Em porridge radio:

POPLOAD NOW – Quatro covers incríveis para ouvir nesta segunda-feira democrática

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* Tirando o Rio de Janeiro, todo mundo aí votou certinho? Mais uma edição do Popload Now, desta vez com quatro versões lançadas desde a sexta passada, cheia de conexões sonoras que vão nos embalar até o segundo turno, no final do mês. Segundo turno para quem é de segundo turno, claro.

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** PORRIDGE RADIO FAZENDO LEONARD COHEN

A banda inglesa revelação deste ano (foto na home da Popload) soltou na sexta-feira uma performance na igreja de St. Giles, em Camberwell, Londres, com uma versão lindíssima de “Who By Fire”, do gênio Leonard Cohen.

Em seu Instagram, a sensível cantora Dana Margolin comentou: “Sempre foi uma das nossas favoritas, então ficamos muito felizes em gravá-la para nossa sessão na igreja de St. Giles, Camberwell. As letras são da liturgia judaica para o Ano Novo, e filmamos na mesma semana que o Rosh Hashaná deste ano”.

O resultado é beeeem bonito.

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** KYLIE MINOGUE, CHER E MAIS UM MONTE FAZENDO OASIS

Pela segunda vez neste ano, a BBC juntou um time de peso para fazer tipo um “We Are The World” em prol das crianças carentes. A música da vez é a maravilhosa “Stop Crying Your Heart Out”, dos polêmicos irmãos Gallagher. No começo da pandemia, a BBC promoveu o BBC Radio 1 Stay Home Live Lounge com o single “Times Like These”, do Foo Fighters, na voz de artistas como Dua Lipa, Bastille, Sam Fender e Royal Blood (só para citar alguns), para arrecadar fundos para as instituições Children in Need e Comic Relief e dar suporte a pessoas vulneráveis durante a crise da COVID-19.

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Este novo All Stars cover, que inclui as vozes de Cher, Kylie Minogue e Lenny Kravitz, entre bastantes outros, fez estrear um vídeo que o programa beneficente levou ao ar na sexta à noite na TV, que você vê abaixo, junto com a \lista completa dos artistas envolvidos:

Anoushka Shankar · Ava Max · BBC Concert Orchestra · Bryan Adams · Cher · Clean Bandit · Ella Eyre · Grace Chatto · Gregory Porter · Izzy Bizu · Jack Savoretti · James Morrison · Jamie Cullum · Jay Sean · Jess Glynne · KSI · Kylie Minogue · Lauv · Lenny Kravitz · Mel C · Nile Rodgers · Paloma Faith · Rebecca Ferguson · Robbie Williams · Sheku Kanneh-Mason · Yola

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** PHOEBE BRIDGERS FAZENDO GOO GOO DOLLS

Entre os artistas que levantaram a bandeira política durante as polêmicas eleições americanas, a cantora loira californiana, que lançou um bom disco neste ano, o “Punisher”, postou em seu Twitter que, se Trump perdesse as eleições, ela faria um cover de “Iris”, grande hit da banda Goo Goo Dolls, música que você, assim como a gente, já deve ter arriscado cantar um dia num karaokê bêbado.

E, como promessa é dívida, depois de ter sido cobrada pelo próprio Goo Goo Dolls também no Twitter, Bridgers fez bonito e chamou a compositora Maggie Rogers para acompanhá-la.

Todo o dinheiro arrecadado com o single irá para a instituição Fair Fight, organização que luta pelos votos das minorias e é encabeçada pela ativista Stacey Abrams, “acusada” de ser a responsável pela virada dos votos a favor do democrata Biden no estado da Georgia. Bravo, Abrams!

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** DIIV FAZENDO PSYCHIC TV

A banda indie nova-iorquina DIIV lançou neste final de semana uma cover bem interessante de “The Orchids”, música de 1983 do cultuado grupo artsy britânico Psychic TV, cujo líder Genesis P-Orridge morreu no começo deste ano. A versão foi feita para uma ação do blog indie americano Stereogum.

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* Esta seção é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Here’s the thing: as incríveis apresentações de Sports Team e Porridge Radio no Mercury Prize 2020

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Captura de Tela 2020-09-25 às 11.50.04 AM

* Nesta semana aconteceu em Londres, do jeito que deu para acontecer, meio na internet meio no rádio, a cerimônia do Mercury Prize, um dos mais honestos e legais prêmios da música britânica. A premiação, que acontece desde 1992 e só tem uma categoria, a de “disco mais relevante do ano”, teve o “Screamadelica” do Primal Scream como o primeiro vencedor.

O Popcast, o podcast da Popload, fala bastante nesta semana do Mercury Prize 2020 e de seu vencedor, o espetacular Michael Kiwanuka e seu discaço homônimo, ele que anda até com envolvimentos obscuros com a misteriosa banda Sault. Merecidaço. O episódio já está no ar.

Mas à reboque do prêmio tem as apresentações especiais para a ocasião. Foram muitas bem boas. Mas sacamos aqui duas delas, de bandas que a gente paga um tributo lascado e lançaram discões também neste ano: Sports Team (foto na home) e Porridge Radio (foto acima).

Eu juro que não ia ficar chateado se o Sports Team levasse o Mercury.

Deixamos ambas aqui embaixo, para sua degustação:

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Bom para nós. Nem bem lançou o “disco do ano”, Porridge Radio já solta música nova

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* A ótima banda Porridge Radio, de Brighton, na Inglaterra, teve o lançamento de seu importante disco de estreia, “Every Bad”, atingido no meio pela pandemia, no começo de março. O álbum do grupo liderado pela sensível cantora e guitarrista Dana Margolin saiu, o mundo se trancou assustado.

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Esta “Good for You”, inédita, que ganha lançamento hoje, marca um passo além da banda sem esperar resultados ao vivo que o disco debut poderia trazer. A faixa é colaborativa, de Dana com a Lala Lala, projeto de sua amiga americana Lillie West. Escrita e gravada a distância. As duas estão na capa do single, acima. Lala no capô do carro, Dana dentro.

O disco “Every Bad” ganhou elogios rasgados em seu lançamento. A “NME” disse que o primeiro álbum do Porridge Radio era um presente complexo para um mundo que não merece. A revista “Clash” foi mais longe, falando que a banda de Dana criou não apenas o álbum de suas carreiras, mas talvez o disco do ano

Aqui, a nova “Good for You”.

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Popload em Londres, a terra do Tottenham Hotspurs. Hoje tem Popload Festival no All Points East. E o Morrissey banido? E o Richard Ashcroft tadinho? E a Porridge Radio? E a Yak?

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* POPLOAD EM LONDRES. Com primeira-ministra caindo, Morrissey caindo e Strokes subindo.

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Talvez mais legal que ir a Madrid semana que vem, nestes tempos agitados aqui na Inglaterra, é ficar no Reino Unido para o jogaço do dia 1º de junho entre Tottenham (pronuncia-se “tótenã”, segundo a ESPN Brasil; ok, piada interna…) x Liverpool, na final da Champions League, o campeonato de futebol mais feroz e legal do planeta, que por um acidente geográfico o Palmeiras não disputa.

Mas mais imediato que isso é dizer que começa hoje em Londres, no “tranquilo” lado oeste, o festival de seis dias All Points East, neste ano uma espécie de Popload Festival porque vai ter Hot Chip e Little Simz hoje e Raconteurs amanhã. Sem dizer (já dizendo) que teve Patti Smith no ano passado.

Neste final de semana os headliners são Chemical Brothers (tonite), o veeeelho Strokes (amanhã, no único dia esgotado até agora) e Christine & The Queens (domingo). Semana que vem, o weekend 2, na continuação, tem nas cabeças, respectivamente, Bring Me the Horizon, Mumford & Sons e Bon Iver.

Realizado no gostosinho e bem situado Victoria Park, o All Points East é uma “intervenção” americana na terra dos festivais. Feito pelos organizadores do Coachella, o evento do East London vai ter ainda, fora os headliners e os Poploaders, coisas como Idles, Metronomy, Fat White Family, Connan Mockasin, Viagra Boys, Primal Scream, James Blake, Courtney Barnett, Mac Demarco, Parquet Courts, Toro Y Moi, The Staves, Dizzie Rascal, Kamasi Washington, Julien Baker, Snail Mail, Rosie Lowe, Beach House, Interpol, Ana Calvi, Johnny Marr, Los Bitchos, Spiritualized, Kurt Vile, Kate Tempest, Jarvis Cocker, Gold Panda, Little Dragon, entre outros.

A gente vai trazer umas coisas aqui na Popload. Acompanhe nossos canais também, em Insta, Stories, Twitter. Menos naquela “rede lá”. Tô zoando, Zuck.

** No meio da turba que se apresenta no All Points East, ali no pelotão “de baixo” do domingo, está uma banda algo revelação que é de uma fofura absurda. Com disco novo na cena há três meses, o trio britânico Yak retorna rumo ao estrelato indie (com tudo o que isso pode significar) com o excêntrico álbum “Pursuit of Momentary Happiness”, nome lindo que dá sequência à carreira da banda, após o debut em 2016, o “Alas, Salvation”.

Vibrante e inquieta, a banda de indie-garage ainda ganhou uma ajudinha do, SURPRESA, J Spaceman, aka Jason Pierce, o “lunático”, da também inglesa Spiritualized, e teve disco lançado pela Third Man Records, gravadora cool de Jack White. Olha com quem o Yak está se metendo.

Aliás, enquanto o Jack não aparece no Popload Festival com a galera do Raconteurs, ele está em turnê com os caras, que estão abrindo uma série de shows pela Europa, inclusive para o Foals.
Esta semana o grupo deu as caras no francês La Blogotèque, numa apresentação moderninha da faixa “Fried”. Olha que belezura.

** Uma das bandas novas que mais tocam nas rádios da BBC, 1 e 6, é de Brighton, chama Porridge Radio, e virou orgulho da cidade ao ser uma das mais comentadas no festival local Great Escape, uma das maiores vitrines de new music do planeta, um pequeno SXSW com mais som e menos conversinha.

Estão no momento na cola dos shows solo do Interpol, como banda de abertura, e lançaram uma musiquinha nova de garagem tão suja-fofa lo-fi, linha Pavement por que não?, que se chama “Give/Take” e começa com um “one, two, three, four” feminino de matar. E só melhora, seja no vocal, no backing, na guitarra, na bateria. Desesperadora de boa. Já vi comparação até com Dinosaur Jr.

Músicas que tem o refrão que esta “Give/Take” apresenta, merece ser celebradas mesmo se compostas ou cantadas pela Paula Fernandes e Luan Santana.

“I want want want want want want want want want you
I want want want want want want want I need you
I want want want want and I always get what I need
I want want want want and I always get what’s good for me”

Pensei que o Idles, o Fontaines DC e o Toro Y Moi fariam total a trilha sonora do meu 2019. Vão ter que abrir espaço para esta “Give/Take”, do Porridge Radio.

** Entre as popices gerais por aqui, destaque para o fim da treta envolvendo “Bitter Sweet Symphony”, uma das músicas mais emblemáticas dos anos 90, que ainda toca em alta rotação mais de duas décadas depois de seu lançamento. A treta, no caso, é que os Rolling Stones enfim deram os royalties da canção para o Richard Ashcroft. A música foi baseada em um recorte da Andre Oldham Orchestra, utilizado pelos Stones em “The Last Time”, em 1965. De forma resumida, Ashcroft teria utilizado um trecho maior que o combinado previamente na base do hit do The Verve, o que acarretou em um processo por parte do staff dos Stones. Embora seja o compositor da canção, Richard nunca havia recebido grana de direitos.

Daí que o Richard informou em comunicado que resolveu a pendenga toda diretamente com Mick Jagger e Keith Richards, que “em um gesto gentil”, cederam ao cantor toda a parte deles e ainda garantiram que os royalties, daqui para a frente, vão para o ex-líder do Verve. Ano passado, inclusive, Richard foi atração de abertura de shows dos Stones.

** Quem está com o filme cada vez mais queimado aqui por essas bandas (e com a gente também) é Morrissey. Ele, que lança hoje seu novo álbum de covers, “California Son”, tem sido considerado persona non grata em algumas cidades. Em Cardiff, por exemplo, a loja de discos mais antiga do mundo, a Spiller Records, anunciou que não venderá seu novo álbum e que seus lançamentos estão banidos da loja a partir de agora. “Estou triste, mas no final não estou surpresa que a Spiller não consiga mais oferecer os lançamentos de Morrissey. Eu só queria ter feito isso antes”, revelou Ahsli Todd, dona da loja, ao site Wales Online.

Já em Liverpool, a estação de metrô Merseyrail está retirando os pôsteres de divulgação do disco, alegando que “não reflete com os valores da organização”. Esse novo imbróglio envolvendo o ex-vocalista dos Smiths decorre do seu apoio público ao partido de extrema-direita For Britain Movement, que foi criado pela ativista Anne Marie Waters, e que tem agenda anti-islâmica.

Charming Man no more…

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