Em rakta:

TOP 50 DA CENA – Tem e-m-p-a-t-e na décima posição do nosso Ranking. Procure entender. Mais: Guilherme Held inverte a ordem e chega ao topo. E alguém leva o Tagua Tagua para tocar no rádio, pfv?

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* Se você olhar bem, tem um EMPATE na décima posição do nosso ranking na semana. Empate de duas músicas que ainda não existem, mas existem. É o que pode esta CENA. Os malucos do Mel Azul lançaram seu single só no Whatsapp, por enquanto. Vai chegar, calma. Mas, veja bem, já chegou. O Mulungu, de conexões do Nordeste, lançou seu single via Zoom, com direito à meditação, relaxamento, respiração diferente. Vai chegar, calma. Mas, veja bem, já chegou. Em outra dimensão, mas chegou. Que lindo tudo isso.
Falando na música campeã da semana, palmas para Guilherme Held, famoso guitarrista “dos outros”, mas que brilha em seu primeiro trabalho solo, invertendo a coisa e fazendo “os outros” colaborarem para ele. Destaque ainda para a charmosíssima psicodelia do Tagua Tagua. Fechamos os olhos e pegamos uma música qualquer de seu delicioso novo álbum. E só não botamos em primeiro porque o Guilherme Held não deixou.
Que linda esta CENA!

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1 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (Estreia)
Grande guitarrista da CENA, era de se esperar que em seu primeiro álbum solo Held colocasse sua guitarra pra falar mais alto. Ela até está lá em vários momentos, mas trabalha mais em função do que é melhor pras composições dele em diversas colaborações. “Corpo Nós” é exemplo disso, onde Held quase não aparece para brilhar a interpretação única de Juçara Marçal na letra de Alice Coutinho e um esperta bateria dupla feita por Sérgio Machado e Décio do Bixiga 70. E ainda mal começamos a ouvir e ouvir esse disco, já discaço para nós.
2 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (Estreia)
Toques psicodélicos combinados com um charme pop. Um riff daqueles na guitarra e no baixo. Tagua Tagua prontinho pro sucesso, hein? Hit grudento prontinho pra furar a bolha da música independente brasileira, talvez. Talvez!
3 – KL Jay – “Território Inimigo” (1)
Kl Jay sempre acerta. Aqui ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (2)
O disco novo da Luedji saiu e isso é um evento, porque já deu para notar que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Marrakesh – “Tripin'” (Estreia)
Pense global, aja local. O Marrakesh tem feito as coisas certinhas na sua trajetória. Ajudaram a tirar a música independente de Curitiba de uma ressaca pós-Bonde do Rolê e agora, com um pé no Paraná e outro em SP, focam numa conexão mais apropriada para seus shows, suas roupas, sua postura psicodélica que roça no pop. É o Marrakesh ressurgindo em nova fase, pós-pandemia.
6 – Teach Me Tiger – “Wasted” (Estreia)
Essa dupla belga-paulistana da cena mineira andava meio sumida, mas ressurgiu tão afiada quanto antes. Esse single novo antecipa um novo disco, “Copy of Myself”, que chega em novembro. Para prestar atenção. Porque, yes, nós temos post-punk!
7 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (Estreia)
Segue a saga do compositor desconhecido, mais ou menos. Nesse som, uma porrada em líderes charlatões. Apesar do tema pesado, ele não abre do refrão pegajoso. Potente.
8 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (6)
Aqui a talentosa e inquieta Giovanna encontra uma forte conexão entre música e texto. Entre voz e ritmo. Se a ideia da letra é refletir sobre mudanças e transições, o som acompanha bem isso indo para diferentes rumos, inclusive alguns sem saída – quando a música até para. E retoma. Giovanna parece saber fazer o que quer com seu som. Até criar uma perguntinha boa a partir dele. Como criar um futuro que não esteja amarrado ao passado? Já pensou nisso?
9 – RRocha – “Rua” (Estreia)
Rocha tocou guitarra e baixo, além de cantar, na Wannabe Jalva. Agora solo, o cantor se repagina em um som menos “space”, mais MPB distorcida, a caminho do primeiro álbum. Interessante demais esse rolê que ele encontrou.
10 – Mel Azul, “Mimo” – Mulungu – “A Boiar” (Estreias)
Olha… A primeira música, da banda paulistana Mel Azul, foi lançada nesta semana. Pelo Whatsapp somente. Ainda não foi para as plataformas. A segunda, do grupo nordestino (Recife/Natal) Mulungu, foi lançada no Zoom. Ainda não está nas plataformas. Essa décima posição é para guardar um lugar no top 10 do Top 50 para as duas, entende? A gente ouviu e ambas merecem.
11 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (3)
12 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (4)
13 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (5)
14 – Plutão Já Foi Planeta – “Risco de Sol” (7)
15 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (8)
16 – Carne Doce – “Hater” (9)
17 – WRY – “Tumulto, Barulho e Confusão” (10)
18 – Rohmanelli – “Toneaí” (16)
19 – Matuê – “Máquina do Tempo” (18)
20 – The Baggios – “Hendrixiano” (20)
21 – JP – “Eu Quero Perder Você” (21)
22 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (22)
23 – PLUMA – “Leve” (23)
24 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
25 – BK – “Movimento” (25)
26 – Nana – “Independência ou Morte” (26)
27 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
28 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
29 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
30 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
31 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
32 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do guitarrista Guilherme Held, em foto de José de Holanda.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – KL Jay senta no trono. Luedji Luna chega junto. As Rakta e Giovanna Moraes mandam um “Oi”, cada uma do seu jeito

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* E teve um feriado no meio do caminho. A produção de singles e vídeos e discos deu uma arrefecida, o que foi bom para a gente fazer um rearranjo nas dez primeiras do nosso Top 50.
E na dança dos números, que na real faz pouco efeito na nossa playlist, trouxe para o topo o grande KL Jay, a cabeça musicalmente pensante dos Racionais, aqui na versão solo. Solo porém bem acompanhado. Bom, você sabe do que estamos falando.
A cativante cantora baiana Luedji Luna marca a presença com seu discos de boas músicas para este Top top. Outro nome que se não me engano aparece pela primeira vez é o do grupo paulistano de cold wave (permita-me!) Rakta, com uma música não-música.
Daria uma ótima quebra na nossa playlist, se a música estivesse no Spotify. Nem a do KL Jay está, na verdade. Para ouvir ssas duas tem que dar uma caçadinha. Faz parte. As outras 48 estão lindas e conectadas na playlist!!!

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1 – KL Jay – Território Inimigo” (2)
Kl Jay sempre acerta e agora alcança o primeiro lugar no Top 50, depois de ter entrado em segundo. A música do KL Jay cresceu por aqui. Nela, ele oferece seu balanço único para as vozes de Jota Ghetto, Amiri e Anarka. Na letra, a denúncia sobre o racismo brasileiro que se evidencia em assassinatos brutais e políticas públicas desastrosas que criminalizam a existências da população negra no país. Um basta daqueles em uma questão urgente.
2 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (Estreia)
O disco novo da Luedji acabou de sair e estamos só começando a absorver a obra. Mas já dá para dizer que temos várias músicas nota 10 por aqui. “Ain’t I a Woman”, que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
3 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (Estreia)
Dez minutos. Que passam como se não fossem dez minutos de uma bela piração viajada daquelas fortes. Alguém faça o filme que vai ter essa trilha sonora. Ou vai lá e faz um na imaginação para essa música-não música caber. Aconteceu por aqui.
4 – Chuck Hipolitho – “Mais Ou Menos Bem” (1)
Está aí um som que combina demais com nosso estado quarentenesco. Não só pelo nome do single lançado, mas também por seu vídeo, com imagens de umas colagens na janela enfeitada do quarto onde Chuck gravou grande parte de seu novo álbum, que sai mês que vem. De uma janela em que só podemos ver o tempo de um dia passar. Até um outro começar. E passar. A música é uma versão de “Más O Menos Bien”, da conhecida e muito boa banda indie argentina El Mató a un Policía Motorizado. E, muito além dos conceitos, tem a canção. E que canção! E que refrão!
5 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (3)
Ana vai conquistar o mundo. A gente já sabia e o mundo agora parece que está sendo informado. Indicação ao Grammy, livro e um novo single que deixa a gente com a certeza de que a sua produção segue afiada em um som que ela explica assim: “Pensei numa melodia que pudesse ser cantada para plantas e bebês, trazendo timbres que têm me interessado, como a flauta, órgão e violão, misturando elementos da bossa-nova, chamber-pop e soft-eletro-indie. Quis explorar efeitos, estéreos e repetições trazendo elementos em comum ao ‘Little Electric Chicken Heart’, como dobras, coros, metais, e divergindo em outros aspectos, como forma e timbres”.
6 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (Estreia)
Aqui Giovanna encontra uma forte conexão entre música e texto. Entre voz e ritmo. Se a ideia da letra é refletir sobre mudanças e transições, o som acompanha bem isso indo para diferentes rumos, inclusive alguns sem saída – quando a música até para. E retoma. Giovanna parece saber fazer o que quer com seu som. Até criar uma perguntinha boa a partir dele. Como criar um futuro que não esteja amarrado ao passado? Já pensou nisso?
7 – Plutão Já Foi Planeta – “Risco de Sol” (4)
No esperto EP em que gravam composições de seus conterrâneos de Natal, a banda saca ideias musicais próprias bem fortes e que falam de certa maneira um monte justamente sobre a cidade e sua relação com a banda. Indie-geografia. Tendência linda que temos comentado bem por aqui.
8 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (5)
Em um beat inspirado do Kamau, Rodrigo Ogi deixa mais uma letra nota 10 em um disco que não é o seu este ano – o outro exemplo é o som que escreveu pra Kiko Dinucci. Marcelo D2 em uma track sua soa quase como participação de luxo, consequência de sua ideia de montar um superálbum gravado e escrito remotamente durante a pandemia por muitas vozes e canetas. Que sacada e que generosidade com os mais novos.
9 – Carne Doce – “Hater” (7)
Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”
10 – WRY – “Tumulto, Barulho e Confusão” (8)
A reflexão do Wry sobre tempos nada simples de entender se encaixa em um música bonita e agradável. Sabe aquela simplicidade assobiável? Não é todo dia que sai música assim. Queremos esse álbum que chega no fim do mês.
11 – Daniel Tupy – “Bem” (9)
12 – Romero Ferro – “Fake” (10)
13 – Leveze – “Aurora” (11)
14 – Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D`água” (12)
15 – SARTØR – “NEVER COMING HOME” (13)
16 – Rohmanelli – “Toneaí” (14)
17 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (15)
18 – Matuê – “Máquina do Tempo” (16)
19 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (17)
20 – The Baggios – “Hendrixiano” (18)
21 – JP – “Eu Quero Perder Você” (19)
22 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (21)
23 – PLUMA – “Leve” (23)
24 – Luiza Lian – “Geladeira” (24)
25 – BK – “Movimento” (25)
26 – Nana – “Independência ou Morte” (26)
27 – Vivian Kuczynski – “Pele” (27)
28 – Boogarins – “Cães do Ódio” (28)
29 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (29)
30 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (30)
31 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (31)
32 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (32)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (33)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (34)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (35)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (36)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (37)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (38)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é da cantora carioca Ana Frango Elétrico.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Festival no Centro Cultural convoca o indie nacional a São Paulo para movimentar julho quase inteiro

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* Na órbita do tal Dia do Rock, agora em julho, o Centro Cultural SP faz maior e melhor organizando, por todo o mês e não em um só dia, o Centro do Rock, um festival elencando destacada parte da produção nova e mais antiga do indie nacional, e botando para tocar na Vergueiro nomes como Boogarins, Garage Fuzz, Ventre, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Rakta, Maglore, o às vezes ressuscitado MQN e a solvência do Jonnata Doll, entre outros.

É isso mas não é só isso. O Centro do Rock, além dos shows normais e os “shows especiais” (já falo), virá ainda com uma programação robusta de debates e cinema. E terá o graaaaande jornalista musical Ricardo Alexandre fazendo o chamado “Concertos de Discos”, contando a história do rock brasileiro através de álbuns marcantes em audições comentadas.

Uma espécie de Apple Music Festival, evento inglês que espalha pela casa de shows Roundhouse, em Londres, durante um mês, uma forte programação de shows num mesmo lugar, o Centro do Rock ocupa de 11 a 30 de julho a tradicional sala Adoniran Barbosa, palco de shows (quase) 360 graus que existe desde os anos 80 e no qual o público praticamente “abraça” as bandas que tocam, pela proximidade e a disposição espacial deste “underground” do Centro Cultural SP. Na Adoniran Barbosa cabem 631 pessoas.

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A parte de shows começa no dia 11, uma terçq-feira, às 21h e gratuito, com a Test Big Band, a banda do duo Test (João e Barata) na versão gigantesca, um já patrimônio da cena experimental brasileira que existe há quase oito anos e contabiliza 400 apresentações ao vivo.

Até o encerramento do festival, com a presença ao vivo da performática banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes, em 30 de julho, alguns dos destaques especiais da programação são:
– o impressionante grupo paulistano de mulheres Rakta (foto acima) e um dos últimos shows de sua formação original, porque mudanças vêm aí.
– Boogarins (imagem abaixo) fazendo pela primeira vez no país a performance ao vivo do recém-lançado álbum “Lá Vem a Morte”, com abertura do conterrâneo de outra geração, o grande MQN, do agitador Fabrício Nobre.
– O concerto conjunto de duas bandas-destaque do indie brasileiro atual: o paulistano E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e a carioca Ventre.
– O cantor Thiago Pethit fazendo o show do disco “Horses”, álbum clássico da roqueira americana Patti Smith.

Tem muito mais.

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** Confira a programação completa do Centro do Rock, mais os debates, o Concertos de Discos e o Cinema:

os shows

Test Big Band
11 de julho
21h
Entrada Franca
 
Rakta
12 de julho
21h
Ingressos: R$ 20
 
Thiago Pethit toca Horses, de Patti Smith
13 de julho
21h
Ingressos: R$ 25
 
Maglore
14 de julho
Sala Adoniran Barbosa
19h
Ingressos: R$ 25
 
Garage Fuzz
15 de julho
19h
Ingressos: R$ 25
 
E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante + Ventre
16 de julho
18h
Ingressos: R$ 25
 
The Baggios
20 de julho
21h
Ingressos: R$ 25
 
“Meu Reino Não É Desse Mundo” / Thiago Nassif / Lucas Pires com Hot On n’Aldeia Global
22 de julho
19h
Ingressos: R$ 25
 
Boogarins / MQN
23 de julho
18h
Ingressos: R$ 25
 
Vermes do Limbo + Bernardo Pacheco / Deaf Kids
27 de julho
21h
Ingressos: R$ 25
 
Labirinto
29 de julho
19h
Ingressos: R$ 25
 
Jonnata Doll e os Garotos Solventes
30 de julho
18h
Ingressos: R$ 15

os debates

– Mulheres no Rock
12 de julho
Mediação: Claudia Assef
Participantes: Taciana Barros (Gang 90 e Pequeno Cidadão), Sandra Coutinho (Mercenárias), Carla Boregas e Paula Rebellato (Ratka)
Sala Adoniran Barbosa
19h
Entrada Franca
 
Letra de Rock É Poesia?
13 de julho
Mediação: Alexandre Matias
Participantes: Fernanda D’Umbra (Patti Smith), Fabrício Corsaletti (Bob Dylan) e Daniel Benevides (Leonard Cohen)
Sala Adoniran Barbosa
19h
Entrada Franca
 
O Rock Errou Mas Eu Juro Que Não Fui Eu
30 de julho
Mediação: Cadão Volpato
Participantes: Lúcio Ribeiro, Fabio Massari e Alex Antunes
Sala Adoniran Barbosa
19h
Entrada Franca

os Concertos de Discos

 
A história do rock brasileiro, com Ricardo Alexandre
Datas: 8, 15, 22 e 29 de julho
Discoteca Oneyda Alvarenga
15h30
Entrada Franca

o cinema

Mostra Gerações Rock’n Roll, focando filmes e documentários que marcam várias décadas de rock nas telas, desde o rockabilly dos anos 50 até o indie rock dos 2000.

– 11 de julho
15h JOHNNY & JUNE
17h45 JUVENTUDE TRANSVIADA
20h LOUCURAS DE VERÃO

– 12 de julho
15h CONTROLE: A HISTÓRIA DE IAN CURTIS
17h30 VELVET GOLDMINE
20h ROCK’N ROLL HIGH SCHOOL

– 13 de julho
15h DE VOLTA PARA O FUTURO
17h30 ISTO É SPINAL TAP
19h10 A FESTA NUNCA TERMINA

– 14 de julho
15h EDEN
17h30 QUANTO MAIS IDIOTA MELHOR
19h30 HEDWIG: ROCK, AMOR E TRAIÇÃO

– 15 de julho
15h SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
17h EDEN
19h30 FRANK

– 16 de julho
15h FRANK

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CENA – Bananada 7 de 7 – Mano Brown, Karol Conka, Far From Alaska, Rakta, Teto Preto, Tulipa Ruiz…

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* Popload em Goiânia. Para acabar esse Bananada sem fim…

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Crossover de coisas, ideias, pessoas, nunca pensei que num mesmo festival indie pudesse ter, sei lá, Black Drawing Chalks e Mano Brown. Quase num mesmo horário, estar tocando a banda indie shoegaze sorocabana Wry num palco e a rapper paranaense Karol Conka em um outro. Assim foi o Bananada de domingo, dia 14, encerrando uma semana cabulosa de som bom, lugares incríveis, gente bacana, tudo certo.

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Abaixo, um dos melhores momentos do Bananada 2017 em sua noite final. Com vídeo de galera e fotos incríveis do Ariel Martini, parte integrande do não menos incrível I Hate Flash

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Mulherada power. Acima, a possante Angela Carneosso em show fora do normal do Teto Preto, a banda-festa. Abaixo, as garotas do feroz Far From Alaska, bandaça internacional do Rio Grande do Norte, momentos antes de entrarem em ação no Bananada 2017

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Mano Brown, dos Racionais, em show do seu outro projeto, o groovie Boogie Naipe, a grande atração de domingo no festival goiano

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A bombada rapper Karol Conka em dois momentos no Bananada 2017

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Três entidades do rock brasileiro reunidas no Bananada, acima o show conjunto dos goianos do Black Drawing Chalks com os Hellbenders; abaixo, Chuck Hipolitho arrebentando a bateria do Forgotten Boys, de SP

Captura de Tela 2017-05-24 às 7.12.22 AM

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Tulipa Ruiz recebe Liniker em sua apresentação no Bananada 2017

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Acima, Paula Rebellato comanda os teclados do assombroso grupo pós-pós-punk feminino Rakta, de SP; abaixo, momento da banda goiana Brvnks no palco-casa-do-mancha do Bananada 2017

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E fim…

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CENA – Bananada 2017 rola nesta semana em Goiânia. Popload monta QG no festival

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* Popload em Goiânia, terra de Fabríco Nobre. A partir de hoje e por toda a semana, até domingo, vamos ter a…

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Começa “pequeno” hoje, às 20h, em cinco lugares espalhados por Goiânia, Centro Oeste do Brasilzão, o 19º festival Bananada, um dos mais importantes festivais independentes do Brasil em uma de suas mais importantes edições. Até domingo, a cidade, prosaicamente conhecida como a terra do sertanejo, vai ser inundada por rock, eletrônico e nova-MPB e hip hop dos bons, até soul e funk, conduzidos por um line-up de respeito que terá do clássico Os Mutantes até os sanguinhos novos Rakta e Plutão Já Foi Planeta, de Selvagem a Barro, de Mano Brown e Karol Conka a Ventre e FingerFingerrr. Céu, Liniker, Hierofante Púrpura, Luiza Lian e Terno Rei. Maria Gadú, JP Cardoso, DJ Patife, Tulipa Ruiz, Far from Alaska e Forgotten Boys. Tem a esquadra goiana jogando em casa: Boogarins, Carne Doce, Black Drawing Chalks, Brvnks, Hellbenders e Overfuzz. E tem muito mais.

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As principais atrações farão suas performances em palcos espalhados no epicentro do festival, o suntuoso Centro Cultural Oscar Niemeyer.

A programação desta noite de estreia do Bananada está assim disposta:

Captura de Tela 2017-05-08 às 6.01.32 PM

Além da música, o Bananada montou programação que inclui artes visuais, ação de moda, cultura urbana (encontro de skate e tattoo) e um circuito gastronômico (Goiânia Rock City) que já está em sua quinta edição e conta com 30 espaços gastronômicos alimentando os locais e os visitantes que vieram à cidade para o Bananada.

A Popload já está instalada no centro nervoso da inteligência do Bananada, no espaço cultural Centopéia, em Goiânia, para cobrir o festival. E a batelada de shows começa daqui a pouco.

Ingressos para o Bananada, que vai crescer dia-a-dia no número de shows e tamanho das atrações, são encontrados no site do festival, que ainda traz todas as informações sobre esta 19ª edição. Acompanhe o Bananada pelo Instagram do festival.

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