Em roger waters:

Roger Waters chama a “Mother” do Pink Floyd para a quarentena

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* O músico e ativista britânico Roger Waters mostrou ontem, no tocante à cuestão da quarentena, uma tocante versão da clássica canção “Mother”, de sua estratosfericamente famosa ex-banda Pink Floyd.

Waters reuniu a galera que costuma acompanhá-lo em turnê para, cada um de sua casa, ajudá-lo com “Mother”. E declarou que “o distanciamento social é um demônio necessário no mundo da Covid-19”. Disse ainda que ver a música daquele jeito o lembra o quanto estar numa banda é um prazer único na vida.

A versão realmente ficou linda, som e imagem. O vídeo, em preto-e-branco, trouxe o baixista, cantor, compositor e um dos fundadores do Floyd ao violão. Seis músicos e duas backing vocals (uma dela segurando um cachorro) participaram da gravação.

Recentemente, Waters já havia feito, confinado em sua casa, uma cover em homenagem para o amigo John Prine, músico americano de folk music que morreu no mês passado vítima do corona.

A pandemia atrapalhou os planos da turnê This Is Not a Drill, que passaria pelos EUA em julho e foi adiada para o ano que vem.

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Polêmicos, é preciso falar dos shows de Roger Waters no Brasil além da política

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* Com mais um show-polêmico por fazer em solo brasileiro, nesta terça em Porto Alegre, quis o destino que Roger Waters fizesse sua penúltima apresentação no Brasil justamente em Curitiba, na noite do último sábado, véspera das eleições que a gente sabe bem como acabou.
O poploader Fernando Scoczynski Filho se fez presente no estádio do Coxa, o lotado Couto Pereira, e tenta nos contar sobre o concerto paranaense, tanto pelo aspecto político quanto pela música, o binômio que sempre pautou o Pink Floyd e a carreira solo de Waters.

“Pelas últimas semanas, o fundador e principal compositor do Pink Floyd tem feito shows de sua turnê Us + Them pelo Brasil. É a quarta vez que o músico excursiona pelo país, mas certamente tem sido a visita que mais deu buxixo. Logo no primeiro, em São Paulo, Waters se posicionou politicamente contra o (agora eleito) candidato Jair Bolsonaro, e o fato virou uma notícia tão grande que acabou ofuscando outros aspectos da performance. Neste sábado, rolou o show em Curitiba, num momento crítico para o país: véspera de segundo turno das eleições. E estávamos lá, claro.

Primeiro, vamos falar do que pouco se falou da turnê por aqui: o show é fantástico. Numa inevitável comparação com as outras visitas de Waters ao país (bem como a do ex-Pink Floyd David Gilmour), fica em empate técnico com os shows que fez aqui em 2012, apresentando o álbum The Wall (1979) na íntegra.

Por um lado, a turnê Us + Them apresentou mais variedade musical, focando em material de três discos clássicos do Pink Floyd – The Dark Side of the Moon (1973), Wish You Were Here (1975) e Animals (1977) -, bem como algumas inescapáveis faixas do último disco solo de Waters. As execuções das músicas do Floyd foram, em sua maioria, impecáveis, tanto nas mais manjadas (Breathe e Time) quanto nas menos comuns (Dogs e Pigs).

A sensação era de estar vendo o mais próximo que alguém poderia chegar de uma reunião do Pink Floyd nos dias atuais. Waters consegue encontrar um ótimo equilíbrio entre saudar o passado e não parecer uma banda cover qualquer. Mesmo com a ausência de Mother no bis, depois de tudo que já tinha sido tocado, era dificílimo reclamar.

Por outro lado, no aspecto visual, Us + Them ora supera a turnê The Wall, ora oferece alternativas inferiores. Os exemplos mais fáceis de citar (e os que devem permanecer na memória do público por mais tempo) foram as recriações das capas de Animals e The Dark Side of the Moon com efeitos no palco, bem como o gigante porco inflável flutuando sobre a plateia, todos incríveis de presenciar ao vivo.

Menos impressionantes foram os visuais exageradamente coloridos no telão em várias faixas, como Money e Comfortably Numb, que destoavam da estética comumente associada ao Pink Floyd. Muito mais eficazes foram, por exemplo, a versão atualizada do vídeo para Us and Them, incluindo cenas modernas e impactantes de desigualdade social, e uma imagem de um cão bravo latindo, em câmera lenta, durante um trecho de Dogs. Nesta música, também houve o belo momento em que alguns integrantes da banda pararam para tomar drinks no palco durante um solo de teclado, e Waters, vestindo uma máscara de porco, exibiu duas placas ao público: “Pigs rule the world”, e “Fuck the pigs”. Sim, é impossível falar da apresentação sem falar de seu aspecto político.

Um dia antes do show em Curitiba, veio uma notícia pesada: por ser véspera de segundo turno, manifestações políticas não seriam permitidas após as 22h; se ocorressem após tal horário, seriam crime político-eleitoral. Em Curitiba, com o evento iniciando às 21h30, parecia simplesmente impossível Waters encaixar algo no tempo que tinha, pois as menções antifascismo dos shows no Brasil apareceram mais de uma hora após seu início. E foi justamente esse limite de tempo que deu vez para a melhor surpresa da noite.

Faltando poucos minutos para as 22h, no meio de uma execução excepcional de Welcome to the Machine, veio uma interrupção brusca. As luzes se apagaram, e sirenes começaram a tocar. No telão, uma sequência de frases: “São 9:58. Nos disseram que não podemos falar sobre a eleição depois das 10 da noite. / É lei. /Temos 30 segundos. / Esta é nossa última chance de resistir ao fascismo antes de domingo. / Ele Não! / São 10:00. / Obedeçam a lei”.

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Aí, as duas reações esperadas: coros de “Ele não!” e vaias. A banda retomou Welcome to the Machine do ponto exato em que parou, como se nada tivesse acontecido, e seguiu o show. Parte da plateia ficou visivelmente irritada, birrenta feito criança, e parou de aplaudir pelo resto da noite; outra parte foi ao êxtase, feliz de saber que entende a mensagem da obra que Waters constrói há mais de 40 anos. Surpresa nenhuma para quem tem o mínimo conhecimento da obra de uma das bandas mais famosas da história.

A interrupção da música foi absolutamente surpreendente, e uma das coisas mais geniais que já vi ao vivo. Acabou tornando o show de Curitiba único, e deixando claro que Waters não arregou após as vaias que ouviu em outros estados, e nem precisou quebrar a lei para tal.

A mensagem geral do show foi de união – aceitando aqueles diferentes de nós, e lutando contra os poderes que nos oprimem, podemos ser mais. Nem todos compraram a ideia. “Eu não gosto dessas coisas políticas, só quero ver o show!”, ouvi uma moça atrás de mim gritar, frustrada. Outro moço, mais raivoso, mostrou ambos os dedos do meio para a enorme palavra “RESIST” que ocupou o telão em Another Brick in the Wall.

Perto do fim da noite, onde Waters normalmente faz um discurso de viés político, prometeu falar, em vez disso, sobre amor. Apresentando a suíte de seu último disco solo que conclui com Part of Me Died, explicou que, ao se apaixonar verdadeiramente por alguém, sua personalidade muda: descobre-se a empatia por outros seres humanos, e sentimentos egoístas de ódio são abandonados. Na verdade, era político sim, e na mesma linha que todo o resto do show. Para uma parcela do público, ficou um pensamento otimista: mesmo com toda a rejeição raivosa a essa mensagem, é bom concordar e se sentir acolhido por quem quer mudar para melhor, juntos.”

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** As fotos que ilustra este post são de Theo Marques/UOL.

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O Melhor do Twitter: “Roger Waters, a Barbie e o Bozo” edition

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Por mais memes da Barbie Fascistinha-do-Bem e atualizações na lista de músicos comunistas que a gente ama (beijo, Roger ‘Walters*’! *sic). Xô Fake News de Zap de família. Aliás, que bela época para deletar essa aberração da humanidade que só perde para a mensagem de áudio. As últimas semanas foram tensas e o Twitter refletiu bem isso (a sua maneira). As próximas, bem, esperamos ainda estar aqui podendo postar isso… Estamos de olho.
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Metendo as duas mãos na cumbuca política brasileira, Roger Waters faz em SP o que se esperava dele: um show histórico. Mesmo!

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* Quer dizer: nem todo mundo esperava, parece. Muitas vaias, muitos aplausos e algumas brigas marcaram o final do show do politizadíssimo músico inglês Roger Waters, um dos fundadores da politizadíssima banda Pink Floyd, ontem em São Paulo, no Allianz Parque lotadíssimo. Foi o primeiro concerto dos oito que Waters fará no Brasil e atingirá outras SEIS cidades brasileiras com a tour-comício nacional-internacional “Us + Them”. Nesta quarta à noite, a apresentação no Allianz se repetirá. Espere mais polêmica.

Num país polarizado entre os que vão votar em Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, sobrou para o último, o grande favorito. Em meio a suas boas músicas solo escolhidas para o show e as históricas canções de sua famosa ex-banda que foram tocadas, Roger Waters pesou sua mão contra o candidato que é considerado neofascista e simpático às ideias da governância pelas armas e pelo militarismo.

Trump, Le Pen, Putin, Orban na Hungria, Kurz na Áustria, Farage no Reino Unido, Kackzynski na Polônia e… Bolsonaro no Brasil. Em uma imagem projetada no telão durante a apresentação, Waters alerta para a ascensão neofascista no planeta e lista todos os nomes citados, fechando com um dos candidatos à presidência brasileira.

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Imagens do telão espetacular de Roger Waters ontem no Allians. Vaias e aplausos e brigas

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O caldeirão ferveu: gritos de “Ele Não” e “PT Não” divididos resgataram imediatamente a vocação de uma praça de futebol do Allianz Parque, como se tivessem jogando Palmeiras x Corinthians com as torcidas de ambos presentes em números parecidos. Houve briga na pista premium. Simpatizantes de Bolsonaro saíram antes de o show acabar, xingando muito o artista inglês de 75 anos. Principalmente na hora em que a frase-mantra da internet “#Ele Não” surgiu no telão, perto do final da apresentação, num momento em que, em discurso, Waters pregava igualdade.

Agora, sejamos razoáveis num momento em que a razão parece estar em falta: obviamente isso ia acontecer. Tanto Roger Waters quanto sua ex-banda gigante fazem desde os anos 70 shows marcados pela “Resistência”. Quão surpresa foi o que aconteceu ontem?

E ainda tem mais sete shows em terras brasileiras de Waters. Em sete cidades, incluindo o repeteco paulistano de hoje. O penúltimo deles acontece no dia 27, na “simbólica” Curitiba, na VÉSPERA DA ELEIÇÃO, terra que teve já no primeiro turno 62,13% dos votos para o candidato “atacado” por Roger Waters. O que ainda vai acontecer nessa turnê, que termina no dia 30 em Porto Alegre, já com a presidência “resolvida”?

Ah, teve a política mas teve também o telão mágico e horizontalíssimo, 20 metros de altura, 60 metros de comprimento. O maior painel de leds do showbis mundial, com 750 metros quadrados da lampadinha. E o impressionante som surround de estádio, que fazia as pessoas olharem para trás, às vezes assustadas.

E TEVE A MÚSICA, também, afinal de contas. Essa, você vê abaixo, em variados vídeos de galera.

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* Fotos: Reprodução da internet.
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Promo Popload: Roger Waters quer te dar ingressos (premium) para os shows de SP, Rio e Salvador, em outubro. Astro do Pink Floyd prepara “aparições” nessas cidades já em setembro

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* O famoso músico contestador Roger Waters, que um dia foi do almigthy Pink Floyd e depois, na carreira solo, virou o maior lotador de estádios do planeta, vai te dar, via Popload, uns pares de ingressos PISTA PREMIUM para alguns de seus shows no Brasil agora em outubro.

Mas a promoção é lá no Instagram. Já explico. E contemplará, das sete cidades brasileiras em que o músico mostrará os shows de sua turnê Us+Them, as praças São Paulo (segunda data), Rio de Janeiro e Salvador.

É o seguinte: no Instagram @lucioribeiro, a Popload e o Roger Waters vão sortear:
* 2 pares de ingressos para o show de São Paulo do dia 10 de outubro, a data extra (a apresentação do dia 9 está esgotada).
* 1 par de ingresso para o show de Salvador, do dia 17/10.
* 1 par de ingresso para o show do Rio de Janeiro, do dia 24/10.
Tudo pista premium!!!

E mais: um desses quatro sorteados vai receber, em casa, junto com os ingressos, um PRESENTE SURPRESA oferecido pela t4f, a produtora do show. Talvez dois.

Vai lá no Insta, @lucioribeiro, que você vai encontrar facinho a promoção. Curta o post, marque um/uma amigx (que tem que curtir o post também) e diga a cidade para a qual você quer concorrer ao par de ingressos. O sorteado tem que ter as duas curtidas no post, para receber as entradas.

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Roger Waters, um dos fundadores do Pink Floyd, passa com sua Us+Them Tour ainda por Brasília, dia 13/10; Belo Horizonte, 21/10; Curitiba, 27; e Porto Alegre, dia 30/10. Os shows, uma experiência audiovisual absurda, vai mesclar suas músicas solo com clássicos da banda que foi a expoente do rock progressivo mundial.

Em setembro agora, ações visuais urbanas chamarão a atenção em algumas cidades brasileiras para a passagem da turnê de Roger Waters no Brasil. A t4f ainda não divulgou o seu conteúdo. Desde os anos 70, o Pink Floyd usou porcos gigantes infláveis para bombar suas performances, tradição que continuou na carreira solo de Waters.

O músico é conhecido também por seu ativismo em várias frentes. Suas últimas ações em prol de causas já fez Waters bater de frente com políticas do presidente americano Donald Trump e abraçar causas palestinas na eterna briga com Israel.

Se ele quiser, aqui no Brasil será um prato cheio para uma treta de ativismo. Mas isso é uma outra história.

Vá ao Instagram para concorrer os ingressos desses grandiosos shows de Roger Waters.

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