Em romulo fróes:

TOP 50 da CENA – Pabllo brilha no topo (do mundo). Gêmeos do R&B segue a onda. Rapper Nill estreia no pódio

1 - cenatopo19

* Na semana em que a Pabllo Vittar resolveu sacudir as estruturas sulistas do pop brasileiro e começou a mostrar ao pop mundial o valor do som do Norte do Brasil, nem precisamos matutar muito para encontrar nosso primeiro lugar. Lógico que a CENA não facilitou. 2DE1 lançou talvez a melhor música que o duo (em um) já fez na carreira, Nill chegou com uma mixtape espetacular e a Ana Frango ainda divulga seu disco de 2019 na maior calma, na maior contundência. E isso tudo é só uma parte da nossa lista de melhores da semana. Pensa na playlist que vai dar.

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1 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (Estreia)
Ao optar em reler clássicos do tecnobrega e do forró que foram a trilha de sua adolescência em um contexto que respeita os gêneros e ainda absorve elementos da música pop atual, Pabllo enriquece sua já boa mistura e aproxima seu trabalho das experiências de hyperpop tocadas por artistas como Sophie e Charlie XCX. É uma inversão inteligente do senso comum que ronda o pop nacional. Em vez de deixar o pop mundial informar a música brasileira, aqui a música brasileira informa o pop do planeta. Não é um movimento simples, não. O Primavera Sound vai ver só.

2 – 2DE1 – “Emersão” (Estreia)
Emersão, segundo um dicionário online, é tanto o movimento de um corpo que sai de um fluido no qual estava mergulhado quanto a reaparição de um astro que eclipsara. Significativo que esse seja o som de uma retomada após um relativo silêncio. E, bom, basta reparar na letra para sacar que a intenção dos gêmeos Fernando e Felipe Soares passa por uma aceitação de si mesmo e de assumir uma luta para alterar os aspectos que estão danificando o universo ao redor.

3 – Nill – “Singular” (Estreia)
Participação da Ana Frango Elétrico, sample do Paramore. Que som que o Nill lançou aqui para abordar as questões e inseguranças de dentro da sua mente. E a faixa é tão curtinha que pede por uns três replays a cada “escutada”.

4 – Ana Frango Elétrico – “Promessas e Previsões” (Estreia)
E, por falar na Ana, um elogio a ela aqui por soltar um vídeo para um som seu do “distante” 2019. Esse jeito de trabalhar um álbum em slow motion é um ajuda e tanto para nós, jornalista, sobrecarregados por tanta coisa a escutar. Mirem-se no exemplo.

5 – Mineiros da Lua – “Armadilha” (Estreia)
Bom o passeio dos mascarados Mineiros da Lua neste segundo álbum, que consegue juntar psicodelia, rap, música eletrônica. Em “Armadilha”, por exemplo, tem uma estrutura interessante: estrofe + sessão instrumental + estrofe + sessão instrumental em que a música vai se quebrando. Refrão é para os fracos.

6 – Iara Rennóo – “Ava Viva” (Estreia)
Uma música que homenageia Ava Rocha já mereceria todo destaque, mesmo que não fosse lá muito inspirada. Não é o caso aqui, lógico. Iara capricha em criativos versos para homenagear sua amiga. “Sua cara vira tela, mas a luz é dela” é uma bela tradução da força única da Ava.

7 – Bonifrate – “Cara de Pano” (Estreia)
Bonifrate segue explorando seus tecladinho. Aqui a jovem guarda manda um alô na faixa mais pop, entre os singles lançados até aqui, de “Corisco”, seu novo álbum, que chega logo mais.

8 – Isabel Lenza – “Tudo Que Você Não Vê” (Estreia)
No aquecimento do seu novo álbum, “Véspera”, a cantora paulistana lança seu melhor single. Uma linda reflexão sobre a força feminina que rege o universo, aquilo tudo que a gente não vê. Por que será? A letra é complementar à delicada música que vai envolvendo a gente ao longo da escuta com pequenos detalhes, pequenas informações, aquilo tudo que a gente não percebe até ouvir a música um monte de vezes. E então dá aquele sorriso, satisfeita.

9 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (1)
Olha o time. Composição de Romulo, Gui Held e Jards Macalé com letra de Nuno Ramos em homenagem a Jards – repare que alguns versos são apropriados de canções do Macau -, “Baby Infeliz” acabou rejeitada pelo próprio homenageado. Para que a canção não entrasse em um limbo, Romulo resolveu resgatá-la em seus dois novos álbuns de repertórios iguais e sonoridades bem diferentes – “Aquele Nenhum” (voz e violão) e “Ó Nois” (colagens). E não é que o Jards, quando escutou a música de novo, já na leitura do Romulo, perguntou por que ele, Romulo, não tinha oferecido a ele, Jards, gravar a canção? Perdeu um musicão, Jards. Mas achamos que o Romulo te empresta ela de novo, sim.

10 – Nelson D – “Algo Em Processo” (2)
Brasileiro de tribo indígena da Amazônia criado na Itália, Nelson D é a mais nova contratação de um dos nossos selos prediletos neste país, o Balaclava. E é de casa nova que ele dá sequência ao seu futurismo indígena já testado no disco do ano passado, “Em Sua Própria Terra”. A primeira canção dessa leva é um tratado sobre amizade. “Dedico essa musica a todas as pessoas que tiveram sorte de ter uma amizade importante nos momentos mais difíceis”, escreveu Nelson em suas redes. E nós tivemos sorte de ter uma música assim de tantos referenciais e sotaques na nossa CENA.

11 – Ella from the Sea – “Lonely” (3)
12 – Linn da Quebrada – “I Míssil” (4)
13 – GIO – “Joias” (5)
14 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (6)
15 – Rodrigo Amarante – “I Can’t Wait” (7)
16 – ATR – “Corazón (Badsista Remix)” (8)
17 – Bonifrate – “Casiopeia” (9)
18 – Mallu Magalhães – “Pé de Elefante” (10)
19 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (11)
20 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (12)
21 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (13)
22 – Marcelo Perdido – “Que Bom” (14)
23 – Gustavo Bertoni – “Old Ghost, New Skin” (15)
24 – Marina Sena – “Voltei pra Mim” (16)
25 – Rincon Sapiência – “Meu Mundo” (17)
26 – Supervão – “Amiga Online” (18)
27 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (19)
28 – Jonathan Ferr – “Amor” (22)
29 – Jadsa – “Mergulho” (23)
30 – Mulungu – “A Boiar” (24)
31 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (25)
32 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (26)
33 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (27)
34 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (28)
35 – Zé Manoel – “Como?” (29)
36 – Os Amantes – “Linda” (30)
37 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (31)
38 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (32)
39 – Salma e Mac – “Amiga” (33)
40 – Yung Buda – “Digimon” (34)
41 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (37)
42 – FEBEM – “Crime” (38)
43 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (39)
44 – Boogarins – “Supernova” (40)
45 – BaianaSystem – “Brasiliana” (42)
46 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (44)
47 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é da cantora Pabllo Vittar.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – Romulo Fróes chama Jards Macalé para o alto. Nelson D mostra algo em processo. Ella from the Sea canta a felicidade solitária. Este é o topo do nosso Top

1 - cenatopo19

* Se a semana dos gringos foi devagar, aqui no nosso Brasil a coisa pegou. Daqueles dias em que a gente cogita o empate técnico para não magoar ninguém. Nem a nós mesmos. Semana de discos duplos, de artistas que gostamos assinando com selo que gostamos, de descobertas, de gente revelando novas vozes em suas obras. É quase um lugar comum, mas a CENA brasileira é a melhor CENA, temos que reforçar isso – e reforçamos – sempre. Chega ali na nossa playlist para ver. E ouvir. Em sua plenitude sonora.

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1 – Romulo Fróes – “Baby Infeliz” (Estreia)
Olha o time. Composição de Romulo, Gui Held e Jards Macalé com letra de Nuno Ramos em homenagem a Jards – repare que alguns versos são apropriados de canções do Macau -, “Baby Infeliz” acabou rejeita pelo próprio homenageado. Para que a canção não entrasse em um limbo, Romulo resolveu resgatá-la em seus dois novos álbuns de repertórios iguais e sonoridades bem diferentes – “Aquele Nenhum” (voz e violão) e “Ó Nois” (colagens). E não é que o Jards, quando escutou a música de novo, já na leitura do Romulo, perguntou por que ele não tinha oferecido a ele, Jards, gravar a canção? Perdeu um musicão, Jards. Mas achamos que o Romulo te empresta ela de novo.

2 – Nelson D – “Algo Em Processo” (Estreia)
Brasileiro de tribo indígena da Amazônia criado na Itália, Nelson D é a mais nova contratação de um dos nossos selos prediletos neste país, o Balaclava. E é de casa nova que ele dá sequência ao seu futurismo indígena já testado no disco do ano passado, “Em Sua Própria Terra”. A primeira canção dessa leva é um tratado sobre amizade. “Dedico essa musica a todas as pessoas que tiveram sorte de ter uma amizade importante nos momentos mais difíceis”, escreveu Nelson em suas redes. E nós tivemos sorte de ter uma música assim de tantos referenciais e sotaques na nossa CENA.

3 – Ella from the Sea – “Lonely” (Estreia)
Gabriela Taketani, a tal Ella, escreve por aqui sobre solidão, mas não de um jeito triste. É sobre a liberdade de ser/estar sozinha. “É poder ter auto-satisfação em poder mudar esse sentimento de solidão triste”, escreve Gabi. Já ouviu esta música, David Lynch?

4 – Linn da Quebrada – “I Míssil” (Estreia)
É um barato ler que a Linn quis fazer uma música que pudesse cair no gosto da própria mãe. E aqui temos ela sonoramente mais leve, mas com ideias ainda bem profundas. “Divagar mais, divulgar menos” ressoa em relacionamentos, carreira. É muita ideia em poucos versos. E ainda tem uma segunda coisa rolando que é uma junção da Linn com sua persona além do palcos, a Lina. Fora a tirada esperta do título. Bela música!

5 – GIO – “Joias” (Estreia)
E segue a mudança do Giovani Cidreira para seu novo nome artístico. “Joias” é o segundo single deste novo álbum produzido ao lado de Benke Ferraz do Boogarins, que deve sair em breve. Nos comentários do YouTube alguém mandou uma bela ideia: “Me lembrou as composições da Jadsa. Uma célula poética curta e pronto”. E não é que a Jadsa está na faixa com alguns backing vocals? Conexões. Se o álbum do Gio sair nível Jadsa, teremos um empate técnico ali pelo topo dos melhores do ano, achamos.

6 – BNegão feat. Paulão King – “Cérebros Atômicos” (Estreia)
Sendo um dos nossos grandes rappers é um barato também o aspecto hardcore que ronda alguns trabalhos do BNegão. Daí que deu muita liga ele abraçar um cover da nossa melhor banda punk, Ratos de Porão. A adição gutural do Paulão King só dá um charme a mais na versão “made in Rio” de um rolê tão paulistano.

7 – Rodrigo Amarante – “I Can’t Wait” (Estreia)
Mais um single bem interessante do próximo solo do Amarante, confirmando uma tendência indicada nos outros singles de que teremos um disco menos melancólico que o primeiro. Ainda que os temas sigam sempre cheio de possíveis interpretações. De acordo com o próprio Amarante, que listou umas quatro motivações para a música, a ideia dela é mostrar como liberdade é pertencimento, ao contrário do que muitos imaginam ao ligar independência com liberdade.

8 – ATR – “Corazón (Badsista Remix)” (Estreia)
E a excelente Badsista, que tem suas mãos ali no quarto lugar da Linn da Quebrada, reaparece no nosso top 50 neste belo remix que só confirma e dá novos ares à fase eletrônica do ATR, antigo Aeromoças e Tenistas Russas. Se a gente não entendeu errado, aqui a Badsista faz um movimento até que raro em remixes: em vez de botar pressão na faixa original, ela deixou as coisas mais leves. Repara.

9 – Bonifrate – “Casiopeia” (1)
Quem lê nossos textos por aqui já deve ter sentido que temos uma obsessão por imaginação. Encontrar músicos que estão pensando e produzindo um novo mundo. E não é que o carioca Bonifrate resolveu escrever uma música inteira que se baseia nesse assunto? Isso se aproveitando de uma ideia certeira que o ex-Supercordas encontrou em uma entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano, em que ele fala de “um mundo em gestação dentro do mundo presente, e de como é um parto difícil, mas que há de acontecer”. Não bastasse a boa ideia, temos aqui um mergulho saudável em guitarras em profusão e um velho teclado Cassio que dá nome à música.

10 – Mallu Magalhães – “Pé de Elefante” (2)
Eis que Mallu solta um álbum novo indo para um clima bossa nova morando na gringa, com parcerias estranhas mas tá valendo. Aqui temos a até que divertida e leve “Pé de Elefante” saltando rápida do disco nas primeiras audições, música que ainda brinca com sons invertidos. E a gente tem certeza que já escutou a introdução desta música em algum lugar.

11 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (3)
12 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (4)
13 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (5)
14 – Marcelo Perdido – “Que Bom” (6)
15 – Gustavo Bertoni – “Old Ghost, New Skin” (7)
16 – Marina Sena – “Voltei pra Mim” (8)
17 – Rincon Sapiência – “Meu Mundo” (9)
18 – Supervão – “Amiga Online” (12)
19 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (14)
20 – CESRV – “Soundbwoy Champion” (15)
21 – Taco de Golfe – “Pessoa Que Fala” (16)
22 – Jonathan Ferr – “Amor” (17)
23 – Jadsa – “Mergulho” (18)
24 – Mulungu – “A Boiar” (19)
25 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (20)
26 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (23)
27 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (24)
28 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (25)
29 – Zé Manoel – “Como?” (26)
30 – Os Amantes – “Linda” (27)
31 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (28)
32 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (31)
33 – Salma e Mac – “Amiga” (32)
34 – Yung Buda – “Digimon” (33)
35 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (35)
36 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (36)
37 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (37)
38 – FEBEM – “Crime” (38)
39 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (39)
40 – Boogarins – “Supernova” (40)
41 – Moons – “Love Hurts” (41)
42 – BaianaSystem – “Brasiliana” (42)
43 – Jair Naves – “Vai” (43)
44 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (44)
45 – Yannick Hara – “Raça Humana” (45)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – FBC – “Gameleira” (47)
48 – Mbé – “Aos Meus” (48)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (49)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do cantor e compositor paulistano Romulo Fróes.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

POPLOAD ENTREVISTA: Tem live com o grande Romulo Fróes nesta segunda, 19h. Vem ver

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Hoje, às 19h, rola nossa segunda live lá na Popload TV, o canal do site no Youtube. O convidado da vez é o mais novo cinquentão Romulo Fróes, cantor e compositor de grandes serviços prestados à CENA. Nessa celebração, o paulistano chega ao mesmo tempo com seu nono e décimo álbum, discos gêmeos.

“Ó Nóis” e “Aquele Nenhum” compartilham o mesmo repertório, mas abrem diferentes diálogos em termos sonoros. “Ó Nóis” reúne “colagens e fragmentos” e vem em um bloco de meia hora, tão inusitado que o Spotify lê como single aquilo que é álbum. “Aquele Nenhum” é voz e violão e chega de um jeito mais tradicional, com suas nove faixas. Funk, bossa nova, Romulo parece colocar em prática algumas conversas que mandou em sua aula sobre “A Música Popular no Século XXI” no Instituto Moreira Salles (IMS), há uns meses.

E são essas diferenças e semelhanças e aulas que puxam a nossa entrevista que rola logo mais no YouTube. Já pode acionar a notificação, se inscrever no canal e ativar o sininho, saca? Lembrando que nas nossas lives você está convidadíssimo a participar com suas perguntas, já que é uma troca de ideia. Só vem!

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Popnotas: Um zoom no Ringo Starr, o disco geológico do Gruff Rhys, a tour do Romulo Fróes nos prédios de SP, o Spoon recriando Tom Petty. Ah… E o Mars Volta de volta

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Ringo Starr, ex-integrante daquela banda lá, está de single novo. “Zoom In, Zoom Out” é a faixa quase-título de seu próximo EP, “Zoom In”, previsto para ser lançado no dia 19 de março. Escrita por Jeff Zobar, a música tem a presença luxuosa de Robbie Krieger, do Doors, na guitarra. Os dois músicos fazem parte do consagrado time de colaboradores que acompanham Ringo no novo EP. Muitas participações, mas tudo dentro das regras atuais. Mesmo registrado em casa, Ringo convidou cada músico por vez para tocar sua parte. Responsa. “Zoom In, Zoom Out” é o sucessor do single “Here’s to the Nights”, mostrado em dezembro de 2020 e que chegou com um vídeo que juntava imagens de Ringo e de velhos e novos amigos, incluindo o colega Paul McCartney, Corinne Bailey Era, Eric Burton (Black Pumas), Sheryl Crow, FINNEAS, Dave Grohl, Bem Harper e Lenny Kravitz, entre outros.

Gruff Rhys, líder do saudoooooso grupo galês Super Furry Animals, vai lançar seu sétimo álbum solo. “Seeking New Gods” tem a produção do brasileiro Mario Caldato. Pelo que conta, Gruff queria um álbum biográfico sobre uma montanha, o Monte Paektu, mas o trabalho andou para outro rumo. “O álbum é sobre as pessoas e as civilizações, e os espaços que as pessoas habitam ao longo do tempo. Como as pessoas vêm e vão, mas a geologia permanece e muda mais lentamente. Eu acho que é uma questão de memória e tempo”, escreve o músico. O disco será lançado em maio.

– CENA – Romulo Fróes está em turnê por São Paulo. Mas não é a tradicional turnê, lógico. A ideia é uma série de registros ao vivo de todos os seus discos em prédios diferentes da cidade. São eles “Calado” (2004), “Cão” (2006), “No Chão Sem o Chão” (2009), “Um Labirinto em Cada Pé” (2011), “Barulho Feio” (2014) e “O Disco Das Horas” (2018). Todos os álbums tocados um no 29º andar do edifício Copan, outro em um edifício em construção no bairro Itaim Bibi, no ateliê de Nuno Ramos no Cambuci, na Associação Escola da Cidade, escola de arquitetura e urbanismo no centro de SP, no próprio Centro de São Paulo, entre a Praça da República e a Catedral da Sé, e no Edifício Mirante do Vale no Anhangabaú, o edifício mais alto da cidade. Tudo no YouTube dele. Um já está no ar, o show do “Calado” no Copan, e os próximos chegam aos poucos, até abril.

– Fãs de Tom Petty, a banda indie Spoon colocou em disco dois covers do mestre que já circulavam por aí. “Breakdown”, registrado para um tributo, e “A Face in the Crowd”, para um evento de solidariedade promovido pelo produtor Jack Antonoff, agora estão reunidos em um compacto virtual, digamos. Imperdível.

– Uma das bandas mais malucas ao vivo na história, o grupo texano The Mars Volta, a continuação torta do também incrível (e torto) At the Drive-In, vai lançar um box-set incrível chamado “La Realidad de Los Sueños (The Reality of Dreams)”, que consiste em uma caixa com DEZOITO vinis com toda a discografia da banda e muitos extras. Fãs de Mars Volta são fãs de Mars Volta, então a pré-venda para esta caixa especial já se esgotou pouco depois de ser anunciada. Agora, para dar continuidade na onda de lançamentos bizarros, o grupo decidiu lançar também, só que digitalmente o “Landscape Tantrums”, que são as sessões completas de gravação do primeiro disco deles, o famoso “De-Loused in the Comatorium”, de 2003. Desse disco e antes de seu lançamento, vai sair um single digital solitário, para a faixa “Inertiatic ESP”, no dia 26 de março, famosa semana que vem. Entendeu tudo? Pensa com a cabeça do Mars Volta que você entende.

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