Em Popload Session:

Popload Session e CENA apresentam… ERICK ENDRES

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É CENA e Popload Session, dois em um.

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Eu queria escrever como o Erick Endres toca guitarra. O menino, 19 anos, gaúcho com relações francesas, é íntimo do nobre instrumento roqueiro há 15 anos. Leia direito: não é que ele toca desde os 15. Aos 4 o pai dele já o botava para fazer barulho em guitarras. Saber quem é o pai dele explica muito dessa educação infantil: Fredi Chernobyl, produtor, DJ e guitarrista da banda-entidade gaúcha Comunidade Nin-Jitsu.

As muitas histórias de Endres a gente já deu aqui na Popload desde o começo da década. Um google rápido revela isso. Mas não cansamos de repetir, por admiração. Erick tem uma carreira que, mesmo com a pouca idade, é de roqueiro velho. Já foi indie, já foi da Sony, voltou a ser indie. Já tocou em Lollapalooza, já abriu para o Foo Fighters. Canta em inglês, francês e português. E o escambau. De novo: 19 anos.

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Enfim. O prolífico Endres tem como meta lançar três EPs neste ano. O primeiro, “Falling”, saiu em agosto, via Loop Discos. O segundo, a vir à tona no dia 11 de novembro, 11/11 para os íntimos, se chamará “[IN]” e tem, entre suas quatro músicas, essas duas da session que o guitarrista entrega em performance ao vivo para a Popload: “Blinded Eyes”e “Don’t Think I’m Crazy”. Ambas muito boas.

Depois virá o terceiro EP. Depois o álbum, que será a soma dos três EPs mais uma inédita.

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É reducionismo, contudo, quando o EP novo estiver na mão, chamar Erick Endres de “guitarrista”. No disco, ele toca todos os instrumentos. Mas, na session e em shows, ele está acompanhado por Lorenzo Flach (guitarra), Pedro Petracco (teclado e voz), Naum Gallo (baixo) e Bruno Bernardo (bateria e voz).

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Senhoras e senhores, com vocês… o impressionante ERICK ENDRES.

** Ficha técnica dos vídeos: captação e mixagem de áudio, Gilberto Ribeiro Jr. (estúdio Mubemol); captação de vídeo, Cecília Saraiva e Victoria Venturella; montagem, Victoria Venturella.

***** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Popload Session apresenta… DOM PESCOÇO

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A banda autopropaga seu som como uma “Tropsicodelia”, um certo resgate da psicodelia brasileira que nasceu da mistura da MPB com o rock viajante/lisérgico dos anos 70 do circuito São Paulo-Minas Gerais-Nordeste.

Mas estamos em 2016, em São José dos Campos, interior de São Paulo, e a banda em questão é a Dom Pescoço, quarteto que foi formado há apenas dois anos e no momento junta músicas para constituir seu disco de estreia, mas tem tocado bastante pelo estado, por enquanto, incluindo apresentações em festivais como Virada Cultural Paulista, Vento (Ilhabela) e Sescs e SESIs no interior e em São Paulo. Tudo à custa de seu EP de estreia, “Temperar”, de cinco músicas, lançado no mês passado).

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A questão para o Dom Pescoço é a linguagem. Ou a “ludicidade”. Tanto ao vivo quanto nesta session para a Popload, o grupo diz querer trabalhar o alto astral e a repleta interação com o público. Ver essa performance especial que a banda da zona rural de São José dos Campos (o interior do interior) fez para este site é notar muito bem isso.

Em que pese o pouco tempo de vida e a ainda construção de um primeiro disco, o Dom Pescoço já quis mudar sua forma para chegar à Popload. Dom de Oliveira, o baixista e vocalista do quarteto, explica melhor:

“Escolhemos fazer doi vídeos ao vivo em formato acústico-roda-de-violão para esta session. Queríamos trabalhar essa linguagem faz um tempo.

O primeiro vídeo é de uma música nova nossa e quisemos trazer psicodelia e ludicidade com um fundo chroma key psicodélico, enquanto a banda aparece em P&B. O segundo é de um mesclado de duas canções, uma de Tim Maia e Di Melo. Escolhemos aqui o P&B integral.

Sacou?

Senhoras e senhores, com vocês… DOM PESCOÇO.

** O Dom Pescoço é Rafael Pessoto (guitarra), Luiz Felipe Passarinho (bateria), Gabriel Sielawa (guitarra, cavaco) e Dom de Oliveira (baixo). Todos cantam.

*** A banda toca nesta quarta-feira 21 no tradicional Bar do Zé, em Campinas. Sexta, 23, eles vêm à capital para se apresentar no Baderna Bar.

**** As fotos deste post e a da home da Popload são de autoria de Jaíne Lima, da Carpe Diem Fotografia.

***** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Popload Session apresenta… LLOYD

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* A melhor banda de britpop deste ano, sem ser necessariamente britânica (é paulistana) e ser propriamente de 2016 (foi formada no ano passado), a Lloyd chega a uma Popload Session junto com o lançamento de seu EP, “Broken Pavement”. O disco, três músicas, está rodando no Spotify e no Soundcloud da banda.

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A aproximação do quarteto ao britpop não é à toa. Primeiro porque o som da banda guarda mesmo paridade com o distinto movimento histórico do rock britânico que de seu jeito buscava a “canção pop perfeita”. Segundo porque quem produziu o EP do Lloyd foi o inglês Charly Coombes, que tem íntimas ligações com o britpop por ser irmão do grande Gaz Coombes (do Supergrass), ter tido banda que abriu a última turnê do Oasis em 2005 e já ter trabalhado com Graham Coxon, na fase solo do guitarrista do Blur.

Veja você a cover escolhida para essa session. O hino indie-dance “Girls & Boys”, do Blur, todo trabalhado na identidade criada pelo Lloyd, que a desacelerou. A música própria apresentada ao vivo e exclusivamente para a Popload é exatamente o carro-chefe do EP, a “Broken Pavement”, belo nome, que se eu divagar um pouco mais sobre o som do grupo de São Paulo eu vou resgatar certa banda do indie americano da mesma brit-época.

Bom, direto ao assunto. Curta aí “Broken Pavement” essa divertida e diferente versão de “Girls & Boys”, do Blur.

Senhoras e senhores, com vocês… LLOYD.

** O Lloyd é Alexandre Cherighim, André Gomes, Rafael Palermo e Thiago Belini.

*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Popload Session versão “bônus”, com o Devise, de Belo Horizonte

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* Em outubro do ano passado, a banda mineira Devise apresentou para a Popload Session dois vídeos de performance ao vivo, uma com faixa de seu disco de estreia, “Lume”, de 2014, e outra uma cover de Smiths. “Por Que Não?” e “Bigmouth Strikes Again” foram as músicas desempenhadas em especial para este site.

Eles tinham um terceiro vídeo da mesma session, que guardaram para nos oferecer agora. É o ao vivo para a faixa “L Song”, também do primeiro álbum.

Como um bônus da Popload Session de outubro, veja mais uma vez o quarteto formado por Luís Couto, Bruno Vieira, Rafa Carvalho e Daniel Mascarenhas em ação.


*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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POPLOAD SESSION APRESENTA… CABANA CAFÉ

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* Acho que é a primeira vez que isso ocorre. Volta às sessions da Popload, pela TERCEIRA vez, a bela banda paulista CABANA CAFÉ, armada indie-bossa, rock-MPB que está indo também, agora, percebe-se, ao instrumental, às vezes jazzy cool, às vezes garagem quase suja, como aponta seu recém-chegado novo disco, que tem a estampa da Balaclava Records.

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Rita Oliva e seus amigos acabam de lançar “Moio”, o segundo álbum, sucessor de “Panari”, de 2013.

Segundo divulgado pela própria banda, “Moio” faz o grupo “dar um tempo nos flertes com indie e bossa nova de ‘Panari’ para intensificar um relacionamento denso com seus componentes musicais”. Segundo definiu a vocalista Rita Oliva, “foi a primeira vez que gravamos música instrumental, aprofundando nos instrumentos, deixando as jams fluírem”.

Isso significa que o Cabana Café, segundo definição dos próprios, passa agora da doçura à estridência.

Exclusivamente para a Popload, a banda gravou duas performances ao vivo. A primeira é para a intensa “Vândalo”, single do novo disco, cuja guitarra faz lembrar alguma viagem de Noel Gallagher do Oasis do primeiro álbum. A outra é uma linda cover para “It’s Too Late”, da cantora americana Carole King, estrondoso sucesso dos anos 70 sobre fim de relacionamento, soft rock que foi primeiro lugar da “Billboard” e depois viraria um dos símbolos de “música de rádio FM”.

Vamos a elas!

Senhoras e senhores, com vocês… CABANA CAFÉ.

** O Cabana Café tem em sua formação, além de Rita Oliva, o guitarrista Zelino Lanfranchi (que acompanha a Rita no projeto Parati), o guitarrista Hafa Bulleto (também integrante da banda BIKE), o baterista Mário Gascó (DesReal), Taian Cavalca nos synths e Gustavo Athayde (Peaches and Cream) no baixo. Mas não tome as funções muito à risca. A banda tem se alternado nos instrumentos. Os vídeos para a Popload mostram isso.

** O grupo faz show de lançamento de “Moio” sexta da semana que vem, 18, na Serralheria, na Lapa (rua Guaicurus, 857). O quarteto Hierofante Púrpura, de Mogi das Cruzes, é a atração de abertura. Para o show da Serralheria, o Cabana Café convida Daniel Fumega (Macaco Bong) para a bateria, além de participações especiais de Luiza Lian, Andres Tobal (Mel Azul) e Fernando Dotta (Single Parents).

** Os vídeos para a Popload tiveram captação/edição da Vela Forte Filmes e Lucci Antunes. O áudio de ambos foi trabalhado no Mono Mono Studio.

** A foto do Cabana Café que ilustra este post é de Lucci Antunes.

** “Moio”, o segundo disco do grupo, pode ser ouvido aqui.

*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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