Em Popload entrevista:

POPLOAD ENTREVISTA: Tem live com o músico electroindígena NELSON D hoje, 17h

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* Nelson D acaba de lançar “Anga”, seu segundo álbum. Anga significa “Alma” em nheengatú e apresenta um passo de Nelson em direção às novas explorações sonoras. Como a gente levantou no Top 50 desta semana, é absurda e linda sua proposta de liberdade no disco.

E é sobre esse álbum novo que vamos trocar uma ideia daqui a pouco na Popload TV, às 5 da tarde, contando sempre com sua participação. Vamos falar com o produtor e DJ de longa estrada sobre sua carreira, sobre seu modo de pensar música e sobre sua história: um indígena órfão de Manaus que cresceu na Itália e estudou em escola de arte europeia por circunstâncias da vida e retorna ao Brasil para ser artista.

Você vai colar? Só chegar junto:

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POPLOAD ENTREVISTA: CHVRCHES. Falamos com Lauren Mayberry sobre o disco novo, “Screen Violence”, que saiu nesta sexta-feira

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* Enquanto seguimos tentando entender e nos adaptar ao momento que estamos vivendo, muitos sentimentos e percepções passados voltam para reforçar seu significado. No caso da banda escocesa Chvrches, uma ideia do começo do grupo veio à tona na hora de escolher o nome do novo álbum: “Screen Violence” (capa abaixo), o quarto do trio de Glasgow, que está sendo lançado hoje.

CHVRCHES - Screen Violence (ARTWORK)2

O título foi originalmente concebido como um nome para a banda, formada em setembro de 2011, mas exatamente uma década depois caiu como uma luva para expressar o que eles estavam sentindo no momento de agora. Apesar de elas terem sido essenciais em muitos aspectos, a “violência das telas” no último ano afetou todos nós, numa luta contra a solidão, pertencimento, angústia, desilusão… e são assuntos como estes que criam a narrativa do novo álbum.

Mas, ironicamente, as telas foram fundamentais para que o álbum fosse possível. O processo de gravação foi todo a distância, com membros da banda em Los Angeles e Glasgow. Lauren Mayberry, vocalista do Chvrches, contou para a Popload, em entrevista por Zoom, que só foi possível fazer isso porque eles já tinham algumas demos prontas, assim como os conceitos. Então a questão passou a ser como fazer essa dinâmica da feitura do disco funcionar remotamente. Via… telas.

Até o momento, só conhecíamos três faixas por meio de uma trilogia de vídeos que conversam entre si: “He Said She Said”, “How Not to Drawn” e “Good Girls”, este último destacamos aqui embaixo.

Sobre o visual dos vídeos, que têm uma pegada “ficção científica artsy” e são inspirados em filmes de terror que a banda adora assistir, Lauren diz:

“Tivemos muita sorte que para este projeto conseguimos trabalhar com um artista visual chamado Scott Kiernan, que trabalha com instalações e plataformas multimídia. Acabamos descobrindo o cara depois de assistir a alguns dos seus vídeos e ficamos com muita vontade que ele colaborasse. No fim ele trabalhou nos vídeos, cuidou da capa do álbum, todo o conceito visual. Fora que é muito difícil gravar um vídeo quando um membro da banda está em outro país. Como fazer um vídeo com chroma-key que não pareça horrível? Então meio que o conceito acabou casando com a ideia de uma realidade alternativa.”

Ao longo dos 10 anos da banda, muitas narrativas foram criadas em torno do Chvrches. E uma delas, particularmente, sempre perseguiu Mayberry por ser uma vocalista mulher. Ela já foi alvo de trolls da internet, e muito questionada a cada passo, sobre coisas como questionamentos sobre roupa e maquiagens dela, algo que a levou finalmente a expor isso em letras neste último trabalho.

“Eu sinto que durante muito tempo as conversas em torno do Chvrches eram sempre sobre meu gênero, sobre feminismo. E parte da letra de ‘He Said She Said’ fala de quando me defendi em 2013 de vários ataques que sofri online. A emoção também é uma narrativa, e me sinto feliz em poder fazer parte dessa conversa, mas eu não quero ser só isso. As pessoas nunca me perguntam nada sobre a música, jamais”, reclamou Lauren.

“A galera que comparece aos shows definitivamente se engajam com as letras e os sentimentos contindos nelas, e claro que as encorajam a falar sobre aquelas coisas. E elas vêm e cantam as músicas, mas não por causa dos problemas e sim pela música, o som. E nunca sequer escrevi nada sobre feminismo. Daí falam ‘Chvrches, banda feminista e blablabla’. Então pareceu inevitável que em algum momento eu parasse para realmente falar disso. E claro, quando você escreve algo você fala sobre alguma experiência pessoal. Mas posso dizer que me custou dez anos para amadurecer e construir algo que me levasse a falar disso. Vocês querem que eu fale sobre minhas experiências pessoais? Ok, está aqui. Mas vocês não vão gostar.”

Definitivamente ser mulher numa indústria que sempre foi majoritariamente masculina ainda é uma questão, mas que aos poucos vem aumentando seu lugar de fala.

“É muito legal ter visto como as pessoas têm respondido às músicas até agora. Mesmo que hoje existam muitas mulheres no pop, bem mais do que dez anos atrás quando começamos, ainda sinto que são mulheres suficientes ocupando esses espaços. Não quisemos escrever nada que parecesse como uma ‘música mensagem’ ou algo do tipo, mas sim algo que expressasse o que estávamos sentindo. E finalmente pareceu o casamento certo entre música, letra, o momento certo para abordar esse tema. O título ‘Screen Violence’ também me pareceu apropriado. No começo pensei que “He Said She Said” fosse uma ideia terrível, mas no fundo acho que, pensando bem, nunca nenhum homem parou para falar sobre esse tipo de sentimento, sobre alguma fã mulher, cometendo algum abuso, por exemplo”, ela continua.

Nesse momento de reflexão e amadurecimento, o Chvrches acredita ter evoluído sonoramente, pessoalmente e se sente confiante para encarar novos desafios. Um deles foi a colaboração com um ícone e ídolo pessoal dos integrantes da banda, o Robert Smith, do Cure. Lauren conta que inicialmente a ideia era outra.

“Acho que para o meu eu adolescente ainda não caiu a ficha, porque todos nós sempre fomos grandes fãs, nossa música é muito inspirada no Cure, sempre tivemos camisetas e tal… Meu manager soube que ele estaria gravando um novo album e decidiu entrar em contato com seu representante, para que, sei lá, de repente, se ele fosse estar em turnê, poder abrir algum show do Cure, ou algo assim. Mas acontece que Robert não tem um manager e aí um dia ele simplesmente apareceu e disse ‘Hey, vi que vocês estavam me procurando’. Então começamos a mandar algumas demos para que ele pudesse ouvir. O papo começou com participar de uma turnê e de repente estávamos compondo e gravando juntos. É muito bizarro pensar que ele assinou letras comigo! Às vezes você imagina uma pessoa e na vida real ela é completamente diferente. Aqui não foi o caso, ele ainda é muito apaixonado pelo que faz, é uma pessoa ótima, generosa.”

E, para encerrar nosso papo, não poderíamos deixar de perguntar sobre os planos da banda para o Brasil. Afinal, Chvrches nunca esteve em solo brasileiro para shows.

“Agradeço demais aos fãs do Brasil e sinto muito que ainda não tenhamos tocado aí. Estamos cientes que devemos essa visita, mas prometo que isso está em mente. Já tivemos conflito de agendas e acabou não rolando, mas mal podemos esperar, quando o mundo estiver um pouquinho mais normal, estar aí com vocês.”

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A foto da chamada na home da Popload é de Sebastian Mlynarski & Kevin J. Thomson

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* A entrevista com Lauren Mayberry, da Chvrches, foi conduzida por Daniela Swidrak (com a presença felina de Meg, dona da humana).

Chvrches - Dani + Meg

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POPLOAD ENTREVISTA: Tem live com a JADE BARALDO nesta sexta-feira, 17h

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* Jade Baraldo já tem uma estrada, apesar de seus poucos 22 anos. A cantora catarinense lançou um álbum de maneira independente em 2019, “Mais Que os Olhos Podem Ver”, se arriscou no programa “The Voice”, da Globo, participou de um disco da Fresno – entre outras muitas coisas. Dá para contar o início de sua trajetória desde a primeira música, escrita aos 16 anos. Agora ela entra em uma nova fase, “mais adulta”. Assinou com uma gravadora grande, a Warner, e lançou, tem uma semana, seu primeiro single mainstream, digamos, que é “Não Ama Nada”. Cujo vídeo já ultrapassa os 500 mil views.

Convidamos ela para o nosso Popload Entrevista para trocar uma ideia sobre tudo isso. A conversa rola ao vivo nesta sexta-feira, HOJE, a partir das 17h, JÁJÁ, na Popload TV, o nosso canal de YouTube. Como sempre, todo mundo está convidado para participar ativamente do papo. O canal está aberto.

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POPLOAD ENTREVISTA: JUNGLE. Falamos com Josh Lloyd-Watson sobre o disco novo, “Loving in Stereo”, que sai nesta sexta-feira

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Captura de Tela 2021-08-12 às 6.20.40 PM

* Em tempos difíceis, ouvir uma boa música pode ser uma cura para a alma.
E se essa cura vier num disco inteiro? Bom, é isso que vamos descobrir nesta sexta-feira, 13, quando “Loving in Stereo”, terceiro álbum de estúdio do duo inglês Jungle, estiver entre nós. Mas, pelos “spoilers” que já tivemos, os singles lançados, e pelas palavras de Josh Lloyd-Watson (o da esq. na foto acima) em entrevista à Popload, podemos esperar um disco cheio de “good vibes”.

“O terceiro álbum é algo difícil, algo diferente. Queríamos fazer de um jeito que fôssemos curtir ao tocar ao vivo, sabe? Fazer músicas atemporais, clássicas. Mas acho que finalmente chegamos onde queríamos chegar, e estamos muito felizes. Tem a energia, o funk, o soul…
Com os discos anteriores, por mais legais que eles sejam, eu sentia como se eles estivessem presos dentro de uma caixa em que você não consegue tirar todo o conteúdo. ‘Smile’ e ‘Casio’ foram ponteiros que nos levaram à direção certa e agora finalmente pudemos tirar essa cobra da caixa.”

A metáfora da cobra na caixa pode parecer meio confusa, mas o fato é que o Jungle se sentiu muito mais livre compondo desta vez, apesar dos dilemas do último ano: pandemia, os lockdowns, as restrições… E nisso tudo juntar uma banda de sete músicos para gravar.

jungle disco

O álbum foi gravado no Church Studios em Londres, conhecido local de gravação onde nomes bacanas da música já passaram por lá, como Adele, Radiohead e U2.

“Basicamente eu e o Tom [McFarland, a outra metade do Jungle] fizemos a maior parte das canções e depois fomos fazendo sessions com os vocais. É complicado, porque não existe uma fórmula para gravar. Às vezes você precisa fazer 25 versões de uma mesma música e em outras da certo logo de cara. Aí você pensa: ‘Vamos tentar isso’ ou ‘Precisamos mais daquilo’. Fazer música é como fazer arte, ter uma tela em branco, você sabe quando parece certo e te faz sentir bem.”

Sobre as possíveis inspirações também não há muito mistério. O hoje duo está sempre bem referenciado, mas neste caso o lance foi mais de “revisitar” aquilo já feito e soltar um pouco algumas amarras.

“Acho que a inspiração foi pensar inicialmente em nossa própria música e levar isso a outro patamar. Pensar ‘Gosto disso do primeiro disco, daquilo do segundo’. Se quisermos colocar um coral naquela música, ok vamos colocar um coral. Paramos de cair em algumas armadilhas criadas por nós mesmos. O importante é sentir-se livre no processo criativo.”

E, se vamos falar em criatividade, não podemos deixar de lado os vídeos, uma marca forte do Jungle. Sempre dançantes e muito bem coreografados, desta vez não foi diferente. Começamos com “Keep Moving” meses atrás, passando por “Talk about It”, “Romeo”, “Truth” e chegamos a “All of the Time”, lançado nesta semana. Esses são apenas cinco dos 14 vídeos filmados para o “Loving In Stereo”. Sim, a banda preparou um para cada faixa.

“Eu sempre curti muito essa vibe de briga de gangues, algo meio no estilo ‘Grease’, que tem diferentes tipos de personagens”, diz Josh sobre o vídeo de “Keep Moving” ser inspirado em “West Side Story”, peça que seria uma versão mais “moderna” de “Romeu e Julieta”.

“Nós nunca fomos o tipo que curte muito ficar aparecendo ou que quer ser superestrelas. Não ligamos para essas merdas. Nós nos importamos mais em bolar coisas legais e mostrar isso para as pessoas. Quisemos fazer um vídeo para cada faixa do disco, então filmamos 14 videoclipes ao longo de uma semana, fazendo uns três por dia. ‘Keep Moving’ foi realizado basicamente em uma hora e meia, duas no máximo.”

O vídeo é feito sem cortes. Então digamos que a coreografia também é de câmeras.

“É engraçado que as pessoas pensam: ‘Nossa, mas como vocês fizeram em tão pouco tempo?’. A verdade é que se fizéssemos um vídeo com cortes seria muito mais trabalhoso para editá-lo. Neste caso você filma umas 20 vezes aqueles cinco minutos de música, e, sim, toda vez você fica mordendo as unhas de nervoso torcendo para que saia tudo certo. E, para ser sincero, no começo não achamos que fosse possível fazer tudo isso em uma semana.”

Para você que sempre ficou morrendo de vontade de dançar pelo menos um pouquinho como os dançarinos do Jungle, eis aqui a oportunidade. Os coreógrafos Nathaniel Williams e Cece Nama, responsáveis pelas danças todas que você viu e ainda vai ver de “Loving in Stereo”, fizeram um tutorial disponível no canal da banda no YouTube. Arrasta os móveis e solta o quadril:

O duo inglês já tem shows marcados para este ano e o próximo. Amanhã, sexta, dia do lançamento de “Loving in Stereo”, vai rolar uma livestream com a banda tocando ao vivo as novas músicas. Para mais infos, veja aqui.

Alguém falou “álbum do ano”?

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* A entrevista com Josh Lloyd-Watson, do Jungle, foi conduzida por Daniela Swidrak, em um Zoom que ligou São Paulo a Londres.

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POPLOAD ENTREVISTA: Tem live nesta quinta com a dupla Chapéu de Palha, de Manaus

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* Conhece o duo Chapéu de Palha? Estamos falando de Giovanna Póvoas e Helder Cruz, da cidade de Manaus, que desde 2019 levam esse projeto que começou com gravações amadoras jogadas no Soundcloud. Do trabalho caseiro aos estúdios mais profissionais, vem um pop harmônico e bonito de um encontro de violão com as vozes casadas de Giovana e Helder. De 2019 para cá, eles já acumulam singles e EPs que estão sendo bem tocados nas plataformas de streaming e preparam seu primeiro álbum.

Convidamos a dupla para o nosso Popload Entrevista para entender melhor esse rolê todo amazônico. A conversa rola ao vivo nesta quinta-feira, HOJE, a partir das 19h, na Popload TV, o nosso canal de YouTube. Como sempre, todo mundo está convidado para participar ativamente do papo.

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