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Indie do indie: Cherry Glazerr e Portugal. the Man unem forças na inédita “Call Me”

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021019_cherry_portugal2Foto: Tabor Allen

Trio indie da Califórnia, liderado pela vocalista Clementine Creevy, o Cherry Glazerr soltou uma nova música com a participação do bem bom Portugal. the Man.

A parceria sonora rendeu a faixa “Call Me”, que é o primeiro material do grupo norte-americano desde o quarto disco deles, “Stuffed & Ready”, lançado no início deste ano.

O Portugal. the Man, coletivo surgido no Alasca e baseado em Portland, é liderado pelo distinto John Gourley, e lançou seu último disco, “Woodstock”, em 2017.

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Vivendo o momento, Portugal. The Man encontra um rumo na carreira e vira banda grande no indie

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O mundo da música tem dessas. Banda do Alaska surgida há pouco mais de uma década, hoje baseada em Portland, o Portugal. The Man teve um início de trajetória meio oscilante, às vezes até chato e sem rumo ou um direcionamento musical convicto. Eis que, de uns tempos para cá, a trupe liderada por John Gourley e Zach Carothers se tornou meio que uma bandonda-indie.

Tudo graças a “Woodstock”, disco lançado em junho do ano passado, e especialmente ao single “Feel It Still”, que virou hino indie e invadiu a lista da Billboard, alcançando o topo da parada Alternativa, e entrando no Top 5 do Hot 100.

Não o bastante, no fim de janeiro, “Feel It Still” ganhou o Grammy de Melhor Performance de Duo ou Grupo. Na contramão dos discursos protocolares, o Portugal. The Man resolveu causar. Deixando para trás concorrentes como Justin Bieber, Imagine Dragons e Coldplay, os integrantes do grupo, no palco, resolveram mandar um “Hail Satan!”, em uma alusão clara aos discursos de 99% dos artistas que, quando ganham um prêmio, agradecem ao Deus. Ao passo que Zach proferia a frase, John ao fundo simulou limpar a bunda com o troféu. Haha.

Figurinha fácil de se encontrar em diversos line-ups de festivais para este ano, o Portugal. The Man também tem aparecido direto em programas da TV americana. O mais recente foi no do Stephen Colbert, onde tocaram o single “Live In The Moment” acompanhados por diversas crianças e adolescentes.

O mais legal é que um dos primeiros comentários do vídeo no YouTube meio que define bem o momento da banda: “I remember seeing these guys on my college campus years ago in Chicago with a crowd of about 25 people. So glad they’re doing well now. They deserve it”, disse o fã Weston Reynolds.

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Kendrick Lamar, The War on Drugs, Portugal. The Man, Childish Gambino: o lado indie (e que interessa) do Grammy

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Foto: Kevin Winter/Getty Images

Foto: Kevin Winter/Getty Images

Rolou no fim da noite de domingo a tradicional premiação Grammy, que a gente acha quá-quá e só repara na turma do indie que aparece lá no meio das farofas.

Em meio à consagração do Bruno Mars, pintaram lá gente da “nossa” turma, tipo o The War On Drugs vencendo na categoria “Melhor Álbum de Rock”, com o lindo “A Deeper Understanding”, batendo nomes como Metallica, Mastodon e Queens of the Stone Age.

Já o Portugal. The Man surpreendeu ao levar o prêmio de “Melhor Performance Pop de Duo ou Grupo” e deixou para trás nomes como Imagine Dragons, Justin Bieber e Chainsmokers com Coldplay. Chupa!!! Eles venceram com a canção “Feel It Still” e deram uma zoada básica no discurso no palco. Geralmente, os artistas vencem e direcionam suas palavras para “Deus” e tudo mais. O baixista Zach Carothers mandou um “Hail Satan!” no final, enquanto o vocalista John Gourley ao fundo simulou limpar a bunda com o troféu. Haha. Sério…

O grande Leonard Cohen acabou vencendo a categoria “Melhor Performance de Rock” com “You Want It Darker” e também merece menção honrosa. No palco, Childish Gambino impressionou com sua apresentação ao vivo, assim como o gênio Kendrick Lamar, que ainda ganhou dois prêmios: o de “Melhor Álbum de Rap” com “DAMN.” e “Melhor Performance de Rap”, com o petardo “HUMBLE.”. Sit down.

Foto: Kevin Winter/Getty Images

Foto: Kevin Winter/Getty Images

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Chile: os shows “fora” do Lolla, incluindo Pixies, Marr, Bugg e Julian

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O agitado fim de semana no Chile graças ao Lollapalooza não se resumiu apenas ao evento master no parque O’Higgins. Em clubinhos e casas de shows da cidade, foram realizadas as famosas Lolla Parties, os sideshows que são tão tradição do festival.

Entre sexta e ontem, ótimos nomes do line-up chileno fizeram seus shows “solo”. Na sexta-feira, a noite mais tensa. Pixies, Julian Casablancas, Jake Bugg e Capital Cities tocaram praticamente no mesmo horário. Os quatro bombaram.

Johnny Marr, dizem, fez show histórico para centenas de sortudos em sua estreia no Chile, enquanto Cage the Elephant e Portugal. The Man uniram forças e fizeram apresentação conjunta na noite de ontem, mesmo com o festival rolando com Arcade Fire e tudo.

Abaixo, alguns vídeos registrados pela galera. Cadê sua voz, Julian?

* Julian Casablancas, Club de La Unión, 28/03

* Pixies, Teatro La Cupula, 28/03

* Jake Bugg, Club Subterraneo, 28/03

* Capital Cities, Sala Omnium, 28/03

* Johnny Marr, Sala Omnium, 29/03

* Cage the Elephnat + Portugal. The Man, Sala Omnium, 30/03

* No Brasil, as Lolla Parties serão as seguintes:
MUSE – GRAND METROPOLE – 03/04
CAGE THE ELEPHANT – CINE JOIA – 04/04
DISCLOSURE – GRAND METROPOLE – 05/04
JAKE BUGG – CINE JOIA – 05/04

* O Lollapalooza acontece dias 5 e 6 de abril no Autódromo de Interlagos.

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Mark Linkous para sempre. Estrelas do indie fazem homenagem ao Sparklehorse

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Muita gente boa está envolvida em um justo e merecido projeto que envolve o nome do grande Mark Linkous, mente brilhante e perturbada do Sparklehorse, que tirou sua própria vida em 2010 depois de anos tendo que conviver com problemas de saúde que se iniciaram em 1996, quando o músico teve um ataque cardíaco e morreu por dois minutos após ingerir uma grande quantidade de álcool, Valium e antidepressivos. As sequelas do ataque cardíaco, que o deixou inconsciente por 14 horas, afetaram a circulação de suas pernas, o que o obrigou a realizar umas sete cirurgias. Linkous, enfim, cansou e descansou há três anos e deixou sua cultuada obra como legado.

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Tanto que existe uma campanha para que em breve seja lançada “Last Box of Sparklers”, uma coletânea que reúne nomes como Mark Lanegan, The Flaming Lips, Portugal. the Man, Joy Formidable e outros interpretando canções do Sparklehorse. A iniciativa é da Box of Stars, entidade que combate e auxilia no tratamento de pessoas com problemas mentais. O lançamento do projeto será feito via crowdfunding e precisa que sejam arrecadados 50 mil dólares até dia 22/11. Até agora a renda é de quase 20 mil. Para participar do projeto, é só acessar o indiegogo.com.

Mark Lanegan emprestou sua voz cavernosa e diferenciada para a faixa “Spirit Ditch”. A produção do álbum é assinada por Dave Fridmann (Flaming Lips, MGMT, Mercury Rev) e Marc Fuller.

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