Em ramones:

Idles desconstrói Strokes em cover, destroça “Reptilia” e vira polêmica indie

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* A bandaça inglesa pós-punk gritaria rouca Idles movimentou o fim de semana com três shows em streaming nos estúdios Abbey Road, em Londres. A gente anunciou as apresentações aqui. Foram três sets diferentes, cada um deles misturando material “clássico” do Idles, músicas do discaço “Ultra Mono”, a ser lançado em setembro, e umas covers surpresa.

E as homenagens do Idles para outras bandas foram, uma por show, para Strokes, a maravilhosa “Reptilia”, Ramones, com o hino “I Wanna Be Sedated”, e Beatles, com a enorme “Helter Skelter”, misturadinha ali no meio com um trecho de “Pure Morning”, do Placebo. Enfim, referências.

O legal das covers do Idles é que todas elas foram destruídas, desmontadas, para surgirem de novo no modo Idles de desconstrução punk. Não sobrou pedra sobre pedra das músicas como as conhecíamos. E todas ficaram muito boas.

A de “Reptilia”, em especial, causou uma certa convulsão indie no Twitter, muita gente odiando. Mas o que queriam? Que o Idles cantasse Strokes como Strokes?

Guitarras completamente descontrol e o Joe fazendo uma voz ruim e “doente” para a música que ficou até engraçado pensar o tanto que o Julian Casablancas se apresentou ao vivo com a garganta frágil e… ruim e doente.

Achei, em particular, um grande serviço do Idles para a banda de Nova York, que não engrena na animação nunca mais, mesmo depois de finalmente lançar um disco bom. A guitarrada final de dois minutos para a versão do Idles é espetacular. Ali, lá no fundo da barulheira, dava até para imaginar que tinha “Reptilia”. Mas sei lá.

Abaixo, o Idles desmontando, então, Strokes, Beatles e Ramones, que virou, no caso deste último, algo muito perto de um Sisters of Mercy, de tão dark.

Gostamos aqui desse Idles, viu. Mais agora com essas covers.

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* Já já postaremos mais Idles aqui, agora as do disco novo.

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De emocionar. O maravilhoso vídeo novo dos… Ramones

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* Leve em consideração que maravilhoso, no caso dos Ramones, é o que você vê. Som simples, letras simples, roupas simples, cenário simples. É isso que faz a banda de Joey Ramone ser inesquecível. Portanto, eis sim o maravilhoso vídeo novo com maravilhosa música dos Ramones, uma das minhas preferidas do grupo, de tantas músicas preferidas.

“She’s the One”, este vídeo de 2018, traz imagens nunca vistas de canção que é do discaço “Road to Ruin”, de setembro de 1978, que nestes dias comemorou seu aniversário de 40 anos e está saindo em edição comemorativa.

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“Road to Ruin” é o quarto disco dos Ramones e virou tão clássico quanto os outros três. Entre outras pérolas tem “Needles and Pins” (que é uma cover da banda inglesa The Searchers, dos anos 60, turminha dos Beatles) e “I Wanna Be Sedated” (que saiu como single de dois lados A junto de “She’s the One”). É o primeiro disco de Marky Ramone como baterista.

A versão 2018 de “Road to Ruin 40th Anniversary” traz 80 músicas. E vem com a versão remasterizada do álbum original, um mix anunciado como “40th Anniversary”, duas inéditas (“I Walk Out” e “S.L.U.G.”), algumas com levadas acústicas e demos das canções do disco, fora o ao vivo “Live at the Palladium”, de um show do Ano Novo de 1979. Que belezura isso!

De emocionar, o vídeo “novo” de “She’s the One”, dos insuperáveis Ramones.

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Green Day, Sex Pistols, Guns N’ Roses e Portlandia se misturam para homenagear Johnny Ramone

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Já virou tradição. Anualmente, entre os mil eventos que acontecem em Los Angeles, a cidade é palco de um tributo ao guitarrista Johnny Ramone. A edição deste ano aconteceu no último domingo no Hollywood Forever Cemetery e contou com algumas estrelas da cultura pop.

Bille Joe Armstrong (Green Day), Duff McKagan (Guns N’ Roses), Steve Jones (Sex Pistols) e Fred Armisen (estrela da série Portlandia, se juntaram para tocar algumas canções em formato acústico dos Ramones, inesquecíveis.

Entre as faixas, Rockaway Beach” e “Judy Is a Punk”. Sobrou um tempinho para tocar “Pretty Vacant”, dos Pistols, também. Dizem que o Morrissey estava por lá. O evento tem a organização da Linda Ramone.

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Em session linda, National faz cover de Ramones e conta historinha envolvendo o Joey e o Trump

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Senta que lá vem música boa. O incrível National, facilmente uma das melhores bandas do mundo, esteve recentemente na tão incrível quanto KCRW, uma das estações de rádio mais legais da América, para um bate-papo e uma session no tradicional Morning Becomes Eclectic.

O National esteve lá justamente para mostrar canções do seu belo novo álbum, “Sleep Well Beast”, lançado há algumas semanas. Dele, a banda mostrou as faixas “Nobody Else Will Be There”, “Walk It Back”, “Born to Beg”, “Guilty Party” e “Carin at the Liquor Store”.

Sobrou tempo, ainda, para uma improvável cover de “The KKK Took My Baby Away”, dos Ramones, lançada originalmente em 1981. Na intro, o vocalista Matt Berninger disse que a música fala de uma “história real”, em que Joey Ramone estava tendo um relacionamento com uma garota no colegial e aparentemente Donald Trump, no carro luxuoso de seu pai, levou seu amor embora. “Aconteceu no Queens muitos anos atrás”, disse ele.

Essa história apareceu um tempo atrás no Twitter do produtor e comediante Jake Fogelnest, em agosto deste ano.

* O National, nunca é demais lembrar, é uma das atrações do Lollapalooza Brasil em 2018. Um sideshow em lugar pequeno não cairia mal, hein? Abaixo, a session completa.

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Apenas: Morrissey faz cover de Ramones. E tem gente chamando de Ramorrissey

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Papo reto. Maior britânico vivo e ultimamente meio calado, o grande Morrissey voltou ao noticiário não por ter xingado alguém ou cancelado outra turnê, mas sim por ter cantado Ramones em seu show. Pensa: Morrissey cantando Ramones.

A música escolhida foi “Judy Is a Punk”, uma das preferidas do ex-vocalista dos Smiths, que nos anos 70 odiava os Ramones por parecerem cópias do New York Dolls, mas depois, pensando melhor, virou fã. Tão fã que há alguns anos Morrissey foi o responsável por selecionar canções para uma coletânea especial dos Ramones para um Record Store Day. E “Judy Is a Punk”, claro, estava entre as selecionadas.

A reedição da faixa, que já ganhou o singelo nome Ramorrissey, aconteceu em show de Moz no Brooklyn, na noite de sábado passado. Melhor ainda é saber que algum gênio gravou. Obrigado, internet.

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