Em pom pom squad:

Pom Pom Squad faz show em praça em Nova York para marcar a volta ao vivo da banda

>>

* A fofura de banda indie nova americana Pom Pom Squad, que a gente acompanha aqui os belos passos já tem um tempinho, realizou domingo passado sua primeira apresentação ao vivo em mais de um ano, de um jeito legal. A banda, da energética Mia Berrin, que soltou o disco de estreia, o espertíssimo “Death of a Cheerleader”, agora em junho, fez um show “diferente” para marcar sua volta.

O grupo foi escolhido para estrelar um evento da Rough Trade Records na enorme e garbosa praça em frente ao Rockefeller Center, o conjunto de prédios comerciais que é “landmark” de Manhattan, em NYC.

O concerto foi de graça, perto do novo endereço da Rough Trade, que depois e por causa da pandemia saiu do Brooklyn. A banda meio grunge de Mia, ela mesma originária do Brooklyn, mandou dez músicas, a maioria do disco début. Fizemos uma seleçãozinha do show, aqui. O som não é dos melhores, mas enfim. Bom ver banda novinha fazendo um barulho assim:

>>

Pom Pom Squad, finalmente, toca seu primeiro álbum ao vivo. Em session para a KEXP e em tour americana a partir de hoje

>>

Captura de Tela 2021-08-20 às 12.53.09 PM

* Uma de nossas bandinhas prediletas, a nova-iorquina Pom Pom Squad, da incrível vocalista e guitarrista fofura-ativista Mia Berrin, soltou seu disco grunge de estreia no começo deste ano e agora prepara para voar com ele em shows de hoje até novembro, acompanhando ou sendo acompanhada por bandas como Nada Surf e Bully.

Nesta noite a Pom Pom Squad abre a apresentação do projeto da guitarrista cool Alicia Bognanno, a Bully, em Birmingham, só que a do Alabama. Vamos acompanhar.

Ontem a ótima rádio KEXP, de Seattle, botou no ar em vídeo a session + entrevista que Mia Berrin e sua Pom Pom Squad gravada no comecinho de agosto. O quarteto do Brooklyn fez performance de cinco músicas do disco e Mia conversou com a grande Cheryl Waters, prata da casa. Todas do “Death of a Cheerleader”. São elas:

“Drunk Voicemail”
“Be Good”
“Crying”
“Lux”
“Head Cheerleader”

Tudo aqui embaixo, conversa e showzinho:

>>

Top 10 Gringo – Tyler, the Bombator é o líder. Parquet Courts volta sem voltar. Pom Pom Squad pega o pódio e não larga

>>

* Uau. Semana braba nos lançamentos, hein? Vários nomes grandões e/ou legais chegaram juntos desta vez – e até uma estreia daquelas, muito aguardada. Nem é uma novidade, mas vamos contar esse segredo: não conseguimos escutar tudo que queríamos entre sexta e segunda. Vamos ter que seguir trabalhando ao longo da semana para apurar certinho as coisas que nos pareceram interessantes. Complicado ranquear desse jeito, mas bolamos algo aqui. Por ora, ficamos assim:

tylertopquadrada

1 – Tyler, The Creator – “Wusyaname”
Este novo álbum do Tyler, The Creator, “Call Me If You Get Lost”, tem vários potenciais números 1 para o nosso top 10. Escolhemos este hit que parece ter sido a primeira que caiu no gosto do povo. Um Tyler apaixonado por uma garota que ele ainda nem sabe o nome, mas parece que ela já tem namorado, maior confusão. Lembra um texto manjado, mas Tyler capricha nos versos e no todo da música, acertada demais na produção. Daquelas que vai para o repeat sem nem a gente pensar.

2 – Parquet Courts – “Plant Life”
Essa não tem no Spotify (ainda), a gente arrumou para vocês, hein? É o primeiro sinal de vida do Parquet Courts desde 2018 e a banda chega com uma pegada dance. Ou mais dance que as dance anteriores. Um som que nasceu de um recorte de uma improvisação de 40 minutos. Imagina a viagem.

3 – Pom Pom Squad – “Drunk Voicemail”
Não tem como não gostar da vibe Hole que percorre todas as músicas do Pom Pom Squad, ainda que não seja só a banda de Courtney Love que escoe por ali, até porque talvez Courtney nunca tenha escrito um romance adolescente em suas letras, como é o caso de “Drunk Voicemail”. Mas é por aí. Aliás, já fica uma sugestão. Procura no Spotify pela playlist Squad Songs da vocalista da banda, a Mia Berrin. Por acaso, tem duas do Hole na playlist.

4 – Sault – “London Gags”
Segue o mistério. Quem será que está por trás do Sault? Para adicionar mais mistério nessa questão, a banda resolve lançar um disco que vai ficar disponível para streaming e download por 99 dias. Então, corre aí, porque, para variar, o álbum está cheio de músicas incríveis.

5 – Unknown Mortal Orchestra – “Weekend Run”
Uma música toda sobre fins de semana e o quanto eles passam rápido. Repara na letra e na estrutura musical elaborada aqui por Ruban Nielson. As partes mais tortuosas da música são as descrições dos dias da semana comuns, da vida comum, lentas e tediosas com trabalho. Progressivamente a música vai se animando com a chegada da sexta e do sábado até um refrão delicioso que é todo um domingo de curtição. Que no fim passa rápido demais.

6 – Lucy Dacus – “Brando”
A caneta da Lucy Dacus é boa de lembrar histórias doloridas da adolescência, especialmente as que envolvem personagens masculinos, dos quais ela sabe tirar um bela onda hoje em dia. Em “Brando”, ela se recorda de um colega até que legal, que lhe apresentou muita coisa em termos de filmes e músicas, mas que depois parecia só usar ela como figurante de seu próprio filme, em suas palavras. Ele contava por aí que conhecia muito ela, mas ela sacou que na real não era bem assim. Enfim…

7 – Faye Webster – “Overslept”
A querida Faye consegue traduzir bem seus sentimentos em suas músicas. Nesse papo sobre dormir mais do que veria dá para sentir uma preguiça em cada verso, no vocal. São tão bem transmitidos os sentimentos que o trecho em japonês cantado pela cantora e guitarrista Mei Ehara parece dispensar tradução.

8 – Modest Mouse – “Back to Middle”
É massa o jeito que essa música nos engana. Ela vem toda bonita no começo, melódica, leve. Com paradinhas nos versos dando um clima e tudo. Até que a banda pesa mão logo após cada verso. De estourar os fones de ouvido. Modest Mouse em boa forma.

9 – Foo Fighters – “Making a Fire (Mark Ronson Re-Version)”
Quando o Foo Fighters prometeu um disco dançante foi um pouco decepcionante ver que “Medicine at Midnight” era bem pouco radical em sua proposta. Não entregou. Nessa releitura, Mark Ronson ajuda a banda a honrar um pouco o combinado e deixa “Making a Fire” bem mais suingada. Sem dúvidas, Ronson abraçou uma cópia do “Screamadelica”, do Primal Scream, por horas e encontrou um jeito de dar um “Movin Up” nesse som do Foo Fighters. Ficou bem bom.

10 – Little Simz – “Rollin Stone”
E o que dizer de uma música que começa com os versos “Eu estava em São Paulo”? Essa primeira linha de “Rollin Stone” foi por nossa causa, porque ela veio para tocar no nosso festival. Logo temos já uma parte dentro da obra da nossa rapper britânica predileta. Primeiro lugar semana passada e mais uma semana no nosso top 10, lógico.

*****

*****

* A imagem que ilustra este post é do rapper americano Tyler, The Creator.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>

Pom Pom Squad solta seu ótimo álbum de estreia e revela ao mundo a ativista indie Mia Berrin

>>

* Que dia de lançamentos, hoje. No meio de muita coisa boa desta abençoada sexta-feira musical temos ainda o primeiro álbum da banda nova-iorquina Pom Pom Squad, da incrível vocalista e guitarrista novinha Mia Berrin. Celebração indie.

miapom2

“Death of a Cheerleader” é o simbólico nome do disco. Mia Berrin não é fácil. Ela atualiza o grunge de meninas tendo nascido bem depois de o grunge ter chacoalhado o rock. Num forte olhar feminino de líder e ativista principal no que se envolve, ela dá um recado para os jovens como ela que o problema do mundo não está mais dentro do colégio, como nos filmes de sessão da tarde, mas sim no planeta inteiro e são muito maiores e complexos. Ou então estão bem dentro de cada um desses jovens, também maiores e complexos.

O Pom Pom Squad é, além de Mia Berrin, formado por Shelby Keller (bateria), Mari Alé Figeman (baixo) e Alex Mercuri (guitarrra, o único menino da banda).

O disco de estreia do grupo do Brooklyn consegue ser fofo e punk ao mesmo tempo. Veloz e viajandinho. Gritado e sussurrado. Completado pelos vídeos musicais que Mia faz, dirige e atual, se torna um pacote brilhante.

Suas músicas de destaque são “Lux” e “Head Cheerleader”, os singles. Mas canções como “Cake” e “Drunk Voicemail” soltam aos ouvidos de imediato nas primeiras audições do álbum.

O disco tem ainda uma cover maravilhosa de uma música muito desconhecida da geração alfa, z ou millenial e corre o risco de Mia ser chamada de cringe por ter colocado ela no álbum, mas a vocalista não está nem aí. “Crimson + Clover”, que cai direitinha “Death of a Cheerleader”, é uma música de 1968 de uma banda chamada Tommy James and the Shondells. Foi um sucesso instantâneo à época, vendeu milhões de compactos, mas hoje só toma em FM flashback, quando toca.

E a música que encerra esse début do Pom Pom Squad é o ruidoso trechinho de 23 segundos chamado “Thank You and Goodnight”, colocado ali só para o disco não acabar tão meloso com a gostosa “Be Good”, quase um bolero indie.

>>

Top 10 Gringo – Lorde cava seu primeiro lugar no papo. Pastel chama a atenção para a neopsicodelia inglesa. E o Migos começa sua avalanche de hits. Mais ou menos isso no nosso ranking

>>

* Temos um primeiro lugar para lá de polêmico. A gente acha, né? Porque nem a gente concordou muito com a própria escolha. Mas tem um papo nessa opção que vale levantar. E tudo isso em uma semana de boas músicas, a maioria provocativa com homens. Merecido tamanha incompetência masculina. Da veterana dupla americana Sleater-Kinney, de olho em homens que se fazem de feministas, até a Marina, a britânica, que está cansada de viver no mundo dos homens. E, se for mesmo a fundo, até nosso 10º lugar “diferente” trata desse tema. Ficamos satisfeitos com o ranking. Mais ainda com a playlist que o acompanha e sonoriza perfeitamente nossos pensamentos imperfeitos.

top10lordequadrada

1 – Lorde – “Solar Power”
Será que a gente gostou mesmo deste som? Parece uma música um tanto aquém das coisas que Lorde fez até aqui. A pergunta segue no ar, mas vale ir além da música e dizer que “Solar Power” nos fisgou também como um movimento da Lorde. A gente acompanha ela desde o começo e é notável que a neozelandesa assuma o risco de virar até meme ao colocar novas tonalidades em sua música, nos vídeos e na capa que causou agitos nas redes na hora – e nessa hora, no caso, os brasileiros capricharam, para variar. Se daqui a pouco a gente esquecer essa música, fica o meme. Mas nõa deixamos de saudar a volta da Lorde. E, se você pensar bem, é cultura pop, não?

2 – Pastel – “Blu”
Será a volta de Madchester? Estamos de olho nessa ainda pequena banda inglesa que revive os tempos do britpop mais doidão, indie psicodélico, que seria demolido pelo grunge e na sequência, em alguma medida, pelo estouro do Oasis, que eles mesmos foram precursores. Uma cena para se acompanhar. E nossa “ajuda” para esta boa música é dar um lugar alto no nosso ranking.

3 – Migos – “Avalanche”
Por aqui, o trio americano Migos segue sua toada certeira de construir hits gigantescos. Em “Culture III”, adiado por conta da pandemia, mas que está sendo retomado agora com lançamento recente, a música não peca em ser enorme, como todo o álbum novo do Migos, cheio de hits e participações especiais, que vão de Cardi B, a Bieber e a Drake. Já vemos alguns bilhões de streams por aí. No caso desta “Avalanche”, a brincadeira começa com referências ao hino “Papa Was a Rolling Stone”. Eita!

4 – Sleater-Kinney – “Complex Female Characters”
A gente saltou direto nessa faixa do novo álbum da Sleater-Kinney pelo título curioso. E não deu outra. É uma musicão que bate em cheio nos homens que amam um discurso de que curtem mulheres complexas na ficcão, enquanto sonham com um mulher real que pegue (bem) leve com eles – sempre regulando o quanto uma mulher pode ser ou deixar de ser. E as Kinney botam as coisas em seu lugar, por meio de uma boa música.

5 – Garbage – “Starman”
A gente ainda vai dar uma atenção para o disco do Garbage, “No Gods No Masters”, que acabou de sair. Acontece que ele vem acompanhado de um segundo disco, de covers, maravilhosos, que incluí só uma das melhores músicas de todos os tempos. Sim, “Starman”, do Bowie.

6 – Marina – “Man’s World”
Em uma estrofe, Marina (ex-with the Diamonds) dá o recado mais direto sobre o que a luta feminista busca, neste single de maio que puxa seu disco novo, lançado sexta passada. Coisa do tipo “Se você não entender agora, não entende mais”. Assim:
“Se você tem uma mãe, filha ou amiga
Talvez seja a hora, hora de compreender
Que o mundo em que você vive não é o mesmo que o delas
Então não me puna por não ser um homem.”
Precisa de mais?

7 – Pom Pom Squad – “Crying”
“Crying” traz a espertíssima Mia Berrin, vocalista e guitarrista do Pom Pom Squad, enfrentando sua própria escuridão em um banho de distorção guitarrística. Em contraste com o vídeo, que lembra filmes do anos 40 e 50, a coisa fica ainda mais divertida. Talvez “divertida”, para alguém que está chorando, não seja a palavra certa. Mas você entendeu.

9 – José González – “Head On”
Nosso sueco favorito fez uma das músicas mais antidepressivas do ano. “Head On” é um chamada para encararmos qualquer questão de frente, com a cabeça erguida, como diz o título. É até engraçado que a música começa quase bobinha, listando coisas tranquilas, até que de repente o grande sueco de nome latino nos chama a encarar de cabeça erguida desde um inquilino abusivo, corruptos e o nepotismo. É sensacional. E que violão hipnotizante. Grande volta, señior González.

9 – Manic Street Preachers – “Orwellian”
Tem um verso polêmico aqui nesta música do velho Manics. “We live in Orwellian times/ It feels impossible to pick a side”. Em tradução livre, “Vivemos em tempos orwellianos/ Parece impossível escolher um lado”. Se não for um papo do tipo “tomar ou não vacina e outras dúvidas que não deveriam existir”, esse tema universal atual, a gente entende que a música é um belo recado para a confusão geral que virou este mundo hiperconectado, onde nada parece ter validade. Mas pareceu um pouco dúbio. Será mesmo impossível decidir bem algumas coisas? Vamos acompanhar. Ao som do Manic Street Preachers.

10 – Bo Burnham – “How the World Works”
Em seu especial de comédia do Netflix, o americano Bo Burnham tira sarro de si e de muitos privilégios brancos em forma de música, em diversas canções. Nesta aqui, direcionada às crianças, ele tenta contar a história do mundo, que é impecável até que um personagem criado por ele resolve dar a real sobre genocídio, exploração do homem pelo homem e outros abusos. Vale escutar para ver como a história termina. Uma música diferente no ranking, ok. Mas ainda assim uma música.

*****

*****

* A imagem que ilustra este post é da cantora neozelandesa Lorde.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

>>