Em Pulp:

Muitas lendas envolvidas. Iggy Pop e Jarvis Cocker se unem para reeditar canção de Nick Cave

>>

141217_jarvisiggy

Duas lendas da música se reuniram para reeditar uma canção de outra lenda. A mistureba toda envolve a dupla Iggy Pop e Jarvis Cocker, que se reuniram para regravar “Red Right Hand”, do Nick Cave. Apenas.

A canção é trilha da série Peaky Blinders, que vai ao ar na BBC 2 desde 2013 e é baseada no dia a dia da gangue de mesmo nome, que vive em Birmingham.

A cada temporada, a trilha da série, esta do Nick Cave, ganha uma releitura. A versão dessa nova é de total responsa, então, e pode ser ouvida abaixo.

>>

Jarvis Cocker faz trilha para série e solta primeira música solo em sete anos

>>

200516_jarvis2

O gênio Jarvis Cocker, enfim, vai lançar novas músicas. Em seu primeiro trabalho pessoal desde o disco solo “Further Complications”, que saiu láaa em 2009, o líder do incrível Pulp assina canções que servem como trilha de uma nova série da BBC.

Jarvis escreveu e gravou a tal trilha para “Likely Stories”, que é dividida em quatro episódios curtos, todos criados por Neil Gaiman. No total serão quatro faixas, uma para cada episódio, que serão lançadas na semana que vem em forma de EP digital. Haverá também uma versão em vinil 7″.

A primeira faixa, “Theme From Likely Stories”, foi lançada hoje e pode ser ouvida abaixo, cortesia da plataforma de streaming Spotify.

>>

Alison Mosshart, diva do Kills, enquanto DJ da BBC e substituta do Jarvis Cocker

>>

Continuando esse papo sobre rádios legais, a grande BBC Radio 6, a mais “classic” das estações de rádio da rede de comunicação britânica, tem em sua vasta e ótima programação, aos domingos, o polêmico e super ouvido programa do Jarvis Cocker, também conhecido como líder do Pulp, aquela banda.

O “Jarvis Cocker’s Sunday Service” vai ao ar sempre às 16h (de lá) e tem, além de música boa, muito papo e especialmente opiniões do Jarvis sobre o cotidiano britânico. Ele comenta cultura pop, política, futebol e às vezes fala mal até da própria rádio.

Durante este mês, Cocker está de férias e quem assumiu seu lugar nos últimos três domingos foi nada menos que a Alison Mosshart, diva indie, líder cool do ultra-cool The Kills, que um dia também fez parte de uma banda do Jack White.

Alison não tem a língua afiada do Jarvis para dar opiniões, mas se mostrou uma ótima DJ. Tocou quase só velharia. De Johnny Cash a Nick Cave, passando por Neil Young e Primal Scream. Acho que as coisas mais novas que ela botou na programação foram Bat for Lashes e Queens of the Stone Age, para se ter uma ideia.

Mesmo assim, vale a audição. O programa do último domingo, norteado pelo tema “Outlaws and Highways”, fica no ar por mais quatro dias. Vejamos qual é a da Alison DJ Mosshart.

* Tracklist
1) Bo Didley – Cops & Robers
2) Johnny Cash – Desperado
3) John Lee Hooker – I’m Bad Like Jesse James
4) Nick Cave & Warren Ellis – What Must Be Done
5) Woody Guthrie – Billy The Kid
6) Mississippi John Hurt – Stack O’ Lee
7) Soggy Bottom Boys – I’m A Man Of Constant Sorrow
8) Howlin’ Wolf – I Ain’t Superstitious
9) Royal Tryx – Esso Dame
10) The J.B. Pickers – Freedom Of Expression
11) Primal Scream – Kowalski
12) Chuck Berry – You Can’t Catch Me
13) The Velvet Underground – Run Run Run
14) The Modern Lovers – Roadrunner
15) The Cramps – Route 66
16) Townes Van Zandt – White Freight Liner Blues
17) Jeff Buckley – Lost Highway
18) Laura Marling – Blues Run The Game
19) Waylon Jennings – I’ve Always Been Crazy
20) Neil Young – Unknown Legend
21) Canned Heat – On The Road Again
22) Fiji – Song for Charles Manson
23) Shocking Blue – Harley Davidson
24) Bob Dylan – Highway 61 Revisited
25) Queens Of The Stone Age – Outlaw Blues
26) The Doors – My Wild Love
27) R.L. Burnside – Let My Baby Ride
28) Creedence Clearwater Revival – Up Around The Bend
29) Dean Martin – My Rifle, My Pony and Me
30) Tom Waits – Ol’ 55

Outra música nova: do PULP. Mais ou menos nova, aliás

>>

* Fala, Jarvis, fala.

A banda inglesa Pulp, pilar do britpop lá nos 90 e frequentadora recente de Brasil e navios, lançou música nova. Eles foram ao Twitter agora há pouco para avisar.

“After You”, bem boa, tinha sido liberada no Natal, disponibilizada para download primeiro para quem tinha ido ao show da banda em Sheffield, no final do ano. Agora, botaram no iTunes, para a geral. Disco Pulp!

>>

Vídeo conta tudo do Coachella nos sete mares: os shows, a piscina, o gramado (!) no navio, a Popload na água

>>

* Sobre o SS Coachella, falei rapidamente do que rolou, há algumas semanas, no finalzinho de 2012. Chegou a hora de mostrar.

* Uma das coisas mais bizarras da minha vida foi ter participado desse Cruzeiro do Coachella, um dos principais festivais do mundo em versão navio, singrando em mar aberto. Saiu de Fort Lauderdale (colado a Miami) e foi até Nassau, nas Bahamas. Durante os três dias que durou a viagem, teve piscina com DJs luxos tocando entre um tchibum e outro, shows de nomes como Pulp, Hot Chip, Grimes, Black Lips, Father John Misty, Simian Mobile Disco, Sleigh Bells, Yeasayer e tudo mais. Teve discotecagens de James Murphy, Girl Talk, Gaslamp Killer, DJ Harvey, Rapture e tudo mais. Tinha vários restaurantes e cafés a bordo. Comida e bebida 24 horas. Tinha cassino, a bordo. Tinha spa a bordo. Quadra de basquete. Free Shop. Gramado (!). Loja da Apple (!!). Tinha coisas que eu nem vi que tinha.

O show acontecia em dois lugares, dentro do navio. Num teatro tipo “mini-Brixton Academy” maior que o Cine Joia. E num palco num salão atrás das piscinas transformado em clubinho cool. DJs na piscina tocando ao visua de final de tarde no Caribe.

Não fui só eu que achei tudo bizarro. Cada banda que ia se apresentar, antes do show, tascava um discurso inicial dizendo o quão estranhamente incrível era aquela aventura de fazer um festival desses sob as águas, com bandas e públicos “presos” no mesmo lugar por praticamente 60 horas, todo mundo em bar, todos em restaurantes, fazendo refeição lado a lado, nos bares pedindo bebida, todos em trajes de banho, depois todos “vestidos” para a “night”.

Uma das 1000 coisas que diferenciam o Coachella no mar do Coachella na terra, para citar um exemplo do mesmo festival, é que, no navio, depois de ver tudo, ouvir tudo, beber tudo, comer tudo, era só pegar um elevador rápido que você logo estava no seu quarto. Sem perrengue, andadas, estacionamento, estradas. O dia seguinte lá estava você de novo, pronto para mais.

Um amigo, companheiro de viagem, o Lucio “Lucioland” Caramori, editou um vídeo nosso que conta toda a história do que foi o SS Coachella. Em cinco minutos. Da chegada ao porto até a hora de deixar o navio. Ficou tão bom o vídeo que nem acredito que foi ele que filmou e editou. E, cuidado, spoiler alert, eu apareço debaixo d´água. Esteja avisado.

Guarde seu dinheiro para o cruzeiro do ano que vem, se o Coachella repetir a iniciativa. É tipo histórico.

>>