Em primal scream:

Que noite para a ciência. Liam Gallagher e Primal Scream fazem show para os médicos na Inglaterra

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* Seguem as lindas homenagens aos trabalhadores do serviço de saúde britânico, o NHS (que é tipo o nosso SUS), médicos/as e enfermeiros/as que trabalham na linha de frente na pandemia da covid-19. Já vimos o Gorillaz e forte cia, Idles e não podia faltar a esse time um grande nome da música britânica: Liam Gallagher.

Depois de ter tido sua data remarcada, a apresentação rolou ontem no O2 Arena em Londres e ainda contou com a presença da lendária Primal Scream e da novata cool Black Honey na noite em prol da ciência, da conscientização, da ajuda mútua. Enfim, da civilidade.

Bobby Gillespie fez bonito cantando o clássico do Screamadelica “Come Together”, como vemos abaixo no Instagram da banda:

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* Para a turminha de Brighton, Black Honey, o show teve um significado mais que especial, já que um dos membros da banda foi internado vítima da covid-19 e se recuperou graças aos cuidados do NHS.

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* E a atração principal da noite só não foi mais especial porque não teve a outra metade do Oasis, mas contou com Bonehead, ex-integrante da formação original da famooooosa ex-banda.

Dr. Gallagher, que soltou um bem humorado “Doctors, nurses, drug dealers. My kind of people!”, entregou tudo que o público queria: hits e mais hits.

O setlist teve grandes hinos do Oasis, lógico, passando por “Supersonic”, “Live Forever”, a ótima “Acquiesce”, “Go Let It Out” (música que normalmente é do set de Noel), “Cigarettes & Alcohol” e terminando com o hino-mor “Wonderwall”, que não estava no setlist e veio como um segundo bis, quando metade do O2 Arena já tinha ido embora. Aliás, talvez tenha sido o bis incidental mais bombástico da música nos últimos anos.

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SETLIST LIAM GALLAGHER:
‘Hello’
‘Morning Glory’
‘Columbia’
‘Wall of Glass’
‘Halo’
‘Shockwave’
‘Paper Crown’
‘Why Me? Why Not’
‘Stand by Me’
‘Fade Away’
‘Greedy Soul’
‘The River’
‘Once’
bis
‘Go Let It Out’
‘Acquiesce’
‘Supersonic’
‘Cigarettes & Alcohol’
‘Roll with It’
‘Live Forever’
‘Wonderwall’

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* A foto da performance de Liam Gallagher na chamada da home da Popload é de Ben Bentley.

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O disco de amor do Bobby Gillespie e da Jehnny Beth. Are you ready to be heartbroken?

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* O disco possível de uma parceria improvável saiu hoje, olha lá no seu streaming. O lançamento do dia é “Utopian Ashes”, álbum conjunto entre o líder da incrível e lendária banda escocesa Primal Scream, Bobby Gillespie, veterano da música britânica que já foi herói indie, roqueiro retrô e doidão dance psicodélico, com a poderosa vocalista da inglesa Savages, Jehnny Beth, ativista, front-líder de banda pós-punk superatual e experimentalista sonora de muitas vertentes quando está trabalhando sozinha.

Essa dupla, veja bem, rendeu um disco de amor. Ou de um fim de amor. O mais bizarro de tudo: lançado pela Third Man Records, a gravadora de Nashville pertencente ao Jack White.

A história do álbum, cheio de baladas boas e uns spoken words tipo “confessionário da madrugada solitária” em alguns momentos, é sobre um casal que está terminando seu relacionamento. Uma brisa ficcional, mas que de acordo com os dois ressoa na história pessoal e em situações vívidas por todos.

Fazendo uma análise bem rápida, esse bonito “Utopian Ashes” traz embutido em seus sulcos um monte da história da música britânica passada e atual. Tudo travestido de “love songs”. Mas de um jeito Bobby e Jehnny de ser, o que só melhora a coisa.

“Utopian Ashes” está todo “por aí”. Vamos deixar duas de suas lindas músicas e um faixa-a-faixa em “escocês”, para você brincar de tentar entender as palavras todas que o Gillespie pronuncia. Não botamos o single, a lindona “Chase It Down”, porque essa você conhece por aqui.

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Nova bíblia do indie? Bobby Gillespie, do Primal Scream, vai lançar sua biografia “colorida”

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* Bobby Gillespie, vocalista da incrível e lendária banda escocesa Primal Scream, anunciou hoje que vem por aí uma autobiografia sua intitulada “Tenement Kid”, em tradução livre “Garoto do Cortiço”. Já estamos na fila pra comprar, porque, quem acompanha a banda e sabe da trajetória deles e dele na música inglesa atravessando movimentos importantes e tretas e drogas e tudo, promete ser imperdível.

Suas memórias contam a história de como o cantor saiu de suas raízes da classe trabalhadora de Glasgow, na Escócia, para liderar uma das maiores bandas dos anos 90, incluindo o tempo em que ele fez parte do Jesus & Mary Chain como baterista.

Em entrevista, Gillespie contou que há anos vem adiando o projeto de escrever sua autobiografia, mas que em 2020 resolveu encarar o desafio criativamente, e finalmente fazer algo que ainda não tinha tentado. Sobre o título, ele explicou que durante os primeiros 10 anos da sua vida ele morou em um cortiço, algo do qual ele se orgulha em sempre dizer.

“Tenement Kid” trará então o começo do Primal Scream, seus tempos no Jesus & Mary Chain, um tributo a Glasgow durante os anos 60 e 70, seu trabalho com o, recentemente falecido, produtor e DJ Andrew Weatherall, que foi aclamado por seu trabalho de produção no icônico álbum “Screamadelica”. Alguns marcos políticos que construíram o caráter de Bobby e um relato do punk e do chamado “acid house”.

O livro tem previsão de lançamento, na gringa, para 28 de outubro deste ano. A capa, linda, é esta abaixo.

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POPNOTAS: O maravilhoso mundo de bandas da Creation Records, em filme; os Descendents jantando o Trump; e Lady Gaga e o hino

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– Em março, chega aos cinemas ingleses (e provavelmente ao streaming) o filme sobre a Creation Records, a gravadora britânica que nos deu Oasis, My Bloody Valentine, Primal Scream e Ride, para citar só algumas das bandas espetaculares que fizeram parte do elenco do selo. Entre os autores da cinebiografia a partir do livro “Creation Stories: Riots, Raves and Running a Label” (2014), de Alan McGee, que na versão filmada vai se chamar só “Creation Stories”, está Irvine Welsh, autor do livro “Trainspotting”, que virou um dos longa-metragens mais importantes do Reino Unido nos anos 90. O importantíssimo empresário, produtor, DJ, radialista, músico e agitador escocês Alan McGee foi o fundador da Creation Records. É famosa a história de que McGee viu num bar escocês a bandinha Oasis tocar, aqueles dois irmãos marrentos e pensou: “Acho que vou assinar com esses caras para ver o que dá”. Quem vai vivê-lo na cinebiografia é Ewen Bremner, ator que fez o personagem Spud em “Trainspotting”, o filme. Dá para ter um gostinho de “Creation Stories” aqui.

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– A banda punk californiana Descendents fez uma pequena “homenagem” a Donald Trump. Uma música de pouco mais de 40 segundos que manda o ex-presidente – ou melhor dizendo o “asshole twitter troll” – para sua casa. Talvez melhor que a letra de “That’s The Breaks” só o recado que o vocalista Milo Aukerman deu para divulgar o som. “Loser. Big time loser. Delusional loser. SORE loser. The time has come. The time is now. Just go, go, GO”.

– Enquanto um caí fora, outro chega. E Lady Gaga, que fez campanha para Joe Biden, vai ser a responsável por cantar o hino nacional do Estados Unidos durante a cerimônia de posse do novo presidente norte-americano no dia 20 de novembro. Que momento!

– A tradicional apresentação musical de ajuda a Tibet House em Nova York vai acontecer online neste ano. Marcada para o dia 17 de fevereiro, Eddie Vedder, Phoebe Bridgers e Brittany Howard estão entre os artistas escalados na curadoria de ninguém mais ninguém menos que o consagrado compositor e pianista Philip Glass.

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Além de tudo, é chique: Jehnny Beth, do Savages, reúne Primal Scream, IDLES e LIFE em programa de TV

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O canal francês de cultura ARTE divulgou em seus espaços digitais neste final de semana o programa ECHOES, apresentado por nada menos que Jehnny Beth, a líder incrível da banda inglesa Savages.

O programa mistura música e bate-papo cabeça sem filtro e reuniu três bandas: Primal Scream, IDLES e o LIFE.

Diz a Jehnny que este era um seu desejo de muitos anos. “Sempre quis reunir músicos e permitir que essas pessoas do nosso meio se interajam. Compartilhar nossos erros, nossas histórias engraçadas, prazeres, arrependimentos. É um reflexo natural durante as conversas entre artistas. Quero trazer para o público o tipo de discussões mais íntimas e inspiradoras que testemunhei tantas vezes”, contou.

O programa foi rodado no clubinho YOYO, em Paris, e pode ser conferido abaixo. Dura uma hora e tem todo mundo tocando.

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