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Glastonbury: Liam Gallagher relembra Keith Flint, do Prodigy, ao som de “Champagne Supernova”

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Foto: Samir Hussein/WireImage)

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Uma das principais atrações do Glastonbury deste ano, Liam Gallagher tirou um tempinho para homenagear seu velho amigo Keith Flint, o vocalista ‘doidão’ do Prodigy, que nos deixou em março deste ano.

Flint foi lembrado por Liam em “Champagne Supernova”, canção clássica do Oasis, que encerrou a apresentação do irmão do Noel no último sábado.

Liam era amigo de longa data de Flint e chegou a gravar uma música com o Prodigy, “Shoot Down”, em 2004. A BBC publicou um trechinho da homenagem em seu Twitter.

** Mais de Liam no Glasto.

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Icônico vocalista do Prodigy, Keith Flint comete suicídio aos 49 anos

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Em meio ao nosso Carnaval, a música pop sofreu um golpe duro no início desta semana. Keith Flint, o vocalista doidão que era a alma do Prodigy no palco, foi encontrado morto em sua casa na região de Essex. Ele tinha apenas 49 anos.

As primeiras informações foram de que a morte não era suspeita. A polícia chegou à mansão de Flint por volta das 8h10 (horário britânico). Sua esposa, a DJ Mayumi Kai, está em viagem para o Japão.

Logo após a divulgação da notícia, seus companheiros de Prodigy, Liam Howllet e Leeroy Thornhill revelaram que a causa da morte foi suicídio.

flinthcasaPolícia em frente à casa de Flint, na manhã de hoje. Foto: PA

“A notícia é verdadeira, e eu não possi acreditar que estou dizendo isso, mas nosso irmão Keith tirou sua própria vida neste final de semana”, assina Liam. “Estou em estado de choque, puto, confuso, e com o coração partido”, completou.

O Prodigy explodiu mundialmente nos anos 90, por dar uma pitada punk em sua eletrônica agressiva. Keith Flint, com seus cabelos coloridos, caras e bocas inigualáveis, era o fio condutor da energia da banda em seus shows ao vivo.

O grupo lançou em novembro do ano passado seu sétimo disco de estúdio, “No Tourists”. A turnê 2019 se iniciaria daqui um mês, no festival Estério Picnic, na Colômbia.

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Dubstep com cara de anos 90. Prodigy solta segundo single do disco que sai em novembro

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Grupo que ajudou a disseminar a música eletrônica para grandes arenas nos anos 90, o também punk Prodigy prepara para 2 de novembro o lançamento de seu disco número 7, “No Tourists”.

E para divulgar este primeiro álbum em três anos, a trupe inglesa acaba de liberar o segundo single do projeto, chamado “Light Up The Sky”, um dubstep maroto, mas com cara de som antigo.

Depois do lançamento do álbum, o Prodigy vai embarcar em uma turnê por arenas do Reino Unido, fazendo aquele show brutal de sempre.

O declínio do britpop ganha seu filme definitivo. Veja o trailer de “Kill Your Friends”

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* 1997 foi um ano crucial para a música britânica. O Oasis lançou seu mais ambicioso disco, “Be Here Now”, que era até bom, mas tão exageradamente produzido e calculado para fazer sucesso que o próprio Noel Gallagher sentiu que ele representava o início do declínio do britpop, a mais popular e significativa revolução sonora que os ingleses assistiram nos últimos tempos. No mesmo ano, o Blur, outro pilar do movimento que resgatou o orgulho dos ingleses para além da música, a chamada “Cool Britannia”, soltou o “mais americano” de seus álbuns, porque queria ser mais próximo ao Pavement do que pertencer à mesma cena de Supergrass, Verve e Placebo.

A coisa claramente estava mudada. Em 1997 ganharia força as boy bands e as superbritânicas Spice Girls lançaram seu primeiro disco nos EUA e viraram definitivamente “os novos Beatles” da música pop-bobagem e feminina. O Radiohead lançou o crucial “OK Computer”, seu terceiro disco, fugindo de vez do britpop e apontando para o experimentalismo, para o jazz de vanguarda, para o krautrock alemão, para tudo o que fosse esquisito à cena pop inglesa típica e bilionária. Para completar, o Chemical Brothers e o Prodigy lançaram seus discos cruciais, levaram a eletrônica para as massas e para as rádios de rock, invadiram os Estados Unidos e mandaram um recado direto ao britpop: “Smack my bitch up”.

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é nessa bagunça de músicos e ideias que confundia a Inglaterra no decretado fim da era britpop que se ambienta a história de “Kill Your Friends”, uma comédia de humor negro, bem britânico, que entra em cartaz no Reino Unido e França no comecinho de novembro, mas é mostrado agora em setembro no importante festival de cinema de Toronto, no Canadá.

O filme acaba de ter seu primeiro trailer divulgado. É baseado em famoso romance publicado em 2008 pelo escocês John Niven, que antes de virar escritor trabalhou por muitos anos em cargos variados no seio da indústria musical britânica.

Dirigido por Owen Harris (“Skins”) e estrelado pelo bombado ator inglês Nicholas Hoult (“Mad Max”, “Warm Bodies – Meu Namorado É um Zumbi”), “Kill Your Friends” mostra o olhar de dentro da indústria musical britânica na busca desesperada pelo novo hit, para manter a fabriquinha do britpop viva e continuar abastecendo a cena de dinheiro, ganância, mulherada, drogas e a p*rra toda. Mas, num mundo musical de pernas para o ar depois de seu grande auge, o rapaz Steven Stelfox (Hoult) vai ter uma certa dificuldade em criar “músicas matadoras”. E tudo passa a gloriosamente a sair do controle. Ainda mais.

A música original de “Kill Your Friends” foi composta pelo produtor holandês Junkie XL, nome forte do big beat e da cena eletrônica no começo dos 2000. A trilha sonora do filme vai conter clássicos da turma toda: Oasis, Blur, Chemical Brothers, Prodigy, Radiohead…

O primeiro trailer a sair de “Kill Your Friend” pode ser visto abaixo.

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Medo. Lá vem o Prodigy com vídeo novo

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* Diante de uma banda como a inglesa electropunk Prodigy, velha de guerra, você pode se posicionar de vários jeitos, menos passar batido por ela.

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A mim, pessoalmente falando, o Prodigy já me causou várias sensações distintas: numa das minhas viagens mais loucas como jornalista foi ir de São Paulo ao condado de Essex, na Inglaterra, entrevistar os caras. Já escrevi um texto em espaço incrível sobre eles no “Mais”, extinto caderno de alta-cultura da “Folha de S.Paulo”, cuja ilustração era a Estátua da Liberdade, de Nova York, com um piercing no nariz. Quase morri pisoteado no Anhembi ao tentar sair de um show do LCD Soundsystem e tentar atravessar uma horda de cybermanos que chegava animada para um show do Prodigy. E o que o vídeo de “Smack My Bitch Up” (uma das músicas mais importantes da cena eletrônica desde sempre) na MTV, o da câmera em primeira pessoa com a “revelação final”, causou para a minha geração.

Enfim, todas essas reminiscências para dizer que está longe de ser ruim esses vídeo novo e música quase nova do Prodigy para “Get Your Fight On”, do disco “The Day Is My Enemy”, lançado em março deste ano. Curti!

Prodigy novo pode ser, vamos falar, “menos impactante” e até um pouco datado para as necessidades musicais hoje. Mas que eu ia amar pegá-los em novembro, no invernão britânico, tocando em algum lugar desta turnê com o Public Enemy, ah eu iria…

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