Em porches:

Popload no Pitchfork Festival Paris. Harmonizando shows com vinho branco e ostras

>>

* Popload em Paris, como diria a vinheta abaixo.

POPLOADEMPARIS1

* Já dei este título há uns anos, vou logo avisando. E pelo mesmo motivo: o Pitchfork Festival Paris, um dos dois festivais indies mais cool do planeta. A minha modéstia impede de eu falar qual é o outro.

Indie-indie, indie-eletrônico, eletrônico-hip hop. O Pitchfork Festival francês, que começa hoje pequeno e em clubes para bombar a partir de quinta-feira, é o lado mais vanguarda (e dance) do seu original, o americano, de Chicago. Este aqui é realizado no Grande Halle de la Villette, um centro cultural gigantesco ao norte da cidade, no bairro 19, tipo um armazenzão que já foi um matadouro. Hoje recebe, o Pitchfork Festival sabor França em dois palcos, alguns shows especiais durante o ano, feiras de arte e cinema open-air.

Pitchfork-Paris-Venue-Grande-Halle-de-la-Villette-The-Owl-Mag

O festival deste ano vai apresentar, entre outras coisas, o novo show da guerrilheira MIA, tem o esperado concerto novo do Nick Murphy (que até pouco tempo era conhecido como o cultuado Chet Faker), o novo-morrissey Porches (foto abaixo), o maravilhoso e punk Parquet Courts, os finos Moderat, Todd Terje, Mount Kimbie e Explosions in the Sky, Warpaint, DJ Shadow, Bat for Lashes, Floating Points, Sunns, Whitney e outra galera.

Como é minha primeira vez “in loco” no festival, vou conferir se vendem mesmo, na área de alimentação, de quiche lorraine a ostras frescas. Sobre ter bares vendendo exclusivamente vinhos, vermelho, branco ou rosé, isso é tradicional em qualquer festival francês decente.

Dada a característica do festival, a cidade que o abriga, o histórico do Pitchfork americano importado e o clima desta época do ano (outono, entre 10 e 12 graus no fim de tarde/noite), espera-se uma quantidade grande de hipsters de chapéu e roupas de brechó. Nada de indie de bermuda e camiseta de banda, parece. A ver.

Porches- Hour - Photo Credit Jessica Lehrman- 72dpi 2

** A novidade é que, além da cobertura Popload do Pitchfork Festival Paris, vamos transmitir aqui no site uns shows AO VIVO. Lide com isso.

*** Os planos amanhã, quarta, é dar um pulo em Strasbourg, na Ausácia, para ver o show do Parquet Courts, no La Laiterie. Falaremos sobre, depois.

**** A Popload viaja a Europa a convite da companhia aérea Air France.

>>

O maravilhoso Porches lança vídeo novo. Pare e veja

>>

Captura de Tela 2016-10-17 às 7.17.57 PM

* Bem, posso estar viajando, mas vejo alguma coisa de Morrissey no Aaron Maine, o cantor nova-iorquino da banda Porches, uma de nossas últimas manias. Acho que pela delicadeza sonora, pelo tipo, pela camiseta branca por dentro da calça. Sei lá.

Disse aqui em post recente que o Porches é “apenas um pequeno grupo de um dos melhores vocalistas do eletro-rock atual, em algum lugar entre Father John Misty e Chet Faker”. Então pode botar o Morrissey nessa conta, sob minha responsabilidade.

Dito tudo isso, comunico duas coisas. Se nada atrapalhar, vejo o Porches ao vivo semana que vem. E, (2), que ele acaba de lançar um novo vídeo, para a música “Shaver”, de seu mais novo EP, “Water”.

“Water”, o EP de oito músicas, é uma coleção de demos e/ou canções mexidas de seu mais recente álbum, o lindo “Pool”, lançado em fevereiro deste ano. “Shaver” está lá. E tanto a versão final do disco quanto esse esboço de música que foi colocado no EP são lindos de morrer.

O vídeo de hoje tem como estrela a Warzer, uma linda moça (foto acima) que dança e faz alongamentos durante a música, numa pegada visual tipo VHS.

Nisso o Aaron lembra também, um pouco, o Morrissey. Tudo em que ele encosta vira arte.

>>

Porches tocando Big Star. Apenas

>>

* Uma parada rápida na preparação dos post do Popload Festival para colocar aqui a delicadeza do Porches, banda indie-indie do nova-iorquino Aaron Maine (abaixo), tocando a música “Morpha Too”, do finado grupo Big Star, assombroso (de bom) patrimônio indie dos anos 70, liderado pelo grande Alex Chilton.

porches

Quando surgiu, o Big Star era, pelos indies, uma adorada banda em algum lugar entre Beatles e Stones. Já o Porches é apenas um pequeno grupo de um dos melhores vocalistas do eletro-rock atual, em algum lugar entre Father John Misty e Chet Faker.

Se nada mudar a programação, iremos acompanhar o Porches ao vivo na semana que vem, para ver como é a apresentação de palco da banda.

Por enquanto, somente, Porches “fazendo” Big Star.

>>

Porches joga água no próprio disco. E ficou bom demais

>>

240816_porches2

* Conheci o Porches, o delicado projeto do nova-iorquino Aaron Maine (ou, como queiram, o projeto nova-iorquino do Aaron Maine), apenas neste ano (já fui melhor), de tanto que falaram bem do disco que ele lançou em fevereiro, “Pool”, o seu segundo álbum. Indie classudo meio synthpop, meio orgânico, o Porches foi destaque deste ano do Pitchfork Festival, de Chicago, no mês passado. Para completar meu desencontro com o Porches, tinha programado de comprar o disco dele na ótima loja indie norueguesa Big Deeper, na viagem recente para Oslo, mas me distraí com o disco do FIDLAR e outras coisas e me esqueci…

O grupo de Maine, uma das vozes masculinas mais legais do indie eletrônico desde o australiano Chet Faker e do mesmo clube do Father John Misty, acho, está no meio de uma turnê americana só por lugares legais, tipo Echoplex em Los Angeles, o Subterranean de Chicago e o Crocodile em Seattle. Daí você tira qual o “street cred” do cara/banda na cena independente americana.

Desnecessário dizer, em outubro ele encara uma turnê europeia também por casas legais, incluindo obviamente o cool as fuck Pitchfork Paris, um festival mais elegantemente bem curado que o americano, sem nenhum desmerecimento aqui para o segundo. Só uma questão de posição.

Ontem, o Porches lançou um EP novo, chamado “Water”, que consiste numa lista de músicas que é uma espécie de versões demos de canções que entraram no álbum “Pool”. Tipo no EP tem as versões das músicas que Maine fez em casa, compondo e tocando e programando sozinho. No disco cheio, já são elas com versões de estúdio, executadas pela banda.

“Water”, o EP, traz ainda duas canções inéditas, novinhas. Uma delas, “Black Dress”, absurdamente boa, foi lançada ontem com vídeo, que traz participação do nosso amigo (e do Aaron Maine) Dev Haynes, do Blood Orange. Dançando na academia.

“Water”, o EP do Porches que é o “Pool” em outras águas (ai!) pode ser ouvido aqui. O vídeo de “Black Dress” está aí embaixo.

De bônus, duas performances do Porches ao vivo no Pitchfork Festival de Chicago, semanas atrás. A deliciosa “Car” e a não menos

Tracklist
01 Mood (Water Version)
02 Pool (Water Version)
03 Glow (Water Version)
04 Car (Water Version)
05 Shaver (Water Version)
06 Security (Water Version)
07 Black Dress
08 Black Budweiser T-Shirt

>>

Mais Blood Orange. Mais Julian Casablancas. Mais vídeo style

>>

Screen Shot 2016-06-28 at 14.50.57

* Hoje é o Dia Internacional de Dev Hynes. O nome por trás do Blood Orange não só surpreendeu o indie antecipando em três dias o lançamento de seu disco novo, “Freetown Sound”, que sairia sexta-feira oficialmente, como bota agora à tarde para rodar um novo vídeo style para single de seu terceiro álbum nesta nova fase.

O vídeo, para “Augustine”, dirigido pelo próprio Dev Hynes, tem para variar Nova York ao fundo, dancinhas com a mão, galera artsy que orbita em torno do músico e participações especiais de um pessoal cool, entre eles o Aaron Maine do Porches e o tal Julian Casablancas.

Screen Shot 2016-06-28 at 14.53.00

No vídeo, Julian, com seu mullet de pontas loiras, come um daqueles francos secos numa lanchonete com Hynes, que usa uma camisa de futebol da seleção inglesa (Dev Hynes é brit).

Saca o Dev!

>>