Em Rolling Stones:

Stones tocam pela primeira vez sem Charlie Watts. Show para convidados nos EUA foi aquecimento para a tour que começa domingo

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* O épico grupo inglês The Rolling Stones retomou sua atividade ao vivo no último domingo em Foxboro, Massachusetts. A banda, que está nos EUA para reiniciar sua tour longamente parada pela covid no próximo domingo, em St. Louis, fez um show especial para poucos convidados no Gillette Stadium na última segunda-feira.

A apresentação marcou a primeira vez em 59 anos que Jagger e Richards olharam para trás e não viram a figura do já saudoso baterista Charlie Watts tocando sentado, de modo oficial. O grande Watts morreu no dia 24 de agosto, aos 80 anos, na Inglaterra. O concerto especial de Foxboro, perto de Boston, marcou a entrada na banda do baterista Steve Jordan, anunciado como substituto de Charlie Watts pelo menos nos 13 shows que os Stones farão nos EUA a partir de domingo.

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O grupo aproveitou a performance de aquecimento, que teve 14 músicas, para tocar pela primeira vez ao vivo as novas ou “novas” canções “Troubles a-Comin’” e “Living in a Ghost World”, nunca tocadas antes ao vivo.

“Está é uma noite meio comovente para nós”, falou Mick Jagger antes de o show de Foxboro começar. “É a primeira tour em 59 anos que faremos sem nosso querido Charlie Watts. Nós todos sentimos muito a falta de Charlie. Sentimos como banda, como amigos, em cima e fora do palco.”

“Guardamos muitas lembranças do Charlie. Tenho certeza que alguns de vocês que já tenham nos visto antes também têm lembranças de Charlie. Espero que vocês os tenham em mente como nós o temos. Gostaríamos de dedicar este show ao Charlie”, falou um emocionado Jagger, antes de a banda começar a apresentação fechada com “Let’s Spend the Night Together”, clássico dos Stones que a bateria entra rasgando logo no começo.

Emocionante é pouco para transcrever o que deve ter sido.

Abaixo, o discurso de Jagger para Watts e alguns trechos do concerto privado dos Stones na última segunda-feira.

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Trilha da polêmica série “We Are Who We Are” já saiu em dois discos e tem de Radiohead a Drake, de Blood Orange a… “Emilia Paranoica”.

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* Talvez a atual série de TV mais falada, “We Are Who We Are”, dirigida pelo italiano Luca Guadagnino, é facilmente a que tem a melhor trilha sonora de série desde a britânica “Peaky Blinders”. E graças ao músico americano Dev Hynes, o Blood Orange, responsável por conduzir a sonoridade que embala uma das mais insólitas histórias de seriado dos últimos tempos.

“We Are Who We Are”, do mesmo diretor de “Me Chame pelo Seu Nome, e produzida pela HBO, se passa numa base militar americana na Itália, numa praia perto de Veneza. Tem Chloe Sevigny e Alice Braga como as mães do complicado adolescente Jack Dylan Grazer, que chegam à base para Chloe assumir o posto de nova comandante do lugar. O rapper Kid Cudi também está no elenco.

A série, exibida há um mês, é sobre o amadurecimento teen, o famoso “coming of age”, descobertas de sexualidade ou das sexualidades e desenvolvimento de amizade e tals, num ciclo bem próximo de brancos e negros, americanos e europeus, de famílias civis e militares, reunidas num pedacinho dos EUA na Itália. As confusões de sempre, amplificada pelas modernidades de comportamento. E confusões não só dos adolescentes.

A música tem dois aspectos em “We Are Who We Are”. Primeiro a composta pelo Dev Hynes especialmente para o seriado. E também a variação de banda que a gente gosta, formando a trilha sonora geral, escolhida pelo próprio Guadagnino, que vai de Smiths a Radiohead, de Drake a Post Malone, tem Prince, Bowie e Stones. Mas também tem o próprio Blood Orange, Neil Young e 21 Savages.

Isso porque estamos no episódio 4 (de oito). O mais novo saiu ontem à noite, não assistido ainda.

Exatamente esses dois aspectos musicais de “We Are Who We Are” acabam de sair em discos oficiais: o das músicas originais feitas para a série (Dev Hynes) e outro com as canções conhecidas, antigas e novas, espalhadas pelo diretor na trama.

Um dos destaques do segundo álbum é um resgate pessoal de Guadagnino para sua série. Trata-se de “Emilia Paranoica”, famoso hino punk italiano dos anos 80, da banda CCCP – Fedeli Alla Linea, grupo formado em Berlim por uma galera italiana que morava na tensa cidade alemã da época.

A música, de quase 8 min de duração, embala uma marcante festinha dos teens da série num casarão abandonado de uma vila russa “sem os russos” no episódio 4.

É esta aqui:

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The kids are alright! Rolling Stones, no gás, vai abrir primeira loja da banda em Londres e lançar remix com o Killers

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* Com energia de banda recém-formada, os septuagenários dos Rolling Stones, uma das maiores bandas a tocar em nossa existência, anunciaram duas coisas hoje nas redes sociais. Primeiro que sexta-feira sai outra reinvenção para a música “Scarlet”, desta vez com colaboração da banda americana The Killers e do produtor inglês Jacques Lu Cont, pseudônimo do famoso artista e remixador eletrônico Stuart Price.

O novo remix para a música sai na sexta que vem, dia 28, famoso depois-de-amanhã. Dias atrás “Scarlet” já foi lançada com a colaboração do grande grupo The War on Drugs, que trouxe ainda o zeppelin Jimmy Page na guitarra.

Tudo isso porque os Stones vão lançar em breve, 4 de setembro, uma “versão extendida” e remasterizada e luxuosa e multiformatos de “Goats Head Soup”, famoso disco deles de 1973, que entre outras faixas tem “Angie”. Entre as inéditas e outras bossas está essa “Scarlet”.

“Scarlet, a da versão remix do War on Drugs, ganhou um vídeo bacana, estrelado pelo ator Paul Mescal, da ótima e difícil série inglesa “Normal People”. Este aqui:

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* Também no Twitter, os Stones anunciaram que no dia 9 de setembro agora vão lançar na megafamosa Carnaby Street, rua de pedestre no descolado bairro do Soho em Londres, a primeira loja oficial dos Stones, com produtos de moda e sonoro, merchandises mil, almofadas com a língua, a por*a toda.

Tem um filminho teaser da loja, no tweet abaixo.

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Dobradinha de peso: após quase 50 anos, faixa que reúne Rolling Stones e o Jimmy Page é revelada

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Nesta quarta-feira, o mundo pop foi pego de surpresa com uma gravação antiga e rara que envolve duas das maiores bandas da história.

Os Rolling Stones liberaram a faixa “Scarlett”, que tem nada menos a participação especial de Jimmy Page, o lendário guitarrista do Led Zeppelin. A dobradinha ocasional aconteceu em 1974, quando as duas bandas estavam gravando em um mesmo estúdio.

O som partiu de uma jam entre os Stones e Page, com bases de reggae e blues, até que Keith Richards aprimorou o rolê com seus riffs peculiares.

“Scarlett”, agora mostrada ao mundo, estará na versão deluxe do álbum “Goat’s Head Soup”, projeto que ainda terá as inéditas “All The Rage” e “Criss Cross”, e será lançado 4 de setembro.

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Qual banda é a melhor: Beatles ou Stones? Mick Jagger e Paul McCartney revivem farpinhas dos anos 60. Manda mais que tá pouco

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** Vamos agitar a quarentena, Brasil.

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Certamente a treta mais gigantesca (pelo tamanho das bandas) da história do rock, a rivalidade Beatles x Stones foi reacendida nos últimos dias, ainda que num clima de morde e assopra.

Tudo começou quando Paul esteve no programa do veterano Howard Stern, dia desses. O apresentador falava sobre os dois grupos e deixou escapar sua predileção pelo quarteto de Liverpool. Macca pescou e concordou. “Há muitas diferenças, e eu amo os Stones. Mas estou com você: os Beatles eram melhores”, cravou Paul.

Mas como a internet está aí para alimentar a treta de um jeito mais rápido, diferente de como era na década de 1960, Mick Jagger respondeu o seu contemporâneo, o qual chamou de “um cara amável”. Em entrevista ao Zane Lowe, na Apple Music, para divulgar a nova música dos Rolling Stones, “Living In A Ghost Town”, Jagger disse em tom descontraído que “não havia competição”, mas elaborou uma teoria mais séria.

“Stones é uma grande banda há muitas décadas e em outras áreas, enquanto os Beatles sequer fizeram turnês em arenas ou ao menos shows no Madison Square Garden com um sistema de som recente. Eles se separaram antes que esse lance de turnês começasse para valer”, apontou o vocalista, que continuou.

“Começamos a fazer shows em estádios nos anos 1970 e continuamos a fazer. Essa é a verdadeira e grande diferença entre as duas bandas. Uma é incrivelmente sortuda em ainda tocar em estádios; a outra não existe mais”.

A nova música dos Stones, bem boa por sinal, pode ser ouvida abaixo.

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