Em Rage Against The Machine:

As crianças estão bem. Garoto de 10 anos em cover de Rage against the Machine, enquanto a filha de Dave Grohl canta música da banda punk X (com o pai)

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* Estão?

Violet Grohl, a filha de 14 anos de Dave Grohl, se juntou ao pai para fazerem uma versão de “Nausea”, música da lendária banda punk californiana X, uma das bandas prediletas do dono do Foo Fighters. A menina canta “Nausea”, tipo lindamente. Violet parece estar bem encaminhada mesmo. Aos 12, já tinha participado num evento pró-Nirvana, cantando “Heart-Shaped Box” ao lado dos ex-integrantes da banda, obviamente sem Kurt Cobain. Mas agora ela ganhou um protagonismo maior, ao assinar a cover com o pai.

“Nausea”, pelos Grohl, foi postada na conta de YT do Foo Fighters, remetendo ao ” target=”_blank”>documentário “What Drive Us”, que estreia na Amazon Prime dia 30 de abril, sexta-feira da semana que vem, e é dirigido por Dave Grohl, ótimo contador de histórias, desta vez disposto a contá-las com todos seus laços familiares no longa.

Estamos de olho aqui para quando Violet Grohl formar sua banda.

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* No paralelo e sem conexão com a cover acima apareceu na conta do YT da
O’Keefe Music Foundation, ong americana que ajuda na formação musical de crianças sem condições econômicas, um vídeo de um homem de 10 anos de idade cantando “Freedom”, importante canção de protesto da sempre protestante Rage against the Machine. A garoto se chama Colt Shedden e estrela ainda um vídeo da versão. Outro míni ser humano que esperamos ver o futuro musical ansiosamente.

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Como “Killing in the Name”, de novo, vira o hino da hora para várias gerações

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Captura de Tela 2020-06-08 às 10.17.52 AM

* Outra música do comecinho dos anos 90 (ref. “Jeremy”, do post anterior) lembradíssima nos dias de hoje, esta com um destaque enorme em citações no Twitter, reinterpretações de todos os tipos e pedidos de atenção a sua contundente velha letra que tem contornos atualíssimo, é “Killing in the Name”, a poderosa canção de protesto da banda de rap metal (!) californiana Rage Against the Machine.

Inesgotável nas menções mesmo em momentos de calmaria, “Killing in the Name”, foi lançada no finalzinho de 1992, em meio à era Nirvana, com uma mensagem explosiva sobre supremacia branca, racismo institucionalizado, seja ele de negros ou chicanos (a essência da banda), e violência policial. Lembra algo?

Música e letra nunca “saem de moda”, mas agora são impressionante trilha perfeita destes tempos Trump-bolsonáricos:

“Some of those that work forces are the same that burn crosses.”

“And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya”

“Those who died are justified, for wearing the badge, they’re the chosen whites
You justify those that died by wearing the badge, they’re the chosen whites”

E termina com a famosíssima frase libertária “Fuck you, I won’t do what you tell me” proferida 16 vezes na sequência, finalizada com um “Motherfuckeeeeeeeer”.

“Killing in the Name” está no autointitulado disco de estreia do Rage Against the Machine, invadiu de imediato as rádios rock americanas e britânicas, a MTV e fez o álbum de estreia da banda receber um tripo disco de platina rapidinho. .

Rapidinho ainda, a música levou o grupo do imparável Tom Morello aos palcos do itinerante Lollapalooza de 1993 e a abrir a turnê europeia do Suicidal Tendencies, enorme à época.

A canção, nas paradas inglesas já em fevereiro de 1993, causou uma “guerra das rádios”: umas tocavam a versão dos “fuck” todos e outras uma mais limpa, sem palavrão. Foi um bafo quando a Radio One, principal emissora do gigantesco grupo de comunicação BBC, num desses programas que tocavam o Top 40 das canções mais vendidas da semana, acidentalmente tocou a versão “pura” de “Killing in the Name”, com seus 17 “fucks”.

* O alcance de “Killing in the Name” é absurdo mundialmente, principalmente em tempos mais conturbados. Em fevereiro deste ano, apareceu no Youtube a música sendo tocada à perfeição por uma baterista japonesa de DEZ ANOS de idade, que escreveu na legenda do vídeo que adoraria ir a um show do Rage, agora que soube que eles voltaram depois de várias pausas, esta última de oito anos de duração.

* Agora em maio, viralizou uma versão do hino do Rage CANTADA por uma menina da Malásia de TRÊS ANOS DE IDADE, chamada Audrey. O pai dela segurou no violão uma versão acústica impensável da enérgica música, enquanto a menina ia aumentando o tom de seu “vocal” precioso.

A versão levou inclusive o guitarrista Tom Morello a ir às redes sociais dizer que aquela era “possivelmente a cover mais porrada” dessa música que ele tinha visto na vida. Muito engraçada ainda um vídeo remix que fizeram com o instrumental original da banda e a voz de Audrey substituindo a de Zack de La Rocha. Mas ficamos aqui com o vídeo “original” da garota asiática.

* Na última sexta-feira, o rapper punk Machine Gun Kelly e o Travis Barker, baterista da Blink-182 foram as ruas de Los Angeles protestar pela morte de George Floyd. Na volta, os amigos fizeram uma releitura esperta de “Killing in the Name” dedicada ao movimento Black Lives Matter (os dois na foto que abre este post).

“Eles escreveram essa música em 1992. Cada palavra da letra dela ainda faz sentido, 28 anos depois”, disse MGK em seu Twitter de 1.4 mi de seguidores. A parceria para o cover ainda rendeu um vídeo que intercala a dupla em performance com imagens do protesto na Califórnia em que eles estavam presentes.

* Não custa deixar aqui embaixo o Rage Against the Machine desempenhando “Killing in the Name”, EM ITU, SÃO PAULO, em 2010, durante o festival de 2010. Show polêêêêmico e que “moveu barreiras” (galera invadiu a área vip em frente ao palco a pedido da banda, na primeira música).

A música fechou a apresentação, no bis junto com outra clássica, “Freedom”. A performance de “Killing in the Name”, assim como o show todo, foram dedicados “aos nossos amigos do MST”, disse Zack, se referindo ao Movimento Sem Terra brasileiro. Pensa nisso: o bis foi precedido com um trecho do hino da Internacional Comunista e logo após “Killing in the Name”, ao som de “Olê Olê Olê Olêêê, RRêigeeeee, RRêigeeee” do público paulista, se despediu aplaudindo geral os fãs e mostrando o punho cerrado de uma das mãos, gesto tradicional do grupo americano revolucionário Panteras Negras.

O Multishow, que transmitiu o show inteiro, nessa hora de “Killing in the Name” tirou as imagens do ar. Mas a galera filmou, né?

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Agora a treta ficou (mais) séria: Rage Against the Machine oficializa turnê com 40 shows e o duo Run the Jewels como convidado

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Em novembro do ano passado, o explosivo Rage Against the Machine anunciou que voltaria aos palcos quase uma década após o grupo se “separar”.

Neste primeiro anúncio, a banda norte-americana entregou que faria ao menos cinco shows, os primeiros desde 2011, no mês de abril, puxadas pela apresentação no festival Coachella. Agora, a treta ficou (mais) séria.

Hoje, o RATM revelou que fará uma turnê extensa com o suporte do duo Run the Jewels. As datas se iniciam em El Paso, no Texas, no mês que vem, e vão até setembro, na Europa.

O rolê primeiro passará por cidades da América do Norte como Boston, Nova York e Toronto. Depois, o RATM toca em festivais europeus como os ingleses Leeds e Reading, o francês Rock En Seine e no Lollapalooza de Berlim.

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On sale Thursday, February 13 from 11am local at RATM.com. Poster by @VirgilAbloh.

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Coachella 2020 escala IDLES, Fontaines DC, black midi e… Pabllo Vittar e Anitta

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* Vai ter viado no Coachella 2020, anunciou em seu Instagram a artista mais explosiva brasileira dos últimos anos. O festival da Califórnia, que acontece em dois finais de semana de abril e é o o grande responsável pela volta do Rage Against the Machine aos palcos, soltou ontem à noite sua escalação para este ano novo, com a cantora e dançarina brasileira Pabllo Vitar. A hoje internacional Anitta está nesta também.

Talvez o melhor junta-tribos dos últimos anos, com uma escalação variada e representativa da nova música para o nosso humilde gostinho, deu até uma pequena vontade momentânea de pegar o carro alugado em Los Angeles e rumar para o deserto em direção ao mesmo tempo festival mais bonito do mundo e o maior exemplo de shopping center da música que virou. Mas beleza: a transmissão dos shows do Coachella pela internet é muito boa.

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Muitos dos britânicos (inclui-se aqui irlandeses, em licença geográfica) da hora estão lá no cartaz, no meio dos cerca de 160 atrações divulgadas. Os punks IDLES, Fontaines DC (foto) e The Murder Capital marcarão presença. Os suecos do Viagra Boys, da mesma turma, estarão a bordo. O incrível e multiarticulado rapper Dave (lembra o Glastonbury, né?), o parça fera Slowthai, os doidos não-convencionais black midi e The Comet Is Coming, os redivivos Disclosure, Friendly Fires e Fatboy Slim e os belezuras Hot Chip (oi, Popload Festival!), FKA Twigs, Anna Calvi e Yungblud também estão entre os que vão pegar o vôo da British rumo aos EUA em abril, para o Coachella.

Rage fecha o sexta. Travis Scott e 21 Savage sacodem o sábado e a dobradinha linda Frank Ocean e Lana Del Rey encerram no domingo. O Coachella Festival acontece nos dias 10, 11 e 12 de abril, depois tem repeteco em 17, 18 e 19.

Numa olhada rápida, tem ainda King Gizzard & The Lizard Wizard, Mura Masa, Charlie XCX, SebastiAn, Princess Nokia, Orville Peck, Carly Rae Jepsen, Peggy Gou, Lil Nas X, Pup, Floating Points, Snail Mail, Black Pumas. Pulei alguém muito relevante?

Olha, viu, Coachella? Sei não…

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Come wit it now! Rage Against the Machine anuncia retorno após quase uma década; Prophets of Rage chega ao fim

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Duas notícias entrelaçadas estremeceram o mundo pop nesta sexta. Grupo dos mais engajados que a música já nos ofereceu, o Rage Against the Machine anunciou seu retorno aos palcos para o ano que vem.

As cinco apresentações iniciais, as primeiras da banda desde 2011, são puxadas por duas apresentações no festival Coachella, que acontecerá nos finais de semana dos dias 10 e 17 de abril. O RATM ainda passa por El Paso, Las Cruces e Phoenix. O primeiro show será no dia 26 de março.

Com a volta do grupo, o projeto Prophets of Rage, que de certa forma mantinha o legado da banda, chegou ao fim. A formação envolvia integrantes do próprio Rage e do Cypress Hill. A informação foi confirmada por B-Real.

“Quero agradecer aos fãs que nos apoiaram durante o tempo em que estivemos juntos. Foi uma honra tocar nestes palcos e com pessoas de todas as idades ao lado destes caras. Foi um momento ótimo e tive ótimas lembranças em pouco tempo. Fazer Rock ao lado de Chuck e Tom foi incrível, para dizer o mínimo. Foi divertido enquanto durou e espero que tenhamos deixado uma boa impressão, e que a música tenha sido uma fonte de inspiração para aqueles que precisavam dela. Esse foi o objetivo pelo qual nos reunimos. Então, digo a todos que se mantenham informados, continuem engajados e lutem a boa luta”, disse o músico do Cypress Hill.

O anúncio oficial do RATM foi feito com uma foto das manifestações recentes no Chile.

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