Em post malone:

Lollapalooza Chicago – Maior aglomeração do mundo pós-pandemia. Maior quantidade de maconha desde o Woodstock. Ondas gigantes. Ah. E teve música também

>>

lolla1

* As imagens mais impressionantes e comentadas da edição deste ano do Lollapalooza Chicago não foram de suas grandes atrações, tipo Foo Fighters, Tyler, The Creator, Post Malone, Megan Thee Stalion. O que mais foram propagadas nas redes sociais sobre a edição que celebra os 30 anos de um dos maiores festivais do mundo, que aconteceu desde quinta até ontem à noite, foram fotos do público aglomeradão como se estivéssemos em 2019 e não tivéssemos atravessado um ano e meio de pandemia (e todo o trauma advindo dela).

É o primeiro graaaaande evento de música nos EUA na nova era. Chicago deu autorização ao festival, que tem filial em São Paulo, para funcionar em sua capacidade máxima, o que equivale dizer que algo em torno de 100 mil pessoas se espremeram por quatro dias, todos os dias, no Grant Park, numa das regiões urbanas mais bonitas do planeta, desde que apresentassem com o ingresso uma carteirinha de vacina e/ou um teste negativo para a covid-19 de pelo menos 72 horas.

Pessoas foram admitidas sem máscara no parque gigantesco. Apenas em áreas fechadas a proteção era requerida.

lollapalooza1

Os próximos dias vão ser de apreensão em vários níveis, para autoridades e frequentadores, quando o impacto de botar tanta gente em um mesmo espaço vai ser sentido. Em Chicago, Lollapalooza à parte, e como em boa parte dos EUA, o número de infectados voltou a subir, principalmente por causa da disseminação da variante delta.

lollapalooza3

De quinta até domingo foram momentos de agito absurdos em Chicago ao redor do Lollapalooza, até fora do Grant Park. Dois grandes hoteis do centro da cidade, que tinham falido e fechado por causa da pandemia, arriscaram uma reabertura no fim de junho, confiando muito no povo que ia visitar Chicago por conta do festival. Chicago está lotada neste verão.

Quantidades absurdas de maconha foram estocadas nas lojas oficias de venda de canabis para atender os consumidores do Lolla. É o primeiro grande evento de música desde que a cidade liberou o uso. Disseram, não sabemos se é verdade, que teve a mesma quantidade de maconha para estes dias de Lollapalooza que para os três dias de Woodstock em 1969, quando 400 mil pessoas se juntaram para o maior festival de paz e amor de todos os tempos.

lollapalooza2

Ali perto do Lollapalooza tem o gigantesco lago Michigan que vai de Chicago até o Canadá. Tem praias legais demais e enormes naquela região de Chicago, perto do Grant Park. De areia. Muitas quadras, pista de bike, restaurantes etc. Muitos frequentadores do Lolla costumam ficar horas ali antes de entrarem no festival. Ontem, no domingo, a praia foi evacuada por causa de uma tempestade de verão de perto do Canadá que provocou ondas gigantescas para os lados de Chicago. Nadar então foi proibidaço. Galera teve que ir ao Lollapalooza aglomerar mais cedo.

O domingo foi agitado ainda pelo cancelamento, pelo festival, do show do rapper famosão DaBaby, de Cleveland, desde 2019 frequentador dos topos da “Billboard”. O Lollapalooza brecou a participação de um dos headliners do festival no domingo por causa de declarações homofóbicas e machistas dadas pelo rapper numa apresentação num festival pequeno de Miami no domingo retrasado. O caso veio aos poucos ganhando vulto e chegou aos ouvidos do Lollapalooza por conta de frequentadores do festival, querendo DaBaby fora. O Lolla soltou um comunicado dizendo que prega “diversidade, inclusão, respeito e amor” e anunciou no domingo mesmo, ontem, que o rapper não iria se apresentar.

lollapalooza4

E, sim, o Lollapalooza Chicago 2021 teve até musica, sim.

Foo Fighters tocando os hits surrados de sempre, começando com a apropriada “Times Like These”, mais Bee Gees e Queen, filha de Dave Grohl indo ao palco tocar cover do X, essas coisas. Tyler, The Creator mostrando as músicas de seu recentíssimo disco “Call Me If You Get Lost”, levando uma lancha para o palco, público cantando tudo mais alto que o rapper. A veteraníssima banda “de rock” Journey mostrando seus hits anos 70/80 para uma galera novinha, depois que a conhecida “Don’t Stop Believin”, de 1981, virou até hit no TikTok.

Enfim. Um balanço rápido da música no Lollapalooza em vídeos, abaixo. Com shows inteiros. Se vão derrubar?

POPLOAD NOW – 3 tesouros para hoje. Idles fazendo Gang of Four e Black Midi fazendo Hall & Oates. Até Girl in Red fazendo Post Malone ficou bom

>>

* Vamos lá. Pela ordem. O grupo pós-punk inglês Idles, prediletos da casa, fez cover para a clássima “Damaged Goods”, um dos hits da lendária banda inglesa Gang of Four. Ficou melhor que o plágio dos Titãs, hahaha (zoeira piada interna, dsclp). “Damaged Goods” com o Idles vai estar no álbum-celebração “The Problem of Leisure: A Celebration of Andy Gill and Gang of Four”, que era para ter saído agora em maio mas ficou para 4 de junho, na semana que vem. E traz uma galera fera prestando homenagens sonoras ao disco “Entertainment!” (1979), à banda e ao gênial Andy Gill, que morreu na pandemia, talvez por causa dela. Em “The Problem of Leisure”, vai aparecer, além do Idles, gente como Tom Morello e Serj Tankian (System of a Down), Flea e Frusciante (Chili Peppers), a banda Warpaint e… o guitarrista brasileiro Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, entre outros. O Idles diz que Gang of Four é influência diretíssima deles. Ficou bem gênia a versão.

***

* A desconstruidora banda inglesa Black Midi, que teve entrevista ontem aqui na Popload com o vocalista e guitarrista Geordie Greep se dizendo fãs de Egberto Gismonti e João Bosco, é admiradora também do histórico duo da Filadélfia dos anos 80. O Black Midi, que lançou o ótimo segundo álbum ontem, o “melodioso” “Cavalcade”, compareceu ontem mesmo no programa da DJ Mary Anne Hobbs, na rádio 6Music, para falar sobre o disco novo e mostrar algumas músicas, deixou “escapar” uma inesperada e maravilhosa cover do Hall & Oates, para o estratosférico sucesso deles “I Can’t Go for That”. Baaaaita som, na original e nesta homenagem do trio novinho de Londres.

***

* Da mesma session para a rádio satétite americana Sirius XMU que rendeu a performance ao vivo no piano para sua fofa baladinha “Midnight Love”, a norueguesa Girl in Red, que está divulgando seu recém-lançado álbum de estreia, “If I Could Make It Go Quiet”, mandou “Circles”, single número 1 da “Billboard” em 2019 do figura, cantor e ator Post Malone. Aqui, ficamos em atualidades nas duas pontas. Bom também, ficou.

***

* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

>>

Ok, fizemos! – Uma análise banda a banda (cerca de 170) do line-up “polêmico” do Lolla americano, um dos primeiros festivais gigantes a voltar na era Covid

>>

* A gente também ficou impressionado com o tamanho do line-up do Lollapalooza Chicago, anunciado na semana passada. O megafestival americano pretende reunir mais de 100 mil pessoas em cada um de seus quatro dias de realização agora em julho, quaaase como se vivêssemos num mundo normal de shows. E para isso anunciou sua cavalar escalação de cerca de 170 atrações.

Bom, resolvemos investigar essa listona do evento “pai” do Lolla BR, já que quase não dá para ler os últimos nomes do pôster, para entender tudo que está nele, até para ver se é justificada a forte reação contrária ao line-up nas redes sociais, ainda que vivemos um período de exceção, num pós-de pandemia (para eles) que nem foi embora ainda. É só porque a gente quer que vá.

Será que tem coisas perdidas interessantes ali naquele line-up? Será que tem shows que vamos querer ver um dia no Brasil? Vale uma análise definitiva dos “novos rumos da música a partir do Lollapalooza EUA”?

Hum, dá uma olhada na nossa investigação, focada principalmente nos nomes abaixo das três linhas principais. A gente deu uma escutada em todos os artistas, mesmo que de maneira rápida, para ver qual é, nesse exercício louco de preencher linhas de pôster de festival gigante.

É um Lolla que abraça bem o que tem de mais bombado no hip hop americano, deixa de lado um pouco as bandas de (indie e) rock – com a maioria dos nomes vindo de hiatos -, recheia a lista com muitos artistas que se apresentam “sozinhos” ou DJs, para facilitar e parece optar, em boa parte, “pelo que deu para fechar num ano assim”. E que levanta de novo o debate “Cadê as minas em posições de destaque?”.

Mas, só para entendermos como vamos voltar a um megaevento depois de tanto tempo, vamos pensar junto com um dos maiores festivais do mundo para ver como isso se dá, banda a banda. Até porque, como sempre, o Lolla de lá sempre acaba respingando forte no Lolla de cá uma hora, né?

***

tyler

Foo Fighters – Banda do ex-Nirvana Dave Grohl que… Bom, esses dispensam apresentações, né?
Post Malone – Outro que não precisa explicar muito, até porque já foi headliner até no Lolla do Brasil.
Tyler, The Creator – Bom demais ver o Tyler (o cara da foto acima) alcançar status de headliner em um festival grandão. Ainda na linha “é o que dá”, este merece.
Miley Cyrus – Justo que a última vaga de headliner seja de uma roqueira.
Dababy – Brother da DuaLipa e dono de um dos maiores hits do ano passado, “Rockstar”.
Marshmello – Dj misterioso com hits com bilhões de plays cava sua grande chance de transformar o virtual no real.
Illenium – Na linha do Calvin Harris, manja?
Journey – Clássico do rock e com um sucesso renovado. Aquela carta bem jogada para trazer os mais velhos cervejeiros.
Megan Thee Stallion – Se pá só uma das melhores rappers em atividade hoje, né?
Roddy Ricch – Um homem das quebradas de Compton, Califórnia, com um hit bilionário no Spotify.
Kaytranada – Produtor genial, louco ver ele posicionado acima de nomes mais populares.
Brockhampton – Das bandas mais legais hoje, esse a gente ia ver em 2020…
Playboi Carti – Um dos nomes do começo ano, bombando em tudo.
Young Thug – Um dos nomes de agora, bombando em tudo.
Limp Bizkit – Estamos prontos para o retorno do new metal? Bom estar, porque vai…
Modest Mouse – E se lembraram de colocar uma banda de indie-rock hahaha. Modest Mouse voltando grande.
Jack Harlow – Rapper que conseguiu hitar duas vezes a mesma música.
Polo G – No Spotify dele quase não tem som com menos de 100 milhões de play.
Trippie Redd – A conjução certa do rap e emo, atraindo os dois lados.
Suicideboys – Duo de rappers de New Orleans, cria do Soundcloud.
Alison Wonderland – EDM de origem australiana crescida nos EUA. Bomba bem.
Slander – Mais EDM robozão.
Steve Aoki – Festeiro antes da pandemia, queremos ver agora como ressurge.
Brittany Howard– Apareceu uma mina com guitarra no line-up, finalmente.
Band of Horses – Por onde andavam esses sumidões?
Jimmy Eat World – Uma contribuição na emergencial retomada do emo.
Dermot Kennedy – Um pouco de EDM, um pouco de pop.
Young The Giant – Outra banda sumidaça.
Lauv – A gente curte esse menino electropop emergente (foto abaixo). Som um com um bilhão de plays e tudo.

lauv

Giveon – R&B. Só um dos caras mais escutados atualmente no Spotify. Ajuda ser brother do Drake.
Angels e Airwaves – Um pós-Blink 182 que cai bem na lista e deve atrair gente.
Iann Dior – Hip hop adolescente que você escutou por aí e nem sabe o nome.
Saint Jhn – Quem pode ter o luxo de ter o Kanye West em música sua? Este cara pode.
All Time Low – A retomada grande do emo, como já dissemos, é sempre eminente.
Mt. Joy – Folkzinho.
Marc Rebillet – Se a gente entendeu, esse cara faz todas as suas músicas de primeira.
Whitney– A dupla do querido Whitney segue com seu falsete em dia. Mais um indiezinho aparecendo.
Dominic Fike – O cara do momento. É dele um das releituras do novo álbum do Paul McCartney.
Surfaces – Eles têm uma música bombada em playlist de trabalho.
Tchami – E tome DJ.
Jauz – E mais DJ.
Freddie Gibbs – Um rapper nota 10 na divulgação de mais um álbum com o mestre Madlib.
The Front Bottoms – Um indie folk daqueles suavemente desafinados.
Big Wild – Um faz-tudo sozinho de base eletrônica, bom de ver ao vivo.
Kim Petras – Representante do hyperpop.
Yellow Claw – DJ.
Subtronics – mais DJ.
Oliver Heldens – Mais DJ, o palco de música eletrônica vai durar anos
Cash Cash – EDM folk, sério.
Oliver Tree – EDM humorística.
Omar Apollo – Mexicano brother do ex da Rosalía, C. Tangana. Promessa.
Ashe – Chill de escritório.
LP – Fãs de Miley Cyrus precisa colar aqui.
Arizona Zervas – Chill pop está em alta mesmo. Ou querem fazer estar.
Tate Mcrae – Estamos falando… Mais um exemplar do chill pop.
Earthgang – Aqui tem algo. Duo de Atlanta criativo, vários sons bons.
Rico Nasty – Que som. Pesadíssima. Flow gritado. É rap, mas é punk.
Jpegmafia – Filho de jamaicanos, está aí um cara que merecia bombar mais.
Jacob Banks – Outro que vamos estudar, um vozeirão.
White Reaper – Rock muito do alternativo. Lembra o Nada Surf?
Peekaboo – Mais um DJ.
Olivia O’Brien – Sabe aquele som “i hate u i love u”? É dela.
Orville Peck – Nosso cowboy misterioso. A gente falou dele por aqui. Um som massa.
Princess Nokia – Se o mundo fosse justo, por tudo o que ela representa, estaria mais bem posicionada, hein?
Cautious Clay – Um cara do Brooklyn que manja de Jorge Ben. Ouça “Cold War”. É braba.
Dayglow – Texano dono um delicioso hit, “Can I Call You Tonight?”.
Trevor Daniel – Manja este? Ele tem uma música com 1 bilhão de plays no Spotify.
Flo Milli – Esta iríamos ver fácil. Atlanta representada no som pesadão da Flo.
Bia – Rap com toques de R&B e graves pesadões.
Flipp Dinero – Bem criativo esse nigeriano que cresceu em Chicago, com hits em potencial.
Tnght – Duo de música eletrônica que lançou pouca coisa, mas tem um buzz.
Ag Club – Um grupo de rap quase desconhecido ainda: é bom.
Boy Pablo – Esse a gente já trouxe para show intimista, né?
Elohim – Música eletrônica good vibes.
Cam – Outra dica para fãs da Miley.
Slowthai – Rapper brit do nosso time (foto abaixo). Tem espaço para isso no Lolla EUA.

slowthai

Mick Jenkins – Rap com pegada mais alternativa.
Tobi Lou – Ainda na linha de rap alternativo. Muito legal.
Drama – Dupla eletrônica local, de Chicago. Delícia de som.
Grandson – Como tem artista com zilhões de plays que a gente não conhece, hein?
Cavetown – Moleque novinho que faz folk.
Toosii – Rap de um jeito bem clássico.
Mxmtoon – Brisa calminha bombada do Spotify.
Noga Erez – Aqui tem algo. Mistureba.
Sullivan King – METAL. Até que enfim um.
Dabin – Hora do sossego.
SayMyName – Pancadão ousadia.
Riot Ten – Música eletrônica bombada.
Lost Kings – EDM folk, começamos a inventar na falta de ideias.
Dombresky – Curte house?
Wooli – EDM mais triste.
Rmr – Promessa no rap.
Ed Maverick – Um representante do folk latino.
Max – Se não erramos o Max, é tipo um Ed Sheeran.
Hinds – A gente não deixaria as meninas do Hinds tão escondidas assim.
Porches – Do nosso time indie synth pop. Merecia estar com mais destaque.
Emotional Oranges – Um duo de som dançante.
Black Pistol Fire – Na falta de um Arctic Monkeys ou Black Keys.
Peach Tree Rascals – Música good vibes demais.
Elderbrook – E tome EDM. Nunca escutamos tanta EDM de uma vez só.
Jxdn – TikToker.
Jessia – Pop com mensagem.
Dr. Fresch – É muita música eletrônica neste mundo, brinks.
Cannons – Indie pop.
Vintage Culture – Vai Brasiiiiiil!
Gus Dapperton – Para ficar de olho. Indie pop bem feito.
Jawny – Da série “ninguém conhece, mas tem um som com 100 milhões de plays”.
Sir Chloe – Uma banda de rock, veja só.
Lp Giobbi – Uma faz-tudo, do jazz à electronica. Curtimos.
Cid – DJ difícil de achar no Spotify por conta do nome.
The Backseat Lovers – Aos poucos vamos achando mais bandas de rock.
Clever – Para fãs de Post Malone.
Goth Babe – Trap para entreter os teens.
Michigander – Promessa.
Tai Verdes – Indie pop famoso no TikTok. Olha um refrão dele: “Sometimes I do drugs/ Not hard ones, just ones that change my mind up”.
William Black – Pique Calvin Harris, mas melancólico na pegada.
Rookie – Mas olha aí uma banda de rock desconhecida.
Justin Jay – Cores e grooves.
Almost Monday – Achamos outra banda de rock “a se descobrir”.
Ant Clemons – E segue a onda chill.
Chiiild – Aqui tem algo, um balanço do bom.
Joy Oladokun – Aqui também tem algo, uma compositora talentosa e sensível.
Night Lovell – Rap alternativo, meio sombrio e com milhões de ouvintes.
Alv & Aj – Uma dupla de músicas fofas.
Chomppa – DUBSTEP!!
Vnssa – Dance desses que toca em FM no Brasil.
Level Up – Encontramos duas Level Up, qual será?
Blossom – Estamos confuso aqui. É a cantora linha Olivia Rodrigo? Se for, beleza.
Laundry Day – Quinteto de Nova York de invencionices. Pop e estranho.
Mob Rich – Eles têm uma música de amor que se chama “Yoko Ono”. Acho que entenderam o recado dela.
Njomza – Uma alemã que cresceu em Chigago de um pop muito do sofisticado, para dizer o mínimo.
Sophie Cates – Não achamos ela, mas achamos um Sophie que usa o nome Silver Sphere, será que é?
Nez – Som para dançar, muito bom.
Sebastian Paul – Mais um nome do festival que está na playlist “Young & Free” do Spotify. Vibessss.
Brownies & Lemonade All Stars – Se a gente entendeu, é um conglomerado de DJs.
Ant Saunders – Pop.
Rence – A turma chill pop não acaba haha.
Kid Quill – Rap.
Contradash – Hyperpop. Conceitual.
Mothica – Filha da Billie Eilish, pensa que já tem.
Absofacto – Soft rock.
Riz La Vie – Representante do indie pop emo.
Lauren Sanderson – Representante do indie pop emo again.
Kenny Mason – Rap para jogar videogame junto.
Phem – Billie Eilish já inspirando uma geração inteira.
Sofia Valdes – Uma jovem do Panamá que tem Jorge Ben entre as inspirações.
Serena Isioma – Uau. Tem musicão aqui, da moça abaixo. “Sensitive”, sucesso no TikTok.

serena

Taylor Janzen – Se a Julien Baker fosse pop seria assim.
Payday – Existem tantas bandas com esse nome que desistimos.
Christian Friench – Cantor pop encanado em John Mayer, manja? Dá para ver, mas também tudo bem passar.
Jac Ross – Voz boa, música boa, letras politizadas. Poucos sons lançados, mas na direção certa.
Radkey – Esses são feras. A banda de garotos que aparece no filme mais recente do Dave Grohl. Massa.
Jake Wesley Rogers – Não é só a lata do jovem Elton John como faz um som parecido.
Sarag Barrios – Pop para adolescentes. Se é a praia, só vai.
Neal Francis – Mergulhadão no melhor que a música americana pensou nos anos 70.
Sa-Roc – Rapper de primeira. Criativa e com fôlego para segurar linhas longas. Muito bom.
Charm La’Donna Uma mina que era da dança, mas foi para a voz. Um R&B classudo.
Moore Kismet – Tem algo aqui, um moleque de 17 anos que pensa música igual adulto. Atenção nele.
Julian Lamadrid – Um indie pop bem pegajoso. Meio nostálgico com o começo deste século.
Shy Carter – Música country modernosa, para colorir a lista.
Hoko – Parece que podem bombar. Músicas em playlists famosas do Spotify. Anota.
Elephant Heart – Lembra alguns rolê do Major Lazer.
Migrant Motel – Uma dupla de rock que cai fácil no gosto de fãs do Royal Blood.
Ottto – Trio de moleques de Venice. Trash com toque de funk. Lembra Metallica do começo.
The Aquadadolls – A gente já seguia esse trio de meninas no Spotify, lembra Best Coast.
Jake Duby – Não encontramos ele no Spotify, mas tem um DJ com esse nome, deve ser ele.

posterlolla

*****

* A foto que ilustra a chamada da home para este post é da rapper Flo Milli.
** A “investigação” do line-up do Lolla foi orquestrada pelo poploader Vinicius Felix.

>>

Lollapalooza americano anuncia line-up gigante para a volta, com capacidade total de público. Com Foo Fighters, Post Malone, os teens, os hip hop tudo. E o Journey!!

>>

* Do boato à confirmação oficial à divulgação oficial foi muito rápido. Foo Fighters, Post Malone, Tyler the Creator, a roqueira Miley Cyrus encabeçam os quatro dias que marcam a volta à vida do megafestival Lollapalooza, em Chicago, o pai do Lollapalooza Brasil. Os ingressos já estão a venda. O festival vai acontecer de 29 de julho a 1º de agosto, no tradicional e gigantesco Grant Park.

Mais do que as mais de 170 bandas escaladas, a grande atração deste ano serão as 100 mil pessoas esperadas a retomar a vida de aglomerações em um festival desse porte. As regras são claras e possíveis num país, e principalmente numa cidade, com bom controle da pandemia. Ou o atestado de vacina ou um teste negativo para Covid terá que ser apresentado na entrada do evento, além do ticket. No caso do teste, tem que ter data de até 24 horas antes de cada dia do Lolla EUA.

Alem dos headliners citados, galera forte do hip hop, tipo Megan Thee Stallion, DaBaby, Playboi Carti ocupam altos postos no cartaz do festival. Bandas antigas como Limp Bizkit, Modest Mouse, Jimmy Eat World, entre outros, também acabaram em bons espaços no line-up.

Até o enorme Journey, banda de hard rock de San Francisco dos anos 70 e cujo maior hit é de 1981, a internacionalmente famosa “Don’t Stop Believin'”, está como chamariz neste Lolla 2021, na segunda linha do pôster, só abaixo dos headliners.

Na parte “indie”, vamos dizer assim, ainda que dentro de um melê de gêneros, o Lolla não está lá tão convidadivo: Brittany Howard, Band of Horses, Lauv, Dominic Fike, Whitney, Porches, Princess Nokia e Slowthai são os nomes mais frequentadores de posts por aqui.

O brasileiro Lukas Ruiz Hespanhol, que atende pelo seu famoso nome de Vintage CultureDJ e produtor de música eletrônica, vai animar pista dance no Lolla Chicago.

Abaixo, a escalação completa, no pôster oficial do evento.

posterlolla

>>

POPNOTAS – Free Britney, o primeiro ato do BaianaSystem, London Grammar aliviando o dark, o Ozzy em desenho e, sim,… Foo Fighters

>>

* #FreeBritney. Está gigantesca a volta ao assunto musical da hoje veterana cantora pop Britney Spears, 39 anos, outrora “namoradinha da América” com sucesso absurdo no final dos anos 90, começo dos 00, quando virou o maior nome do milionário “teen pop” da época, foi ícone gay sem ser gay, dominou por anos as atenções na MTV mundial e foi condecorada como “Princesa do Pop”, mas que depois caiu em desgraça com depressão, atitudes perturbadoras, vítima dos tablóides e dos paparrazi (uma coisa leva à outra) e principalmente do próprio pai, responsável por lei de ser seu “guardião financeiro” até hoje.
E é aí que chegamos às discussões do momento sobre Britney: a briga dela na Justiça americana, contra o pai, para tomar conta de sua obra e finanças e até sua vida pessoal. Nestes últimos dias, uma juíza de Los Angeles se demonstrou contrária a várias petições do pai, Jamie Spears, para seguir controlando o espólio da filha como o fez nos últimos 13 anos, incluindo tratamento médico e outros aspectos de sua vida pessoal. Em março o caso volta a ser discutido no tribunal.
No meio disso tudo estreou o documentário “Framing Britney Spears”, filme que fala muito dessa pendenga de Britney com o pai, mas também mostra como a cultura pop falhou miseravelmente com um de seus maiores astros. É um dos documentários produzidos pelo grande jornal americano “The New York Times” e usa no título “framing” no sentido de “enquadrar”, prender num “frame”. Mostra Britney no auge pop até as perseguições dos paparazzi, incluindo os momentos em que ela aparece careca surpreendentemente, num posto de gasolina, em meio a uma visível crise emocional e esmiúça as tretas tutelares com o pai. O documentário e sua grande repercussão em meio aos ainda fãs de Britney, que sustentam a campanha #FreeBritney”, fizeram a Justiça voltar a discutir forte o caso da tutela de Jamie Spears. “Framing Britney Spears” só pode ser visto na plataforma americana Hulu e foi exibido no canal FX. Mas, you know, está “por aí”. Aqui, seu trailer.

* Em abril sai “Californian Soil”, terceiro disco da banda indie-pop inglesa London Grammar, que apesar do nome é de Nottingham. Do álbum, conhecemos em singles as faixas “Baby It’s You” e a boa “Lose Your Head”, que hoje ganhou um remix. Quem assina essa retrabalhada em “Lose Your Head”, cujo original foi lançado agora em janeiro, é nosso amigo Dave Bayley, o líder do Glass Animals. O Hanna Reid, do London Grammar, justificou o remix rápido de seu mais novo single dizendo que a música original é sobre controlar e se controlar em relacionamentos e tem uma letra meio dark. Então quis entregar para a música uma versão mais alegrinha, com esta “Lose Your Head – Dave Glass Animals Remix”.

* O grande Ozzy Osbourne fez ele e seu brother Post Malone em desenho animado para transformar em vídeo a música “It’s A Raid”, a faixa de seu mais recente disco, “Ordinary Man”, com a qual o rapper roqueiro cara-tatuada colaborou. O vídeo conta a historinha real da letra de “It’s a Raid”, quando em 1972, numa sessão de gravação do grande disco “Vol. 4”, do Black Sabbath, todo mundo chapadaço, Ozzy sem querer ativou o alarme de segurança e a polícia baixou em peso. Acontece. Com o Ozzy.

* CENA – O bombado grupo BaianaSystem vai lançar seu novo álbum “OxeAxeExu” em três diferentes atos. O primeiro leva o nome de “Navio Pirata”, o nome do bloco da banda, e saiu nesta nesta sexta-feira. A viagem deste “primeiro ato” é uma “trajetória que reconecta América e África numa mesma latitude tropical, une Bahia e Tanzânia”. Se o mar antes era de gente, desta vez vai só pela internet mesmo. Os próximos atos devem navegar em águas latinas. Na semana que antecede um Carnaval sem Carnaval – e sem rua, hein, pelo bem de todos -, o Baiana estreia o vídeo da música “Nauliza”, também nesta sexta, às 18h, no canal do grupo no Youtube.

* No nosso cantinho de notícias do Foo Fighters dentro do POPNOTAS, trazemos uma inédita deles. Inédita no sentido de ser a performance ao vivo de uma música do disco novo, “Medicine at Midnight”, que seja diferente das 7653 vezes que eles gravaram um ao vivo dos singles já batidaços do décimo álbum, que saiu só tem uma semana hahaha. Esta é para “Making a Fire”, a boa faixa que abre o trabalho novo. Esta é quase um vídeo oficial. Foi a própria banda que postou a versão ao vivo da música que talvez mais se aproxime daquela história do Dave Grohl de buscar fazer um disco tipo “Let’s Dance”, do Bowie, pelos “nanananás” da canção.

>>