Em roger waters:

Oldchella, o Coachella Classics, já tem pôster lindão

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* Segue tomando forma grande o já grande Oldchella, o festival de meganomes da história do rock que será realizado em outubro no deserto da Califórnia, no mesmo lugar do Coachella, e terá, vale repetir:
* um dia, sexta dia 7/10, Rolling Stones e Dylan.
* o sábado, 8, com Paul McCartney e Neil Young.
* domingo, 9, The Who e Roger Waters.

A Popload trouxe a história semana passada, depois de participar de papos de produtores em Los Angeles. Uma nova rodada de shows, no final de semana seguinte, deve ser anunciada conforme a venda de ingressos para o primeiro. Datas de alguns artistas estão bloqueadas para 14, 15 e 16 de outubro.

O ingresso para os três dias de evento custará US$ 399, calcule aí uns R$ 1500. E entradas VIP vão de US$ 699 a US$ 1599, a incluir transporte e outras regalias. Cerca de 70.000 entradas “normais” serão vendidas.

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Olha o esquema do público no cenário paradisíaco do deserto, em esboço:

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Os ingressos começam a ser vendidos dia 9, semana que vem.

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Stones, Bob Dylan e The Who num dia. Paul McCartney, Neil Young e Bruce Springsteen no outro. Vem aí o Coachella Classics, em outubro

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* Ah, Hollywood…

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Popload está no Chateau Marmont, na Sunset Boulevard, o hotel mais rock’n’roll do mundo, onde você de repente pode encontrar os caras do Chili Peppers jantando, a Lana Del Rey na piscina e as informações de shows voando pelo balcão de drinks do Bar Marmount, do lado do hotel.

Por exemplo, a info do Coachella Classics (acho que este é o nome), um outro festival no deserto, da mesma galera produtora, no mesmo lugar do recém-terminado festival “do Guns e do LCD”, também em dois finais de semana, só que este próximo em outubro.

Tudo vai ser anunciado oficialmente semana que vem.

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A dúvida é só saber se vai ter mesmo dois dias (o que parece) ou em três, desde a sexta-feira (o que a Goldenvoice prefere), para movimentar mais a região e o bolso dos produtores. O evento ocorrerá nos finais de semana entre os dias 7-9/10 e 14-16/10.

Um desenho do festival, que a Popload teve acesso, teria dois dias, com The Rolling Stones e Bob Dylan no primeiro e Paul McCartney, Neil Young e Bruce Springsteen no segundo. Nomes como The Who e Roger Waters (Pink Floyd) devem compor o grande elenco do Coachella Classics, mas os arranjos de datas para esses não foram finalizados.

O número de bandas a tocar e de palcos no Coachella Classics será bem menor do que o do Coachella tradicional, de abril. Também não precisa muito, né? Fora que cada um desses mencionados fazem no mínimo duas horas de show. E só a troca de palco de artistas desse quilate deve durar umas duas horas ela.

Em outubro, já no outono, a temperatura no vale do Coachella deve ser amena, agradabilíssima.

Será que entendi toda a conversa certa, hein?

Fico imaginando esse festival ainda mais, se o Bowie fosse vivo. E o Lennon… E o ELVIS…

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The Dark Side of the Grohl

* The Grohl.

* No vapor de toda essa comemoração dos 20 anos do “Nevermind”, o disco seminal do Nirvana, o ex-baterista da mitológica banda e atual rock planetário Dave Grohl, importante nos processos todos, também é supernotícia.

Amanhã é lançado nos EUA e na Inglaterra o livro “This Is a Call: The Life and Times of Dave Grohl”, biografia do líder do Foo Fighters, um dos principais grupos do mundo hoje, um dos shows mais bombados e a caminho de tocar no Brasil em abril de 2012.

Na biografia, escrita por Paul Brannigan, ex-editor da famosa revista de rock pauleira (com licensa, Globo) “Kerrang”, Grohl conta a história que emergiu forte nos últimos dias sobre uma quase saída do então baterista do Nirvana, isso em 1993, porque ele teria ouvido conversas de Kurt Cobain insatisfeito com seu trabalho.
Grohl revela ainda, parece, que não era muito satisfeito no Nirvana, porque aparentava não sentia muito fazer parte da banda, por ter entrado depois de sua formação e no meio do processo de feitura do “Nevermind”.
O agora guitarrista conta ainda que o Nirvana teve dois momentos, duas fases enquanto estava sentado à bateria da banda. Um em que ele se sentia isolado porque Cobain e o baixista Krist Novoselic tinham mais afinidades e a banda era realmente deles. E outra quando pintou a Courtney Love na história, casando-se com Kurt e dividindo o Nirvana em dois grupos: Grohl e Novoselic vs. Cobain e Love.
“Kurt era foda de lidar. E eu ouvi ele falando o quanto meu trabalho de baterista na banda era uma merda”
Grohl lembra ainda no livro, com um resquício de ódio, o episódio em que Novoselic teria dado “um recado de Cobain” para ele tocar bateria tipo o Dan Peters, do Mudhoney.
Depois dessa, Grohl ficou com a decisão tomada de sair do Nirvana, mas foi convencido a ficar pelo tour manager do Nirvana, Alex McLeod, e encarar a banda apenas como um “trabalho”, sem muitas expectativas.
“Eu só queria tocar minha fucking bateria. Não queria fazer parte daquela loucura em que se transformou a banda.”

Por isso que eu achei o Dave Grohl pouco à vontade em todos esses atos recentes de comemoração do “Nevermind”. Inclusive no show “Nevermind Live”, em Seattle, em que Novoselic foi o mestre de cerimônias e o outro Nirvana vivo nem deu sinal de participar por causa de um show do Foo Fighters, Grohl gravou um vídeo sem nenhuma empolgação para passar na festa.

Vamos ver o que mais sai dessa biografia de um dos caras mais gente-fina da história do rock.

E ONTEM, no programa do entrevistador americano Jimmy Fallon, Dave e a galera do Foo Fighters participou como “banda de apoio” de Roger Waters, ex-baixista e um dos vocalista da histórica banda inglesa Pink Floyd, tocando a ultrafamosa “In the Flesh”, faixa do mais ultrafamoso ainda disco “The Wall”. Jimmy Fallon está promovendo em seu programa a “Pink Floyd Week”, nesta semana em que uma das mais famosas bandas do rock vê relançados os 14 discos de sua carreira seja em CD, DVD e no iTunes.

Na segunda-feira, o grupo indie americano The Shins foi ao programa tocar “Breathe”. Hoje, quarta, é a vez do MGMT aparecer para representar “Lucifer Sam”. Amanhã um cantor country, Dierks Bentley”, executa “Wish You Were Here” e na sexta o Pearl Jam desempenha a lendária “Mother”.