Em Popload Session:

POPLOAD SESSION e CENA apresentam… JP

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A gente na vida comete falhas, e no ano passado eu cometi duas. Duas bem feias. Por causa da memória corroída deixei fora da lista dos dez melhores de 2016 os álbuns que talvez foram dois dos cinco melhores discos de 2016, o que diria entre os dez. Dois do Top 3, até, pensando bem, agora com esse olha de meio de 2017. São os discos “Boca”, da veterana dupla indiedance-gostosa NoPorn, e “Submarine Dreams”, álbum de estréia do novinho músico mineiro JP Cardoso, ou apenas JP, que fez tudo sozinho, com a little help from his friends. Inclusive ele fez até os pedais das guitarras que usou para compor seu primeiro disco. Enfim, quando lembrei num recap já era tarde demais. E eu esperei bastante uma oportunidade para fazer esse mea-culpa. Ei-lo.

JP Abril de 2017 por Mancha Leonel 3

Vida que segue, JP (acima) agora retorna a este espaço para uma triunfal Popload Session, gravada em São Paulo, mais especificamente “fora de” São Paulo, em Cotia, no estúdio Casa do Bóris, que pertence ao grande Sérgio Ugeda. Bóris é seu cachorro branco, que faz participação especialíssima nos vídeos da session de JP. O rapaz de Belo Horizonte, diferentemente da gravação de seu disco, que saiu pelo selo mineiro-belga La Femme Qui Roule, não está sozinho na performance especial ao vivo para a Popload, de duas faixas de seu belo “Submarine Dreams”.

Ajudam o JP nesta Popload Session, no desempenho ao vivo das incríveis “We Can’t Forget” e “Jackie Chan”, a seguinte trupe das boas: na bateria, o Mancha Leonel, da Casa do Mancha. Na guitarra e no backing vocal, Cido, parceiro de JP, que inclusive bota umas guitarras em “Submarine Dreams”. E no baixo Diogo Valentino, do grupo carioca Supercordas. Em “Jackie Chan”, aliás, o próprio Sérgio Ugeda participa da percussão.

A banda acima, inclusive e a propósito, vai dar suporte à tour que JP arma a partir deste domingo, na Casa do Mancha, em São Paulo, às 17 horas. Retorna a Minas Gerais para três apresentações, passa por Brasília e termina no grande festival Bananada, em Goiânia. Depois dos vídeos, o cartaz da turnê do JP.

Agora, ele em ação. Senhoras e senhores, com vocês… o talentosíssimo JP.


** As fotos de JP que ilustram este post e a home da Popload são de Mancha Leonel. Você pode conferir o músico ao vivo na turnê destacada abaixo, em seu cartaz:

JP-Sky-Tour

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POPLOAD SESSION E CENA APRESENTAM… FINGERFINGERRR

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* Suprasumo do momento em que vive a CENA independente brasileira, o espetacular duo paulistano de barulho sério FingerFingerrr comparece com gloriosa Popload Session neste glorioso final do nada glorioso 2016.

A dupla, guitarra-bateria formada pelos bem vestidos Flavio Juliano (à esq. na foto abaixo) e Ricardo Cifas, lançou em julho/agosto seu primeiro disco, uma coleção inspirada de indie-garagem-hip hop-balada U2 que teve até músicas produzidas por gente acima de “suspeitas” como o tarimbado Mario Caldatto Jr (Beastie Boys), participações do indie-do-indie paulistano e edição de selo que flerta com a nova MPB, o da cantora Tiê (Rosa Flamingo). Banda que faz e acontece, antes mesmo desse ótimo “MAR” o duo Flavio e Ricardo já têm no currículo três tours em cidades americanas. O curioso é que ainda é uma banda a ser descoberta.

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Essa coqueteleira de conceitos que define a cena indie nacional, mais conhecida como FingerFingerrr, comparece à Session da Popload com uma música em inglês e outra em português, ambas do “MAR”. “Make You See” e “Quem Te Convidou?”, cruas e simples, vêm em excelentes vídeos, filmadas em uma só tomada, em plano sequência, pela diretora e pintora Thany Sanches.

Senhoras e senhores, com vocês… o explosivo FINGERFINGERRR.

* Ficha técnica dos vídeos: gravado na Mandril Áudio por Rodrigo Ramos, assistido por Gianni Dias e Eduardo Bolzan. Mixagem por Caio Alarcon, no estúdio Toca do Tatu. Masterização por Samuel Bordon, no estúdio Abacateiro.

***** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Popload Session e CENA apresentam… ERICK ENDRES

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É CENA e Popload Session, dois em um.

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Eu queria escrever como o Erick Endres toca guitarra. O menino, 19 anos, gaúcho com relações francesas, é íntimo do nobre instrumento roqueiro há 15 anos. Leia direito: não é que ele toca desde os 15. Aos 4 o pai dele já o botava para fazer barulho em guitarras. Saber quem é o pai dele explica muito dessa educação infantil: Fredi Chernobyl, produtor, DJ e guitarrista da banda-entidade gaúcha Comunidade Nin-Jitsu.

As muitas histórias de Endres a gente já deu aqui na Popload desde o começo da década. Um google rápido revela isso. Mas não cansamos de repetir, por admiração. Erick tem uma carreira que, mesmo com a pouca idade, é de roqueiro velho. Já foi indie, já foi da Sony, voltou a ser indie. Já tocou em Lollapalooza, já abriu para o Foo Fighters. Canta em inglês, francês e português. E o escambau. De novo: 19 anos.

Captura de Tela 2016-10-17 às 5.30.33 PM

Enfim. O prolífico Endres tem como meta lançar três EPs neste ano. O primeiro, “Falling”, saiu em agosto, via Loop Discos. O segundo, a vir à tona no dia 11 de novembro, 11/11 para os íntimos, se chamará “[IN]” e tem, entre suas quatro músicas, essas duas da session que o guitarrista entrega em performance ao vivo para a Popload: “Blinded Eyes”e “Don’t Think I’m Crazy”. Ambas muito boas.

Depois virá o terceiro EP. Depois o álbum, que será a soma dos três EPs mais uma inédita.

Captura de Tela 2016-10-17 às 5.11.39 PM

É reducionismo, contudo, quando o EP novo estiver na mão, chamar Erick Endres de “guitarrista”. No disco, ele toca todos os instrumentos. Mas, na session e em shows, ele está acompanhado por Lorenzo Flach (guitarra), Pedro Petracco (teclado e voz), Naum Gallo (baixo) e Bruno Bernardo (bateria e voz).

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Senhoras e senhores, com vocês… o impressionante ERICK ENDRES.

** Ficha técnica dos vídeos: captação e mixagem de áudio, Gilberto Ribeiro Jr. (estúdio Mubemol); captação de vídeo, Cecília Saraiva e Victoria Venturella; montagem, Victoria Venturella.

***** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Popload Session apresenta… DOM PESCOÇO

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A banda autopropaga seu som como uma “Tropsicodelia”, um certo resgate da psicodelia brasileira que nasceu da mistura da MPB com o rock viajante/lisérgico dos anos 70 do circuito São Paulo-Minas Gerais-Nordeste.

Mas estamos em 2016, em São José dos Campos, interior de São Paulo, e a banda em questão é a Dom Pescoço, quarteto que foi formado há apenas dois anos e no momento junta músicas para constituir seu disco de estreia, mas tem tocado bastante pelo estado, por enquanto, incluindo apresentações em festivais como Virada Cultural Paulista, Vento (Ilhabela) e Sescs e SESIs no interior e em São Paulo. Tudo à custa de seu EP de estreia, “Temperar”, de cinco músicas, lançado no mês passado).

Captura de Tela 2016-09-19 às 3.49.24 PM

A questão para o Dom Pescoço é a linguagem. Ou a “ludicidade”. Tanto ao vivo quanto nesta session para a Popload, o grupo diz querer trabalhar o alto astral e a repleta interação com o público. Ver essa performance especial que a banda da zona rural de São José dos Campos (o interior do interior) fez para este site é notar muito bem isso.

Em que pese o pouco tempo de vida e a ainda construção de um primeiro disco, o Dom Pescoço já quis mudar sua forma para chegar à Popload. Dom de Oliveira, o baixista e vocalista do quarteto, explica melhor:

“Escolhemos fazer doi vídeos ao vivo em formato acústico-roda-de-violão para esta session. Queríamos trabalhar essa linguagem faz um tempo.

O primeiro vídeo é de uma música nova nossa e quisemos trazer psicodelia e ludicidade com um fundo chroma key psicodélico, enquanto a banda aparece em P&B. O segundo é de um mesclado de duas canções, uma de Tim Maia e Di Melo. Escolhemos aqui o P&B integral.

Sacou?

Senhoras e senhores, com vocês… DOM PESCOÇO.

** O Dom Pescoço é Rafael Pessoto (guitarra), Luiz Felipe Passarinho (bateria), Gabriel Sielawa (guitarra, cavaco) e Dom de Oliveira (baixo). Todos cantam.

*** A banda toca nesta quarta-feira 21 no tradicional Bar do Zé, em Campinas. Sexta, 23, eles vêm à capital para se apresentar no Baderna Bar.

**** As fotos deste post e a da home da Popload são de autoria de Jaíne Lima, da Carpe Diem Fotografia.

***** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Popload Session apresenta… LLOYD

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* A melhor banda de britpop deste ano, sem ser necessariamente britânica (é paulistana) e ser propriamente de 2016 (foi formada no ano passado), a Lloyd chega a uma Popload Session junto com o lançamento de seu EP, “Broken Pavement”. O disco, três músicas, está rodando no Spotify e no Soundcloud da banda.

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A aproximação do quarteto ao britpop não é à toa. Primeiro porque o som da banda guarda mesmo paridade com o distinto movimento histórico do rock britânico que de seu jeito buscava a “canção pop perfeita”. Segundo porque quem produziu o EP do Lloyd foi o inglês Charly Coombes, que tem íntimas ligações com o britpop por ser irmão do grande Gaz Coombes (do Supergrass), ter tido banda que abriu a última turnê do Oasis em 2005 e já ter trabalhado com Graham Coxon, na fase solo do guitarrista do Blur.

Veja você a cover escolhida para essa session. O hino indie-dance “Girls & Boys”, do Blur, todo trabalhado na identidade criada pelo Lloyd, que a desacelerou. A música própria apresentada ao vivo e exclusivamente para a Popload é exatamente o carro-chefe do EP, a “Broken Pavement”, belo nome, que se eu divagar um pouco mais sobre o som do grupo de São Paulo eu vou resgatar certa banda do indie americano da mesma brit-época.

Bom, direto ao assunto. Curta aí “Broken Pavement” essa divertida e diferente versão de “Girls & Boys”, do Blur.

Senhoras e senhores, com vocês… LLOYD.

** O Lloyd é Alexandre Cherighim, André Gomes, Rafael Palermo e Thiago Belini.

*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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