Em rapture:

Ex-Rapture procura emprego. Quer para sua banda?

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* Tem uma banda e precisa de um vocalista na linha do Luke Jenner, que cantava no Rapture? Pode ser o PRÓPRIO Luke Jenner?

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Jenner (à frente na foto acima) foi o vocalista e o guitarrista do importantíssimo grupo de dance punk de Nova York Rapture, que acabou recentemente por tretas entre seus integrantes. O Rapture surgiu no calor do novo rock na cidade onde tudo acontecia. Junto com o LCD Soundsystem, eles eram a cena eletrônica paralela à garagem guitarrística promovida por Strokes, Yeah Yeah Yeahs, entre outros. Muita gente considera a música “House of Jealous Lovers”, super punk, super dance, o hino dessa época.

O negócio foi tão feio que a última vez que o Rapture esteve no Brasil para shows, em 2012, eles ficaram em hotéis separados, chegaram ao Cine Joia separados… E o show, um Popload Gig, foi sensacional (cóf. cóf.).

Mas de lá para cá o Rapture ensaiou uma continuidade sem o Jenner, mas sem lançar nada. No ano passado, sem nenhum de seus integrantes se pronunciaram, veio a notícia de dentro da DFA Records que a banda não existia mais.

Eis que nesta semana Jenner, tocado pelo aniversário de 14 anos de casamento (!), foi ao Facebook dizer que procura uma banda para integrar. De preferência em Nova York. Que tem algumas músicas solo prontas que gostaria de experimentar. Que a banda nova precisa ter o groove de “How Deep Is Your Love”, o último hit do Rapture, do álbum de 2011. Pede para a pessoa ou a banda interessada mande um vídeo tocando parte dessa música, para ele avaliar a ginga.

Sad, but true.

O anúncio todo saiu assim, no Facebook de Jenner:

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Desta vez vai: Debbie Harry diz à Popload que “com certeza” tocará no Brasil com o Blondie

* Popload em Nova York

Ela está perto de fazer 69 anos, sua banda tem 40 anos de estrada, mas o gás se mantém impressionante. “Cantar no Coachella com o Arcade Fire, para 80 mil pessoas, para mim foi diversão apenas. Nada demais. E estar lançando um novo álbum a esta altura não quer dizer um recomeço. O Blondie nunca acabou. Nossa história nunca deixou de ser contada. Temos uma turnê mundial planejada, definitivamente vamos para a América do Sul fazer shows. Desta vez iremos certamente ao Brasil. Nunca fomos.”

Debbie Harry conversou ontem com a Popload, em um hotel em Nova York, horas antes de o histórico grupo punk/new wave anos 70 Blondie fazer uma apresentação exclusiva em uma festa da marca de óculos Ray-Ban, que tem sua trajetória muito ligado ao rosto da ex-pinup e ícone de uma geração, por causa de suas famosas fotos. Quase aos 70, ela consegue contratos para ser “garota”-propaganda ainda.

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A conversa inteira com Harry mais Chris Stein, seu fiel parceiro de Blondie, estará aqui em outra ocasião.

O Blondie sairá na semana que vem em turnê mundial, começando num cassino em Atlanta, partindo para a Europa, se apresentando em vários festivais de verão e terminando essa série no fim de agosto na França. A tour latina seria a seguinte, segundo os planos atuais.

Apesar de já ter feito shows duas vezes no Chile e na Argentina (até no Peru), o Blondie nunca tocou no Brasil. “Até hoje não entendo por que nunca fomos”, disse Chris Stein na entrevista. “Estava programado, mas sempre teve um obstáculo qualquer na hora de fechar.”

Sobre o show de ontem, eu esperava algo na linha saudosista. O importante guitarrista Chris Stein é o que mais sente o peso dos anos e dos problemas de saúde grave que sempre carregou. Mas botou um guitarrista e um tecladista bem novos e bons para segurar a onda para ele ficar mais enfeitando o palco que precisamente tocando. O baterista Clem Burke, quase em seus 60, está numa forma, digamos, animal. Espanca a bateria com vontade da primeira à última música. Debbie Harry, bem, ela é a Debbie Harry.

Impressionou também o fato de as músicas estarem coladas umas às outras. Sem muito papo, poucas paradas para tomar água ou outra coisa. É pau um atrás do outro.

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Os velhos hits incríveis e as novas músicas são tocadas quase que intercaladas e não há uma divergência temporal muito gritante que atrapalhe o andamento do show. A cover de Beastie Boys, “(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)”, que o Blondie tocou no começo do ano na Inglaterra, na festa da “NME”, voltou a ser mostrada ontem. Tudo Nova York. Tudo em casa.

Abaixo tem três vídeos de clássicos de ontem: “Rapture”, “Hanging on the Telephone” e “Atomic”, acho que minha música preferida da banda. A iluminação do lugar do show, o galpão de eventos District 1937, a que ficava em cima de Debbie Harry, faz o vídeo parecer que a musa do Blondie é uma pessoa-luz, pode reparar. Debbie atomic. Ontem foi mesmo.

* A POPLOAD está em Nova York a convite da Ray-Ban, marca de óculos italiana que arrebanhou uns jornalistas do mundo todo para lançar, aqui em Nova York, sua nova coleção.

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Muito velho para ser novo, muito novo para ser clássico: os 12 anos da DFA Records

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* Talvez a entidade sonora mais importante dos últimos 12 anos, a DFA Records, gravadora que o genial James Murphy ergueu em Nova York em 2001 para “botar os indie kids para dançar” e fazer a galera do novo rock ir para as pistas, organizar mais festinhas bombásticas em apartamentos e quebrar a cintura dura das guitarras de garagem, comemora esse aniversário bizarro de 12 anos no final do mês agora, em Nova York, no Red Bull Music Academy.

Para promover essa festança que vai ter e contar a história do importante selo que juntou disco-punk, rock novo, dance music, hipsters, geeks, Brooklyn, Manhattan, Londres em torno de nomes-guia como LCD Soundsystem, Rapture, “House of Jealous Lovers”, “Losing My Edge”, Hot Chip, Erol Alkan, Trash, The End, 2manyDJs, a Red Bull produziu um vídeo incrível sobre os 12 anos da DFA.

De alguma forma, permita-me dizer aqui, no calor da emoção do vídeo (haha), que dá para contar a história da minha vida musical recente com o James Murphy e a DFA nestes 12 anos da DFA. Desde festinhas em NYC em 2001 a que eu fui para dançar “House of Jealous Lovers” e achar que quem estava errada era a música esquisita (e não os meus passos); até ter trazido o LCD Soundsystem (e o Rapture) para tocar em Popload Gig dois meses antes de a banda acabar; sem contar os shows especialíssimos em Seattle, Londres e Espanha, DJset no mar do Caribe em festival ambulante; ver Murphy estourar o joelho na minha frente em um tombo imbecil num festival na Inglaterra; um after-hours em São Paulo no Vegas com ele tocando para 30 pessoas se muito; os caras do Rapture discotecando em minha festa, a Popfellas, no mesmo clube, na mesma Augusta; e algumas outras coisas. Acho que, nesse envolvimento profissional e pessoal com música, eu seria outra pessoa se a DFA e o James Murphy não tivessem existido. Longa vida à DFA. Porque eu já estou losing my edge. But I was there.

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Os Melhores de 2012 da Popload – Shows no Brasil

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* Sei que já devia ter deixado 2012 em 2012, mas faltou o ranking das melhores apresentações ao vivo do ano passado.

* Num espetacular ano para shows gringos no Brasil, ainda que dois mil e doze tenha acabado meio sinistro, com uma certa crise de “ajustes de mercado” misturada a um já movimentadíssimo calendário para 2013, a gente viu tanta coisa ao vivo em solo tupi que eu nem lembro de tudo direito.

2012 teve o nascimento de dois outros megafestivais (Lollapalooza, Sónar), um outro “dando um tempo” (SWU), um outro querido evento indie acabando “as we know it” (Planeta T…). Uma pancada de shows pequenos acontecendo seja em casas novas (Cine Joia, cof cof), seja em porta de cemitério. Teve a maturação das festas com DJs gringos bons nas tardes, teve o Franz Ferdinand causando tumulto no Ipiranga, o Horrors tocando em loja de azulejo em Sorocaba, banda francesa tocando em navio, banda do Texas se apresentando 7 da manhã no meio da rua do Centrão, teve o Carl Barat excursionando e cantando Libertines com banda brasileira “de fundo” e um beatle fazendo concerto no Nordeste, no mangue.
Não vou nem me alongar muito dizendo que 2012 foi o ano mais movimentado do Popload Gig.

Falando em Popload Gig, peco desculpas por votar nos shows que eu mesmo provoco, na casa em que eu faço parte. Faz parte. Um perdão ainda especial a Jarvis Cocker, Morrissey e Noel Gallagher. Vocês me entendem…

Então, o Tame Impala levou essa, nem vou explicar muito. Tocaram duas vezes no Cine Joia, em dias seguidos. O primeiro, numa festa fechada em que 80% dos presentes nem aí para quem estava no palco. E já foi muito bom. Na noite seguinte, público todo dela, a banda ainda só “experimentou” tocar ao vivo duas músicas do fantástico disco novo. Foi mágico.

O Arctic Monkeys foi gigante no gigantesco Lollapalooza. Nossos meninos de Sheffield agora são banda de homens. Visual de motoqueiro, baterista fantástico, mais à vontade em tocar as músicas que não são hits. Monsters of rock. Os srs. do Kraftwerk fizeram seu “musical” no estreante (agora para valer) Sonar SP. Show de interpretação de um tempo em que as máquinas nos davam medo. Parece filme antigo daqueles que nunca cansamos de ver.

Na cara de pau, fazer o quê, outro do Popload Gig: o Rapture. Comecinho do ano, o som do Cine Joia ainda zoado, o ar-condicionado do Cine Joia ainda zoado, o grupo nova-iorquino despejou dance-punk de uma maneira tão tocante e intenso que a adversidade jogou a favor. O que o Mogwai fez no teatrinho escondido do Anhembi foi avassalador. O Suede, no PT, ocupou um lugar de destaque no ranking que eu daria facilmente a algum herói veterano tipo Morrissey, tipo Noel. Mas o grupo do Brett Anderson conseguiu ser genial, atual.

Bom, como pincelada geral rápida, é mais ou menos isso. Os nomes desta particular lista de melhores falam por si só. E ela acabou assim:

1. Tame Impala, Popload Gig / Cine Joia

2. Arctic Monkeys, Lollapalooza Br

3. Kraftwerk, Sonar SP

4. Rapture, Popload Gig / Cine Joia

5. Mogwai, Sonar SP

6. Suede, Planeta Terra

7. Howler, Beco

8. Foo Fighters, Lollapalooza

9. Totally Enormous Distinct Dinosaurs, Sonar SP

10. Skrillex, Lollapalooza Br

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Popload em Nova York

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* Don’t sleep till Brooklyn.

* Juro que eu não fugi do Brasil para escapar da festa corinthiana durante esta semaninha “cheia”. Não SÓ por isso, digamos.

* Popload se mandou para os EUA na missão de conferir de perto, sob as águas, a primeira edição do Coachella Cruise, o S.S. Coachella, uma versão do festival do deserto da california desta vez em cima de um navio que dará um rolê musical pelas Bahamas, partindo de Miami. Sobre o cruzeiro do Coachella, que acontece no próximo fim de semana e terá Pulp, Hot Chip, James Murphy, Simian Mobile Disco, Sleigh Bells, Grimes, Rapture, Father John Misty, Black Lips, Warpaint e mais uma galera “on board”, a gente fala mais depois.

É que, antes da zueira marítima, este blogueiro passará um frio louco em semana agitada de Nova York. Nunca vi tanto show junto em um lugar como esses dos próximos dias na mais famosa cidade do planeta. Nem em Londres dos “bons tempos”, acho. Tem pelo menos uns quatro shows imperdíveis por dia na região de Manhattan, Brooklyn e até New Jersey.

A grande turnê comemorativa dos Rolling Stones (Jagger moving like Jagger no Brooklyn, sábado, em foto do “NYTimes”. A legendária banda toca quinta em Newark com Black Keys e Lady Gaga de convidados); o absurdo show do Madison Square Garden em benefício às vítimas do furacão Sandy (Paul McCartney, Bruce Springsteen, os próprios Stones, The Who, Dave Grohl, Eddie Vedder, Jay-Z etc.); a volta do Yo La Tengo; Smashing Pumpkins; The Killers; Of Montreal com o Foxygen abrindo; Andrew Bird; Totally Enormous Distinct Dinosaurs; Paul Banks; James Blake; e, ufa, outro show beneficente provocado pelo Sandy, desta vez indie, que terá Grizzly Bear, Sleigh Bells, Cults e The Antlers.

Tudo isso nas próximas seis noites. New York I love you but you bring me crazy!

Vamos ver o que conseguimos fazer por aqui. Stay tuned!

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