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POPLOAD NOW: os (nossos) 5 melhores (!) momentos do Grammy 2021

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* A gente sabe, o Grammy é uma premiação muito zoada. Isso há mais de 60 anos, como analisamos por aqui. Dito isso, ontem, no meio de sua existência controversa, até que a premiação teve seus momentos bons. Num resumão do que realmente valeu a pena conferir, demos a seguinte pincelada no Grammy 2021, que aconteceu ontem, armado de modo pandêmico dentro e fora do Los Angeles Convention Center.

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1 – OS QUE FINALMENTE FORAM PREMIADOS

O bizarro do Grammy é perceber o tanto de artistas absurdos que não levaram prêmio ou nem sequer foram indicados à premiação em toda sua carreira. E ontem tivemos dois exemplos superclaros disso.

Primeiro, a Fiona Apple, que em mais de 25 anos de carreira só foi significantemente reconhecida ontem, pelo seu mais recente e maravilhoso álbum “Fetch the Bolt Cutters”. Tipo, QUÊ?!
Lááá em 1998, ela havia levado um prêmio de performance de rock feminina, naquelas muitas subcategorias de consolação típicas do Grammy, mas desde então nada além disso, nada para seu tamanho.
Antes do evento, a cantora tinha divulgado um vídeo explicando por que não participaria da celebração e fez alguns apelos a causas sociais que são muito mais relevantes.

Agora, outra correção de rota do Grammy na linha “antes tarde do que nunca”. No começo dos anos 2000, foi praticamente unânime o fato de os Strokes “salvarem” o rock, aquelas coisas. E não há dúvidas do quanto o “Is This It” foi um agito relevante para a música, seguido do “Room on Fire” etc. Bom, quase 20 anos depois, a banda-fenômeno de algumas gerações levou um fucking Grammy.

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2 – AS APRESENTAÇÕES

Num esquema meio “Jools Holland”, onde todas as bandas que vão se apresentar ficam num mesmo palco e os focos de luz vão mudando conforme a vez, se deram o que realmente interessa: as performances ao vivo. Começou assim e depois foram ganhando aquele tom mais “megalomaníaco” de apresentação pop mesmo.
Nessas as explosivas Megan Thee Stallion e Cardi B meio que dominaram a noite. Certamente um dos maiores destaques da premiação, as duas rappers apresentaram pela primeira vez juntas e ao vivo o hit “WAP”. E para nós a melhor parte não foi nem o quão bombators as duas juntas são, É que no final da música rolou dentro de “WAP” um recorde da versão funk do DJ brasileiro Pedro Sampaio, que já tinha sido elogiado pela própria Cardi B no Twitter tempos atrás. Vai, Braseeeeel!

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Querem mais? Tivemos!! E numa certa ordem de preferência nossa elencamos o seguinte:

– Black Pumas

– Silk Sonic (Bruno Mars & Anderson .Paak)

– Dua Lipa

– Billie Eilish

– Poppy

– Taylor Swift

– Harry Styles

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3 – OS LOOKS

Premiação, não importa qual, sempre é boa porque tem aqueles looks que a gente ama odiar. Ou zoar. Ou até mesmo gostar, por que não? Bem, aqui destacamos nomes favoritos da casa que tiveram um visual “ousado” ontem à noite.

– Fontaines DC vestindo Alexander McQueen:

fontaines

– Kevin Parker, do Tame Impala, vestindo Versace:

kevin

– Phoebe Bridgers vestindo pijama bordado de caveirinha:

phoebe

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4 – RECORDES

Bom, sem grandes “wow” por aqui. Mas, ontem, oficialmente, a Beyoncé bateu o recorde de artista mulher a levar mais Grammy na história, vale registrar. “Queen B” somou 28 estatuetas embolsadas. Bom, na casa dela tem bastante estatuetas, aliás, porque até a filha dela, Blue Ivy, foi premiada em melhor vídeo. Sem contar os do Jay-Z…

Taylor Swift também foi destaque na seção “recordes”, se tornando ontem a primeira mulher a abocanhar mais vezes o prêmio de “álbum do ano”. Foram três discos seus que deram a estatueta mais importante da premiação para a ainda jovem artista.

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5 – QUEM NÃO LEVOU, MAS PODIA

Fontaines DC. Toda nossa torcida por aqui por um Grammy punk poético marginal, como vocês podem imaginar, masssss ficamos só com a indicação mesmo. O grupo de Dublin perdeu para os Strokes, o que tudo bem também, embora nessa hora ficamos com os sentimentos meio confusos. Primeiro prêmio (??!!) da banda de Julian Casablancas, beleza, mas significando que uma das melhores bandas hoje não levou. Será que vamos ter que esperar uns outros 20 anos pelo Fontaines?

Phoebe Bridgers. Considerada a melhor artista da pandemia, ela também não teve sorte. Indicada em quatro categorias, não levou nenhuma, o que nos faz questionar se a promessa de Elton John será cumprida mesmo e ele vai bater em alguém. Explicando: recentemente Bridgers participou do “Rocket Hour”, programa de Elton John na Apple Music, onde além de ele não poupar elogios, disse que, se ela não levasse pelo menos um prêmio para casa, ia ter que bater em alguém que decide as premiações do Grammy. Zero julgamento quanto a isso por aqui.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

POPLOAD NOW: Contra-atacamos os Golden Globes com o Popload Globes. Cinco séries de 2020 que você precisa ver, já que estamos em lockdown agaaaain

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* O Popload Now desta semana dá uma variada no tema, mas sem fugir do nosso foco, enquanto POP, enquanto NOW, porque domingo passado teve a cerimonia de premiação do Golden Globes 2021. E a gente detestou, muito por conta do tratamento das séries de TV seja nas indicações, seja nas escolhas de vencedores. Então queríamos aqui, ainda, falar sobre a cerimônia do último final de semana. Talvez de raiva, haha.

Mas, sob a nossa perspectiva, resolvemos bolar os nossos premiados/dicas/sugestões de séries como uma espécie de #Popload Globes, se você nos permite.

A surpresa geral da premiação “oficial” dos Golden Globes, quando saíram os indicados, foi a duvidosa “Emily in Paris”, nomeada em pencas de categorias (mas que depois pelo menos, não levou nenhuma estatueta hihi). E a segunda surpresa foi (pelo menos na redação da Popload): cadê “I May Destroy You”?!

“Emily” foi aquele conteúdo leve que você precisava ver na pandemia: engraçadinho, bobo, a vida é linda, romance em Paris, pain au chocolat, croissants… mas, é isso. É tipo aquela comédia romântica que você assiste para sair da fossa e pensar “Ainn é tudo lindo”. Um ar de positividade. Porque, convenhamos, ATENÇÃO SPOILERS, na vida real é bem difícil que da noite para o dia sua chefe tenha um BO, te transfiram para a França no lugar dela, você vire uma influencer com uns posts de Instagram mequetrefes, teu vizinho seja um gato simpático e a vida seja linda igual a torre Eiffel iluminada à noite. Aham, senta lá, Emily.

Voltando a nossa especialidade, música, a série até que traz umas coisinhas boas e dançantes: Stereo Total, Juniore, Barbagallo (Tame Impala), a supercool La Femme, a nipo-francesa Kumisolo, a fofa Laure Briard (que já é praticamente local – tem até disco em português gravado aqui no Brasil) e clássicos pop sessentistas como Jacqueline Taieb.

Ok, muito bom, 2 estrelas (pela trilha, e talvez pela larica de um pain au chocolat).

Mas seguimos aqui, pistolas, então resolvemos soltar nossos indicados ao Popload Globes 2021, sobre as séries do ano passado. E numa certa ordem de preferência para já mostrar nosso “ganhador”.

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1. I MAY DESTROY YOU
A série fala de assuntos que precisam ser falados, discutidos, problematizados e, por que não, dramatizados, para ver se a galera entende… Um reflexo da sociedade, do que normalizamos errado. Traz também o que faltou ao Golden Globes: representatividade.
O enredo acompanha a vida da escritora Arabella, interpretada pela incrível e britânica Michaela Coel (que está na foto na chamada da home para este post). Enquanto escreve o seu mais novo livro, ela recebe o convite de amigos para curtir a noite de Londres. Mas o que era para ser uma saída tranquila acaba criando um pesadelo em sua vida depois que alguém faz com que ela tome uma dose de “Boa Noite, Cinderela”. A moça se vê obrigada a reconstruir a própria vida sem descansar em entender o que lhe aconteceu na tal night.

A trilha sonora não desaponta: The Prodigy, Burna Boy, FKA Twigs, Arlo Parks.

Por aqui então já levou o ouro, 5 estrelinhas, purpurina, confete, nosso coração.

(“I May Destroy You” você encontra na HBO)

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2. NORMAL PEOPLE
Esta foi uma queridinha do começo da pandemia, em 2020. Total gatilho. Naquela primeira trancafiada dentro de casa, parece que sentimos cada beijo e abraço desta série britânica linda e sincera, baseada no livro homônimo, da escritora irlandesa Sally Rooney. Acompanhamos aqui os encontros e desencontros do casal Marianne e Connell, durante diferentes fases de suas vidas.

A trilha é mais variada, mas tem seus pontos altos com London Grammar, CHVRCHES, Frank Ocean e um destaque de 2019, Anna Calvi.

(“Normal People” você encontra na Starzplay)

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3. UNORTHODOX (Nada Ortodoxa)
Boa para sair do lugar comum (literalmente) e conhecer mais sobre a cultura judaica. A minissérie de quatro episódios é baseada na biografia de Deborah Feldman, que conta a história de uma jovem nascida e criada numa comunidade ultraortodoxa no Brooklyn, NY, que decide fugir para Berlim depois de ter problemas em seu casamento arranjado.

O hit de Santigold, “Disparate Youth”, já te pega no trailer.

(“Unorthodox” você encontra na Netflix)

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4. THE FLIGHT ATTENDANT
Drama e suspense na vida de uma aeromoça “rockstar” interpretada pela Kaley Cuoco, ex-“Big Bang Theory”. O primeiro episódio te fisga antes que você perceba que está rolando uma Karen O ao fundo. Ou “Toxic” da Britney Spears. Por que, convenhamos, se você vai falar de aeromoças e tals, e ainda quer por um pingo de graça, sem “Toxic” você perde uma baita oportunidade.

A história de uma noite errada de Kaley aeromoça com um passageiro rico bonitão vai ser contada, desculpa o seriado acima, de uma maneira pouco ortodoxa.

(“The Flight Attendant” você encontra na HBO Max)

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5. Small Axe
De toda a lista, esta série maravilhosa foi a única premiada da noite do Golden Globes. Inclusive, mais do que merecido para o John Boyega o prêmio de ator coadjuvante. Aqui na redação, já dávamos o prêmio para ele só de lembrar do discurso que ele fez durante os protestos do Black Lives Matter.

Mas, voltando à série, são cinco filminhos, uns independentes dos outros, porém todos ambientados na periferia de Londres, entre os anos 1969 e 1982. As histórias giram em torno de uma comunidade de imigrantes afrocaribenhos, que vivem à margem da sociedade britânica, sofrendo preconceito e maus-tratos.

“Small Axe” é criada e dirigida por Steve McQueen, primeiro cineasta negro a levar o Oscar de Melhor Filme por “12 Anos de Escravidão”. Segundo o próprio, a ideia de fazer a série surgiu há 11 anos, com o intuito de abordar a luta contra o racismo no Reino Unido. Mas nada mais atual e necessário como mostrar isso hoje.

É magistral o segundo filme da série, “Lovers Rock”, que mostra uma “house party” de reggae numa comunidade jamaicana, sem que a música pare em quase toda a sua totalidade. Se puder assistir apenas um, vá nesse.

(“Small Axe” você encontra no Amazon Prime)

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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POPLOAD NOW: Cinco vídeos espetaculares do Daft Punk que iluminaram (mesmo!) a era dos visuais na música

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* Não faz nem um semana que fomos atropelados pela notícia do fim do, para sempre incrível, Daft Punk. Pausa rápida para um “sniff” rápido. O impacto da notícia foi tanto, na mundo da música em particular e na internet no geral, que parece que morreu alguém da família.

Mas, enfim. Agora no mínimo é uma grande hora para revisitar a carreira da dupla francesa para reafirmar a genialidade deles dentro da música que gostamos. E, se teve algo que com certeza marcou a carreira do (não-tão) misterioso duo, foi sua identidade visual.

Além dos incríveis capacetes, pirâmide gigante de led nos shows, estética futurística e tudo mais, os vídeos do Daft Punk também foram um grande marco em sua história. Com alguns, arriscamos a dizer, que talvez da própria história dos chamados music videos.

Aqui no POPLOAD NOW a gente vai assumir uma faceta POPLOAD ALWAYS e vai lembrar alguns dos principais vídeos da dupla francesa.

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1. DA FUNK (1995)
Já começa pela direção: Spike Jonze. Com certeza um ícone da geração “videoclíptica” dos anos 1990-2000. O vídeo mais lembra um curta-metragem, mostrando um homem-cachorro (?) andando nas ruas de Nova York com seu rádio boombox e um pé (pata?) quebrado. Just because. Sem nunca ter tido seu roteiro “explicado”, foi assim o primeiro vídeo da dupla, já deixando o recado de que vieram para marcar mesmo, sem maiores explicações.

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2. AROUND THE WORLD (1997)
Outra direção icônica: Michel Gondry.
Que atire a primeira pedra quem nunca fez a dancinha do robô inspirada neste clipe.
Mais máscaras, coreografia, efeitos visuais… Na época a MTV já bombava hits como este. Surgia um novo eletrônico que mostrava um futuro até que fofinho. Ou a mensagem seria tipo “galera, vai todo mundo morrer, os robôs vão nos exterminar, mas tá tudo bem”. Se fosse de hoje, a música poderia ser o “Melô da Pandemia” (Äround the world”, né?) e o vídeo o mais replicado da história do Tik Tok.

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3. ONE MORE TIME (2000)
Verão de 2000/2001 (no caso daqui, destas terras ao sul) com certeza foi marcado para sempre com esta música, uma das mais “pop” e “abrangentes” _digamos_ do duo robôtico. O vídeo obviamente chamou a atenção: uma animação estilo animê, que depois compôs parte do longa-metragem “Interstella 5555”, numa produção nipo-francesa, que foi a realização visual do álbum “Discovery”.

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4. TECHNOLOGIC (2005)
“Buy it, use it, break it, fix it, trash it, change it, mail, upgrade it”
Aqui, além de ficar com essa série de “comandos” na cabeça, ainda tinha um robozinho meio assustador, numa vibe “Marte Ataca!”. Certamente fomos impactados com a produção. Esperamos que estas imagens legais que estamos recebendo agora de Marte, do robô da Nasa, não tenham o “personagem” deste vídeo. Ou tenha sim!!!! O vídeo foi dirigido pelo próprio Daft Punk e traz o conceito das pirâmides de luz, que serviu de design para o show deles que passou pelo Brasil em 2006.

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5. ROBOT ROCK (2005)
Talvez não seja um dos melhores vídeos, mas a música com certeza marca a era “Human After All”, com a banda aparecendo em carne e osso e capacete pela primeira vez. A letra pode ser repetitiva, o video meio tosco, meio caseiro, mas, olhando em retrospecto, não é justamente isso que a gente usa no Instagram hoje? Aquele filtrinho meio VHS, uns brilhos e flares… A estética oitentista traz até guitarras de dois braços (!). Fomos influenciados SIM.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

POPLOAD NOW: Os nove álbuns blockbusters que vão abalar nosso 2021, estrelando Drake, Foo Fighters, Lorde, Frank Ocean, Adele…

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* A gente gosta aqui de elencar os discos indies que estamos desesperados para que saiam logo, mas não podemos deixar de listar os blockbusters também, né? Que vão dar um agito gigantesco na cena, ainda que no paralelo das nossas vidas. E dar um agito, sim, a este site, por que não? E aos nossos festivais quando tudo passar, por que não? E outros por que nãos.

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** DRAKEJaneiro – O mega-rapper canadense Drake anunciou no ano passado o lançamento de “Certified Lover Boy”, junto com o primeiro single intitulado “Laugh Now Cry Later”, que a princípio trouxe um trailer seguido de um vídeo de alto orçamento. Quem sabe no futuro não vemos Drake estrelando um longa-metragem também?
O disco tem data de lançamento em “janeiro”, como colocamos aí em cima, sem dia anunciado. Ou seja, a qualquer momento, páááá!!!

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** FOO FIGHTERS5 de Fevereiro – “Medicine at Midnight” é o nome do próximo álbum do genial Foo Fighters, que já fez circular o bom single “Shame Shame”, inclusive estreando a música ao vivo no famoso programa Saturday Night Live, no final de semana seguinte às eleições americanas. No Réveillon, a banda liberou mais uma faixa, “No Son of Mine”. Em declaração, o líder Dave Grohl disse que o disco é “repleto de ‘hinos'”, e comparou-o a “Let’s Dance” de David Bowie. Ousado.

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** LANA DEL REY19 de março – Falamos muito no post anterior, mas tínhamos que colocar aqui também. O sucessor de “Norman Fucking Rockwell” tem o nome de “Chemtrails Over the Country Club”, sabemos já de dois singles, conhecemos a capa lindona, o tracklist que inclui uma música chamada “Wild at Heart” e outra “Dark but Just a Game” e que ele chega a nós no dia 19 de março. Ai, ai.

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** FRANK OCEANsem data – Já se passaram mais de quatro anos desde seu último lançamento, “Blonde”, mas recentemente Ocean voltou com a Beats 1 Blonded Radio, programa de rádio online em que também apresentou duas músicas suas inéditas, “DHL” e “In My Room”, e depois mais duas, “Cayendo” e “Dear April”.
Desde então, sabemos que o cantor planejava o lançamento de um disco de 7″ que ele mesmo cancelou. O que se espera é que para ainda neste ano o rapper traga mais conteúdo inédito. Ou seja, seu álbum novo finalmente.

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** KENDRICK LAMARsem data – Confirmado em praticamente todos os festivais giga mundo afora, isso num mundo pré-COVID, era esperado a esta altura que tivéssemos algo novo de Kendrick Lamar. Mas aí veio a pandemia…
Em 2018, Lamar se dedicou à trilha sonora do filmaço “Black Panther”, e recentemente deu as caras numa faixa do novo disco de Busta Rhymes.
O que sabemos por enquanto, é que ele está trabalhando em algo novo e, segundo palavras dele sobre demorar tanto: “Eu passo o ano inteiro apenas pensando em como vou executar um novo som, não posso fazer a mesma coisa indefinidamente. Eu preciso de algo para me animar.”
Torcendo para que ele fique bem animadinho. Porque estão dizendo mesmo nos bastidores da indústria que o disco novo de KL está bem pronto.

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** LORDEsem data – Em 2019, quando Lorde se preparava para gravar o sucessor do incrível “Melodrama”, ela foi pega de surpresa pela morte do seu cachorrinho, o que a fez adiar o processo. Porém, em maio do ano passado, a cantora e compositora apareceu para contar que está sim trabalhando em novo material, junto com o produtor dourado Jack Antonoff, à distância, obviamente, devido à pandemia.
Enquanto isso, Lorde (foto da chamada na home) lançou no fim do ano aquele livro de fotos de viagem da sua visita à Islândia, como te contamos aqui.
Mas, Lorde baby, queremos ouvir mais de você. Não ler, exatamente.

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** PHOENIXsem data – Ano passado fomos pegos de surpresa (ou mais ou menos) quando Phoenix lançou a ótima “Identical”, música que faz parte da trilha sonora do filme “On The Rocks”, dirigido por Sofia Coppola, esposa de Thomas Mars, vocalista e líder da banda francesa.
A faixa trouxe saudade do dançante “Ti Amo”, álbum de 2017, e desde então o grupo só lançou um livro, em 2019, chamado “Phoenix: Liberté, Égalité, Phoenix!”. Mas, segundo Mars, podemos esperar que “Identical” esteja no próximo álbum em breve, que deve ter o mesmo espírito animado.

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** RIHANNAsem data – Bom, depois de seu último lançamento, “ANTI”, láááá em 2016, de Riri só temos notícia quando se trata de seu império de beleza Fenty Beauty. E, ano após ano, os fãs querem mais que iluminador que brilha na Lua, Querem saber se, afinal, Rihanna voltará aos palcos e à música.
Em entrevista recente, a artista-empresária disse que a quarentena tem ajudado a aflorar seu lado criativo e que, para este ano, ela gostaria de levar sua marca e sua música para outro patamar.
Em março passado, Rihanna nos deu um gostinho, colaborando em uma faixa do rapper PARTYNEXTDOOR, “Believe It”. Manda mais, Rihanna, que está pouco. Mesmo.

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** ADELEsem data – Ela está mais linda, mais loira e fez o mundo dar uma respirada funda quando foi anunciada no programa “Saturday Night Live”, como host, em outubro do ano passado. Iria ela mostrar alguma canção nova ou adiantar novidades sobre o novo disco, o sucessor de “25”, que ela lançou há mais de seis anos? Mas quá! Mas no fim deixou um recadinho no Instagram, bem de leve, na ocasião do SNL, que o próximo álbum sai, sim, agora em 2021. Ok, então.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

POPLOAD NOW – Quatro nomes para você ficar de olho em 2021. Ou seja: now!!

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* É o de sempre. No começo do ano sempre colocamos aqui algumas sugestões de bandas e artistas solo para você ficar de olho nos próximos meses. Aqui vai nossa leva de quatro indicações. Nomes estes que nunca publicamos aqui. Nos recusamos a botar neste meio artistas novinhas como Arlo Parks, Girl in Red e Celeste, que já ganharam vários posts na Popload.

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CLAUD

** CLAUD – Primeiras coisas primeiro. Claud é uma artista não-binåria de Chicago que adora o “ela-dela” como referência. Arriscou uma carreira a partir de seu quarto ali por 2018 como Toast, mas resolveu se mudar para Nova York antes da pandemia, chegou ao Brooklyn e o Covid a trancou. Fez uma banda à distância com a amiga Clairo, chamada Shelly, mas deve decolar mesmo com a entidade que leva o seu nome. Assinou com o selo da Phoebe Bridgers, o Saddest Factory, e vai lançar seu álbum de estreia no dia 12 de fevereiro. Vai se chamar “Super Monster”. Esta “Soft Spot”, delicinha que você ouve abaixo, é do disco.

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** COACH PARTY – Quarteto britânico duas garotas, dois meninos, oriundos da mitológica Isle of Wight, ilha do Canal da Mancha que para muita gente lá nem faça parte da Inglaterra, embora se você der um pulo de Southampton você cai nela, sem dizer que a ilha é famosa mesmo por causa de festivais de música, Jimi Hendrix e dinossauros, E é de lá essa ótima Coach Party, famosinha do underground de Londres, mas ainda com um disco de estreia para soltar em algum momento de 2021. Uma banda que na descrição do Facebook se explica como “banda indie bege com personalidades fraturadas” merece nossa atenção.

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** POM POM SQUAD – Banda de novinhos do Brooklyn liderados pela já imponente guitarrista e vocalista Mia Berrin. Misto de furor indie-punk tipo Pixies e fragilidade emocional como 70% das bandas novas de hoje. Mas com nome sarcástico, vídeos perturbadores, barulho bom na hora certa e, claro, a Mia. Têm dois EPs apenas e dizem que o disco de estreia foi segurado para a pós-pandemia, em algum momento deste 2021 vacinado. Vamos torcer pelos dois. Pelo álbum e pela vacina. Não nessa ordem. A música abaixo é do EP de 2019 (“Ow”), coisa boa demais.

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** BREE RUNWAY –Bree acabou 2020 lançando uma poderosa mixtape de estreia, enquanto seu álbum de estreia é aguardado para o meio de 2021. Entende? Ela é de Hackney, a frutífera área periférica do lado leste de Londres, o East London vamos facilitar, e canta que é uma beleza dentro daquele espectro de estilos que pode ser hip hop, R&B, pop e, por que não?, rock. Sim, ela é adepta dessa onda do hip hop com guitarras que estamos falando por aqui há um tempinho. É da escola da Megan Thee Stallion. Consequentemente, da faculdade da Missy Elliot. Olha o tipão, na foto e no vídeo.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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