda produzindo um especial sobre David Bowie. A morte do mestre inglês completa 5 anos no próximo 10 de janeiro. A publicação desta quarta é um texto emocionado do grande Trent Reznor, dono do Nine Inch Nails, sobre a amizade que conseguiu construir com seu ídolo. Trent avalia que conhecer Bowie de perto durante a turnê que fizeram juntos em 1995 ajudou muito ele a entender seu papel de artista. O inglês já tinha sido uma de suas inspirações ao se arriscar na produção do difícil “The Downward Spiral”, álbum de 1994 do NIN. Sobre a turnê de 95 vale lembrar que a banda abria os shows e ainda tocava algumas músicas como grupo de apoio do Bowie. Busque a versão de “Hurt” com os dois.

– Parece que o disco da Miley Cyrus com covers do Metallica vai sair do papel mesmo. Pensava que não? Pelo que a “roqueira” declarou em uma entrevista recente a uma rádio inglesa, tem até Elton John no rolê.

– Admirável o esforço da grupo emo Fresno de se manter em quarentena real. A banda emendou a terceira live com total respeito ao distanciamento social. Cada membro gravou suas partes antes e só o Lucas Silveira, vocalista e guitarrista, tocou realmente ao vivo durante a transmissão. Com criatividade dá para fazer as coisas funcionarem do jeito certo.

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PJ Harvey lançou vídeo novo. E daí que o vídeo novo está pronto há 21 anos?

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* A musa indie inglesa PJ Harvey, condecorada pela rainha por sua contribuição às artes, vai lançar no ano que vem um vinil comemorativo de seu marcante álbum “Is This Desire?”, que tem uma efeméride quebrada. O altamente elogiado quarto disco de Polly Jean, que saiu em 1998, marcou uma guinada na carreira da cantora e instrumentista, que deixou de fazer as guitarras gritarem bastante em suas canções para transformar seu som em algo mais atmosférico, trabalhado, muito por conta do time de músicos absurdos que ela juntou para colaborar com o disco e acompanhá-la em shows ao vivo, na linha John Parish, Mick Harvey, Rob Ellis, Eric Feldman.

Essa edição nova de “Is This Desire?” comemorativa de algo não sai sozinho. Vem com uma compilação de demos do álbum, à parte.

Na época, PJ Harvey fez um vídeo para a faixa de abertura do disco, “Angelene”, que seria o terceiro single do álbum e acabou nunca lançado. Até hoje.

A idéia do vídeo abortado, que vem a conhecimento hoje, era fazer no estilo filme de 16ml e usando fotos polaroids sequênciais, com movimento ou não, dela sozinha ou com amigos, tipo tiradas em cabines (era anos 90, né?).

“Eu lembro querer dar ao vídeo, pelas fotos, um tom de passagem do tempo, pois eu estourei as imagens para elas aparecerem gastas, descoloridas”, disse a diretora Maria Machnacz. “Eu botei um monte dessas polaroids no bolso na minha calça jeans e botei ela na máquina de lavar, para ver como ficava o resultado, filmando depois.”

Bom, se a diretora queria dar um tom de passagem de tempo ao vídeo da PJ Harvey, até por ele ter sido lançado agora, 21 anos depois de feito, tudo não poderia sair mais perfeito.

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* No começo desta semana, o documentário de PJ Harvey, chamado “A Dog Called Money”, foi exibido numa seção única online, depois de passar 2019 sendo mostrado em festivais de cinema cool do planeta, tipo Berlim e Veneza.

“A Dog Called Money” é nome de uma música bônus do discaço “The Hope Six Demolition Project”, seu novo álbum, o último de seus lançamentos de estúdio e o responsável pela artista vir fazer show no Brasil em 2017, trazida pelo cóf cóf Popload Festival.

O documentário, que vai passar em algum desses serviços de streaming em breve embora já possa ser encontrado “por aí”, pelo que parece, tem o seguinte trailer:

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