Em pressure machine:

Tempestade adia show do Killers em Nova York e banda toca “Mr. Brightside” e “Read My Mind” no camarim

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* A banda americana The Killers, rumo à grandiosidade roqueira, se apresentou o mais pequena possível no último sábado, em Nova York. Explica-se (repare nos superlativos do parágrafo): o grupo de Brandon Flowers era um dos grandes nomes a tocar no Central Park neste final de semana, dentro da programação enorme do festivalzão We Love NYC – The Homecoming Concert. Mas a ameaça de uma tempestade fez o parque ser evacuado antes das atrações maiores da noite, Killers e Bruce Springsteen.

Fechada no backstage do Central Park, a banda de Las Vegas não quis deixar a frustração tomar conta por perder o seu primeiro grande show abertão pós-era covid-19 e pós-disco novo e tocou dois de seus hits para bem pouca gente, “Read My Mind” e “Mr. Brightside”, enquanto o público de 60 mil pessoas era mandado para casa.

O Killers lançou tem duas semanas seu sétimo disco, “Pressure Machine”, e o concerto em Nova York, em seu enorme parque, seria o primeiro teste real do álbum ao vivo. Na quinta, como esquenta para o showzão do Central Park que a chuva não deixou rolar, eles tocaram no Terminal 5, casa tradicional da cidade para apresentações para 3 mil pessoas. E das músicas mostradas no setlist desse “warm up”, 16 no total, cinco foram do disco novo, em primeira performance ao vivo: “Dying Breed”, “Blowback”, “In the Car Outside”, “Caution” e “Sleepwalker”.

Abaixo, Killers no backstage do Central Park tocando seus hits “Read My Mind” e “Mr. Brightside” e no Terminal 5 mostrando algumas das novinhas e vendo público pela primeira vez desde que a pandemia fechou tudo.

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Killers, meio Bob Dylan/U2, faz chover em novo vídeo, da bonita “West Hills”

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* A gente ainda gosta do Killers ou não? Me confundo às vezes. Essas bandas que pavimentaram o caminho indie do ano 2000 sempre se colocam em posição delicada com o tempo, assim como nos bota em posição delicada se a gente continua curtindo porque os primeiros álbuns eram bons demais e a gente tolera novos caminhos ou porque esses novos caminhos são legais mesmo e beleza, embora seja aquilo: A gente vai lá ouvir o disco novo de uma banda desse porte, com essa história (principalmente sobre nós) e no minuto seguinte já esquecemos.

Enfim. Divagações à parte, o hoje grupão The Killers anda experimentando cada vez mais pegadas grandiosas em sua sonorização, a gente acabou de falar disso no Top 10 Gringo desta semana. E botando esta realmente boa “West Hills”, cujo vídeo acaba de ser lançado, num lugar bem bom, o segundo post do nosso ranking.

O Killers lançou dia destes seu sétimo disco, “Pressure Machine”, e “West Hills” se encarrega de abrir este novo álbum. A justificativa que demos para botar a música na tal “segunda colocação entre as músicas mais legais destes últimos dias”, motivação xis, ok, é que ela escancara o caminho do Killers pela “americana”, sonoridade grandiosa algo country, algo blues, rock’n’roll roots, que alguns grupos indies-raiz tentaram penetrar e poucos foram felizes e nos deixaram tanto quanto.

Mas, pelo menos com “West Hills”, que tem o vídeo que é motivo deste post, o Killers não faz feio, não, nessa caminhada da banda atrás do “ethos” verdadeiro do rock dos Estados Unidos (embora Brandon Flowers e banda sejam de Las Vegas, terra peculiar).

Na real não é de hoje que a banda tenta trilhar esse caminho. Ou algum caminho maduro depois do explosivo “Hot Fuss”, de 2004.

Com “West Hills”, e suas gaitas destacáveis, talvez dê para dizer que eles estejam lá.

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* A foto do Killers na home da Popload é de Danny Clinch, para a revista inglesa “NME”.

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