Em rodrigo brandao:

Top 50 da CENA – Parada desta semana é quase temática, entenda! No topo, temos a Linn Da Quebrada quebrando a banca com seu segundo disco. Amarante e Tagore brilhan no pódio

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* Semana quase temática de lançamentos de segundos discos – sem querer, mas rolou. Linn Da Quebrada, Rodrigo Amarante, Rodrigo Brandão, Fusage. Todos esses artistas se aventuram pela complicada segunda missão de apresentar um conjunto de músicas com começo, meio e fim. Lógico, também trabalhamos com singles e outros papos. O que não muda é qualidade da playlist que dá a temperatura atual da CENA brasileira, invariavelmente quente.

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1 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (27)
Que álbum é esse, Linn Da Quebrada? Ela conseguiu repetir o difícil feito de bater de frente com uma grande estreia e seu segundo disco é uma nova superobra em uma simbiose linda com a parceria/DJ/produtora Badsista. Ao propor uma nova sonoridade, Linn lança o questionamento e provoca “algoritmos, gêneros e rótulos” e também a plateia ao apresentar um lado seu que ainda não observamos.

2 – Rodrigo Amarante – “Maré” (Estreia)
Um outro segundo disco solo que honrou o compromisso é esse do Amarante, o recém-lançado “Drama”, tão bom quanto a estreia solo. Belas canções e proposta acertada de cantar outros mundos e amores possíveis – sem medo do drama. Falar de amor é sempre revolucionário.

3 – Tagore – “Capricorniana” (Estreia)
Rapaz, que hit imediato o pernambucano Tagore conseguiu criar aqui. Uma conversa direta com o melhor que a música psicodélica na tradição brasileira já produziu – e pop até umas horas, já que a turma curte papo de signo ou “astrologia de buteco”, segundo o próprio vocalista/compositor/guitarrista Tagore Suassuna – até os haters. Afinal haters gonna hate.

4 – Zopelar – “Jump” (2)
Bem interessante esse espertíssimo trabalho do conhecido DJ e produtor de eletrônica da agitada noite e madrugada paulistana, o Pedro Zopelar, de olhar para o passado da música brasileira a partir das pistas – um dos locais onde a música que o toca respira e vive. E conta história. “Um tributo aos DJs dos Bailes das antigas que foram responsáveis por disseminar a mensagem do Funk e Soul em SP”, ele diz. E, ouvindo, nos sentimos indo a esse passado bonito.

5 – Bonifrate – “Cara de Pano” (3)
Voltamos a comentar (pela segunda semana) esse som do músico carioca Bonifrate por aqui. Porque, primeiro, a gente curtiu bem; e, segundo, finalmente e recentemente, chegou o seu novo álbum solo, “Corisco”, que celebramos single a single neste mesmo espaço. Discaço.

6 – Nelson D – “Nossa Flecha (L_cio Remix)
Por aqui Nelson D abraça suas raízes brasileiras indígenas e sua posterior cidadania europeia em um som sobre união, empatia e equidade. Vale sempre lembrar, ele nasceu por aqui, mas após ser abandonado em um orfanato foi criado por italianos. Não por acaso, esse retorno ao Brasil nomeia seu álbum, “Em Sua Própria Terra”. A música original é bem boa, mas caiu no nosso gosto meeesmo a segunda versão da canção, um remix de L_cio que ressalta a questão eletrônica na obra de Nelson e sua proposta no futurismo indígena. Música carregada de história. E histórias.

7 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (11)
É sublime a força de Rodrigo de criar de improviso um segundo álbum solo (estamos em uma série de segundas incursões solo, acho que você já percebeu). Por aqui, ele se une a Marshall Allen, líder da Sun Ra Arkestra, com participação de um timaço de músicos nacionais (Tulipa Ruiz e Juçara Marçal, os saxofonistas Thiago França e Thomas Rohrer, o percussionista Paulo Santos, do Uakti, e mais um par de integrantes do Hurtmold, Guilherme Granado e Marcos Gerez), além de três membros da Sun Ra (Knoell Scott, o brasileiro Elson Nascimento, e Danny Ray Thompson). Tudo que está ali no disco é pura improvisação.

8 – Criolo – “Fellini” (4)
A gente já tinha ficado de cara que, em “Fellini”, Criolo usava os recursos narrativos do cineasta italiano para contar uma história múltipla. As mil faces geniais dessa conversa criada pelo rapper cantor ganharam recentemente um supervídeo que novamente dialoga com a obra do famoso diretor de cinema. Era obrigatório que esse som voltasse ao Top 50.

9 – Bruxas Exorcistas – “Vade Retro Satanás” (Estreia)
As bruxas são Virginie Boutaud (Metrô), Érika Martins (Autoramas), Lovefoxxx (Cansei de Ser Sexy) , Apolônia Alexandrina (Anvil FX), Maria Paraguaya (Cigarras, Escambau), Camila Costa e Emilie Ducassé. Esse timaço que se divide pelo mundo se reuniu virtualmente para cantar uma canção composta por Virginie, afim de expressar a revolta de todos com o cenário de terror pelo qual passa o Brasil atualmente. Hora de gritar.

10 – Fusage – “Fearless Soul” (Estreia)
E estamos mesmo em uma semana de segundos álbuns. Os paranenses do Fusage e seu stoner rock também estão de volta após a estreia em 2017. Este é o primeiro single de “Outburst Desert”, elaborada remotamente durante a pandemia. Classe.

11 – Marisa Monte – “Medo do Perigo” (5)
12 – Yannick Hara e Dy Fuchs – “Stalkers e Haters” (6)
13 – Lucas Ranke – “Alucina” (7)
14 – ATR – “Intro’ (8)
15 – Rubel – “O Homem da Injeção II” (9)
16 – Amaro Freitas – “Sankofa” (10)
17 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (12)
18 – 2DE1 – “Emersão” (13)
19 – Marisa Monte – “Totalmente Seu” (14)
20 – Letrux – “I’m Trying to Quit” (15)
21 – Giovanna Moraes – “Rosalía” (16)
22 – Taco de Golfe – “Tratados de Obrigação” (17)
23 – Nill – “Singular” (18)
24 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (19)
25 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (20)
26 – Iara Rennó – “Ava Viva” (21)
27 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (23)
28 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (24)
29 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (29)
30 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (30)
31 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (31)
32 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (32)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (33)
34 – Jadsa – “Mergulho” (34)
35 – Mulungu – “A Boiar” (35)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (36)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (37)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (38)
39 – Zé Manoel – “Como?” (39)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e atriz Linn Da Quebrada.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

Top 50 da CENA – Um piano tira a Pabllo do nosso topo. Amaro Freitas lidera, seguido pelo MC Rodrigo Brandão. Mas o terceirão é dela, sim

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* Na semana passada nosso primeiro lugar foi talvez um dos trabalhos mais pop da nossa história, né, Pabllo? Nesta semana aqui, jazz e música de improviso fazem um dobradinha no topo da nossa lista. É o universo reequilibrando as coisas. Pode reclamar, a gente esquece muita coisa, não dá conta de outras, mas não damos margem para dizerem que nós não tentamos escutar um pouco de tudo de lindo que é feito neste país hoje em dia na música, para criar nossa radiografia do que acontece de melhor por aí, hein? Dito isso, toma esta!

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1 – Amaro Freitas – “Sankofa” (Estreia)
Quem lê sempre nosso Top 50 já reparou que a gente ama quando o próprio músico traz palavras inspiradas sobre o que pensou para a canção em destaque. Parece um passo lógico, mas não é todo mundo que se arrisca a pelo menos traçar uma linha sobre o que acabou de entregar. O Amaro Freitas, pianista de Recife, por sua vez, escreveu bastante e bem sobre sua proposta no álbum “Sankofa” e a gente pirou na ideia: “Trabalhei para tentar entender meus ancestrais, meu lugar, minha história, como homem negro. O Brasil não nos disse a verdade sobre o Brasil”. A expressão “sankofa” é justamente sobre esse tipo de processo, visitar o passado para possibilitar novas compreensões e futuros. Uma busca, que como revela Amaro, apresenta as inconsistências do que temos em nossas mãos atualmente. Muita coisa foi contada errado, muita coisa foi apagada e isso é um dos motivos de termos problemas de imaginar futuros novos. Sem dúvida, um mundo trilhado por esse álbum de Amaro não dá chance para fascistas, por exemplo. Essa é a energia aqui.

2 – Rodrigo Brandão – “O Sol da Meia-Noite” (Estreia)
Quem já viu uma sessão de improviso do Rodrigo Brandão sabe a força que reside ali. Força de inspiração e criação afiada de um dos principais MCs da música brasileira faz tempo. Seu segundo trabalho solo é mais uma experimentação nesse sentido de composição em tempo real tocada por Marshall Allen, líder da Sun Ra Arkestra, com participação de um timaço de músicos nacionais (Tulipa Ruiz e Juçara Marçal, os saxofonistas Thiago França e Thomas Rohrer, o percussionista Paulo Santos (Uakti) e mais um par de integrantes do Hurtmold, Guilherme Granado e Marcos Gerez), além de três membros da Sun Ra (Knoell Scott, o brasileiro Elson Nascimento, e Danny Ray Thompson). Este álbum foi gravado em 2019, mas chega agora em 2021. Aguardemos.

3 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (1)
Ao optar em reler clássicos do tecnobrega e do forró que foram a trilha de sua adolescência em um contexto que respeita os gêneros e ainda absorve elementos da música pop atual, Pabllo enriquece sua já boa mistura e aproxima seu trabalho das experiências de hyperpop tocadas por artistas como Sophie e Charlie XCX. É uma inversão inteligente do senso comum que ronda o pop nacional. Em vez de deixar o pop mundial informar a música brasileira, aqui a música brasileira informa o pop do planeta. Não é um movimento simples, não. O Primavera Sound vai ver só.

4 – 2DE1 – “Emersão” (2)
Emersão, segundo um dicionário online, é tanto o movimento de um corpo que sai de um fluido no qual estava mergulhado quanto a reaparição de um astro que eclipsara. Significativo que esse seja o som de uma retomada após um relativo silêncio. E, bom, basta reparar na letra para sacar que a intenção dos gêmeos Fernando e Felipe Soares passa por uma aceitação de si mesmo e de assumir uma luta para alterar os aspectos que estão danificando o universo ao redor.

5 – Marisa Monte – “Totalmente Seu” (Estreia)
Em seu belo novo trabalho, Marisa escolheu uma coleção de velhas e novas parcerias. Ao lado de figuras batidas, como Nando Reis e Arnaldo Antunes, aparecem agora nomes como Chico Brown, Marcelo Camelo e os irmãos Silva, Lucas e Lúcio. Conectado com a obra de Marisa em uma esfera bem próxima (Silva dedicou um disco às canções dela), parece lógico que a parceria Silva/Marisa soe tão bem e seja a música que mais chame a atenção em uma primeira edição. “Totalmente Seu” é nível hit da Marisa que pode tocar por um ano, fácil fácil, em rádios e novelas.

6 – Letrux – “I’m Trying to Quit” (Estreia)
Vício é foda. Bebida, cigarro, um relacionamento. Letrux acerta um monte em resgatar essa letra escrita em 2013 e que seguiu tão boa ao longo destes anos. Como ela bem escreveu, ali foi o começo do fim do mundo. Não? Pela promessa, esse single é a abertura de uma série de mais três lançamentos individuais.

7 – Giovanna Moraes – “Rosalía” (Estreia)
Parte do seu álbum mais recente, “III”, Giovanna resolveu expandir a música “Rosalía” em um single que reapresenta sua bela música acompanhada de uma versão demo e outra que é descontrução da própria canção, indo atingir com ela um outro gênero. Se entendemos bem, isso é o que costumávamos ter com um bom lançamento de single.

8 – Taco de Golfe – “Tratados de Obrigação” (Estreia)
A dupla sergipana Gabriel Galvão e Alexandre Damasceno segue a apresentação da piração que veremos em seu álbum “Memorandos”. Que a gente, não sei se eles repararam, adivinhou o nome por aqui quando achou uma mensagem cifrada em morse no Bandcamp da banda. Ninguém valoriza nossos momentos de Sherlock?

9 – Nill – “Singular” (3)
Participação da Ana Frango Elétrico, sample do Paramore. Que som que o Nill lançou aqui para abordar as questões e inseguranças de dentro da sua mente. E a faixa é tão curtinha que pede por uns três replays a cada escutada.

10 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (4)
E, por falar na Ana, um elogio a ela aqui por soltar um vídeo para um som seu do “distante” 2019. Esse jeito de trabalhar um álbum em slow motion é um ajuda e tanto para nós, jornalista, sobrecarregados por tanta coisa a escutar. Mirem-se no exemplo.

11 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (5)
12 – Iara Rennóo – “Ava Viva” (6)
13 – Bonifrate – “Cara de Pano” (7)
14 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (8)
15 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (9)
16 – Nelson D – “Algo Em Processo” (10)
17 – Ella from the Sea – “Lonely” (11)
18 – Linn da Quebrada – “I Míssil” (12)
19 – GIO – “Joias” (13)
20 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (14)
21 – Rodrigo Amarante – “I Can’t Wait” (15)
22 – ATR – “Corazón (Badsista Remix)” (16)
23 – Bonifrate – “Casiopeia” (17)
24 – Mallu Magalhães – “Pé de Elefante” (18)
25 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (19)
26 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (20)
27 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (21)
28 – Marcelo Perdido – “Que Bom” (22)
29 – Gustavo Bertoni – “Old Ghost, New Skin” (23)
30 – Marina Sena – “Voltei pra Mim” (24)
31 – Rincon Sapiência – “Meu Mundo” (25)
32 – Supervão – “Amiga Online” (26)
33 – Jonathan Ferr – “Amor” (28)
34 – Jadsa – “Mergulho” (29)
35 – Mulungu – “A Boiar” (30)
36 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (31)
37 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (32)
38 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (33)
39 – Zé Manoel – “Como?” (35)
40 – Yung Buda – “Digimon” (40)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (41)
42 – FEBEM – “Crime” (42)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (45)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (46)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o pianista pernambucano Amaro Freitas.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Banda Leela volta para jogar misticismo nas redes sociais

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* A banda indie mais pop do Brasil sempre foi o Leela. De mesma época de formação dos Strokes, o grupo capitaneado pelo casal Bianca Jhordão e Rodrigo Brandão, armado no Rio de Janeiro e fincado em São Paulo, já experimentou de tudo em variações sonoras, em projetos paralelos, jobs paralelos, testou todas as cenas de 2000 para cá, teve contrato com grande gravadora, tocou em rádio, tocou em estádio (abriu para show da Avril Lavigne no Brasil em 2005). Deram uma parada de cinco anos, o famoso hiato, e agora volta firme no rolê, com um novo fôlego e um outro entendimento da cena atual.

Tanto que lança agora pela Popload o seu novo single-vídeo, “Momento Presente”, com temática nada mais apropriada.

A música é a terceira amostra da nova fase. E para um público mais jovem, que conheceu bem, o diálogo é direto: “Tratar de como as redes sociais nos condenam a um presente contínuo de perspectivas e decisões calcadas numa urgência cruel. É como se vivêssemos num coliseu de likes e dislikes tornando nossas subjetividades, nossos convívios sociais mais frágeis e perigosos do que jamais foram”, acredita a dupla.

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A música é uma parceria de Bianca e Rodrigo com o maluco multimídia e famoso agitador carioca
Fausto Fawcett, junto com a escritora e psicanalista paulistana Andrea de Arruda Botelho Borges. Ou seja, o cerco em torno do tema tão presente neste momento presente está fechado. Com uma pitadinha de outras energias envolvidas.

Para você sentir a seriedade do assunto, participam do vídeo, além de Rodrigo e Bianca, o músico xamã norueguês e terapeuta do som Kjell Sandvik, que também tocou o instrumento de sopro australiano didjeridu na música; a atriz, taróloga e make-up artist Carol Mendes; e a terapeuta holística Eliana Correa, da Sommaterapia, espaço de terapias integradas de São Francisco Xavier, cidade montanhosa do interior de São Paulo, que serviu de locação para o vídeo.

“Momento Presente” vem na cola de outros dois singles já lançados, “YouTube Mine” e “Fanáticos Online”, que esquentam o lançamento do quarto álbum do Leela, que reunirá dez canções escritas e gravadas ao longo dos últimos cinco anos de afastamento, por Bianca Jhordão, Rodrigo O’Reilly Brandão e parceiros, em seu estúdio próprio, o Music Bunker, de São Paulo. O disco sai em qualquer momento deste ano.

* A música entra nesta sexta-feira nos serviços de streaming.

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