Em ramones:

“End of the Century”, o documentário definitivo dos Ramones, aparece na íntegra no Youtube oficial da banda

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* A canta oficial da seminal banda punk nova-iorquina Ramones no Youtube subiu ontem do nada o documentário “End of the Century: The Story of the Ramones”, de 2003, que conta a história todinha da banda se reunindo no começo dos anos 70 até seu fim, em 1996.

O documentário saiu no Brasil em DVD e de vez em quando aparece na internet, mas pelas mãos da própria banda (ou pelo espolio dela) é a primeira vez.

Produzido e dirigido por Jim Fields and Michael Gramaglia, o filme toma emprestado o título do álbum da banda punk de 1980, o quinto da turma de Joey Ramone, que ajudou a criar um dos principais e mais revolucionários movimentos musicais pelo lado americano da coisa (não vamos entrar nessa discussão, haha). E traz entrevistas incríveis com os integrantes, hoje boa parte deles mortos, incluindo o Joey, que se foi em 2001, dois anos antes de o documentário ser lançado.

O filme é muito bem avaliado pelos fãs do grupo, por ser nada chapa-branca ou travado para tratar de “certos assuntos”, por ser oficial, com registros muito próximos à banda.

Tem imagens da grupo no comecinho de carreira, quando formaram o grupo no bairro do Queens, em NYC, cenas deles, muitas inéditas à época, tocando no lendário clube nova-iorquino CBGB, os quebra-paus entre eles, depoimentos de Debbie Harry (Blondie) e Joey Strummer (The Clash) e entrevista com a mãe de Joey.

Enfim, Ramones é Ramones. E este, abaixo, é o grande documentário da banda.

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O saudoso Joey Ramone e o dia em que botaram xixi na cerveja do Johnny Rotten, dos Sex Pistols. E ele bebeu felizão

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* Old, but gold.
Ainda na esteira do aniversário de 20 anos da morte do graaaaaaaaaaaaande Joey Ramone, vocalista e letrista dos Ramones, que nos deixou no estúpido 15 de abril aos 49 anos, vítima de um tumor canceroso enquanto ouvia uma música do U2. O apresentador americano Conan O’Brien, em seu canal no Youtube, resgatou uma entrevista que fez com Joey em 1999, que vale muito ser revisitada.

Nela, além de falar sobre punk inglês e punk americano e como as pessoas o achavam um alienígena em Nova York quando os Ramones começaram, o vocalista lembrou uma zoeira que fizeram com o inglês Johnny Rotten, dos Sex Pistols, a banda “rival” dos americanos na época.

Envolvendo xixi na cerveja.

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Indo além do que foi falado no papo com o Conan O’Brien na entrevista que você vê abaixo, conta a história que quando os Ramones foram tocar pela primeira vez na Europa, no verão de 1976, rolou um show em Londres. A apresentação aconteceu na linda Roundhouse, em Camden Town, tipo dois meses depois do lançamento do disco de estreia da banda. Ele abriram para os Stranglers, famooooso grupo punk inglês da efervescente época. Outro grupo punk britânico estava no line-up, o Flamin’ Groovies.

Quando o show acabou, no backstage da Roundhouse, apareceu Johnny Rotten, dos Pistols, para conhecer os Ramones, beber uma cerveja com eles. Mas…

Está no histórico livro punk “Please Kill Me”, de Legs McNeil e Gillian McCain, contado por Dee Dee Ramone. Os Ramones tinham uma maniazinha de providenciar umas gotas de xixi na cerveja dos outros em camarins, de zoeira.

Na Roundhouse, pensaram: por que não zoar o Johnny Rotten. E assim foi feito. Naquele show de 1976 em Londres o vocal dos Sex Pistols tomou uma cerveja aromatizada com urina do Johhny Ramone, que recebeu o inglês em nome da banda, se mostrou entusiasmado em conhecê-lo e o levou para dentro do camarim para oferecer-lhe a cerveja batizada. Que ele tomou feliz, enquanto os Ramones doidos só olhavam um para o outro.

Essa história, não com a riqueza de detalhes, está contada aqui embaixo na TV americana por Joey Ramone, junto com algumas outras. É muito bom lembrar Joey e os Ramones.

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* “I Slept with Joey Ramone”, filme sobre Joey Ramone, está sendo produzido pela Netflix. O longa é baseado no livro publicado pelo irmão do vocalista, Mickey Leigh. Joey vai ser vivido pelo comediante e ator Pete Davidson.

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Idles desconstrói Strokes em cover, destroça “Reptilia” e vira polêmica indie

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* A bandaça inglesa pós-punk gritaria rouca Idles movimentou o fim de semana com três shows em streaming nos estúdios Abbey Road, em Londres. A gente anunciou as apresentações aqui. Foram três sets diferentes, cada um deles misturando material “clássico” do Idles, músicas do discaço “Ultra Mono”, a ser lançado em setembro, e umas covers surpresa.

E as homenagens do Idles para outras bandas foram, uma por show, para Strokes, a maravilhosa “Reptilia”, Ramones, com o hino “I Wanna Be Sedated”, e Beatles, com a enorme “Helter Skelter”, misturadinha ali no meio com um trecho de “Pure Morning”, do Placebo. Enfim, referências.

O legal das covers do Idles é que todas elas foram destruídas, desmontadas, para surgirem de novo no modo Idles de desconstrução punk. Não sobrou pedra sobre pedra das músicas como as conhecíamos. E todas ficaram muito boas.

A de “Reptilia”, em especial, causou uma certa convulsão indie no Twitter, muita gente odiando. Mas o que queriam? Que o Idles cantasse Strokes como Strokes?

Guitarras completamente descontrol e o Joe fazendo uma voz ruim e “doente” para a música que ficou até engraçado pensar o tanto que o Julian Casablancas se apresentou ao vivo com a garganta frágil e… ruim e doente.

Achei, em particular, um grande serviço do Idles para a banda de Nova York, que não engrena na animação nunca mais, mesmo depois de finalmente lançar um disco bom. A guitarrada final de dois minutos para a versão do Idles é espetacular. Ali, lá no fundo da barulheira, dava até para imaginar que tinha “Reptilia”. Mas sei lá.

Abaixo, o Idles desmontando, então, Strokes, Beatles e Ramones, que virou, no caso deste último, algo muito perto de um Sisters of Mercy, de tão dark.

Gostamos aqui desse Idles, viu. Mais agora com essas covers.

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* Já já postaremos mais Idles aqui, agora as do disco novo.

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De emocionar. O maravilhoso vídeo novo dos… Ramones

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* Leve em consideração que maravilhoso, no caso dos Ramones, é o que você vê. Som simples, letras simples, roupas simples, cenário simples. É isso que faz a banda de Joey Ramone ser inesquecível. Portanto, eis sim o maravilhoso vídeo novo com maravilhosa música dos Ramones, uma das minhas preferidas do grupo, de tantas músicas preferidas.

“She’s the One”, este vídeo de 2018, traz imagens nunca vistas de canção que é do discaço “Road to Ruin”, de setembro de 1978, que nestes dias comemorou seu aniversário de 40 anos e está saindo em edição comemorativa.

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“Road to Ruin” é o quarto disco dos Ramones e virou tão clássico quanto os outros três. Entre outras pérolas tem “Needles and Pins” (que é uma cover da banda inglesa The Searchers, dos anos 60, turminha dos Beatles) e “I Wanna Be Sedated” (que saiu como single de dois lados A junto de “She’s the One”). É o primeiro disco de Marky Ramone como baterista.

A versão 2018 de “Road to Ruin 40th Anniversary” traz 80 músicas. E vem com a versão remasterizada do álbum original, um mix anunciado como “40th Anniversary”, duas inéditas (“I Walk Out” e “S.L.U.G.”), algumas com levadas acústicas e demos das canções do disco, fora o ao vivo “Live at the Palladium”, de um show do Ano Novo de 1979. Que belezura isso!

De emocionar, o vídeo “novo” de “She’s the One”, dos insuperáveis Ramones.

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Green Day, Sex Pistols, Guns N’ Roses e Portlandia se misturam para homenagear Johnny Ramone

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Já virou tradição. Anualmente, entre os mil eventos que acontecem em Los Angeles, a cidade é palco de um tributo ao guitarrista Johnny Ramone. A edição deste ano aconteceu no último domingo no Hollywood Forever Cemetery e contou com algumas estrelas da cultura pop.

Bille Joe Armstrong (Green Day), Duff McKagan (Guns N’ Roses), Steve Jones (Sex Pistols) e Fred Armisen (estrela da série Portlandia, se juntaram para tocar algumas canções em formato acústico dos Ramones, inesquecíveis.

Entre as faixas, Rockaway Beach” e “Judy Is a Punk”. Sobrou um tempinho para tocar “Pretty Vacant”, dos Pistols, também. Dizem que o Morrissey estava por lá. O evento tem a organização da Linda Ramone.

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