Em Rita Oliva:

POPLOAD SESSION apresenta… G T’AIME

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* A nova banda paulistana G T’Aime, empreitada sonora da modelo e atriz e cantora Geanine Marques (Stop Play Moon) e de seu parceiro, o artista multimídia Rodrigo Bellotto, é convidada da vez da Popload Session, espaço de vídeos ao vivo que este site abre para a CENA brasileira mostrar seu desempenho diante das câmeras, em produção própria.

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O fashion-chic G T’Aime lançou seu primeiro álbum, homônimo, no final de janeiro. O climático disco, que traz músicas em português e inglês e tem canções com finalidade para “embalar madrugadas de amor”, foi produzido pelo conceituado músico Mauricio Takara, do Hurtmold.

Deste primeiro disco, em especial para a Popload, o G T’Aime chega em session com as músicas “Sad It All” e “Forest”, em vídeos gravados no estúdio Arkitito, em Pinheiros.

Senhoras e senhores, com vocês… G T’AIME.

** SHOW: O G T’Aime se apresenta neste sábado, no clube Breve, na Pompeia. A noite ainda vai ter a apresentação da bruxa sábia Rita Oliva e seu projeto indie-místico Papisa. Coisas vão acontecer amanhã no palco do Breve. O primeiro show está marcado para 21h. A casa abre duas horas antes. Os ingressos custam R$ 15.

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Rita Oliva olha a música por dentro e mostra como é possível a atuação da mulher em qualquer lugar da música

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*** A imparável Rita Oliva é cantora, guitarrista, baterista, tecladista, produtora e tem ou teve várias bandas/projetos. Atualmente de corpo e espírito no projeto Papisa, ela ainda tem energia para gastar com a banda Cabana Café e com a dupla Parati, suas outras atividades por ora em hiato. E ela, tõo infurnada no mundo da música independente, cumprindo até funções que não costumamos ver mulher cumprir, tem sua valiosa visão de mulher, bem de dentro dessa música em que atua.

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Rita Oliva

Faz mais de dez anos que toco em bandas, compostas por homens em sua grande maioria, e muitas vezes me questionei pelo fato de ser a única menina entre tantos caras. Até que, no ano passado, tive a oportunidade de lançar meu trabalho solo por um selo comandado por garotas, o PWR Records, focado em bandas que tenham ao menos uma mulher na sua formação. Nos últimos anos tenho visto cada vez mais cantoras, compositoras, musicistas e artistas colocando a cara no mundo e expandindo a noção limitada de como uma mulher deve atuar no mercado. Os tempos mudaram, ou estão mudando.

Apesar do aumento do espaço para que a gente tenha mais voz ativa, padrões de comportamento baseados em crenças antigas e sem fundamento continuam ditando regras. Por isso, levanto aqui quatro questões, como um recorte do que vejo por aí e do que vivi na minha trajetória até hoje, ilustradas por mulheres incríveis que me inspiram.

1) Mulheres tocam instrumentos, e já faz um bom tempo
Toco instrumentos desde pequena, mas por algum motivo sempre acabei assumindo o papel de cantora na maioria dos meus projetos. Se por um lado mulheres instrumentistas sempre me instigaram, sinto que ocupar esse espaço na prática exigiu e exige provas constantes de capacidade, inclusive para mim mesma. Sinto também que essa provação dificilmente se aplica aos caras com tanto rigor. Que fique claro que não tenho nada contra cantoras, inclusive isso seria negar boa parte do meu próprio trabalho. Mas o reducionismo é perigoso, e mulheres podem tocar o que quiserem, vide a musa Sister Loretta.

2) Beleza não é parâmetro de talento
Ser/estar bonita é uma imposição para as mulheres desde pequenas, mesmo que inconscientemente. É ridículo perceber que ainda hoje a aparência pode se sobrepor ao trabalho de uma artista. Quem viu a polêmica envolvendo o corpo da Lady Gaga no Super Bowl? Da série de coisas que não deveriam ser notícia. Juana Molina é uma grande inspiração pra mim, de alguém que faz música como bem entende e não está nem aí para o que o padrão de beleza exige.

3) Mulheres também manjam dos seus equipamentos
Quando entramos em assuntos técnicos, existe uma ideia chata de que a mulher simplesmente não sabe o que está fazendo. Aposto que grande parte das garotas que tocam já se sentiram inferiorizadas por outros músicos, técnicos de som, produtores, em relação ao seus próprios equipamentos. Sem contar a barreira que roadies, técnicas de som e produtoras enfrentam para conseguir validar seu trabalho. Aprendizado e capacidade não tem nada a ver com gênero, tem a ver com interesse e predisposição. Fica a dica com o exemplo da brasileira Mahmundi, uma mina que sabe bem o que faz.

4) Mulheres podem trabalhar com homens, mas não dependem deles para isso
Produzi e gravei o primeiro single do meu trabalho novo sozinha, o Papisa, sem banda ou produtor. Por isso, já me perguntaram se a mulher precisa fazer tudo sozinha, ou se precisa de homens, ou se precisa fazer tudo com mulheres. O que eu penso: a mulher faz o que ela bem entender. Sozinha, com homens, com mulheres, não tem regra. A regra é a gente se apoiar, se respeitar e saber que estamos no mesmo barco. A sororidade fala justamente da irmandade entre mulheres, da compreensão de que somos semelhantes, não competidoras. Não acho que isso significa excluir os homens das nossas vidas, nem quero. Mas igualdade e respeito, precisamos com urgência. A Camila Garófalo (e seu Sêla) ilustra bem a reunião de mulheres talentosas em função da arte.

Daria para seguir em diante com tópicos, mas paro por aqui. Acho que o exemplo prático é a melhor saída. Que venham cada vez mais Lorettas, Juanas, Marcelas, Camilas para nos inspirar e conquistar o respeito e o reconhecimento que todas merecemos.

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CENA – Uma terça quase ordinária. Carne Doce no SESC, Pethit na Bud, Papisa na galeria

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* Sem nada muito esperto para a noite do Valentine’s Day? A CENA pode te ajudar a criar um clima.

* Os namorados Macloys e Salma Jô levam a banda goiana Carne Doce, de excelente apresentação ao vivo, para estrear a fase 2017 do projeto Prata da Casa, no Sesc Pompeia. A mostra reúne ainda, na mesma noite, outro show bem bom, o da banda carioca Ventre. O grupo do Rio deve já tocar alguma música nova, pois seu segundo álbum já está em plena gestação. O Carne Doce vai aproveitar o show do Sesc para exibir, em premiére, o novo vídeo de música do álbum “Princesa”, do ano passado. Numa superprodução “hollywoodiana”, a banda mostra o visual da canção “Falo”, de múltiplos significados. O vídeo estará rodando amanhã aqui na Popload. Só para adiantar, em “Falo”, e por causa dele, as mulheres pegam em armas. Abaixo, uma imagem de “Falo”, o vídeo.

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** Exposição mais show e performance, o projeto Divinas ocupa o lado “ar livre” da Galeria Vermelho com… divinas. A fotógrafa Mariana Cobra exibe 40 fotografias analógicas (!) com quatro mulheres reais do Uruguai, mas em formato de zine. Nesse ambiente “feminino”, a artista Rita Oliva faz show de seu projeto recente Papisa, tudo a ver com o dia (Valentine’s) e com a noite (Divinas). O show da Papisa acontece às 20h30 (mas o evento estará rolando desde 19h). E o acesso ao espaço é grátis.

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*** Com show de seu álbum “Rock Star Sugar Darling” (2014), o paulistano Thiago Pethit é a atração da noite no galpão-porão da marca Budweiser. A balada vai das 20h às 2h e ainda tem DJ set da Jess Pauletto (Big in Japan) e do Thiago Sabota (Protection).

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Boletim CENA – Papisa e Bike “on the road” pelo Nordeste, FingerFingerrr em São Paulo, na rua

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* A CENA está bombando tanto que vamos a partir de hoje criar um BOLETIM CENA, para juntar notícias da movimentação independente nacional num post só, sem ter que abrir um exclusivo só para casos rápidos. Tudo para agilizar no mesmo tanto de velocidade em que as coisas estão acontecendo. Tipo como este aqui, agora:

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* PAPISA e BIKE – O recém-lançado projeto Papisa, da cantora e multiinstrumentista Rita Oliva, chega ao vivo ao Nordeste hoje. E a coisa não é tão simples assim. Rita (que tem seu nome ligado às bandas Parati e Cabana Café) não só vai levar “para cima” o seu novo e psicodélico e exotérico e místico Papisa, como ela está numa “trip on the road” pelo NE brasileiro com os meninos da banda BIKE (foto acima), na qual ela tem um acordo. Ela toca bateria para o BIKE, o Bike dá backup para o Papisa, como banda, onde então Rita Oliva atua como cantora e guitarrista. A dobradinha de bandas de SP inicia o giro nordestino hoje em Salvador, no Festival Supernada. No dia 13, domingo, as duas bandas se apresentam, cada qual na sua, em Patos, na Paraíba. Dia seguinte, segunda 14, no festival Bicicleta sem Rodinhas, em Campina Grande, ainda em PB. Recife, Maceió e Natal, no gigante festival DoSol, neste apenas com o BIKE, estão no roteiro.

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O Papisa, de Rita (acima), lançou nesta semana seu EP homônimo, que contém o single “Instinto”, pelo selo recifenses de garotas-que-fazem PWR Records, de Hannah Carvalho e Letícia Tomás, selo que reúne bandas nacionais com pelo menos uma integrante do sexo feminino. Ouça abaixo o EP inteiro, com “Instinto”, “Desilusional” e “Intuição”.

A foto da Papisa é auto-retrato da Rita Oliva. A da BIKE, de Cássio Cricor.

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* FINGERFINGERRR – O espertíssimo duo paulistano de punk garagem rap fashion (!) FingerFingerrr, que em setembro lançou seu bom álbum de estreia, “MAR”, tocou terça passada no palco-deck do bar No Name Boteco, em Pinheiros, voltado para a rua, uma outra das possibilidades que a CENA indie brasileira tem oferecido para abrigar sua demanda por todo lado. O show foi dentro de um evento, com gente amontoada pela rua duas horas antes do show começar. Tudo parte do lançamento de coleção nova da marca de moda slow urbana F.Ferreira, da designer Flavia Ferreira. Pessoas ligadas à marca ficaram encantadas com show do FingerFingerrr no SP_Urban em outubro, na Cinemateca, e chamaram Flavio Juliano e Ricardo Cifas para o evento, que contou ainda com um DJ, o conhecido Bispo, e a dançarina e sacerdotisa burlesca Marquesa Amapola (foto abaixo), figura da night paulistana que também é performer da festa-projeto ciganista Venga-Venga! A história toda, segundo informações, foi até a madrugada. As fotos acima e abaixo, mais a da home da Popload, é de Taissa Sterim.

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CENA – O despertar de Rita Oliva, agora ao vivo e em vídeo oficial

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* Espécie agora de Cat Power psicodélica, a cantora e multiinstrumentista Rita Oliva anda tendo muita coisa para mostrar para a CENA nacional nos últimos dias. E sozinha. Acumuladora de projetos legais (Cabana Café e Parati), semana passada ela se lançou solo com o codinome cabalístico Papisa, apontando para um certo despertar. O despertar de Rita.

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Com o single “instinto” revelado, no qual tocou todos os instrumentos e fez várias vozes, e a caminho de um álbum a ser lançado em 2017, Rita fez um show intimista sexta passada em São Paulo, no Que Tal Hostel (Vila Mariana), apenas na versão Papisa & guitarra, seguida por uns loops dela mesma. O show teve projeção da artista Melina Furquim. Temos imagens. E com Rita, inclusive, desnudando outra música do projeto novo de sua viagem particular, “Intuição”, que será lançada como single agora em novembro, formatando um EP de três músicas.

Rita Oliva apresentou ontem o vídeo oficial de “Instinto”, um banho com plantas para abrir caminhos da cantora dirigido e fotografado por Aline Belfort, do Estúdio Baile. E com participação de um gato.

** Na próxima sexta, 4, a Papisa se apresenta no mesmo Que Tal Hostel, desta vez como banda. Acompanhando Rita e sua guitarra, terá Diego Xavier (no baixo), Julito Cavalcante (pandeirola) e Rafa Bulleto (bateria). Todos eles são da banda BIKE, para qual Rita Oliva também colabora, tocando bateria.

** Hoje, dia 1º, o BIKE toca na Casa do Mancha, com Rita Papisa na bateria.

** Papisa e o BIKE fazem uma mini-turnê pelo Nordeste, em novembro, um tocando com o outro. O BIKE é uma das muitas atrações do festival DoSol, em Natal, onde se apresenta no dia 12/11.

** As imagens dos vídeos ao vivo no Que Tal são de Cássio Cricor e Lucci Antunes. A edição é de Lucci Antunes.

** A foto de Rita Oliva com o gato, que abre este post, é de Aline Belfort.

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